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Medida da velocidade de fluxo nas artérias cerebrais utilizando ultra-som Doppler transfontanela antes e após o tratamento cirúrgico da hidrocefalia

Arquivos de Neuro-Psiquiatria (Impact Factor: 0.84). 09/1999; 57(3B). DOI: 10.1590/S0004-282X1999000500015
Source: DOAJ

ABSTRACT

Vinte e sete crianças portadoras de hidrocefalia de diversas etiologias, diagnosticadas pelo exame clínico, neurosonografia e tomografia cerebral computadorizada, foram submetidas a avaliação por ultra-som Doppler (US-Doppler) transfontanela para medida da velocidade de fluxo sanguíneo e cálculo do índice de resistência (IR) nas artérias cerebrais anteriores, médias e carótidas internas. Todas as crianças foram submetidas a avaliações no pré-operatório e no 1º, 7º, 30º e 60º dias do pós-operatório. Concluímos ser a técnica de neurosonografia e US-Doppler útil no diagnóstico da hidrocefalia, na indicação e controle das derivações liquóricas e no acompanhamento das modificações dos valores do IR comparando-os no pré e pós-operatório imediato e tardio do tratamento cirúrgico da hidrocefalia. Os resultados obtidos permitiram-nos ainda, pela comparação dos valores do IR entre as diversas artérias avaliadas nos diferentes estágios do estudo, concluir serem as artérias cerebrais anteriores representativas das alterações máximas que ocorrem na resistência vascular cerebral em pacientes pediátricos portadores de hidrocefalia.

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    ABSTRACT: Este estudo teve como objetivo avaliar o fluxo sanguíneo cerebral em recém-nascidos a termo pequenos para idade gestacional, utilizando ultra-sonografia Doppler craniana ao nascimento. O estudo foi desenvolvido no CAISM/UNICAMP (Centro de Saúde Terciário para Mulheres). Foram selecionados sessenta recém-nascidos e divididos em 2 grupos: 36 adequados para idade gestacional (AIG) e 24 pequenos para idade gestacional (PIG). Foi realizada a avaliação de ultra-sonografia Doppler craniana nos grupos, entre 24-48 horas após o nascimento. A velocidade de fluxo sanguíneo cerebral foi menor no grupo PIG na artéria cerebral anterior (ACA). As medidas Doppler foram estatisticamente diferentes entre os grupos apenas para valores relacionados à velocidade de fluxo de pico sistólico (VFPS) e velocidade de fluxo médio (VFM) na ACA. Não houve diferenças significantes para nenhum dos parâmetros avaliados de velocidade de fluxo na artéria cerebral média (ACM). Concluiu-se que recém-nascidos PIG apresentaram VFPS e VFM significativamente menores apenas na ACA. A adequação peso/idade gestacional, presença de policitemia neonatal e valores de pressão arterial média estiveram estatisticamente associados a VFM na ACA. A presença de sofrimento fetal, valores de pressão arterial média e hábito de fumar durante a gestação estiveram estatisticamente associados a VFM na ACM.
    Full-text · Article · Sep 2003 · Arquivos de Neuro-Psiquiatria
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    ABSTRACT: OBJECTIVE: To evaluate the relation between the resistance index (RI) obtained by transfontanellar Doppler ultrasonography, and the neurodevelopment until one year of life, at term newborns with mild or moderate hypoxic-ischaemic encephalopathy due to intrapartum asphyxia. METHOD: 20 term newborns, with mild or moderate hypoxic-ischemic encephalopathy, high values of resistance index in the first exam, and without cerebral morfologic abnormalities or other diseases. They were submitted to serial bimonthly transfontanellar Doppler ultrasonography, from the seventh day of life on, and monthly clinical neurodevelopment assessment until one year of life. RESULTS: There was a progressive normalization of RI values until the last examination. In five cases there were clinical neurologic normalization in the neonatal period after the first Doppler exam. Fifteen infants presented neurologic abnormalities, with normalization after the second trimester of life. CONCLUSION: There was a relation between the normal RI values with the normalization of the clinical assessment.
    Preview · Article · Dec 2007 · Arquivos de Neuro-Psiquiatria
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    ABSTRACT: Methylphenidate (MPH) is a central nervous system stimulant drug that increases concentration and energy level. The safety of MPH use during pregnancy is not well established. Considering the high rate of unplanned pregnancy among young women, potential for accidental exposure to MPH in early pregnancy is high. This study aimed to investigate if MPH administered during pregnancy would induce maternotoxicity, teratogenicity in mice, or both. Pregnant Swiss mice were treated with MPH (5 mg/kg, subcutaneously) or 0.9% saline (control group) from the 5th to the 17th day of pregnancy. In the MPH-treated group, a significant increase in the total number of resorptions with a consequent increase in post-implantation loss and a decrease in fetal viability were detected (all P < 0.05). A total of 91.43% of resorptions were classified as early resorptions. The group treated with MPH presented significant external (polydactyly P < 0.01), skeletal (incomplete ossification of the skull P < 0.01) and visceral (dilated ventricles P < 0.05) malformations. Behavioural effects (motor activity, memory of habituation and anxiety) were not observed in both male and female offspring evaluated at postnatal days 22, 35 and 75. The results suggest that MPH is an embryotoxic and teratogenic drug.
    No preview · Article · Nov 2015 · Reproductive biomedicine online
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