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Hipocontratilidade do esófago em pacientes com doença de Chagas e pacientes com acalasia idiopática

Arquivos de Gastroenterologia 01/2000; 37(1). DOI: 10.1590/S0004-28032000000100008
Source: DOAJ

ABSTRACT

Em pacientes com esofagopatia chagásica e pacientes com acalásia, a amplitude das contrações esofágicas está diminuída. Como nem todas as deglutições são seguidas de contrações com baixa amplitude, avaliamos o número de contrações com amplitude abaixo de 30 mm Hg em 40 voluntários assintomáticos, 99 pacientes com doença de Chagas e 14 pacientes com acalásia idiopática. Cada paciente ou voluntário realizou 10 deglutições de 5 mL de água e o registro das contrações foi feito a 5 cm, 10 cm e 15 cm proximal ao esfíncter inferior do esôfago. Neste registro foi utilizado o método manométrico com perfusão contínua. O número de contrações com hipocontratilidade foi maior nos pacientes com doença de Chagas e pacientes com acalásia do que nos voluntários (P <0,05). Pacientes chagásicos com trânsito lento no exame radiológico mas sem dilatação do esôfago tiveram mais contrações com baixa amplitude do que pacientes com exame radiológico normal (P <0,01). O mesmo resultado se obteve quando da análise do número de indivíduos com três ou mais contrações com baixa amplitude (P <0,01). Os pacientes chagásicos com disfagia tiveram mais contrações com hipocontratilidade do que aqueles sem disfagia (P <0,05). Concluímos que na doença de Chagas e na acalásia idiopática ocorre maior número de contrações esofágicas com baixa amplitude do que em pessoas normais, o que deve contribuir para a sintomatologia dos pacientes.

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    ABSTRACT: This study analyzed the radiologic and manometric findings of 43 patients suffering from chagasic megaesophagus with positive tests for Chagas' disease. There was a significant reduction in the high pressure levels of the body of the esophagus related to the stage of the disease: stage I/II - 42.9 mmHg; stage III - 23.6 mmHg; stage IV - 15.6 mmHg. It was observed that 5 (35.7%) stage III patients had high pressure levels below 20 mmHg and presented advanced megaesophagus and these underwent a subtotal esophagectomy following esophagogastroplasty instead of cardiomyotomy with anti-reflux valve. The manometric study in stage III patients with chagasic megaesophagus was considered helpful to indicate which surgical procedure would be best for these patients.
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    ABSTRACT: RACIONAL: Embora acalásia idiopática e acalásia conseqüente à doença de Chagas tenham manifestações clínicas semelhantes, mesmo tratamento e ambas comprometerem o plexo mientérico do esôfago, é possível que as alterações motoras do esôfago provocadas pelas duas doenças não sejam iguais, conseqüência da diferente intensidade da destruição dos neurônios inibitórios e excitatórios do esôfago. OBJETIVOS: Revisar os trabalhos que estudaram a fisiopatologia e as alterações motoras do esôfago na acalásia idiopática e na doença de Chagas. DADOS E FONTES DE REFERÊNCIAS: Foram revistos trabalhos que definiram as características da acalásia idiopática e aquela provocada pela doença de Chagas. SÍNTESE DOS DADOS: Está demonstrado o comprometimento da inervação inibitória do esôfago nas duas doenças. Em relação à inervação excitatória, os resultados dos estudos dos efeitos do edrofônio, da atropina e da toxina botulínica sugerem que ela está mais comprometida na doença de Chagas do que na acalásia idiopática, o que justificaria a maior pressão do esfíncter inferior do esôfago observada na acalásia idiopática. Os pacientes com doença de Chagas têm mais falhas de contrações e maior freqüência de anticorpos contra os receptores muscarínicos M2 da acetilcolina. A duração da contração em corpo esofágico é maior nos pacientes com acalásia idiopática. CONCLUSÕES: Os diferentes trabalhos que estudaram as duas doenças sugerem que existem diferenças entre o comprometimento do esôfago na acalásia idiopática e na doença de Chagas, principalmente no comprometimento da inervação excitatória, mais intenso na doença de Chagas.
    Preview · Article · Jun 2003 · Arquivos de Gastroenterologia
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    ABSTRACT: BACKGROUND: Although idiopathic achalasia and achalasia caused by Chagas' disease have the same clinical manifestations and treatment, both with destruction of the esophageal myenteric plexus, it is possible that there are differences in the alterations of esophageal motility between the two diseases, caused by different grades of impairment of the excitatory and inhibitory esophageal neurons. AIMS: We performed a review of papers with results about the pathophysiology and esophageal motility alterations in idiopathic achalasia and Chagas' disease. DATE SOUCERS: We reviewed papers which included data about the characteristics of idiopathic achalasia and Chagas' disease. DATA SYNTHESIS: Impairment of inhibitory esophageal neurons was shown in the two diseases. The results of the studies of the effects of atropine, edrophonium and botulin toxin suggested that the excitatory innervation is more intensely impaired in Chagas' disease than in idiopathic achalasia, explaining the increase in the lower esophageal sphincter pressure found in achalasia. The patients with Chagas' disease have more circulating muscarinic cholinergic receptor M2 autoantibodies than patient with idiopathic achalasia. The duration of the contractions in the esophageal body is longer in idiophatic achalasia than in Chagas' disease. CONCLUSIONS: The papers that studied Chagas' disease and idiopathic achalasia, mainly those which studied both diseases with the same methods, suggested that there are different grades of esophageal involvement by the two diseases, mainly the most important involvement of excitatory innervation in Chagas' disease than in idiopathic achalasia.
    Preview · Article · Jun 2003 · Arquivos de Gastroenterologia
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