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Influência da dose e época de aplicação de um compostado na cultura de cebola biológica

Authors:

Abstract and Figures

The response of organic onion to the application of increasing rates of composted animal manure (0, 20 and 40 t/ha) and application timing (one month before planting and at planting), combined with a commercial organic fertilizer Monterra (2 t/ha), was evaluated at NW Portugal. At the site, a conventional onion experiment was also carried out, with 150 kg/ha of mineral N. Both crops were evaluated 5 times throughout the growing period to assess plant fresh and dry weights and bulb diameter, firmness, entitled total acidity, pH and nutrient content of the bulbs.
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INFLUÊNCIA DA DOSE E ÉPOCA DE APLICAÇÃO
DE UM COMPOSTADO NA CULTURA DE CEBOLA
BIOLÓGICA
COMPOST RATE AND APPLICATION TIMING EFFECTS ON
ORGANIC ONION CROP
Isabel Mourão1, Luis Miguel Brito1 e João Coutinho2
1 Centro de Investigação de Montanha (CIMO), Escola Superior Agrária de Ponte de Lima, Instituto Poli-
técnico de Viana do Castelo, Refóios, 4990-706 Ponte de Lima. E-mail:isabelmou rao@esa.ipvc.pt;
2 C Química, DeBA, EC Vida e Ambiente, Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, ap 1013, 5001-
911 Vila Real. E-mail: j_coutin@utad.pt
RESUMO
No presente estudo avaliou-se o crescimen-
to e a produtividade da cultura da cebola no
modo de produção biológico (MPB), na
região NW de Portugal, com a aplicação ao
solo de um compostado em diferentes épocas
(à plantação e um mês antes da plantação),
nas doses de 0, 20 e 40 t/ha, com e sem apli-
cação do fertilizante orgânico Monterra na
dose de 2 t/ha à plantação. Avaliou-se a
mesma cultura no modo de produção con-
vencional (MPC, 150 kg N/ha). Realizaram-
se 5 colheitas para quantificação do peso
fresco e seco, diâmetro, firmeza, acidez total,
pH e concentração de nutrientes do bolbo.
A produtividade da cebola no MPB não
aumentou significativamente com a antecipa-
ção na aplicação do compostado, nem com a
aplicação do fertilizante Monterra, mas
aumentou com a dose de aplicação de com-
postado ao solo, resultando numa produtivi-
dade média de 19,6 t/ha, 28,9 t/ha e 34,9 t/ha,
respectivamente, para as doses de 0, 20 e 40
t/ha de compostado. As taxas aparentes de
utilização do N orgânico do compostado
aplicado à plantação sem Monterra, foram de
14,5% e 7,7%, respectivamente, para as
doses de 20 e 40 t/ha. A utilização de 40 t/ha
compostado contribuiu para alcançar produ-
ções de cebola próximas das obtidas no MPC
(39,3 t/ha). Os bolbos produzidos no MPB
revelaram uma tendência de maior firmeza,
maior acidez e maiores teores de K, em com-
paração com o MPC.
Palavras-chave: Azoto, fertilização orgâni-
ca, modo de produção biológico, nutrientes.
ABSTRACT
The response of organic onion to the appli-
cation of increasing rates of composted ani-
mal manure (0, 20 and 40 t/ha) and applica-
tion timing (one month before planting and at
planting), combined with a commercial or-
ganic fertilizer Monterra (2 t/ha), was eva-
luated at NW Portugal. At the site, a conven-
tional onion experiment was also carried out,
INFLUÊNCIA DA DOSE E ÉPOCA DE APLICAÇÃO DE UM COMPOSTADO
NA CULTURA DE CEBOLA BIOLÓGICA
107
with 150 kg/ha of mineral N. Both crops
were evaluated 5 times throughout the grow-
ing period to assess plant fresh and dry
weights and bulb diameter, firmness, entitled
total acidity, pH and nutrient content of the
bulbs.
The moment of compost application and
the organic fertilizer Monterra did not signifi-
cantly affect crop growth, but yield increased
with increasing compost rate, from 19.6 t/ha
to 28.9 t/ha and 34.9 t/ha, respectively for 0,
20 and 40 t/ha compost rate. Onion yield
with maximum compost rate was near to
conventional onion yield (39.3 t/ha). Organic
onions compared to conventional ones, had
higher values of firmness, total acidity and K
content.
Key-words: Compost, mineralisation, nitro-
gen, nutrients, organic matter
INTRODUÇÃO
A cebola (Allium cepa L.) em Portugal é
principalmente cultivada como cultura inten-
siva de ar livre. Em 2003, ocupava uma área
de 1617 ha, concentrada nas regiões do Riba-
tejo e Oeste e Entre-Douro-e-Minho, esti-
mando-se a produção em 38593 t (GPP,
2007). A Europa tem produtividades médias
de 20 t/ha, sendo de 35 t/ha na UE a 25 Esta-
dos Membros e de 23,5 t/ha em Portugal
(GPP, 2007). O consumo anual em Portugal
foi estimado em 13,08 kg por habitante em
2005, sendo o terceiro produto hortícola mais
consumido, depois da batata e couve
(FAOSTAT, 2010), facto que justifica a pro-
dução biológica de cebola.
A absorção de nutrientes pela cebola
durante o período de crescimento segue uma
curva sigmoidal e o período de rápida absor-
ção coincide com o inicio da formação do
bolbo (Lee, 2010). Por outro lado, o sistema
radicular da cebola consiste em raízes super-
ficiais, que raramente se ramificam ou for-
mam pelos radiculares. Thorup-Kristensen
(2001) referiu que as raízes das plantas de
cebola atingem 0,25-0,35 m de profundidade,
devido a um crescimento muito lento, apesar
de apresentar um ciclo cultural relativamente
longo, comparativamente com a maior parte
das culturas hortícolas. Assim, a cultura de
cebola revela-se muito exigente na disponibi-
lidade de nutrientes no tempo adequado e na
profundidade do solo a que se encontram as
raízes. No modo de produção convencional,
estudos de fertilização de cebola indicam que
valores de azoto mineral acima de 150 kg/ha
normalmente não se traduzem em aumentos
de produtividade significativos (Drost et al.,
2002; Brito, 2005).
No modo de produção biológico, a taxa de
mineralização dos compostados orgânicos
que se incorporam no solo está directamente
relacionada com a disponibilidade de azoto
para as culturas e este processo tem de ser
estudado para as diferentes condições de pro-
dução. Com o presente trabalho pretendeu-se
avaliar o crescimento e a produtividade da
cultura da cebola no modo de produção bio-
lógico (MPB), com a aplicação ao solo de
um compostado em diferentes épocas
plantação e um mês antes da plantação), nas
doses de 0, 20 e 40 t/ha, com e sem a aplica-
ção à plantação do fertilizante comercial
Monterra na dose de 2 t/ha.
MATERIAL E MÉTODOS
O ensaio realizou-se no concelho de Ponte
de Lima (NW Portugal), num Regossolo dis-
trico (Agroconsultores e Geometral, 1995),
com textura franco-arenosa. No Quadro 1
apresentam-se algumas das características
químicas do solo. O crescimento e a produti-
vidade da cultura da cebola no modo de pro-
dução biológico (MPB) foram avaliados para
a cultivar regional Vermelha da Póvoa (cedi-
REVISTA DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS 2011, VOL. XXXIV, 2: 106-116
108
da pela DRAPN) em 3 blocos casualizados,
com os seguintes tratamentos: 20 t/ha de
compostado (140 kg N/ha) aplicado à planta-
ção (C20P) ou um mês antes (C20A), 40 t/ha
(280 kg N/ha) à plantação (C40P) ou um mês
antes (C40A), os mesmos tratamentos acres-
cidos com a aplicação à plantação do fertili-
zante comercial Monterra (M) na dose de 2
t/ha (140 kg N/ha) (C20AM, C20PM,
C40AM, C40PM, respectivamente), para além
da testemunha sem qualquer fertilizante (C0).
O compostado, cujas características se
apresentam no Quadro 2, resultou da mistura
de palha e dejectos de bovinos e equinos no
MPB, com três meses de compostagem. O
ciclo cultural foi de 115 dias, tendo a
plantação sido realizada em meados de Maio,
a partir de plantas produzidas no MPB no
viveiro Triplanta, com cerca de 3 folhas defi-
nitivas. Avaliou-se a mesma cultura no modo
de produção convencional (MPC), com a
aplicação de um adubo composto em fundo
(7:14:14 na dose de 60 kg N/ha) e um adubo
nitroamoniacal em cobertura (nitrolusal 26%
N na dose de 90 kg N/ha), para comparação
com o MPB. A rega foi efectuada pelo siste-
ma gota-a-gota e o controlo das infestantes
foi realizado manualmente. Realizaram-se 5
colheitas, aos 40, 55, 70, 85 e 115 dias após a
plantação, tendo-se avaliado 6 plantas por
cada tratamento e por cada repetição, para
quantificação do peso fresco e peso seco das
plantas, diâmetro e concentração de nutrien-
tes no bolbo. Na colheita comercial
desterminou-se ainda o peso edível, a acidez
total, o pH, a firmeza e os teores de N, P, K,
Ca, Mg e Fe dos bolbos.
A matéria seca foi determinada após seca-
gem das plantas numa estufa ventilada a 70
ºC, até peso constante A acidez total foi
determinada por titulação a pH 8,1 com uma
solução 0,1N de NaOH na presença de
fenolftaleína e foi expressa em mg de equiv.
ácido cítrico por 100g de matéria fresca. A
leitura do pH foi realizada com um poten-
ciómetro e a firmeza do bolbo, determinada
na parte edível da cebola com um penetróme-
tro (TR Snc), tendo sido expressa pela força
máxima (kg cm-2) necessária para penetrar
cada um dos bolbos com uma sonda cilíndri-
ca de 8 mm, a uma velocidade de 50 mm
min-1.
Recorreu-se à norma europeia (EN - Soil
improvers and growing media, 1999) para a
Quadro 1 - Características químicas do solo do ensaio.
pH MO P total N total N-NO3 N-NH4+
H2O (g kg-1) (g kg-1 ms)
(g kg-1 ms)
(mg kg-1 mf)
(mg kg-1 mf)
5,5 28,8 1,4
1,1
10,0
4,2
Quadro 2 - Características do compostado (n=6) proveniente de palha e dejectos de animais com 3
meses de compostagem e do fertilizante orgânico comercial Monterra (n=3) (
σ
±x
).
MS pH CE MO C/N N-NO3 N-NH4+
(%) (dS m
-1
) (g kg
-1
) (mg kg
mf) (mg kg
-1
mf)
Compostado 29,6 6,8 0,52 778,3 18,4 108,0 10,2
Monterra 91,1±0,8 5,3±0,03 9,0±0,2 942,0±2,7 6,9±0,02 - -
N P K Ca Mg Fe
(g kg-1 ms)
Compostado 23,5 5,4 11,9 24,4 7,4 2,2
Monterra 76,1±23,5 2,2±0,8 35,0±8,2 11,9±2,7 2,2±0,5 0,6±0,2
INFLUÊNCIA DA DOSE E ÉPOCA DE APLICAÇÃO DE UM COMPOSTADO
NA CULTURA DE CEBOLA BIOLÓGICA
109
determinação da humidade (EN 13040), pH
(EN 13037) e condutividade eléctrica (EN
13038 e EN 13039) dos compostados. A
razão C/N foi calculada considerando a con-
centração de carbono calculada pelo quocien-
te entre a concentração da matéria orgânica e
a constante 1,8 (Gonçalves e Baptista, 2001).
A taxa aparente de utilização do N orgânico
dos compostados (%) foi estimada pela dife-
rença entre o N acumulado nas plantas pro-
duzidas com e sem compostado, após sub-
tracção do N mineral existente no composta-
do aplicado ao solo, a dividir pelo N orgânico
do mesmo. O N mineral do solo e dos com-
postados, após extracção com KCl 2M (1:5),
foi determinado por espectrofotometria de
absorção molecular, em autoanalisador de
fluxo segmentado, sendo a concentração de
N amoniacal determinada pela reacção de
Berthelot e a de N nítrico através do reagente
de Griess-Ilosvay, após redução em coluna
de cádmio. Para os teores totais de nutrientes
no solo, no compostado e nas plantas, utili-
zou-se uma digestão sulfúrica para N e P total
e uma digestão nitro-perclórica para K, Ca e
Mg. O N e P nos digeridos foram determina-
dos por espectrofotometria de absorção
molecular, o K por espectrofotometria de
emissão de chama e o Ca e Mg por espectro-
fotometria de absorção atómica. A análise de
variância dos tratamentos no MPB e os testes
t para a comparação entre os resultados dos
ensaios no MPB e no MPC foram efectuados
com o programa SPSS 16.0.
RESULTADOS E DISCUSSÃO
Crescimento das plantas e produtividade
de cebola
O peso fresco e o peso seco das plantas no
MPB aos 40 e 55 dias após a plantação foram
idênticos para todas plantas produzidas com
40 t/ha de compostado, sendo o tratamento
em que se aplicou compostado na dose de 40
t/ha à plantação com incorporação de Mon-
terra (40 PM) superior (p<0,05) a todos os
tratamentos onde se aplicaram 20 t/ha de
compostado e ao tratamento sem fertilização
orgânica, que tiveram um peso fresco seme-
lhante entre si (Figura 1). Aos 70 e 85 dias
após a plantação, as plantas (rama e bolbo)
produzidas com compostado na dose de 40
t/ha à plantação com incorporação de Mon-
terra (40 PM) obtiveram pesos frescos e
secos significativamente superiores (p<0,05)
comparativamente ao tratamento C0 e ao
0
2
4
6
8
10
12
020 40 60 80
Peso seco (g / plant a)
Dias ap ós plantaç ão
C0
C 20 A
C 20 AM
C 20 P
C 20 PM
C 40 A
C 40 AM
C 40 P
C 40 PM
0
10
20
30
40
50
60
70
80
90
100
020 40 60 80
Peso fresc o (g / p lanta)
Dias ap ós plantaç ão
C0
C 20 A
C 20 AM
C 20 P
C 20 PM
C 40 A
C 40 AM
C 40 P
C 40 PM
Figura 1 - Peso fresco e peso seco da planta (rama e bolbo) (g/planta) desde a plantação até 85 dias após a
plantação, nos tratamentos do ensaio no MPB: sem compostado (C0), com 20 e 40 t/ha de compostado (C20,
C40), aplicado 1 mês antes plantação (A) e à plantação (P), sem e com aplicação de Monterra (M).
REVISTA DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS 2011, VOL. XXXIV, 2: 106-116
110
tratamento em que se aplicou 20 t/ha de
compostado um mês antes da plantação
(20A) (Figura 1, Quadro 3).
O peso seco da rama no MPC foi significa-
tivamente superior ao peso da rama das plan-
tas conduzidas no MPB, mas o peso do bolbo
foi semelhante ao das plantas produzidas
com 40 t/ha de compostado (Quadro 3), o
que está de acordo com os resultados apre-
sentados por Lee (2010), em ensaios de cebo-
la conduzidos nos dois modos de produção,
biológico e convencional onde, apesar do
peso da rama ser superior no MPC, os bolbos
resultaram em pesos idênticos nos dois
modos de produção.
Na colheita final, aos 115 dias após a plan-
tação, o peso seco do bolbo das plantas em
que se aplicou compostado na dose de 40 t/ha
à plantação com Monterra (40PM) apenas foi
significativamente superior ao tratamentos
C0 (p<0,05). No entanto, o diâmetro do bol-
bo das plantas do tratamento 40 PM foi signi-
ficativamente superior ao diâmetro das cebo-
las dos tratamentos C0, 20A, 20P e 40P
(Quadro 3).
Não se observaram interacções significati-
vas de primeira ou de segunda ordem entre
os efeitos da dose de compostado, do
momento de aplicação ou da aplicação de
Monterra, na produtividade da cultura de
cebola. Na Figura 2 apresentam-se a produti-
vidade e o diâmetro da cebola no MPB. A
produtividade não aumentou significativa-
mente com o momento de aplicação do com-
postado, nem com a aplicação do fertilizante
comercial Monterra, mas aumentou com a
dose de aplicação de compostado ao solo
(p<0,05), resultando numa produtividade
média de 19,6 t/ha, 28,9 t/ha e 34,9 t/ha, res-
pectivamente, para as doses de 0, 20 e 40 t/ha
de compostado. O diâmetro do bolbo foi
idêntico para as culturas sem fertilização
orgânica e com aplicação de 20 t/ha de com-
postado mas foi superior com a aplicação de
40 t/ha de compostado (Figura 2).
A produtividade da cultura no MPC, com
aplicação de 150 kg/ha de N mineral, foi de
39,3 t/ha, valor que não foi significativamen-
te diferente da produtividade obtida com 40
t/ha de compostado, que correspondeu à
aplicação de 280 kg/ha de N total, do qual
apenas 0,5% era N mineral. O valor médio da
Quadro 3 - Peso seco da rama e do bolbo (g/planta) 85 e 115 dias após a plantação e diâmetro final
do bolbo (mm/planta), nos tratamentos do ensaio no MPB: sem compostado (C0), com 20 e 40 t/ha de
compostado (C20, C40), aplicado 1 mês antes plantação (A) e à plantação (P), sem e com aplicação
de Monterra (M) e no ensaio com fertilização mineral (FM) no MPC. Em cada coluna as médias
seguidas por letras diferentes correspondem a diferenças significativas entre os tratamentos (p<0,05).
Tratamentos
Peso seco
g/planta
Diâmetro bolbo
(mm/planta)
Rama
Bolbo
85 dias
85 dias
115 dias
115 dias
C0 1,4 b 2,8 b 7,3 b 48,2 bc
C 20 A
1,8 ab
3,4 b
9,5 ab
50,7 bc
C 20 AM
2,7 ab
4,6 ab
10,5 ab
54,6 abc
C 20 P
2,9 a
5,5 a
11,1 ab
51,8 bc
C 20 PM
2,4 ab
4,9 ab
10,5 ab
56,3 abc
C 40 A
3,0 a
6,0 a
12,1 a
59,8 ab
C 40 AM
2,7 ab
6,2 a
11,1 ab
61,3 ab
C 40 P
2,7 ab
5,4 a
11,6 a
53,9 bc
C 40 PM
2,9 a
6,8 a
12,9 a
63,9 a
FM
4,0
5,5
13,6
62,5
INFLUÊNCIA DA DOSE E ÉPOCA DE APLICAÇÃO DE UM COMPOSTADO
NA CULTURA DE CEBOLA BIOLÓGICA
111
5
6
7
8
9
10
11
12
13
0
5
10
15
20
25
30
35
40
45
C0
C 20
C 40
FM
Matéria s eca (%)
Prod utividad e (t/ha)
Tratamento s
Produtivida de
%MS
c
b
aa
0
10
20
30
40
50
60
70
C0
C 20
C 40
FM
Diãmetro bolbo (mm)
Tratamento s
bb
aa
Figura 2 - Produtividade (t/ha), matéria seca (%) e diâmetro da cebola (mm) nos tratamentos do ensaio no
MPB: sem compostado (C0) e com aplicação de 20 t/ha e 40 t/ha de compostado (C20, C40), considerando em
conjunto os tratamentos onde se aplicaram estas doses de compostado, e no ensaio no MPC (FM). Letras dife-
rentes correspondem a diferenças significativas entre os tratamentos (p<0,05).
matéria seca da cebola no ensaio conduzido
no MPB foi de 12,1% e no MPC foi de
11,5%, valores que não foram estatisticamen-
te diferentes (Figura 2). A parte edível dos
bolbos de cebola foi idêntica para os dois
modos de produção, em média 90,1%.
Características físicas e químicas dos bol-
bos
A firmeza dos bolbos foi superior nas
cebolas produzidas sem qualquer fertilização
(7,8 kg cm-2), comparativamente com as
cebolas produzidas com fertilizante mineral
(7,0 kg cm-2). Em estudos que relacionavam
a quantidade de azoto disponível com a qua-
lidade dos bolbos de cebola, Randle (2000)
apontou a redução da firmeza dos bolbos
com o aumento da disponibilidade de azoto
no solo. No entanto, a firmeza das cebolas
produzidas com compostado no MPB, com-
parativamente com as cebolas produzidas no
MPC, não foi significativamente superior
(Figura 3).
A acidez total, que estima a quantidade de
ácidos orgânicos indicando a adstringência
das cebolas, tal como o pH, influencia o
sabor. A acidez total (Figura 3) foi superior
nas cebolas produzidas sem qualquer fertili-
zação (75,4 mg 100 g-1) comparativamente
com as cebolas produzidas com fertilizante
mineral (72,3 mg 100 g-1). No entanto, a aci-
dez total das cebolas não foi significativa-
mente diferente entre a aplicação de 0, 20 e
40 t/ha de compostado no MPB, assim como
entre as cebolas onde se aplicou compostado
e as cebolas do MPC (Figura 3). O pH das
cebolas foi idêntico para todos os tratamentos
no MPB e no MPC, sendo o valor médio de
5,5.
Apesar das diferenças significativas na
concentração de azoto na rama das plantas do
ensaio no MPB, a composição dos bolbos em
azoto (N), potássio (K), cálcio (Ca), magné-
sio (Mg) e ferro (Fe), foi idêntica para todos
os tratamentos no MPB (Quadro 4). No
entanto, a aplicação do fertilizante comercial
Monterra resultou numa menor concentração
em fósforo (P) nos bolbos, excepto para as
cebolas produzidas com 40 t/ha de compos-
tado aplicado 1 mês antes da plantação
(40A).
A concentração de nutrientes nos bolbos
produzidos com fertilizante mineral no MPC
apresentou um teor significativamente infe-
rior em K, comparativamente com os bolbos
produzidos no MPB com aplicação de 40 t/ha
(Quadro 4). Gundersen et al. (2000)
REVISTA DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS 2011, VOL. XXXIV, 2: 106-116
112
6,6
6,8
7,0
7,2
7,4
7,6
7,8
8,0
C0
C 20
C 40
FM
Firm eza (kg cm-2)
Tratamentos
a
ab ab
b
70
71
72
73
74
75
76
77
C0
C 20
C 40
FM
Acidez total (mg 100g-1)
Tratamentos
a
ab ab
b
Figura 3 - Firmeza dos bolbos (kg cm-2) e acidez total dos bolbos (mg de equiv. ácido cítrico por
100g) nos tratamentos do ensaio no MPB: sem compostado (C0) e com aplicação de 20 t/ha e 40 t/ha
de compostado (C20, C40), considerando em conjunto os tratamentos onde se aplicaram estas doses
de compostado, e no ensaio no MPC (FM). Letras diferentes correspondem a diferenças significativas
entre os tratamentos (p<0,05).
Quadro 4 - Concentração em nutrientes, expressa na matéria seca (g kg-1 ms) na rama e no bolbo res-
pectivamente 85 e 115 dias após a plantação, nos tratamentos do ensaio no MPB: sem compostado
(C0), com 20 e 40 t/ha de compostado (C20, C40), aplicado 1 mês antes plantação (A) e à plantação
(P), sem e com aplicação de Monterra (M) e no ensaio no MPC (FM). Em cada coluna as médias
seguidas por letras diferentes correspondem a diferenças significativas entre os tratamentos (p<0,05).
Tratamentos Rama (g kg-1 ms)
Bolbo (g kg-1 ms)
N P
N P Ca Mg K Fe
C0 21,4 c 3,6 ns
11,5 ns 3,7 a 3,9 ns 1,2 ns 25,6 ns 0,11 ns
C 20 A 21,1 cd 3,6
11,0 3,6 a 3,7 1,3 20,5 0,08
C 20 AM 26,5 a 2,9
10,5 3,5 b 2,9 1,1 23,3 0,09
C 20 P 20,8 d 3,9
10,5 3,8 a 3,7 1,3 21,2 0,08
C 20 PM 23,8 b 2,7
10,8 3,2 c 4,6 1,4 26,0 0,10
C 40 A 21,1 c 3,4
10,1 3,4 bc 3,4 1,3 27,3 0,09
C 40 AM 24,5 b 2,8
11,1 3,7 a 3,7 1,2 23,8 0,09
C 40 P 21,9 cd 3,4
10,8 3,8 a 4,6 1,6 23,0 0,08
C 40 PM 22,4 c 3,7
10,0 3,5 b 3,5 1,2 24,7 0,08
FM 21,0 4,1
10,7 3,8 3,1 1,1 20,1 0,07
avaliaram a qualidade de cebolas produzidas
no MPB e no MPC e referiram que as cebo-
las produzidas no MPB apresentaram meno-
res valores de concentração de Ca e Mg e
maiores valores de Fe e de K, apesar deste
último não ter sido um resultado significati-
vo. No presente estudo, os teores de Fe tam-
bém apresentaram uma tendência para serem
superiores na cebola produzidas no MPB.
Extracção de nutrientes
A extracção de azoto acumulado na rama e
no bolbo (Quadro 5) foi significativamente
INFLUÊNCIA DA DOSE E ÉPOCA DE APLICAÇÃO DE UM COMPOSTADO
NA CULTURA DE CEBOLA BIOLÓGICA
113
Quadro 5 - Extracção de nutrientes (kg/ha) na rama e no bolbo respectivamente 85 e 115 dias após a
plantação, nos tratamentos do ensaio no MPB: sem compostado (C0), com 20 e 40 t/ha de composta-
do (C20, C40), aplicado 1 mês antes plantação (A) e à plantação (P), sem e com aplicação de Monter-
ra (M) e no ensaio no MPC (FM). Em cada coluna as médias seguidas por letras diferentes correspon-
dem a diferenças significativas entre os tratamentos (p<0,05).
Tratamentos Rama (kg/ha)
Bolbo (kg/ha)
N P
N P Ca Mg K Fe
C0 10,1 b 1,7 ns
28,0 ns 9,1 ns 9,5 d 2,9 d 62,3 ns 0,27 ns
C 20 A 12,8 b 2,2
34,7 11,5 11,7 cd 4,1 bcd 64,9 0,26
C 20 AM 23,9 a 2,6
36,7 12,1 10,0 cd 3,9 cd 81,7 0,32
C 20 P 20,0 a 3,8
38,9 14,0 13,6 bc 4,8 abc 78,6 0,31
C 20 PM 19,2 a 2,2
37,7 11,3 16,2 ab 4,9 abc 90,7 0,36
C 40 A 21,1 a 3,4
40,9 13,7 13,7 bc 5,4 ab 110,3 0,36
C 40 AM 22,3 a 2,6
41,1 13,6 13,5 bc 4,6 bc 88,2 0,35
C 40 P 19,4 a 3,0
41,6 14,6 17,8 a 6,1 a 88,8 0,30
C 40 PM 21,6 a 3,5
43,0 15,2 15,1 ab 5,0 abc 106,1 0,36
FM 28,1 5,5
48,8 17,3 14,2 4,9 91,2 0,31
superior na cultura produzida no MPC (77
kg/ha) comparativamente com as culturas
produzidas no MPB (48-65 kg/ha) e, em
ambos os casos, a extracção de N foi muito
inferior ao valor referido por Sullivan et al.
(2001) de 110 kg/ha de N.
A extracção dos nutrientes (Figura 4)
aumentou de acordo com a produtividade
(Figura 2) e a extracção pelas plantas pro-
duzidas com adubos minerais foi superior a
todas as plantas conduzidas no MPB. No
entanto, a relação entre o N acumulado na
cebola e o N acumulado no total da planta
diminuiu de 73,5% nas plantas sem fertiliza-
ção (C0), para 66,2% nas plantas produzidas
com compostado (C20 e C40) e 63,5% nas
plantas conduzidas no MPC (FM). O
mesmo ocorreu para a extracção de P, onde
esta relação diminuiu, respectivamente, de
84,2% para 82,0% e 75,7% (Quadro 5).
0
20
40
60
80
100
C0
C 20
C 40
FM
kg N ha
-1
Tratamento s
Bolbo
Ram a
0
5
10
15
20
25
C0
C 20
C 40
FM
kg P ha
-1
Tratamento s
Bolbo
Ram a
c
c
b
a
c'
b'
b'
a'
c
c
b
a
b'
b'
b'
a'
Figura 4 - Exportação (kg/ha) de azoto (N) e fósforo (P) pelo bolbo na colheita comercial (115 dap) e pela
rama (85 dap), nos tratamentos do ensaio no MPB: sem compostado (C0) e com aplicação de 20 t/ha e 40 t/ha
de compostado (C20, C40), considerando em conjunto os tratamentos onde se aplicaram estas doses de com-
postado, e no ensaio no MPC (FM).
REVISTA DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS 2011, VOL. XXXIV, 2: 106-116
114
Para a cultura de cebola Lee (2010) referiu
que a relação entre o N acumulado na cebola
e o N acumulado no total da planta foi de
67,8% para culturas produzidas no MPB e de
64,2% no MPC e para o K os valores que
encontrou foram, respectivamente, de 81,4%
e de 70,8%. Estes resultados sugerem que a
fertilização orgânica aumentou o transporte
de nutrientes da rama para o bolbo, compara-
tivamente com a adubação mineral.
Taxa aparente de utilização de N orgânico
dos compostados
As taxas aparentes de utilização do N
orgânico do compostado aplicado à plantação
sem Monterra, no período de 115 dias entre a
plantação e a colheita da cebola, foram de
14,5 e de 7,7g N/100g Norg, respectivamente,
para as doses de 20 e 40 t/ha de compostado
(Figura 5). A aplicação do fertilizante comer-
cial Monterra só mostrou alguma eficiência,
em termos de N, no tratamento em que se
aplicou 20 t/ha de compostado um mês antes
da plantação (20A). Neste tratamento, a
mineralização do compostado que decorreu
no período de 1 mês antes da plantação terá
libertado N mineral que não ficou disponível
para absorção pelas plantas, provavelmente
por ter sido entretanto lixiviado para uma
profundidade do solo fora do alcance das raí-
zes das plantas. Assim, parte do azoto mine-
ral absorvido pelas plantas produzidas com
aplicação ao solo de 20 t/ha de compostado
um mês antes da plantação e com aplicação
do fertilizante orgânico Monterra (20AM),
teve origem na mineralização deste fertilizan-
te orgânico, que disponibilizou azoto mineral
com uma eficiência estimada em 9,4 g
N/100g Norg (Figura 5).
A aplicação ao solo de Monterra não reve-
lou vantagens na produtividade da cultura de
cebola para os restantes tratamentos, nomea-
damente onde se aplicou compostado na dose
de 20t/ha à plantação e na dose de 40 t/ha 1
mês antes da plantação ou à plantação, indi-
cando que a mineralização aparente do com-
postado terá libertado azoto em quantidade
suficiente para as condições de absorção
pelas plantas. Este motivo poderá também
0
2
4
6
8
10
12
14
16
18
C20 A
C20 AM
C20 P
C20 PM
C40 A
C40 AM
C40 P
C40 PM
Taxa aparente de utilização Norg
(g N/100g Norg)
Tratamentos
Figura 5 - As taxas aparentes de utilização do N orgânico (g N/100g Norg) dos compostados aplica-
dos nas doses de 20 e 40 t/ha (C20, C40), aplicado 1 mês antes plantação (A) e à plantação (P), sem e
com aplicação de Monterra (M).
INFLUÊNCIA DA DOSE E ÉPOCA DE APLICAÇÃO DE UM COMPOSTADO
NA CULTURA DE CEBOLA BIOLÓGICA
115
explicar a menor eficiência aparente do N
orgânico do compostado aplicado na dose de
40 t/ha. Assim, mesmo que tenha ocorrido
mineralização acrescida com a aplicação do
fertilizante orgânico Monterra ou com a
maior dose de compostado, uma vez que as
plantas não absorveram mais N, este não
pode ser estimado pelo método utilizado no
presente trabalho. O facto da produtividade
da cultura no MPC, com aplicação de 150
kg/ha de azoto mineral, não ter sido significa-
tivamente diferente da produtividade obtida
com 40 t/ha de compostado, reforça o facto
da absorção de nutrientes, nomeadamente de
azoto, pela cultura de cebola no MPB com a
dose de 40 t/ha de compostado, poder ter sido
suficiente para obter produções elevadas de
cebola neste modo de produção, para as con-
dições do presente estudo.
A taxa de eficiência do N mineral dos
adubos minerais aplicados na cultura no
MPC foi de 25,8%. O facto das raízes da
cebola serem muito superficiais poderá
explicar esta baixa recuperação porque o N
mineral poderá ter sido lixiviado para
camadas mais profundas do solo. Ramos et
al. (2002), num ensaio conduzido em
Espanha com a cultura da cebola no MPC,
registaram perdas por lixiviação corres-
pondentes a 66-70% do azoto mineral uti-
lizado, enquanto Halvorson et al. (2008)
registaram uma recuperação nos bolbos da
cebola de apenas 11,4% dos 224 kg/ha de
azoto aplicado em cobertura a esta cultura.
Deste modo, confirma-se a reduzida efi-
ciência desta cultura para recuperar o azoto
mineral aplicado na forma de adubo referi-
da por Shock et al. (2004) e Halvorson et
al. (2008).
CONCLUSÕES
No presente trabalho, a aplicação ao solo do
compostado um mês antes da plantação da
cebola em comparação com a sua aplicação
imediatamente antes a plantação, com o objec-
tivo de que a mineralização da MO disponibi-
lize mais nutrientes para a cultura, não se reve-
lou vantajosa. As doses de compostado de 20 e
40 t/ha proporcionaram aumentos de produti-
vidade de, respectivamente, 47 e 73% relati-
vamente à não aplicação de qualquer tipo de
fertilizante orgânico. As taxas aparentes de uti-
lização do N orgânico do compostado aplica-
do à plantação sem Monterra foram de 14,5%
e 7,7%, respectivamente, para as doses de 20 e
40 t/ha. A aplicação do fertilizante orgânico
comercial Monterra não teve o efeito de dis-
ponibilização de nutrientes pretendido na cul-
tura de cebola, à excepção do tratamento com
20 t/ha de compostado aplicado um mês antes
da plantação.
No MPB, a utilização deste tipo de compos-
tados aplicados à plantação, na dose de 40 t/ha,
contribuiu para alcançar produções de cebola
próximas das obtidas no MPC. Os bolbos pro-
duzidos no MPB revelaram uma tendência de
maior firmeza, maior acidez e maiores teores
de K, em comparação com o MPC.
AGRADECIMENTOS
Este trabalho foi apoiado pelo projecto
AGRO 794, financiado pela União Euro-
peia e pelo Instituto Nacional de Investi-
gação Agrária de Portugal (INIAP).
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de Solos e Carta de Aptidão da Terra de
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... soil organic matter 4.7-4.9%, 158 ppm of K, 116 ppm of Mn, 1.08 g/kg of N and 200 ppm of P [20]. Two kinds of organic fertilizers were produced in Portugal, compost and chicken manure, evaluated in two plant species, onion (Allium cepa L.), variety Top Star and turnip (Brassica rapa L.), variety San Cosme. ...
... The higher doses of the two fertilizers used in this study didn't have a good yield in spite they show significant differences from the control. These results contradict the results obtained by Mourão et al. [20] in which there was a higher yield with the application of 40 t/hectare of compost onion, this dose is double the compost application dose which had a higher yield in this study. Yoldas et al. [31] didn´t obtain significant differences between 2 and 4 kg/m 2 of cattle manure on onion. ...
Article
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In recent years awareness of the impacts of intensive agriculture on soil quality and its impacts on the environment has increased. This paradigm increased interest in biological products. In this context, the present trial was conducted to evaluate the performance of two organic fertilizers on onion and turnip crop yield grown in greenhouse. We used two kinds of organic fertilizers made in Portugal, a compost and a chicken manure evaluated in two plant species: onion (Allium cepa L.) and turnip (Brassica rapa L.). Both experiments consisted in a completely randomized design, with the same treatments which are: control (zero application), 1 kg/m2 of compost, 2 kg/m2 of compost, 3 kg/m2 of compost, 5 kg/m2 of compost, 2.65 kg/m2 of chicken manure, 5.3 kg/m2 of chicken manure, 10 kg/m2 of chicken manure, 15.9 kg/m2 of chicken manure, 21.2 kg/m2 of chicken manure. For turnip the evaluated traits were plant weight (Pw), plants length (Pl), number of leaves, and for onion were as follows: plant weight, bulb yields, and bulbs diameter. This study concludes that chicken manure in the dose of 2.65 kg/m2 application represents a sustainable alternative to synthetic fertilizers, mainly in the current challenging situation of agriculture in the context of climate change.
... However, this practice has a negative effect on the environment (i.e., groundwater contamination and eutrophication) [6] and on the crop (i.e., excessive N reduces onion yield and delays maturity). On the other side, agroecological farming systems provides N as the organic matter could guarantee a gradual release of inorganic N by microorganism mineralization, thus minimizing the environmental risk and satisfying onion requirements [7]. Several studies indicate that it is possible to obtain high onion yields using compost amendment [8] and compost tea [9,10] in soils. ...
Article
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Organic solid wastes are rarely considered when planning for rural production in Argentina. Onion production in the low valley of Río Colorado (Buenos Aires) generates between 12,000 and 20,000 Mg year−1 of vegetal wastes (i.e., leaves, stems, skins, roots) from harvesting, cleaning and classification of bulbs, causing many problems with their management. The aim of this work is to study the effect of different doses of onion residue-bovine manure compost and onion residue-bovine manure compost tea on the soil physicochemical properties, microbial activity and agroecological onion production in sandy soil. Results showed that the highest dose of compost caused the highest effects on soil pH, electrical conductivity and nutrient content. Soil enzymatic activities were already high in the soil before the compost was applied, which may have contributed to the small effect caused by any dose on soil activity. A significant positive effect on bulb weight and organic onion yield were found as a result of the amendment and growing season. In conclusion, agroecological production of onion with the addition of a 300 kg N ha−1 compost and compost tea guarantee yields comparable to those of conventional fertilization, as occurred during the two growing seasons of this study.
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Due to the growing population and consequent pressure of use, agricultural soils must maintain adequate levels of quantity and quality to produce food, fiber, and energy, without falling victim to a negative impact on their balance of nutrients, health, or their ability to function. The use of mineral fertilizers has long been a key tool to offset nutrient outputs and thus achieve increased yields [1–4]. Fertilizer application is believed to have been responsible for at least 50% increase in crop yield in the 20th century [5,6]. According to [5], average corn yields would decline by 40 percent without nitrogen (N) fertilizer application, while long-term studies confirmed a 40–57 percent yield decline in wheat without fertilizer application. Yousaf et al. [6] reported a 19–41% yield increase in rice, and a 61–76% increase in rapeseed with the combined application of NPK fertilizers. However, due to the inappropriate use of mineral fertilizers (i.e., when used in both excess or deficiency), mostly concerning nitrogenous and phosphate, many productive soils have been thwarted in their ability to function, as shown not only by chemical indicators but also by physical and biological ones. Thus, improper fertilizing technology might have a negative effect on soil health and soil-related ecosystem services. Imbalanced use of chemical fertilizers can alter soil pH, and increase pests attack, acidification, and soil crust, which results in a decrease in soil organic carbon and useful organisms, stunting plant growth and yield, and even leading to the emission of greenhouse gases [7,8]. Soil health is defined as the capacity of soil to function as a vital living system, within ecosystem and land-use boundaries, to sustain plant and animal health and productivity, and maintain or improve water and air quality. A major challenge for agricultural sustainability is to conserve ecosystem service delivery while optimizing agricultural yields. This Special Issue addresses the task to find a balance between increasing yields using conventional and novel fertilizers, and the maintenance of soil and environmental health as a basis for the sustainable intensification of the agricultural sector
Article
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Onion (Allium cepa L.) production in the Treasure Valley of eastern Oregon and southwestern Idaho has been based on furrow irrigation with 318 kg·ha –1 N fertilizer and average yields of 70 Mg·ha –1 , but these practices have been implicated in nitrate contamina-tion of groundwater. Drip irrigation, introduced in the early 1990s, has several advantages, including reduced leaching losses. Since onion plant populations and N fertilizer rates can affect economic returns, studies were conducted in 1999, 2000, and 2001 to determine optimum plant populations and N fertilizer rates for subsurface drip-irrigated onion. Long-day onion ('Vision') was subjected to a combination of seven nitrogen fertilization rates (0 to 336 kg·ha –1 in 56-kg increments applied between late May and early July) and four plant populations (185, 250, 300, and 370 thousand plants/ha). Onion was grown on silt loam in two double rows spaced 0.56 m apart on 1.1 m beds with a drip tape buried 13 cm deep in the bed center. Soil water potential was maintained nearly constant at –20 kPa by automated irrigations based on soil water potential measurements at a 0.2-m depth. Onion bulbs were evaluated for yield and grade after 70 days of storage. Onion yield and grade were highly responsive to plant population. Onion marketable yield increased, and bulb diameter decreased with increasing plant population. Within the range of plant popula-tions tested, gross returns were not always responsive to plant population. Returns were increased by the increase in marketable yield obtained with higher plant population, but higher plant population also reduced the production of the largest sized bulbs which had the highest value per weight. Onion yielded 95 Mg·ha –1 with no applied N fertilizer, averaged over plant populations and years. Onion yield and grade were not responsive to N fertilizer rate or interaction of N fertilizer rate with plant population. Preplant soil available N, N mineralization, and N in irrigation water all contributed N to the crop. Onion N uptake did not increase with increasing N fertilizer rate. The Treasure Valley of eastern Oregon and southwestern Idaho annually produces 9000 ha of sweet spanish onion, classifi ed as long-day and medium-to-long storage (Shock et al., 2000b). Treasure Valley onion is generally grown on silt loam soils and have traditionally been fertilized with an average of 318 kg·ha –1 nitrogen with some use as high as 448 kg·ha –1 (Jensen and Simko, 1991). Onion is marketed starting at harvest in August and out of storage through April, so maintaining quality during storage is indispensable. Onion growers in the Treasure Valley have targeted the larger onion size classes, jumbo and colossal. Plant popula-tion has a large infl uence on onion bulb size at harvest because plant competition and lack of available space can restrict bulb enlargement. Previous research investigating the optimum plant population for furrow-irrigated onion compared with furrow irrigation, without a large leaching fraction. We also hypothesized that with carefully controlled drip irrigation, onion yield response to N fertilizer would be small or nonexistent in typical Treasure Val-ley crop production soils. In previous trials, furrow-irrigated onions had shown limited response to N fertilization (Shock et al., 1991; Miller et al., 1992). In 1989 northern Malheur County was declared a groundwater management area due to groundwater nitrate contamination (Anon., 1991). The groundwater contamination had been linked, at least in part, to furrow-irrigated onion (Bruch, 1986). Growers typically use 1130 mm of irrigation water for furrow-ir-rigated onion (Jensen and Simko, 1991), yet onion evapotranspiration is in the range of 790 mm·year –1 . We had compared drip and sprinkler to furrow irrigation systems for onion produc-tion, starting in 1992 (Feibert et al. 1995), at-tempting to introduce practical alternatives that would maintain onion productivity while using less water. Hence, these alternatives would potentially have less risk of nitrate leaching. In work immediately preceding the present study, onion yield and grade were shown to be very sensitive to the drip-irrigation criterion: a soil water potential criterion of –20 kPa was recommended based on yield and grade without extra risk of bulb decomposition in storage (Shock et al, 2000a). The objectives of this research were to investigate onion yield response to plant population and to test the hypothesis that the N fertilizer requirements of onions under drip irrigation in the Treasure Valley could be low or nonexistent. Our hypothesis was directly in contradiction to grower assumptions. Growers observed very high yields under drip irrigation. Seeing the entire top of the onion bed wet from the drip tape, they imagined that more onions could be planted per hectare. Furthermore, grow-ers reasoned the greater yields would require increased N fertilizer.
Article
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Nitrogen (N) losses can be substantial in furrow-irrigated onions (Allium cepa L.). Polymer-coated urea (PU) may reduce N losses and result in an increase in productivity. In this study, we investigated the effects of different rates and blends of urea and PU on onion yield and N use for two cropping seasons. Nitrogen was applied at 112, 168, and 224 kg·ha-1 as PU or urea. In addition, three PU/urea blends equal to 224 kg·ha-1 of N were compared. Plant growth and N concentration, soil nitrate concentrations, and bulb yield were evaluated each year. Onion yield decreased by 95 Mg·ha-1 for each 25% increase in the proportion of urea in the fertilizer blends. Reducing the N rates from 224 to 112 kg·ha-1 had minimal effect on bulb yield when all the fertilizer was supplied by urea. A reduction of N applied from 224 to 168 kg·ha-1 had little effect on yield, although a further reduction to 112 kg·ha-1 did significantly reduce bulb yield when the entire N was supplied from PU. Nitrogen source and rate had no effect on bulb maturity and only minor effects on leaf area and storage potential. Soil sampling indicated that more N was retained in PU-treated onion beds than in urea-treated beds, which improved nitrogen use efficiency. In addition, N use efficiency improved when there was more PU in the blend and when PU was compared with urea at the same rate. We conclude that the use of PU can dramatically improve N use efficiency and productivity in direct-seeded onions.
Article
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Experiments examining root growth, the utilization of N and the effect of green manures were carried out on four vegetable crops. Large differences were observed both in rooting depth penetration rates, and in final rooting depth and distribution. Onion had a very low depth penetration rate, carrot an intermediate rate, and lettuce and cabbage showed high rates. A combination of depth penetration rates and duration of growth determined rooting depth at harvest. Therefore, lettuce, which had a very short growing season, had a shallow root system at harvest, whereas carrot with a lower depth penetration rate but a long growing season had deep rooting at harvest. The final rooting depth of the vegetables varied from approximately 0.3 m for onion to more than 1.0 m for carrot and early cabbage. Carrot and cabbage were able to utilize N from deeper soil layers, not available to onion and lettuce. The ability of green manure crops to concentrate available N in the upper soil layers was especially valuable when they were grown before the two shallow rooted crops.
Article
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This study was carried out to maximize the fertilization efficiency of mixed organic fertilizer (OF) for organically managed onion (Allium cepa L.) production during the one growing season of 2005–2006. The organic fertilizer was made of organic materials like sesame oil cake, rice bran and molasses and minerals like illite and mountainous soil. Four organic topdressing treatments, which all followed the same basal fertilization with solid OF, consisted of solid OF without mulch (OF/OFnM), liquid organic fertilizer without mulch (OF/LOFnM), liquid organic fertilizer under mulch (OF/LOFuM) and liquid organic fertilizer over mulch (OF/LOFoM). Chemical fertilizer (CF) and no fertilizer (NF) were treated as controls. The solid organic fertilization base was 2.0tonha−1, and 4.57tonha−1 and was used for topdressing. The total amount of liquid organic fertilization was 133.2tonha−1, which was divided into 6 applications from February through March. The OF/LOFuM and OF/LOFoM topdressings did not reduce onion height, leaf number or bulb diameter as compared to chemical fertilizer, whereas no mulch treatments made onion growth significantly poorer. Onion top weight in CF was significantly higher than that in OF groups at the peak growth stage, while there was not much difference in bulb weight between the CF and OF/LOFoM treatment. Finally, the onion marketable yield was 45.9tonha−1 in the OF/LOFoM treatment, which exceeded that in the CF treatment by up to 1.9ton. Furthermore, OF/LOFoM was the most effective among all the treatments in transferring the nutrients from sink to source. CF made the soil pH more acidic than OF did, and the electrical conductivity (EC) remained higher with CF than OF as well. While organic fertilizer helped to keep the NO3-N content stable throughout the growing season, the concentration rapidly oscillated up and down according to CF fertilization. Organic fertilizer increased population number of soil microorganisms like aerobes, actinomycetes in the field.
Article
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Onion (Allium cepa L.) is a high cash value crop with a very shallow root system that is frequently irrigated and fertilized with high N rates to maximize yield. Converting from furrow-irrigated to drip-irrigated onion production may reduce N fertilizer needs, water inputs, and NO3-N leaching potential. Onion growth and N uptake, fresh yield, and residual soil NO3-N were determined under drip and furrow irrigation on a clay loam soil with N fertilizer rates from 0 to 224 kg N ha-1. Onions were sampled bi-weekly from 25 May to 30 August in 2005 and 2006 from each treatment. In 2005, 72% less water was applied with the drip system compared with furrow system, and 57% less in 2006. Onion yields were significantly greater with the drip system. Total marketable fresh onion yield increased with increasing N rate in 2005 only. The drip system had more colossal and jumbo sized onions and less medium sized onions than the furrow system. Biomass production and N accumulation accelerated in mid-June each year with an average total N accumulation (leaves + bulbs) of 121 kg N ha-1 at final harvest. Irrigation water use efficiency (IWUE) and N use efficiency (NUE) were higher with the drip system than with the furrow system. Residual soil NO3-N levels were greater in the drip-irrigated treatments after onion harvest in 2005 than in the furrow-irrigated treatments, but soil NO3-N levels were similar after harvest in 2006. Adjusted gross economic returns (less the cost of N, water, and drip system) were greater with drip irrigation than with furrow irrigation. This study demonstrates that fresh onion yields, potential economic returns, IWUE, and NUE can be improved in Colorado by using drip irrigation for onion production rather than furrow irrigation.
Article
To test the effects of high nitrogen (N) fertilization levels on onion quality and bulb flavor, 'Granex 33' onions (Allium cepa L.) were greenhouse grown in hydroponic solution culture with increasing N concentrations. Nitrogen was adjusted in the solutions with NH4NO3 and increased incrementally from 0.22 g · L-1 to 0.97 g · L-1 over five treatments. Plants were harvested at maturity and subjected to quality, flavor, and mineral analysis. As solution N increased, bulb fresh weight and bulb firmness decreased linearly. Gross flavor intensity, as measured by enzymatically developed pyruvic acid (EPY) increased linearly for N concentrations between 0.22 and 0.78 g · L-1, but EPY was reduced slightly in bulbs grown at the highest N level (0.97 g · L-1). Soluble solids content was unaffected by solution N concentration. Solution N had an affect on flavor quality. Methyl cysteine sulfoxide, which gives rise to cabbage (Brassica L. sp.) and fresh onion flavors upon eating, generally increased in concentration as solution N increased. 1-Propenyl cysteine sulfoxide, which imparts heat, mouth burn, pungency, and raw onion flavors increased between the two lowest N concentrations, and then decreased as solution N increased. Propyl cysteine sulfoxide, which imparts fresh onion and sulfur flavors upon eating, generally increased with increasing solution N concentration. Several minerals were also affected by solution N concentration. Total bulb N and NO3- increased linearly while B, Ca, and Mg decreased linearly. Total bulb S and K increased and then decreased quadratically in response to increasing solution N. Nitrogen fertility can have a pronounced affect on onion flavor and as a consequence, needs to be considered when growing onions for specific flavor quality and nutritional attributes.
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210 samples of onions (Allium cepa Hysam) from 11 conventionally and 10 organically cultivated sites and 190 samples of peas (Pisum sativum Ping Pong) from 10 conventionally and 9 organically cultivated sites in Denmark were collected and analyzed for 63 and 55 major and trace elements, respectively, by high-resolution inductively coupled plasma mass spectrometry. Sampling, sample preparation, and analysis of the samples were performed under carefully controlled contamination-free conditions. Comparative statistical tests of the element concentration mean values for each site show significantly (p < 0.05) different levels of Ca, Mg, B, Bi, Dy, Eu, Gd, Lu, Rb, Sb, Se, Sr, Ti, U, and Y between the organically and conventionally grown onions and significantly (p < 0.05) different levels of P, Gd, and Ti between the organically and conventionally grown peas. Principal component analysis (PCA) applied to the 63 elements measured in the individual onion samples from the 21 sites split up the sites into two groups according to the cultivation method when the scores of the first and third principal components were plotted against each other. Correspondingly, for peas, a PCA applied to the 55 elements measured as mean values for each site split up the 19 sites into two groups according to the cultivation method when the scores of the third and fourth principal component were plotted against each other. The methodology may be used as authenticity control for organic cultivation after further method development.
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In the Valencian Community there are many areas in which the nitrate content of groundwater is higher than the limit of 50 mg l(-1) established by the European Union. A recent survey of drinking water quality showed that around 8% of the Valencian Community population had water supplies with nitrate content above that limit. The Valencian Community has an intensive agricultural base that includes citrus trees, fruit trees, and vegetables. A summary of the available nitrate leaching results in vegetable fields and citrus orchards is presented. It is demonstrated in the main vegetables grown, that N inputs were much higher than the values recommended by some researchers, and that nitrate leaching values were in most cases within the range of 150-300 kg N ha(-1). Artichoke, early potato, and onion were the three crops with higher leaching rates than other crops, based on simulation studies made for several of the main vegetable growing areas of the Valencian Community. The mineral N content in the 0-60 cm layer at planting time in the vegetable fields is, in many cases, greater than 200 kg ha(-1); fertilizer application could be greatly reduced if some recommendation system similar to the N(min) system used in other European countries was adopted. A simplified N balance in onion and early potato crops showed that the lower limit for mineralization in the 0-60 cm soil layer during the crop period varied from 65 to 130 kg N ha(-1). In these two crops nitrate leaching varied from 240 to 340 kg N ha(-1), depending on the N fertilizer treatment, and representing about 66-70% of total N input in the onion crop, and from 38 to 65% in the potato crop. Nitrate leaching losses in citrus orchards were, in general, lower than 100 kg N ha(-1) year(-1), representing about 33% of the total N input. A comparison of these results with those obtained in other studies is made. Finally, prospects for improvements in the fertilizer practice of vegetable crops and citrus orchards in the Valencian Community are discussed.
Agriculture Data (em linha)
FAOSTAT (2010) -Agriculture Data (em linha). Roma, Food and Agriculture Organization of the United Nations, Statistics Division. (Acesso em 2010.04.17).
Proposta de regulamentação sobre qualidade do compostado para utilização na agricultura. Lisboa, Laboratório Químico Agrícola Rebelo da Silva, INIA-Ministério da Agricultura do Desenvolvimento Rural e das Pescas
  • M S Gonçalves
  • M Baptista
Gonçalves, M.S. e Baptista, M. (2001) -Proposta de regulamentação sobre qualidade do compostado para utilização na agricultura. Lisboa, Laboratório Químico Agrícola Rebelo da Silva, INIA-Ministério da Agricultura do Desenvolvimento Rural e das Pescas, 14 p.