Recovery time between weigh-in and first match in State level judo competitions

Article (PDF Available)inBrazilian Journal of Physical Education and Sport 25(3):371-376 · September 2011with 95 Reads
DOI: 10.1590/S1807-55092011000300002
Abstract
Rapid weight loss is highly prevalent among combat sport athletes. After the weigh-in, there is a period in which athletes can refeed and rehydrate before the combats. The length of this recovery period is determinant for performance in the subsequent combats. No study, however, has determined the time patterns of such period. The purpose of this study was to determine the patterns of recovery time between the weigh-in and the first combats during judo competitions. One hundred and seventeen juvenile, junior and senior male athletes were analyzed during two São Paulo state competitions. The time at which each athlete has finished the weight-in and the time at which they have started the first combat were recorded and then the recovery period between weigh-in and combats was calculated. Average recovery time was approximately four hours. Most athletes had a 2.5 to 5-hour recovery time between the weigh-in and the first combat. Senior athletes had a significant longer recovery time compared to junior and juvenile (p < 0.001). Junior athletes also had a significant longer recovery time in comparison to juvenile athletes (p < 0.001). In conclusion, the patterns for recovery time presented in this study are likely to be a standard if competitions of similar size and organization are considered. Recovery period for the majority of athletes is enough to allow them to refeed and rehydrate, so the impact of weight loss on performance would be minimal. This can stimulate athletes to engage in potentially harmful rapid weight loss procedures.

Tempo de recuperação entre a pesagem e o início das lutas em competições de judô do Estado de São Paulo

Abstract

A perda rápida de peso é altamente prevalente entre atletas de luta. No judô, há um período entre a pesagem e o início da competição no qual atletas podem se recuperar da perda de peso. Apesar desse tempo ser determinante para o desempenho, nenhum estudo avaliou seu padrão de duração. Este estudo objetivou determinar o padrão de duração do tempo entre a pesagem e o início das lutas em competições oficiais de judô. Foram analisados 117 atletas do sexo masculino (classes juvenil, júnior e sênior) durante duas competições oficiais. Registraram-se o horário de término da pesagem e do início da primeira luta de cada atleta. O tempo médio de recuperação foi de aproximadamente quatro horas. A maior parte dos atletas teve aproximadamente 2,5 - 5 horas entre a pesagem e o início das lutas. O período para a classe sênior foi significantemente maior do que o das classes júnior e juvenil (p

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Tempo de recuperação entre a pesagem
Introdução
Tempo de recuperação entre a pesagem e o início das lutas
em competições de judô do Estado de São Paulo
CDD. 20.ed. 796.027
796.81 Guilherme Giannini ARTIOLI*
Emerson FRANCHINI*
Marina Yazigi SOLIS*
Marina FUCHS*
Mariane TAKESIAN*
Sandro Henrique MENDES*
Bruno GUALANO*
Antonio Herbert LANCHA JUNIOR*
*Escola de Educa-
ção Física e Esporte,
Universidade de São
Paulo.
Resumo
A perda rápida de peso é altamente prevalente entre atletas de luta. No judô, há um período entre a
pesagem e o início da competição no qual atletas podem se recuperar da perda de peso. Apesar des-
se tempo ser determinante para o desempenho, nenhum estudo avaliou seu padrão de duração. Este
estudo objetivou determinar o padrão de duração do tempo entre a pesagem e o início das lutas em
competições ofi ciais de judô. Foram analisados 117 atletas do sexo masculino (classes juvenil, júnior e
sênior) durante duas competições ofi ciais. Registraram-se o horário de término da pesagem e do início
da primeira luta de cada atleta. O tempo médio de recuperação foi de aproximadamente quatro horas.
A maior parte dos atletas teve aproximadamente 2,5 - 5 horas entre a pesagem e o início das lutas. O
período para a classe sênior foi signifi cantemente maior do que o das classes júnior e juvenil (p < 0,01)
e o da classe júnior foi signifi cantemente maior do que o da classe juvenil (p < 0,01). Conclui-se que os
tempos de recuperação aqui registrados são provavelmente padrões para competições de mesmo porte
e esquema organizacional, embora os tempos específi cos para as classes etárias possam se modifi car.
O período que a maioria dos atletas teve para recuperar-se é sufi ciente para adequada ingestão de ali-
mentos e líquidos, o que minimiza o impacto da perda de peso sobre o desempenho e estimula a pratica
de métodos agressivos de perda rápida de peso.
UNITERMOS: Perda de peso; Tempo de recuperação; Pesagem; Artes marciais.
O judô é uma modalidade olímpica na qual
os atletas competem em categorias divididas de
acordo com o peso corporal. O objetivo de tal
divisão é equilibrar as disputas em termos de
peso corporal, força e velocidade. Apesar disso,
foi demonstrado que a maioria dos competidores
de judô reduz signifi cativa quantidade de peso
poucos dias antes das competições, com o intuito
de enquadrar-se em categorias mais leves do que
a correspondente a seu peso habitual (ARTIOLI,
GUALANO, FRANCHINI, SCAGLIUSI, TAKESIAN, FUCHS
& LANCHA JUNIOR, 2010). Ao adotar tal estratégia, os
atletas acreditam obter vantagem competitiva uma
vez que, teoricamente, irão enfrentar adversários
mais leves e fracos (ARTIOLI, FRANCHINI & LANCHA
JUNIOR, 2006). O mesmo tipo de comportamento
tem sido extensivamente descrito em atletas de
outras modalidades cujas competições são também
divididas em categorias de peso, como é o caso da
luta olímpica (KININGHAM & GORENFLO, 2001;
OPPLIGER, UTTER, SCOTT, DICK & KLOSSNER, 2006;
STEEN & BROWNELL, 1990). Para reduzir o peso em
um curto período de tempo, os atletas utilizam uma
série de estratégias agressivas, tais como: restrição
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ARTIOLI, G.G. et al.
Metodologia
Foram observadas duas competições ofi ciais de
judô ocorridas na cidade de São Paulo durante o ano
de 2007 (campeonatos metropolitano e paulistano).
Tratam-se, portanto, de competições ofi ciais de
nível regional. Mais especifi camente, o campeonato
metropolitano é aberto para qualquer atleta
federado pela cidade de São Paulo e o paulistano é
fechado para os melhores colocados do campeonato
metropolitano. Neste estudo observacional, os
pesquisadores, nos dias das competições analisadas,
caram posicionados na saída da sala de pesagem
durante todo o período ofi cial da mesma. Ao sair da
sala, atletas selecionados ao acaso eram abordados
da ingestão de líquidos e alimentos, uso de roupas
de plástico ou borracha para indução de sudorese,
prática de exercícios em locais quentes, aumento da
quantidade de exercícios praticados, uso de laxantes
e diuréticos ou até mesmo indução de vômitos
(ARTIOLI et al., 2010; STEEN & BROWNELL, 1990).
A literatura científi ca tem sido unânime em
demonstrar os efeitos prejudiciais dessas práticas
sobre diversos parâmetros relacionados à saúde.
Existem relatos de que a perda rápida de peso
agudamente reduz a densidade óssea (PROUTEAU,
PELLE, COLLOMP, BENHAMOU & COURTEIX, 2006),
afeta funções cognitivas (CHOMA, SFORZO & KELLER,
1998), aumenta as chances de desenvolvimento
de transtornos alimentares (OPPLIGER, LANDRY,
FOSTER & LAMBRECHT, 1998), deprime o sistema
imune (IMAI, SEKI, DOBASHI, OHKAWA, HABU &
HIRAIDE, 2002; OHTA, NAKAJI, SUZUKI, TOTSUKA,
UMEDA & SUGAWARA, 2002), promove desequilí-
brios hormonais (MCMURRAY, PROCTOR & WILSON,
1991; ROEMMICH & SINNING, 1997), pode causar
hipertermia e até mesmo morte (SALTIN, 1964). De
fato, em 1997 três mortes de jovens lutadores norte-
americanos foram atribuídas à hipertermia causada
pela perda rápida de peso (CENTERS FOR DISEASE
CONTROL AND PREVENTION, 1998).
Embora o impacto sobre diversos sistemas fi sioló-
gicos esteja bem descrito, os possíveis efeitos da perda
rápida de peso sobre o desempenho em lutas ainda
permanece incerto e controverso. Alguns estudos de-
monstraram que a redução rápida de peso prejudica
o desempenho em exercícios de alta intensidade e
curta duração (FILAIRE, MASO, DEGOUTTE, JOUANEL
& LAC, 2001; HICKNER, HORSWILL, WELKER, SCOTT,
ROEMMICH & COSTILL, 1991). Outros, por sua vez,
falharam em demonstrar tal efeito (ARTIOLI et al.,
2010; FOGELHOLM, KOSKINEN, LAAKSO, RANKINEN
& RUOKONEN, 1993; HORSWILL, HICKNER, SCOTT,
COSTILL & GOULD, 1990). Todavia, as investigações
que verifi caram queda no desempenho não permiti-
ram que os atletas se recuperassem após a simulação
da pesagem (FILAIRE, et al., 2001; HICKNER et al.,
1991). Complementarmente, as investigações que
permitiram intervalo inferior a três horas após a
pesagem também observaram queda no rendimento,
ao passo que as que permitiram intervalos próximos
a cinco horas ou mais não observaram efeito da
perda rápida de peso sobre o desempenho anaeróbio
(para revisão, ver ARTIOLI, FRANCHINI & LANCHA
JUNIOR, 2006).
Com base nesses achados, pode-se afi rmar que o
tempo de recuperação após a pesagem tem grande
relevância para o desempenho de atletas que redu-
zem peso e deve ser levado em consideração quando
da elaboração da melhor estratégia de controle
do peso. Embora seja bem conhecido que todas
as competições ofi ciais nacionais e internacionais
apresentem um lapso de tempo entre a pesagem
e o início das lutas, nenhum estudo propôs-se a
caracterizar o padrão de duração deste intervalo.
Considerando-se a relevância desse dado, tanto para
a criação de protocolos de pesquisa que investiguem
a perda de peso simulando situações competitivas
reais quanto para defi nição da melhor estratégia
nutricional durante esse período, o presente estudo
teve como objetivo identifi car o padrão de duração
dos intervalos entre a pesagem e o início das lutas
em competições ofi ciais.
e, após a confi rmação de que sua pesagem acabara
de ser ofi cialmente realizada, tinham seus nomes
anotados assim como a hora exata de sua saída.
Neste estudo, assumimos que a hora de saída da
sala poderia ser considerada como a hora em que a
pesagem fora efetuada.
Ao início das lutas, os pesquisadores se posicionaram
próximos à fi la pela qual os atletas entravam na área
de combate, registrando a hora exata da primeira luta
de cada um dos atletas que haviam sido previamente
abordados. Deste modo, foi possível, ao computar a
hora da pesagem e a hora do início das lutas, calcular
o intervalo de recuperação após a pesagem.
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Tempo de recuperação entre a pesagem
Resultados
Foram incluídos na análise 117 atletas do sexo
masculino das categorias juvenil (15 a 16 anos de idade;
n = 35), júnior (17 a 19 anos de idade; n = 43) e sênior
(20 ou mais anos de idade; n = 49). Uma vez que o total
de atletas, considerando-se as três categorias incluídas
neste estudo, que participaram nos dois eventos foi de
436, nossa amostra foi constituída por 27% do total
de participantes. Todos os atletas foram informados
sobre os objetivos do estudo e sobre os procedimentos
necessários antes de assinarem o termo de consentimento
livre e esclarecido. No caso de menores de 18 anos,
o consentimento foi obtido dos pais ou responsáveis
legais. Os procedimentos adotados neste estudo foram
aprovados pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Escola de
Educação Física e Esporte da Universidade de São Paulo.
Foram realizadas análises descritivas (média
± desvio padrão e intervalo) e de frequência.
Para comparação dos dados obtidos entre
os três diferentes grupos de atletas (juvenil,
júnior e sênior), foi conduzida análise General
Linear Model seguida pelo teste “post-hoc” de
Tukey, quando necessário. Todos os requisitos
do modelo foram testados e satisfeitos (isto é,
distribuição normal dos dados, verificada pelos
valores de “skewness” e “kurtosis” com valores
entre -1,0 e 1,0, e homogeneidade, verificada
pelo teste de Levene). Todas as análises foram
realizadas com o auxílio do programa SPSS 15.
O nível de significância previamente adotado
foi de 5%.
O período médio de recuperação foi de,
aproximadamente, quatro horas (TABELA 1). A
comparação entre os grupos demonstrou efeito
principal (F = 235,9; p < 0,0001; eta quadrado =
0,801). A análise “post-hoc” revelou que os atletas da
classe sênior tiveram um período de recuperação mais
Amostra Análises estatísticas
longo do que aqueles da classe júnior (p < 0,0001). Os
atletas juniores, por sua vez, puderam recuperar-se por
um período mais longo do que os juvenis (p < 0,0001)
(TABELA 1). A análise de frequência revelou que o
tempo de recuperação para a maioria dos atletas variou
de 150 a 300 minutos (~2,5 a 5 horas) (FIGURA 1).
TABELA 1 - Tempo de recuperação (min) entre pesagem e início das lutas.
*signi cantemente dife-
rente de juvenil
+signi cantemente dife-
rente de júnior.
Média Desvio Padrão Variação
Juvenil 163 12 124 - 182
Júnior 227* 29 168 - 283
Sênior 294*+ 31 253 - 378
Geral 230 58 124 - 378
FIGURA 1 - Análise de frequência do tempo de recuperação entre pesagem e início das lutas (n = 117).
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ARTIOLI, G.G. et al.
É bem conhecido que as competições ofi ciais de
judô, tanto em nível nacional quanto internacional,
apresentam um período de tempo, após a pesagem
ofi cial, no qual os atletas que estejam reduzindo peso
podem se realimentar e reidratar, recuperando-se dos
efeitos da diminuição do peso. Diversas evidências
indicam que a recuperação do desempenho após a perda
de peso depende fortemente da duração do período de
recuperação (ARTIOLI et al., 2010; FOGELHOLM et al,
1993; HORSWILL et al., 1990; RANKIN, OCEL & CRAFT,
1996; VIITASALO, KYROLAINEN, BOSCO & ALEN, 1987),
muito embora fatores como composição da dieta
também exerçam papel relevante (FINN, DOLGENER &
WILLIAMS, 2004; HORSWILL et al., 1990; MCMURRAY,
PROCTOR & WILSON, 1991). Logo, a caracterização
do padrão de tempo entre a pesagem e o início das
lutas é fundamental para o planejamento da estratégia
mais adequada de controle de peso. Adicionalmente,
o conhecimento dessa variável pode certamente
contribuir para que futuros estudos sobre perda de
peso possam utilizar protocolos mais próximos de
situações competitivas reais. Ao nosso conhecimento,
nenhum estudo até então havia caracterizado o tempo
de recuperação entre a pesagem e a luta.
Os dados do presente estudo demonstram que o
tempo médio de recuperação é de aproximadamente
quatro horas e que os períodos mais frequentes variam
entre três e cinco horas. Isso signifi ca que a maior parte
dos atletas tem tempo sufi ciente para realimentar-se e
reidratar-se de modo a não sentir efeitos negativos da
perda rápida de peso sobre o desempenho (ARTIOLI,
IGLESIAS, FRANCHINI, GUALANO, KASHIWAGURA, SOLIS,
BENATTI, FUCHS, LANCHA JUNIOR, 2010). Esse fato
está de acordo com a percepção que os próprios atletas
têm de que reduzir peso para lutar em uma categoria
mais leve pode proporcionar vantagem competitiva
(ARTIOLI et al., 2010; STEEN & BROWNELL, 1990).
Isso provavelmente estimula um grande número de
atletas a optar por fazer uso de estratégias agressivas de
perda rápida de peso, o que pode ter efeitos adversos
bastante importantes sobre a saúde ou até mesmo
resultar em morte (CDC, 1998). Consequentemente,
a redução do intervalo entre pesagem e início da
competição é uma importante medida que deve
ser adotada pelos órgãos que organizam o esporte
para diminuir a prevalência da perda rápida de
peso entre competidores. De fato, a redução desse
intervalo foi uma das medidas-chave tomada pela
NCAA (do inglês, National Collegiate Athletic
Association, entidade que regula a luta olímpica
Discussão
colegial e universitária nos Estados Unidos) em seu
conjunto de novas regras implantadas em 1998-1999
que visavam diminuir a prevalência e intensidade da
perda rápida de peso e que se mostraram bastante
efetivas (OPPLIGER et al., 2006).
Um achado interessante deste estudo foi que os
tempos médios de intervalo foram signifi cantemente
diferente entre as três diferentes classes etárias ana-
lisadas. Obviamente, esse fato ocorreu porque, no
caso específi co das competições aqui analisadas, a
classe juvenil iniciou a competição antes da classe
júnior, que por sua vez, iniciou antes da sênior.
Logo, isso não deve ser interpretado de maneira
restrita e o mesmo padrão observado provavelmente
não se repetirá em qualquer competição, já que é
comum que as entidades organizadoras alterem a
ordem das classes etárias que iniciarão a competição.
Entretanto, pode-se especular que os tempos médios
de recuperação sejam, aproximadamente, os mesmos
observados neste estudo para qualquer classe que
inicie a competição nas respectivas ordens cronológi-
cas. A importância disso está no fato de ser possível
prever o tempo aproximado de recuperação que um
dado atleta terá desde que se saiba em qual ordem a
classe etária a que pertence iniciará a competição, o
que permitiria um melhor planejamento de como
utilizar esse tempo para maximizar o desempenho
na competição. Possivelmente, tal previsão será mais
consistente para as classes que lutarem no início da
competição. Deve-se ressaltar que tal semelhança
só ocorrerá nas competições cujo porte e esquema
organizacional sejam similares às analisadas no
presente estudo. Todavia, em competições ofi ciais
promovidas no Estado de São Paulo, essas variáveis
provavelmente não sofrerão grandes modifi cações, o
que facilitaria a previsão do intervalo de recuperação
baseada nos dados aqui relatados.
Em suma, este trabalho demonstrou que o
período médio de recuperação entre a pesagem e
o início das lutas em competições de judô é de,
aproximadamente, quatro horas. Períodos variando
entre, aproximadamente, 2,5 e cinco horas são os mais
frequentemente observados, sendo que a primeira
classe a competir terá cerca de 2,5 horas, a segunda
terá cerca de quatro horas e a terceira terá cerca de
cinco horas de recuperação. Os dados deste estudo
provavelmente se repetirão em competições cujo
porte e esquema de organização sejam similares aos
das competições observadas. Por fi m, é imprescindível
destacar que os tempos de recuperação observados no
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Tempo de recuperação entre a pesagem
presente estudo incentivam a rápida perda de peso,
cuja prática é sabidamente associada a diversos efeitos
prejudiciais à saúde. Assim, recomenda-se fortemente
Abstract
Recovery time between weigh-in and fi rst match in State level judo competitions
Rapid weight loss is highly prevalent among combat sport athletes. After the weigh-in, there is a period
in which athletes can refeed and rehydrate before the combats. The length of this recovery period is
determinant for performance in the subsequent combats. No study, however, has determined the time
patterns of such period. The purpose of this study was to determine the patterns of recovery time betwe-
en the weigh-in and the fi rst combats during judo competitions. One hundred and seventeen juvenile,
junior and senior male athletes were analyzed during two São Paulo state competitions. The time at
which each athlete has fi nished the weight-in and the time at which they have started the fi rst combat
were recorded and then the recovery period between weigh-in and combats was calculated. Average
recovery time was approximately four hours. Most athletes had a 2.5 to 5-hour recovery time between
the weigh-in and the fi rst combat. Senior athletes had a signifi cant longer recovery time compared to
junior and juvenile (p < 0.001). Junior athletes also had a signifi cant longer recovery time in comparison
to juvenile athletes (p < 0.001). In conclusion, the patterns for recovery time presented in this study are
likely to be a standard if competitions of similar size and organization are considered. Recovery period
for the majority of athletes is enough to allow them to refeed and rehydrate, so the impact of weight
loss on performance would be minimal. This can stimulate athletes to engage in potentially harmful
rapid weight loss procedures.
UNITERMS: Weight loss; Recovery time; Weigh-in; Martial arts.
que as normas que regulamentam os períodos de
recuperação sejam imediatamente revisadas pelas
entidades competentes.
Referências
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Notas
Guilherme Giannini Artioli é bolsista CNPq e Marina Yazigi Solis é bolsista CAPES.
Este estudo foi fi nanciado pela FAPESP (# 06/51293-4).
376 • Rev. bras. Educ. Fís. Esporte, São Paulo, v.25, n.3, p.371-76, jul./set. 2011
ARTIOLI, G.G. et al.
ENDEREÇO
Guilherme Giannini Artioli
Lab. de Nutrição e Metabolismo Aplicados à Atividade Motora
Escola de Educação Física e Esporte - USP
Av. Prof. Mello Moraes, 65
05508-030 - São Paulo - SP - BRASIL
e-mail: artioli@usp.br
Recebido para publicação: 16/03/2011
Revisado: 07/06/2011
Aceito: 13/06/2011
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Agradecimentos
Os autores agradecem aos atletas que participaram deste estudo e ao Sr. Antonio Mesquita, da Federação Paulista de Judô,
por gentilmente informar o número total de participantes nas competições estudadas.
Agradecemos ao Prof. Dr. Hamilton Roschel pela ajuda na análise estatística.
  • Article
    Studies failing to show a negative effect of rapid weight loss (RWL) on performance have been conducted in athletes who have been cycling weight for years. It has been suggested that chronic weight cycling could lead combat athletes to become resistant to the stresses associated with weight loss. To investigate the effects of RWL up to 5% of body mass on high-intensity intermittent performance in weight cyclers (WC) and non-weight cyclers (non-WC). Eighteen male combat athletes (WC: n=10; non-WC: n=8) reduced up to 5% of their body mass in 5 days. Body composition, high-intensity performance and plasma lactate were assessed preweight loss and postweight loss. Athletes had 4 h to re-feed and rehydrate following the weigh-in. Food intake was recorded during the weight loss and the recovery periods. Athletes significantly decreased body mass, lean body mass (most likely due to fluid loss) and fat mass following weight loss. No significant changes in performance were found from preweight loss to postweight loss in both groups. Plasma lactate was significantly elevated after exercise in both groups, but no differences were found between groups and in response to RWL. For all these variables no differences were observed between groups. Athletes from both groups ingested high amounts of energy and carbohydrates during the recovery period after the weigh-in. Chronic weight cycling does not protect athletes from the negative impact of RWL on performance. The time to recover after weigh-in and the patterns of food and fluid ingestion during this period is likely to play the major role in restoring performance to baseline levels.
  • Article
    In this study, we investigated the effects of rapid weight loss followed by a 4-h recovery on judo-related performance. Seven weight-cycler athletes were assigned to a weight loss group (5% body weight reduction by self-selected regime) and seven non-weight-cyclers to a control group (no weight reduction). Body composition, performance, glucose, and lactate were assessed before and after weight reduction (5-7 days apart; control group kept weight stable). The weight loss group had 4 h to re-feed and rehydrate after the weigh-in. Food intake was recorded during the weight loss period and recovery after the weigh-in. Performance was evaluated through a specific judo exercise, followed by a 5-min judo combat and by three bouts of the Wingate test. Both groups significantly improved performance after the weight loss period. No interaction effects were observed. The energy and macronutrient intake of the weight loss group were significantly lower than for the control group. The weight loss group consumed large amounts of food and carbohydrate during the 4-h recovery period. No changes were observed in lactate concentration, but a significant decrease in glucose during rest was observed in the weight loss group. In conclusion, rapid weight loss did not affect judo-related performance in experienced weight-cyclers when the athletes had 4 h to recover. These results should not be extrapolated to inexperienced weight-cyclers.
  • Article
    To identify the prevalence, magnitude, and methods of rapid weight loss among judo competitors. Athletes (607 males and 215 females; age = 19.3 T 5.3 yr, weight = 70 T 7.5 kg, height = 170.6 T 9.8 cm) completed a previously validated questionnaire developed to evaluate rapid weight loss in judo athletes, which provides a score. The higher the score obtained, the more aggressive the weight loss behaviors. Data were analyzed using descriptive statistics and frequency analyses. Mean scores obtained in the questionnaire were used to compare specific groups of athletes using, when appropriate, Mann-Whitney U-test or general linear model one-way ANOVA followed by Tamhane post hoc test. Eighty-six percent of athletes reported that have already lost weight to compete. When heavy weights are excluded, this percentage rises to 89%.Most athletes reported reductions of up to 5% of body weight (mean T SD: 2.5 T 2.3%). The most weight ever lost was 2%-5%,whereas a great part of athletes reported reductions of 5%-10% (mean T SD: 6 T 4%). The number of reductions underwent in a season was 3 T 5. The reductions usually occurred within 7 T 7 d. Athletes began cutting weight at 12.6 T 6.1 yr. No significant differences were found in the score obtained by male versus female athletes as well as by athletes from different weight classes. Elite athletes scored significantly higher in the questionnaire than non elite. Athletes who began cutting weight earlier also scored higher than those who began later. Rapid weight loss is highly prevalent in judo competitors. The level of aggressiveness in weight management behaviors seems to not be influenced by the gender or by the weight class, but it seems to be influenced by competitive level and by the age at which athletes began cutting weight.
  • Article
    This study was conducted to develop a testing protocol which would determine the extent of upper-body power output decrements in subjects following weight loss. Five athletes who had trained via upper-body exercise performed a 6-minute variable intensity arm crank test on an isokinetic ergometer before and after a 3-day, 4.5% body weight loss. Blood samples were drawn from a forearm vein pre- and 1, 3, and 5 min post-arm cranking for assessment of lactate, pH, hemoglobin, and hematocrit. The work performed pre-weight loss was significantly (paired t-test, p less than 0.05) greater than that performed post-weight loss. Repeated measures ANOVA yielded no significant differences in blood variables; however, pre-weight loss lactate values were higher and hemoglobin, hematocrit, and pH values were lower than post-weight loss values. It was concluded that a 4.5% body weight reduction resulted in performance decrements during this arm crank test. Survey information obtained from collegiate wrestlers (n = 14) subsequently tested under this protocol indicates the physical demands of this test approximate the physical demands of actual wrestling competition. It would therefore be appropriate to use this protocol during future testing of wrestlers in weight loss studies.
  • Article
    Twelve competitive wrestlers restricted their caloric intake (92 kJ/kg FFW/day) for 7 days, using a high (HC) or normal (NC) carbohydrate diet to determine the acute effect of caloric deficiency on aerobic and anaerobic exercise performance as well as growth hormone (hGH) and insulin-like growth factor 1 (IGF-1) levels. The subjects were tested while on a eucaloric diet and at the end of the dietary restriction. Neither the dietary restriction nor composition had an effect on the ability to complete an 8-minute run at 85% of maximal capacity, but both produced an increased fat utilization during the run. The responses to the Wingate Anaerobic Test indicated that the NC group had a significant reduction in total and mean power output (-7% & -6%, respectively; p less than 0.05), whereas the HC group maintained all power measures. The caloric restriction, regardless of dietary composition, increased the exercise hGH response more for the NC group than the HC group (p less than 0.05). IGF-1 levels were significantly lowered by the diet, but the diet composition had no effect. These results indicate that even during caloric restriction, a high carbohydrate diet better maintains anerobic exercise performance. Furthermore, the composition of the diet appears to have no effect on the resting hGH and IGF-1 responses to caloric deficits. However, carbohydrate composition may have an effect on the gGH response to exercise.
  • Article
    To assess current weight loss practices in wrestlers, 63 college wrestlers and 368 high school wrestlers completed a questionnaire that examined the frequency and magnitude of weight loss, weight control methods, emotions associated with weight loss, dieting patterns, and preoccupation with food. Clear patterns emerged showing frequent, rapid, and large weight loss and regain cycles. Of the college wrestlers, 41% reported weight fluctuations of 5.0-9.1 kg each week of the season. For the high school wrestlers, 23% lost 2.7-4.5 kg weekly. In the college cohort, 35% lost 0.5-4.5 kg over 100 times in their life, and 22% had lost 5.0-9.1 kg between 21 and 50 times in their life. Of the high school wrestlers, 42% had already lost 5.0-9.1 kg 1-5 times in their life. A variety of aggressive methods wer used to lose weight including dehydration, food restriction, fasting, and, for a few, vomiting, laxatives, and diuretics. "Making weight" was associated with fatigue, anger, and anxiety. Thirty to forty percent of the wrestlers, at both the high school and college level, reported being preoccupied with food and eating out of control after a match. The tradition of "making weight" still appears to be integral to wrestling. The potential physiological, psychological, and health consequences of these practices merit further attention.
  • Article
    Well trained subjects (N = 12) were studied before and after losing approximately 6% of body weight to determine whether physical performance could be maintained while consuming a hypocaloric, high percentage carbohydrate diet. During a 4-d period of weight loss, subjects were randomly assigned to a high carbohydrate (HC) or low carbohydrate (LC) diet. A crossover design was used; subjects were measured before (PRE) and after (POST) weight loss on both diets for a 6-min bout of high intensity arm cranking, weight, skinfold thickness, and profile of mood states (POMS). Hemoglobin, hematocrit, and glycerol concentrations were analyzed for resting blood samples, while lactate, pH, and base excess were analyzed for blood samples drawn at rest and 1, 3, and 5 min after arm cranking. A three-way ANOVA of sprint work revealed a weight loss effect, a diet by weight loss interaction, and an order by diet by weight loss interaction (P less than 0.05). Total sprint work (mean +/- SE) PRE and POST HC was 37.7 +/- 2.1 kJ and 37.4 +/- 2.2 kJ, respectively. Sprint work was higher for PRE LC vs POST LC, with mean values of 37.4 +/- 2.1 kJ and 34.4 +/- 2.2 kJ, respectively. Post-arm cranking lactate was significantly higher PRE compared to POST for both HC and LC. Post-exercise blood pH was lower (P less than 0.05) at PRE vs POST, with no diet effect. Regardless of the diet, POMS variables tension, depression, anger, fatigue, and confusion were significantly elevated from PRE to POST; vigor was significantly lower.(ABSTRACT TRUNCATED AT 250 WORDS)
  • Article
    The effects of three weight reduction methods on maximal strength, rate of force development, vertical jumping height, and mechanical power were studied in track and field athletes and volleyball players. The three methods were sauna, diet with diuretic, and diuretic alone. The reductions in weight achieved were 3.4%, 5.8%, and 3.8% of body weight after sauna, diet + diuretic, and diuretic, respectively (P less than 0.001). Maximal isometric leg strength and the rate of isometric force development were decreased after the sauna and diet + diuretic treatments. Dehydration caused by the diuretic method alone did not impair neuromuscular performances. As had been expected from theoretical calculations, the rise of the body center of gravity in vertical jumping was slightly improved with all three treatments, the improvement being the greatest following the diuretic treatment (7.1%, P less than 0.001). However, when the work performed was extended for 15 s, an improved power output could be observed only with the diet + diuretic treatment (P less than 0.01). No explanation for the results observed could be made in terms of physiologic parameters.
  • Article
    Full-text available
    We studied seven male wrestlers and three judo athletes (weight 55-93 kg) during two weight reductions. In the "gradual" procedure (GP), a 5.0 +/- 0.4% (mean +/- SEM) weight loss was achieved in 3 weeks by energy restriction. In the "rapid" procedure (RP), 6.0 +/- 0.6% of body weight was lost in 2.4 days by fluid and diet restriction and forced sweating, and followed by a 5-h "loading" (food and drinks ad libitum). The net weight loss after GP and loading was 2.7 +/- 0.5%. Protein intakes (4-d food records) during GP and RP were 71 +/- 16 and RP 56 +/- 17 g.d-1, respectively. Carbohydrate intakes were 239 +/- 56 (GP) and 182 +/- 55 g.d-1 (RP). During GP and RP, mean thiamin, magnesium, and zinc intakes were at or below the respective recommendation. Thiamin, riboflavin, potassium, iron, and zinc status, assessed from blood chemistry, remained stable during both procedures. Changes in vitamin B6 indicator (E-ASTAC) and S-magnesium concentration were different (P < 0.01) between the procedures, suggesting negative trends during GP. Sprint (30-m run) and anaerobic (1-min Wingate test) performance was similar throughout the study. Following GP, vertical jump height with extra load increased by 6-8% (P < 0.01). Jumping results were not affected by RP. Hence, < or = 5% loss in body weight by either method did not impair experienced athletes' performance.
  • Article
    Collegiate wrestlers (N = 12) consumed a formula, hypoenergy diet (18 kcal.kg-1, 60% carbohydrate) without dehydration for 72 h. For the next 5 h, the athletes were fed either a 75% (HC) or a 47% (MC) carbohydrate formula diet of 21 kcal.kg-1. Each wrestler performed three anaerobic arm ergometer performance tests (TEST1, before weight loss; TEST2, after weight loss; TEST3, after refeeding). Blood withdrawn just before and after each test was analyzed for pH, bicarbonate, base excess, glucose, and lactate. Both groups had a similar significant reduction in total work done during TEST2 (92.4% of TEST1). Work done in TEST3 by HC was 99.1% of TEST1 while MC did 91.5% of their initial work (P = 0.1). Peak power was unaffected by the treatment. Plasma lactate significantly increased during the performance test from 1.72 to 21.91 mmol.l-1 as did plasma glucose from 4.88 to 5.25 mmol.l-1 when groups and trials were collapsed. Lactate accumulation was diminished during TEST2 compared with the other tests. Although the exercise bout reduced pH, bicarbonate, and base excess, there was no difference in the effect by group. In conclusion, weight loss by energy restriction significantly reduced anaerobic performance of wrestlers. Those on a high carbohydrate refeeding diet tended to recover their performance while those on a moderate carbohydrate diet did not. The changes in performance were not explained by the acid/base parameters measured.
  • Article
    Adolescent wrestlers (n = 9, 15.4 yr) and recreationally active control males (n = 7, 15.7 yr) were measured before, at the end of, and 3.5-4 mo after a competitive wrestling season to assess the influence of dietary restriction on growth-related hormones. Wrestlers had significant elevations preseason to late season for morning serum concentrations (mean of 8 serial samples) of growth hormone (GH; 2.9 +/- 0.7 vs. 6.5 +/- 1.4 ng/ml) and sex hormone-binding globulin (SHBG; 16.1 +/- 2.3 vs. 27.9 +/- 6.9 nmol/l) and significant reductions in GH-binding protein (GHBP; 178 +/- 19 vs. 109 +/- 17 pmol/l), insulin-like growth factor I (IGF-I; 332 +/- 30 vs. 267 +/- 34 ng/ml), testosterone (T; 4.9 +/- 0.4 vs. 3.6 +/- 0.4 ng/ml), and free testosterone (Free-T; 22.4 +/- 3.6 vs. 15.7 +/- 2.8 pg/ml). Wrestlers had significant postseason reductions in GH (3.44 +/- 1.30 ng/ml) and SHBG (10.43 +/- 4.13 nmol/l) but elevations in GHBP (66.7 +/- 23.8 pmol/l), IGF-I (72.9 +/- 25.1 ng/ml), T (2.10 +/- 0.46 ng/ml), and Free-T (9.76 +/- 3.01 pg/ml). Concentrations of luteinizing hormone (LH), estradiol, prolactin, cortisol, insulin, and thyroid hormones did not differ because of exercise-dietary practices of wrestlers. In-season elevations in GH, with concomitant reductions in GHBP and IGF-I, that were reversed during the postseason suggest a reduction in GH receptor number and partial GH resistance during the season. Nonelevated LH with reduced T levels suggests a central hypothalamic-pituitary-gonadal (H-P-G) axis impairment. In conclusion, undernutrition may lead to altered H-P-G and GH-IGF-I axes function in adolescent wrestlers. However, only the wrestlers' late-season Free-T concentrations were outside the normal range, and the hormone axis impairments were quickly reversed. The present data do not address hormonal axis responses to several years of wrestling and weight loss.