ArticlePDF Available

Effect of temperature and kind of substratum on the production of Musca domestica Linnaeus, 1758 (Diptera, Muscidae) larvae

Authors:

Abstract and Figures

Em sala climatizada no Ranário Experimental da Fundação Universidade Federal do Rio Grande (REURG), quatro moscários foram preparados, colocando-se em cada um cerca de 5000 pupas de Musca domestica. Após o nascimento das moscas, cada moscário recebeu, além das bandejas com alimento (açúcar e leite), uma bandeja com substrato para postura, constituído de farelo de trigo umedecido. Diariamente os substratos para postura foram homogeneizados e distribuídos entre 15 bandejas pequenas, acondicionadas em estufas climatizadas e submetidos a uma combinação de cinco temperaturas (20, 23, 26, 29 e 32ºC) e três substratos para a produção de larvas (farelos de arroz, de trigo e de soja). As temperaturas de 20, 23 e 26ºC proporcionaram os melhores resultados de produção de larvas, a qual diminuiu com a elevação da temperatura, indicando ser desnecessária a utilização de aquecimento no larvário em locais onde a temperatura mínima não seja inferior a 20ºC. O farelo de trigo foi o melhor substrato para a produção de larvas de M. domestica. A maior produtividade de larvas foi verificada na 7ª e 8ª posturas.
Content may be subject to copyright.
Influência da Temperatura e do Tipo de Substrato na Produção de Larvas de
Musca domestica Linnaeus, 1758 (Diptera, Muscidae)1
Stefan Cruz Weigert2, Mario Roberto Chim Figueiredo3, Daniel Loebmann4,
José Augusto Reis Nunes5, Antonio Luís Garcia dos Santos6
RESUMO - Em sala climatizada no Ranário Experimental da Fundação Universidade Federal do Rio Grande (REURG), quatro
moscários foram preparados, colocando-se em cada um cerca de 5000 pupas de Musca domestica. Após o nascimento das moscas, cada
moscário recebeu, além das bandejas com alimento (açúcar e leite), uma bandeja com substrato para postura, constituído de farelo de trigo
umedecido. Diariamente os substratos para postura foram homogeneizados e distribuídos entre 15 bandejas pequenas, acondicionadas
em estufas climatizadas e submetidos a uma combinação de cinco temperaturas (20, 23, 26, 29 e 32°C) e três substratos para a produção
de larvas (farelos de arroz, de trigo e de soja). As temperaturas de 20, 23 e 26ºC proporcionaram os melhores resultados de produção
de larvas, a qual diminuiu com a elevação da temperatura, indicando ser desnecessária a utilização de aquecimento no larvário em locais
onde a temperatura mínima não seja inferior a 20ºC. O farelo de trigo foi o melhor substrato para a produção de larvas de
M. domestica. A maior produtividade de larvas foi verificada na 7ª e 8ª posturas.
Palavras-chave: larvas de mosca, ranicultura, substrato, temperatura
Effect of Temperature and Kind of Substratum on the Production of
Musca domestica Linnaeus, 1758 (Diptera, Muscidae) Larvae
ABSTRACT - In room acclimatized in Experimental Frog-Farm of Fundação Universidade Federal of Rio Grande (REURG) four
flies cages were prepared, being put in each one about 5000 pupas of Musca domestica. After the birth of the flies, each flie cage received,
above the trays with food (sugar and milk), a tray with substratum for posture, constituted of humidified wheat flour. Daily the substratum
for posture were homogenized and distributed among 15 small trays, conditioned in acclimatized stoves and submitted to a combination
of five temperatures (20, 23, 26, 29 and 32°C) and three substratum for the production of larvae (flours of rice, wheat and soy). The
temperatures of 20, 23 and 26ºC provided the best results of production of larvae, that decreased as temperature increased, indicating
to be unnecessary the heating use in the larvae cages in places where the minimum temperature is not lower than 20ºC. The wheat
flour went the best substratum to the production of larvae of M. domestica. The largest productivity of larvae was verified in the
7th and 8th postures.
Key Words: fly larvae, frog culture, substratum, temperature
1Projeto apoiado pelo CNPq e pela FAPERGS, com auxílio e bolsas.
2Oceanólogo, bolsista de aperfeiçoamento da FAPERGS. E.mail: weigerts@bol.com.br
3Prof. Adj. IV, FURG, DOc, LAC, REURG. C.P. 474, CEP: 96201-900, Rio Grande, RS. Orientador. E.mail: docchim@furg.br
4Oceanólogo, estudante de mestrado em Oceanografia Biológica, FURG. E.mail: ocedl@furg.br
5Médico Veterinário, MSc em Engenharia de Alimentos, FURG. E.mail: augustoreisnunes@bol.com.br
6Oceanólogo, bolsista de iniciação científica do CNPq. E.mail: algsoceano@yahoo.com.br
R. Bras. Zootec., v.31, n.5, p.1886-1889, 2002
Introdução
O ciclo vital da mosca doméstica, Musca
domestica Linnaeus, l758 (Diptera, Muscidae), com-
preende as fases de ovo, larva, pupa e mosca adulta.
O estudo das formas de criação destes animais torna-
se fundamental em vista da possibilidade de sua
utilização na alimentação animal, com principal aten-
ção à fase larval.
Pro et al. (1999) afirmaram que a larva da
M. domestica apresenta várias características que a
torna adequada para uma produção massiva, como a
precocidade e prolificidade da espécie, dependendo
da temperatura e umidade ambientais. Uma fêmea é
capaz de realizar desovas com até 800 ovos (Tinsley
et al., 1984, citados por Pro et al., 1999). Além disso,
a larva pode desenvolver-se em uma grande variedade
de substratos, alimentando-se basicamente de matéria
orgânica vegetal (Aleixo et al., 1984).
Lima & Agostinho (1984) apresentaram a primei-
ra proposta de se utilizar ração balanceada como
alimento para rãs. Desde então, larvas de M. domes-
tica vêm sendo utilizadas como artifício para estimu-
lar a ingestão da ração (Aleixo et al., 1984), pois as
1887
R. Bras. Zootec., v.31, n.5, p.1886-1889, 2002
WEIGERT et al.
mesmas possuem fotofobia e imergem na ração,
movimentando-a. Como as rãs, na fase terrestre, são
essencialmente carnívoras, o movimento das larvas é
fundamental para a sua alimentação (Reeder, 1964).
De acordo com Pro et al. (1999), o alto conteúdo
de energia metabolizável das larvas secas, para fran-
gos de corte (Energia Metabolizável aparente = 4071
± 133 kcal/kg), pode ser explicado por seu alto conteú-
do de óleo (22%) e pela alta proporção de ácidos
graxos insaturados (aproximadamente 49% do total), o
que melhora a absorção dos ácidos graxos saturados.
Com o objetivo de otimizar a produção de larvas
de M. domestica, foram realizados experimentos
combinando-se diferentes temperaturas e substratos
para criação dessas larvas, a fim de determinar a
faixa de temperatura mais adequada no interior do
larvário, bem como o substrato que proporciona a
maior produção de larvas.
Material e Métodos
O experimento foi realizado no Ranário Experi-
mental da Fundação Universidade Federal do Rio
Grande (REURG), localizado no município do Rio
Grande, RS. Para a realização do experimento foram
utilizadas duas salas: uma sala climatizada que abri-
gava quatro moscários e outra equipada com cinco
estufas climatizadas.
Os moscários são estruturas medindo 0,65 x 0,60 x
0,55 m (C x L x A), compostas de armação de madeira
recoberta por tela de náilon branca com diâmetro de
1,0 mm, com uma pequena porta frontal, de compensa-
do, por onde é realizado o manejo diário. A sala onde
foram instalados os quatro moscários utilizados no
experimento foi especialmente preparada para este
fim, sendo climatizada através de duas resistências
elétricas de 500 W, 220 V, controladas por um
termostato. Durante o período experimental, a tempe-
ratura foi monitorada diariamente com o auxílio de um
termômetro de máximas e mínimas, sendo que a tem-
peratura média foi de 27ºC, com um desvio padrão de
2ºC. Esta sala contava com ventilação e iluminação
naturais, realizadas por uma janela basculante. As
cinco estufas climatizadas foram descritas por
Figueiredo (1996) e Figueiredo et al. (2001), sendo
modificadas pela retirada das gaiolas de fibra de vidro,
as quais não foram utilizadas neste experimento.
Para o experimento quatro moscários foram prepa-
rados, lavando-se os mesmos com água hiperclorada e
colocando-se em cada um cerca de 5.000 pupas de
moscas da espécie Musca domestica, provenientes de
larvas produzidas anteriormente nos próprios moscários.
Após o nascimento, as moscas foram alimentadas
com açúcar, em uma bandeja, e leite misturado com
água, na proporção de 1:1 (aproximadamente 25 mL de
cada), em outra bandeja. A mistura leite/água foi trocada
diariamente e coberta com uma camada de papel absor-
vente para evitar o afogamento das moscas.
Cinco dias após o nascimento das moscas, cada
moscário recebeu o substrato para postura dos ovos.
No preparo deste substrato utilizaram-se 400 g de
farelo de trigo e 400 mL de água, que foram mistura-
dos em uma bandeja pequena até formar uma massa
homogênea, onde se faziam furos com os dedos.
Diariamente, durante 16 dias (repetições), subs-
tituíam-se os substratos de postura de todos os
moscários. Os quatro substratos retirados foram
homogeneizados para evitar a formação de placas e
permaneceram sobre os moscários até o dia seguinte,
quando então, foram misturados em bandeja grande
(13 L), previamente tarada. Esta mistura foi pesada,
e o peso obtido dividido em 15 parcelas iguais, colo-
cando-se em 15 bandejas pequenas (de 2,2 L), as
quais foram distribuídas em uma combinação de três
substratos para a produção de larvas (farelo de trigo - FT,
farelo de arroz - FA e farelo de soja - FS) com cinco
temperaturas (20, 23, 26, 29 e 32ºC).
Os substratos para produção de larvas foram
preparados da mesma forma que o substrato de postura,
apenas substituindo-se o farelo de trigo por farelo de
arroz e soja, compondo-se três lotes de cinco bandejas,
um para cada substrato (FT, FA e FS). Depois de
prontos os substratos foram adicionados às 15 bande-
jas, até então com o farelo de trigo e larvas, sendo estas
acondicionadas nas estufas climatizadas.
Cada bandeja permaneceu por três dias na estufa.
Após este período, foi realizada a separação total das
larvas do substrato, de cada bandeja separadamente,
com auxílio de peneiras e feita a sua pesagem. Para
a pesagem das amostras foi utilizada balança eletrô-
nica com sensibilidade de 0,1 g.
Para a determinação do ciclo produtivo de um
moscário, os pesos de larvas das 15 bandejas foram
somados e a soma dividida por quatro, obtendondo-se
a produção média diária por moscário, submetendo-se,
então, os resultados à análise de regressão.
Os dados foram submetidos à analise de
variância e a testes de comparação de médias, sendo
utilizado o software SAEG (Euclides, 1983), e a uma
análise de regressão.
Influência da Temperatura e do Tipo de Substrato na Produção de Larvas de Musca domestica Linnaeus, 1758...
1888
R. Bras. Zootec., v.31, n.5, p.1886-1889, 2002
Resultados e Discussão
A temperatura e o substrato de produção afeta-
ram significativamente (P0,05) a produção de lar-
vas de M. domestica, não sendo significativo o efeito
da interação entre ambos fatores em questão.
Verificou-se maior produção de larvas a 20, 23 e
26ºC do que a 29 e 32ºC. Com relação ao substrato
utilizado, o farelo de trigo foi melhor que farelo de
arroz e soja (Tabela 1).
A distribuição dos pesos médios de larvas, obtidos
em função da temperatura das estufas, ajusta-se a
um modelo linear (Figura 1), no qual se observa
decréscimo da produtividade de larvas com o aumento
da temperatura ambiente.
Observou-se que temperaturas mais elevadas (29
e 32ºC) afetaram negativamente a produção de larvas
M. domestica. O processo de fermentação do substrato
de produção, que ocorre durante o desenvolvimento
das larvas, caracteriza-se por ser exotérmico, ou seja,
durante a fermentação ocorre liberação de calor.
A Figura 2 ilustra a produção média de larvas em
função do substrato de produção utilizado. Nela se
observa que o maior peso de larvas foi obtido com
farelo de trigo.
A produção de larvas é viável até 21 dias após o
nascimento das moscas, ou seja, durante 16 dias a
partir da primeira postura (Figura 3). A dispersão dos
dados de peso médio de larvas (y) ao longo do tempo
(x), ficou bem caracterizada por um modelo quadrático
(Figura 3), no qual se observou que a máxima produ-
tividade do moscário ocorreu entre o 7º e 8º dia após
o início das posturas, ou seja, entre o 12º e 13º dia após
o nascimento das moscas. Este resultado comprova
Tabela 1 - Peso médio de larvas (g) em função da temperatura do larvário e do substrato de produção utilizado
Table 1 - Larvae’ average weight (g) as a function of the temperature of the larvae cage and of the used production substratum
Temperatura (ºC) Peso médio de larvas (g) Substrato de produção Peso médio de larvas (g)
Temperature (ºC) Larvae average weight (g) Production substratum Larvae average weight (g)
20 45,72a
23 41,71aFarelo de Trigo 44,88a
26 40,90aFarelo de Soja 32,83b
29 30,59bFarelo de Arroz 32,58b
32 24,90b
Médias, na coluna, seguidas de letras diferentes, diferem (P0,05) pelo teste de Newman Keuls.
Means, in a column, followed by different letters, differ (P.05) by Newman-Keuls test.
y = -1,7585x + 82,485
R2 = 0,9259
0
5
10
15
20
25
30
35
40
45
50
20 23 26 29 32
Temperatura (ºC)
Temperature (ºC)
Peso médio de larvas (g)
Larvae’ average weight (g)
Figura 1 - Estimativa do peso de larvas em função da
temperatura da estufa.
Figure 1 - Estimate of larvae weight as a function of the stove
temperature.
0
5
10
15
20
25
30
35
40
45
50
F. Trigo F. Soja F. Arroz
Substrato de produção
Production substratum
Peso médio de larvas (g)
Larvae average weight (g)
Figura 2 - Peso de larvas em função do substrato de
produção utilizado.
Figure 2 - Larvae weight as a function of the used production
substratum.
1889
R. Bras. Zootec., v.31, n.5, p.1886-1889, 2002
WEIGERT et al.
que a periodicidade média para a montagem de
moscários, tendo em vista a necessidade de se man-
ter estável a produção de larvas, é de sete dias, sendo
necessários, no mínimo, quatro moscários para o
rodízio, conforme sugerido por Aleixo et al. (1984).
y = -0,3649x2 + 5,3436x + 28,793
R2 = 0,8173
0
10
20
30
40
50
60
12345678910111213141516
Posturas (dias de experimento)
Posture (days of experiment)
Peso médio de larvas (g)
Larvae’ average weight (g)
Figura 3 - Estimativa dos pesos médios de larvas ao
longo da postura das moscas.
Figure 3 - Estimate of larvae average weight during the flies
posture.
Conclusões
A produção de larvas é inversamente proporcio-
nal à elevação da temperatura, não sendo necessária
a utilização de aquecimento no larvário (o que repre-
senta uma economia para o produtor).
Entre os farelos utilizados como substrato de
produção, além da maior produção de larvas, é indis-
cutível a facilidade de manejo (umedecimento e sepa-
ração de larvas) proporcionada pelo farelo de trigo.
A máxima produtividade de um moscário ocorre
entre a 7ª e 8ª posturas, de modo que, nesses dias
deve ser realizada a retirada de larvas para a monta-
gem de novo(s) moscário(s).
Os resultados sugerem a necessidade de novos
experimentos a partir de temperaturas abaixo de 20ºC.
Literatura Citada
ALEIXO, R.C.; LIMA, S.L.; AGOSTINHO, C.A. Criação da
mosca doméstica para suplementação alimentar de rãs.
Viçosa, MG: Universidade Federal de Viçosa, 1984. 11 p.
(Informe Técnico, 46).
EUCLIDES, R.F. Sistema para análises estatísticas e gené-
ticas. Manual de utilização do SAEG. Viçosa, MG: Uni-
versidade Federal de Viçosa, 1983. 57p.
FIGUEIREDO, M.R. Influência dos fatores ambientais so-
bre o desempenho da rã-touro (Rana catesbeiana Shaw,
1802) em gaiolas. Viçosa, MG: Universidade Federal de
Viçosa, 1996. 151p. Tese (Doutorado em Zootecnia) - Uni-
versidade Federal de Viçosa, 1996.
FIGUEIREDO, M.R.C.; LIMA, S.L., AGOSTINHO, C.A. et al.
Estufas climatizadas para experimentos ambientais com rãs,
em gaiolas. Revista Brasileira de Zootecnia, v.30, n.4,
p.1135-1142, 2001.
LIMA, S.L.; AGOSTINHO, C.A. Técnicas e propostas para
alimentação de rãs. Viçosa, MG: Universidade Federal de
Viçosa, 1984. 11p. (Informe técnico 50).
PRO, A.M.; CUCA, M.G.; BECERRIL, C.P. et al. Estimación
de la energía metabolizable y utilización de larva de mosca
(Musca domestica L.) en la alimentación de pollos de engorda.
Archivos Latinoamericanos de Producción Animal, v.7,
n.1, p.39-51, 1999.
REEDER, W.G. The digestive system. In: MOORE, J.A. (Ed.)
Physiology of the Amphibia. New York: Academic Press,
1964. v.1, p.99-209.
Recebido em: 30/11/01
Aceito em: 07/06/02
Article
The growing global demand for soybeans due to its different uses and by-products, as well as its use in the diet of several livestock species, is forcing the industry to seek alternative protein sources. Environmental concerns related to huge volumes of poultry manure serve as a warning for the choice of more sustainable production systems. Thus, the current review investigates the processing of an insect meal as an alternative protein source to feed broilers. The five desirable features in the selection of insect species proposed by the Food and Agriculture Organization (FAO) show that the high productivity of biomass, feed conversion efficiency and the organic waste conversion capacity from poultry farms is aided by the use of larvae from housefly and black soldier fly species. Brazilian production of such insects is possible due to climatic and environmental conditions and has the potential to supply part of the protein demands of the Brazilian poultry industry when raised in controlled environments. The prevalence of tropical climatic conditions and the possible use of organic waste from poultry farms as substrate can mitigate some environmental issues as well as generate income to smallholder farms prevailing in this activity.
Article
The objective of the present study was to evaluate the lambari's performance (Oligusarcus argenteus) using fly worms (Musca domesticus) as a feeding source in substitution to ration. Six hundred fingerlings of lambari bocarra were used with initial mean weight of 0.88 ± 0.14 g and an average length of 3.62 ± 0.30 cm. A complete randomized experimental design was used with five treatments, T1: 100% of ration, T2: 25% of fly worms and 75% of ration, T3: 50% of fly worms and 50% of ration, T4: 75% of fly worms and 25% of ration, and T5; 100% of fly worms with four repetitions and 30 fingerlings in each aquarium. Fingerlings were kept in an aquarium of 1.000 L volume. T1 treatment showed no significant differences (P>0.05) for final weight, weight gain, daily weight gain, and total length compared to the other treatments, obtaining the worst results. For the standard length, treatments T2, T3, and T5 obtained the best results (P<0.05). There was no significant difference (P>0.05) for specific growth rate for all treatments. For the carcass yield the best results were observed in treatments T2 and T4. Treatment T1 obtained the worst result for viscer somatic index (P<0.05). For the production of lambari, it could be used 75% of fly worms instead of 32% PB ration, which provides better results for carcass yield. For final weight, weight gain, daily weight gain and total length it could be used up to 100% of fly worms in substitution to 32% crude protein ration.
Article
The purpose of this study was to estimate the effect predation by guinea fowl on the fluctuation of population about the house flies and the relation to the average monthlytemperature, relative humidity and rainfall in the municipality of Seropédica RJ. The treatments with and without guinea fowl were compared with the average data of temperature, relative humidity and rainfall through the parametric Pearson test at 5%probability, showing that there was no significant correlation between treatments and climatic factors. The same occurred when the climate data were compared with the average number of flies caught by traps. Analyses of variance and Tukey test showed significant differences (p < 0.05) among the treatments with and without guinea fowl. Based on the results it is concluded that the significant difference among the treatments was due to the control exercised by the guinea fowl on the population of house flies. The predation of guinea fowl influenced the population fluctuation of house flies, under the conditions of this study.
Article
This work aimed at identifying plant compounds with insecticidal activity against Diaphania hyalinata (L.) (Lepidoptera: Pyralidae), Musca domestica (L.) (Diptera: Muscidae), Periplaneta americana (L.) (Blattodea: Blattidae) and Rhyzopertha dominica (F.) (Coleoptera: Bostrichidae). The plant species used were: basil (Ocimum selloi Benth.), rue (Ruta graveolens L.), lion's ear (Leonotis nepetaefolia L.), Jimson weed (Datura stramonium L.), 'baleeira' herb (Cordia verbenaceae L.), mint (Mentha piperita L.), wild balsam apple (Mormodica charantia L.) and billy goat weed (Ageratum conyzoides L.). Firstly, the insecticidal activities of hexane and ethanol plant extracts were evaluated against adults of R. dominica. Among them, only the hexane extract of A. conyzoides showed insecticidal activity. The hexane extract of this plant species was therefore fractionated by silica gel column chromatography to isolate and purify its bioactive chemical constituents. Three compounds were identified using IR spectra, (1)H NMR, (13)C NMR, HMBC and NOE after gel chromatography: 5,6,7,8,3', 4', 5'-heptamethoxyflavone, 5,6,7,8,3'-pentamethoxy-4', 5'-methylenedioxyflavone and coumarin. The complete assignment of (13)C NMR to 5,6,7,8,3'-pentamethoxy-4', 5'-methylenedioxyflavone was successfully made for the first time. 5,6,7,8,3'-Pentamethoxy-4', 5'-methylenedioxyflavone did not show any insecticidal activity against the four insect species tested. 5,6,7,8,3', 4', 5'-Heptamethoxyflavone showed low activity against D. hyalinata and R. dominica and was not toxic to M. domestica or P. americana. In contrast, coumarin showed insecticidal activity against all four insect pest species tested, with the following order of susceptibility: R. dominica < P. americana < D. hyalinata < M. domestica after 24 h exposure.
Article
Full-text available
Six acclimatized incubators were initially installed in the Experimental Frog Farm of the Federal University of Viçosa and later in Experimental Frog Farm of the Federal University of Rio Grande, with the objective of accomplishing experiments to evaluate the effects of the environment on frogs performance in cages of fiber glass. Environments with temperatures of 25°C and photoperiod of 12/12 hours of light/hours of darkness (h L/D) were available to frogs adaptation during 15 days before each experiment. The treatments consisted to simulate environments with temperatures varying from 20 to 35°C and photoperiods of 8/16, 12/12 and 16/8 h L/D. They were accomplished experiments with bullfrog (Rana catesbeiana Shaw, 1802) and with butterfrog (Leptodactylus ocellatus Linnaeus, 1758). In these incubators it was possible to estimate that: a) the highest weight gain of bullfrog was obtained between 27.6 and 29.7°C, with better growth between 28.2 and 30.1°C; for butterfrog the best gain and alimentary conversion were verified at 28.6 and 28°C, respectively; b) temperature interact with photoperiod affecting the frogs performance and gonadal development; c) at 27.7°C (temperature of thermal comfort) there will be less frogs inside of water; d) the highest cloacal temperature: 32.1°C, in the dry part, and 33.8°C, inside of water, at 35°C, evidenced the bullfrog thermoregulation; e) the tetraiodotironine (T4) level in the plasm decreases in the temperature of thermal comfort; f) butterfrog was conditioned to the routine handling, coming around feeder at eater time.
Article
Full-text available
Foram construídas seis estufas climatizadas, instaladas inicialmente no Ranário Experimental da Universidade Federal de Viçosa e, posteriormente, no Ranário Experimental da Fundação Universidade Federal do Rio Grande, com o objetivo de realizar experimentos para avaliar os efeitos do ambiente sobre o desempenho de rãs em gaiolas de fibra de vidro. Ambientes com temperaturas de 25ºC e fotoperíodo de 12/12 horas de luz/horas de escuridão (h L/E) serviram para adaptação das rãs por 15 dias antes de cada experimento. Os tratamentos consistiram em simular ambientes com temperaturas variando de 20 a 35ºC e fotoperíodos de 8/16, 12/12 e 16/8 h L/E. Foram realizados experimentos com rã-touro (Rana catesbeiana Shaw, 1802) e rã-manteiga (Leptodactylus ocellatus Linnaeus, 1758). Nessas estufas foi possível estimar que: a) os maiores ganhos de peso de rã-touro foram obtidos entre 27,6 e 29,7ºC, com melhor crescimento entre 28,2 e 30,1ºC; para rã-manteiga os melhores ganhos e conversão alimentar foram observados a 28,6 e 28ºC, respectivamente; b) a temperatura interage com fotoperíodo sobre o desempenho das rãs e seu desenvolvimento gonadal; c) a 27,7ºC (temperatura de conforto térmico) haverá menos rãs dentro d'água; d) a maior temperatura cloacal de rã-touro, 32,1ºC no seco e 33,8ºC dentro d'água, a 35ºC, evidenciou que as rãs se termorregulam; e) os níveis de tetraiodotironina (T4) no plasma decrescem na temperatura de conforto térmico; f) rã-manteiga condiciona-se ao manejo de rotina, reunindo-se ao redor do cocho na hora da alimentação.
Estimación de la energía metabolizable y utilización de larva de mosca (Musca domestica L.) en la alimentación de pollos de engorda
  • A M Pro
  • M G Cuca
  • C P Becerril
PRO, A.M.; CUCA, M.G.; BECERRIL, C.P. et al. Estimación de la energía metabolizable y utilización de larva de mosca (Musca domestica L.) en la alimentación de pollos de engorda.
Técnicas e propostas para alimentação de rãs
  • S L Lima
  • C A Agostinho
LIMA, S.L.; AGOSTINHO, C.A. Técnicas e propostas para alimentação de rãs. Viçosa, MG: Universidade Federal de Viçosa, 1984. 11p. (Informe técnico 50).
  • Mg Viçosa
Viçosa, MG: Universidade Federal de Viçosa, 1984. 11 p. (Informe Técnico, 46).
Criação da mosca doméstica para suplementação alimentar de rãs
  • R C Aleixo
  • S L Lima
  • C A Agostinho
ALEIXO, R.C.; LIMA, S.L.; AGOSTINHO, C.A. Criação da mosca doméstica para suplementação alimentar de rãs.
Sistema para análises estatísticas e genéticas. Manual de utilização do SAEG. Viçosa, MG: Universidade Federal de Viçosa
  • R F Euclides
EUCLIDES, R.F. Sistema para análises estatísticas e genéticas. Manual de utilização do SAEG. Viçosa, MG: Universidade Federal de Viçosa, 1983. 57p.
Influência dos fatores ambientais sobre o desempenho da rã-touro (Rana catesbeiana Shaw, 1802) em gaiolas
  • M R Figueiredo
FIGUEIREDO, M.R. Influência dos fatores ambientais sobre o desempenho da rã-touro (Rana catesbeiana Shaw, 1802) em gaiolas. Viçosa, MG: Universidade Federal de Viçosa, 1996. 151p. Tese (Doutorado em Zootecnia) -Universidade Federal de Viçosa, 1996.
Physiology of the Amphibia
  • W G Reeder
REEDER, W.G. The digestive system. In: MOORE, J.A. (Ed.) Physiology of the Amphibia. New York: Academic Press, 1964. v.1, p.99-209.