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Abstract

This research’s aim was to analyze the relation between self-determined motivation, sportspersonship and athletic aggression in volleyball players. Participated on this study 54 athletes between adults and youths from both genders. As measure instruments were used: Sport Motivation Scale (1995), Multidimensional Sportspersonship Orientations Scale (1997) and Bredemeier’s Athletic Aggression Inventory (1985). The data collection was performed during training. For the data analysis the Mann-Whitney test, Spearman correlation and Cronbach’s Alpha were used. The data evidenced that overall selfdetermined motivation was found to be a favorable factor in relation to a positive attitude towards sport’s social conventions, rules and judges influencing on the worry and compromise with the opponent, being able to interfere over the tendency to behave aggressively.
R. da Educação Física/UEM Maringá, v. 19, n. 2, p. 173-182, 2. trim. 2008
MOTIVAÇÃO E ATRIBUTOS MORAIS NO ESPORTE
MOTIVATION AND MORAL ATRIBUTES IN SPORT
João Ricardo Nickenig Vissoci
Lenamar Fiorese Vieira
**
Leonardo Pestillo Oliveira
*
José Luiz Lopes Vieira
**
RESUMO
O objetivo deste estudo foi analisar a relação entre motivação autodeterminada, orientação da prática esportiva e agressão
atlética em atletas de voleibol. Participaram do estudo 54 atletas entre adultos e juvenis de ambos os gêneros. Como
instrumentos de medida foram utilizados a Escala de Motivação Esportiva (1995), a Escala de Orientação da Esportividade
Multidimensional (1997) e o Inventário de Agressão Atlética de Bredemeier (1985). A coleta de dados foi realizada nos
locais de treinamento, e para sua análise utilizou-se o teste Mann-Whitney, a correlação de Spearman e o coeficiente Alfa de
Cronbach. Concluiu-se que a motivação autodeterminada intrinsecamente se constituiu como fator favorável para atitudes
positivas voltadas às convenções esportivas, regras e juízes, influenciando na preocupação e comprometimento com o
oponente e na tendência a comportar-se agressivamente.
Palavras-chave: Motivação. Agressão. Comportamento social.
Psicólogo. Mestrando em Educação Física pelo Programa Associado de Pós-Graduação UEM/UEL, Departamento de
Educação Física, Universidade Estadual de Maringá-UEM.
**
Professor(a) Doutor(a) do Departamento de Educação Física da Universidade Estadual de Maringá e do Programa
Associado de Pós-Graduação UEM/UEL.
INTRODUÇÃO
O estudo da motivão assume um papel
determinante nas investigões acerca da prática
esportiva, principalmente na compreensão da
influência da motivão sobre o desempenho
esportivo e o bem-estar dos atletas (REINBOTH;
DUDA, 2006). Essa importância é refletida nas
diferentes pesquisas que procuram identificar as
influências da motivão em diferentes aspectos,
como na utilização de substâncias que aumentam o
desempenho (DONAHUE et al., 2006), desempenho
esportivo de atletas de elite (CHANTAL; GUAY;
MARTINOVA, 1996), julgamento sobre
comportamentos agressivos (STEPHENS;
BREDEMEIER, 1996), relacionamento interpessoal
(BENGOECHEA; STREAN, 2007), aderência ao
exercício e bem-estar em obesos (EDMUNDS;
NTOUMANIS; DUDA, 2007).
No contexto da Psicologia do Esporte diferentes
teoriaso suporte ao estudo da motivão, por
exemplo, a teoria da atribuão (WEINER, 1985), a
teoria das metas de realização (DUDA, 1993), a
teoria da motivão através da percepção da
competência (HARTER, 1988) e a teoria da
Autodeterminação de Deci e Ryan (1985).
Com relação à teoria da autodeterminação, o
comportamento é regulado por três necessidades
psicológicas, que atuam de forma interdependente:
competência, autonomia e relacionamento.
Especificamente, a competência refere-se à
capacidade do indivíduo de interagir de maneira
eficaz com o seu ambiente enquanto realiza tarefas
desafiadoras; autonomia concerne ao vel de
independência e controle das escolhas percebidas
pelo indivíduo; e relacionamento es ligado a
quanto algm percebe um senso de conectividade
com outras pessoas do ambiente (MILNE;
WALLMAN; GUILFOYLE, 2008).
Dessa forma, o comportamento se regula em
função da satisfação dessas necessidades, e facilita
ou dificulta a motivão. Isto resulta em dois
comportamentos reguladores: um comportamento
percebido como independente e próprio do
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indivíduo, com ões iniciadas e reguladas pelo
sujeito (motivação intrínseca); e um comportamento
regulado intensamente por mecanismos externos
(motivão extrínseca) (RYAN; DECI, 2000). Nessa
perspectiva, Vallerand (2001) complementa com o
modelo hierquico da motivão que propõe sua
variação em graus de autodeterminação, num
continuum que se posiciona entre um vel baixo e
um nível alto de autodeterminação, sendo
classificada em amotivão (nível mais baixo de
autodeterminão), motivão extrínseca e
motivão intrínseca (autodeterminada).
Destarte, a o interesse do indivíduo pode variar
em termos de intensidade e causas. Neste sentido ele
pode ter: pouca motivação para a ão
(amotivão); uma motivão referente à realizão
da atividade para satisfação de demandas externas,
por culpa ou vergonha (motivão extrínseca de
regulação externa); uma motivão baseada na
participação em atividades pelo sentimento de
obrigação, coerção e fuga de sensações negativas
(motivão extrínseca de introjeção); ou ainda uma
motivão oriunda de uma atividade que em si não
dá prazer, mas na qual o indivíduo se identifica com
o resultado e este é valorizado (motivação extrínseca
de identificação). O último estágio da motivão é
aquele que diz respeito ao prazer, interesse e
satisfação proporcionados pela ppria atividade
(motivão intrínseca) (VALLERAND; LOSIER,
1994).
No Brasil, a Teoria da Autodeterminação tem
sido utilizada como base para estudos no contexto
escolar, evidenciando a orientação motivacional
intrínseca como um elemento positivo para a
aprendizagem e desempenho dos alunos
(GUIMARÃES; BORUCHOVITCH, 2004)
e
enfatizando empiricamente a fidedignidade e
validade para o contexto brasileiro (GUIMARÃES;
BZUNECK; BORUCHOVITCH, 2003;
BZUNECK; GUIMAES; 2007). Assim, estudos
validaram o continuum de autodeterminão para o
contexto da Educação Física (FERNANDES;
VASCONCELOS-RAPOSO, 2005) e o questionário
que avalia a motivação na perspectiva da
autodeterminão no contexto esportivo (SERPA;
ALVES; BARREIROS, 2004). Na mesma linha
teórica, a autodeterminação foi utilizada como uma
variável no estudo de desenvolvimento de talentos
esportivos em comparação com talentos da música
(BARREIROS, 2005) e com talentos acadêmicos
(ALVES, 2007).
Nesse sentido, estudar a motivão implica em
investigar o porquê de se realizar uma ação e o modo
como tal ão está relacionada ao estudo do
julgamento do indivíduo sobre o que é certo e o que
é errado, para assim se atribuir um significado moral
à ão e definir a melhor maneira de se comportar
(BREDEMEIER, 1999). Assim esse julgamento é
feito a partir dos conceitos morais que o indivíduo
adquiriu ao longo do seu desenvolvimento,
influenciado pela interação constante com seus pares
sociais (pais, professores, amigos, técnico e outros).
Estudando as atribuições morais, Vieira (1993)
encontrou que a atribuição moral se encontra em um
estágio mais maduro para dilemas morais da vida
esportiva do que da vida diária, tanto para atletas
como para não-atletas, e conclui que o engajamento
na vida esportiva (anos de treinamento e horas por
semana), que é marcada por regras e normas,
favorece a transferência do racionio moral de uma
esfera para outra. Entretanto, o significado moral que
o atleta atribuirá à prática esportiva será determinado
pela forma como este é orientado, seja se
comprometendo e respeitando as regras, os
participantes e as convenções sociais, seja adotando
comportamentos ilícitos na busca pela viria
(VALLERAND; BRIÈRE; BLANCHARD et al.,
1997).
Kohlberg (apud BREDEMEIER; SHIELDS,
1998), defendia que a atribuão moral é mais bem
compreendida quando se consideram as motivações
e razões que influenciam o comportamento, ao ins
de se focar apenas o comportamento e a forma como
o indivíduo pensa suas responsabilidades éticas é um
aspecto importante do seu caráter. Dessa forma,
Stephens (2000), estudando a tendência de atletas a
comportar-se agressivamente, aponta que os fatores
motivacionais o importantes para entender a
atribuição moral (comportamento agressivo) em
atletas juvenis de futebol.
De acordo com o exposto, o objetivo deste
estudo foi investigar as relações existentes entre a
motivão autodeterminada e a atribuição moral de
atletas de voleibol tendo como suporte a teoria da
autodeterminão. Especificamente, identificaremos
os níveis de motivação autodeterminada dos atletas e
as atribuições morais destes em termos da orientação
da prática esportiva e da agressividade atlética.
PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS
Este estudo se caracterizou como descritivo-
correlacional, e teve como sujeitos 54 atletas de
Motivação e atributos morais no esporte 175
R. da Educação Física/UEM Maringá, v. 19, n. 2, p. 173-182, 2. trim. 2008
voleibol (juvenis e adultos de ambos os gêneros) que
participaram de uma competição no Estado do
Paraná em 2006 (31 do sexo masculino e 23 do sexo
feminino), com idade média de 19 anos (± 5,1). A
amostra foi selecionada intencionalmente em função
do nível cnico das equipes, tendo como base as
mais bem classificadas no último campeonato
estadual de voleibol. Todos consentiram em
participar do estudo e assinaram o termo de
consentimento. No caso dos atletas menores de
idade, o termo foi assinado previamente pelos pais
ou responveis.
Após a aprovão do comitê de ética (Parecer
n.º 75/2007) procedeu-se ao contato com as equipes
e se iniciou a coleta de dados (realizada de maneira
individual), com a aplicação de questionários auto-
aplicáveis, respondidos durante os treinamentos.
Para análise dos dados utilizou-se a estatística
descritiva, o teste Alpha de Cronbach, o teste de
normalidade Shapiro-Wilk, o teste Mann-Whitney
para comparação de grupos e a correlação de
Spearman para análise da relação entre as variáveis.
Instrumentos
Agressão atlética: Inventário de Agressão
Atlética de Bredemeier (BAAGI Bredemeier's
Athletic Aggression Inventory), (BREDEMEIER,
1985), adaptado para o portugs pelo método Back-
Translation (BRISLIN, 1970)
com autorização da
autora. O questionário foi desenvolvido para avaliar
a tendência dos atletas a manifestar dois tipos
específicos de agressão: a hostil e a instrumental. A
agressão hostil é voltada apenas para o dano ao
oponente, enquanto a agressão instrumental é
voltada a um objetivo que não seja o dano apenas. O
invenrio consiste de 30 questões, respondidas em
uma escala likert de 4 pontos (14 queses para cada
tipo de agressão e duas questões para um escore de
agressão atlética geral). Para apresentação descritiva
dos resultados foi feita a média das pontuações,
sendo que valores altos (4 pontos) refletem baixa
tendência agressiva e valores baixos (1 ponto)
remetem a alta agressividade.
O valor de consistência interna para as
subescalas agressão hostil e agressão instrumental
foi aceitável (α =.68 e α =.60 respectivamente). As
pesquisas de Bredemeier (1985), Bredemeier e
Shields (1998) e Chantal; Robin; Vernant et al.
(2005) que utilizaram o BAAGIm comprovado as
qualidades psicométricas do inventário.
Orientação da prática esportiva: Escala
Multidimensional de Orientação da Prática Esportiva
(MSOS Multidimensional Sportspersonship
Orientations Scale) (VALLERAND; BRIÉRE;
BLANCHARD, et al., 1997), adaptada para o
portugs pelo método de Back-Translation
(BRISLIN, 1970) com autorizão dos autores. A
escala consiste em 5 orientações: preocupação e
respeito por regras e árbitros, preocupação e
respeito pelo oponente, preocupação e respeito
pelas convenções sociais do esporte, preocupão e
respeito pelo comprometimento com o esporte e
abordagem negativa direcionada à participação no
esporte. A escala possui 25 queses, respondidas
em uma escala likert de 5 pontos. Para apresentação
descritiva dos dados foi utilizada a pontuação média
de cada subescala, que varia entre os escores 1
(baixo) e 5 (alto).
O valor de consistência interna médio do teste
foi aceitável (valores α das subescalas variando de
.75 a .90). A validade e aceitabilidade das
propriedades psicométricas do MSOS foram
evidenciadas em trabalhos anteriores
(VALLERAND; LOSIER, 1994; CHANTAL;
ROBIN; VERNAT, 2005; VALLERAND;
BRIÈRE; BLANCHARD et al., 1997).
Motivação esportiva: Escala de Motivão para
o Esporte (SMS Sport Motivation Scale (BRIÈRE;
VALLERAND; BLAIS et al., 1995) validada para a
língua portuguesa (SERPA; ALVES; BARREIROS,
2004). A escala consiste em 28 questões, divididas
em 7 subescalas avaliadas em uma escala likert de 7
pontos. A Escala de Motivão para o Esporte avalia
a motivão de acordo com a teoria da
autodeterminão (DECI; RYAN, 1985), dividindo-
se a escala em amotivação, motivação extrínseca de
regulação externa, motivação extrínseca de
introjeção, motivação extrínseca de identificação,
motivação intrínseca para atingir objetivos,
motivação intrínseca para experiências estimulantes
e motivação intrínseca para conhecer. Para
apresentação descritiva dos dados foram adotados os
valores médios de cada subescala, os quais variam
entre os escores 1 (baixo) e 7 (alto). O valor de
consistência interna médio foi aceitável para a
pesquisa, com α variando de .60 a .78, resultado
semelhante aos encontrados em pesquisas anteriores
(CHANTAL; ROBIN; VERNANT et al., 2005;
BRIÈRE; VALLERAND; BLAIS et al., 1995;
CHANTAL; GUAY; MARTINOVA, 1996;
DONAHUE; MIQUELON; VALOIS et al., 2006).
176 Vissoci et al.
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RESULTADOS
A Tabela 1 apresenta os valores médios de
tendências agressivas dos atletas de voleibol quanto
ao gênero e à categoria. Evidencia-se na Tabela 1
diferença estatisticamente significativa entre os
gêneros para a agressividade hostil e a instrumental
(p0,001 e p0,01, respectivamente) e para a
agressão instrumental entre as categorias (p0,01).
Tabela 1. Níveis médios de agressividade para os atletas de voleibol divididos em gênero e categoria.
Gênero Categoria p-valor p-valor
Masculino Feminino Juvenil Adulto
Tendências
Agressivas
sd sd sd sd
Gênero Categoria
A. Hostil 2,91 0,38 2,92 0,42 2,91 0,39 2,91 0,41 .001* .961
A. Instrumental 2,18 0,39 2,43 0,28 2,20 0,35 2,41 0,36 .011* .024*
A. Atlética 2,17 0,70 2,46 0,84 2,18 0,74 2,45 0,80 .095 .403
* diferença significativa para p0,05
A Tabela 2 apresenta os escores médios da
orientação para a prática esportiva dos atletas de
voleibol, em razão do gênero e categoria dos
esportistas. Nota-se que os valores médios da
orientação preocupação e respeito ao
comprometimento com o esporte foram maiores
para todos os grupos.
Tabela 2. Escores médios de orientação da esportividade dos atletas de voleibol em razão do gênero e da
categoria.
Gênero Categoria p-valor p-valor
Masculino Feminino Juvenil Adulto
Orientação da
Esportividade
sd
sd
sd
sd
Gênero Categoria
Convenções Sociais 3,73 0,77 3,21 0,67 3,53 0,68 3,47 0,88 .038* .675
Regras e Juízes 3,94 0,71 3,84 0,69 4,09 0,57 3,63 0,78 .986 .067
Comprom. c/ o Esporte 4,31 0,49 4,04 0,47 4,25 0,51 4,13 0,48 .124 .453
Preoc. c/ o Oponente 2,80 0,73 2,50 0,81 2,40 0,60 3,05 0,84 .104 .022*
Abordagem Negativa 2,53 0,49 2,53 0,63 2,43 0,53 2,67 0,56 .819 .138
* diferença significativa para p0,05
Observa-se, na Tabela 2, diferença
estatisticamente significativa para a variável
convenções sociais (p0,04) no grupo do
gênero, sendo que o gênero masculino priorizou
este tipo de orientação, ao passo que a
preocupação com o oponente foi mais evidente
na categoria adulto (p0,02). Os valores médios
de motivação autodeterminada apresentados
pelos atletas de voleibol podem ser evidenciados
na Tabela 3.
Tabela 3: Valores médios de tendência motivacional dos atletas de voleibol de Maringá-PR.
Gênero Categoria p-valor p-valor
Masculino Feminino Juvenil Adulto
Tendências Motivacionais
sd
sd
sd
sd
Gênero Categoria
Amotivação 1,98 1,09 2,57 1,45 1,97 1,09 2,62 1,45 .280 .035 *
ME Reg. Externa 3,00 1,44 2,97 1,02 3,01 1,15 2,95 1,45 .837 .672
ME Introjeção 3,71 1,46 4,27 1,35 3,96 1,25 3,93 1,69 .397 .513
ME Identificação 4,22 1,52 4,36 1,35 4,44 1,46 4,04 1,41 .998 .091
MI At. Objetivos 4,79 1,31 4,76 1,34 4,84 1,30 4,69 1,34 .638 .750
MI Exp. Estimulantes 5,43 1,03 5,60 1,14 5,63 1,10 5,32 1,02 .987 .235
MI Conhecer 4,63 1,41 4,58 1,49 4,85 1,21 4,25 1,68 .577 .268
* diferença significativa para p0,05
MI: Motivação Instrínceca; ME: Motivação Extrínceca
×
×
×
×
×
×
×
×
×
×
×
×
Motivação e atributos morais no esporte 177
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Observa-se na Tabela 3 que os valores
médios de tendência motivacional dos atletas de
voleibol foram maiores para a motivação
intrínseca para experiências estimulantes.
Evidencia-se ainda a diferença estatisticamente
significativa para a variável amotivação
(p0,05), no que diz respeito às categorias
analisadas, indicando que os atletas juvenis se
percebem menos desmotivados para a prática
esportiva de rendimento do que os atletas
adultos.
A Tabela 4 apresenta os valores de correlação
entre as variáveis motivação autodeterminada e
atribuões morais (orientação para prática
esportiva e agressividade) para os atletas adultos e
para os atletas juvenis. Nota-se que os atletas
adultos evidenciaram: correlações significativas
entre as variáveis motivão extrínseca
(identificação) e preocupão e respeito pelos
juízes e árbitros (r=0,432); motivação extnseca
(introjão) com a abordagem negativa ao esporte
(r=0,458); motivação intrínseca para conhecer e
preocupão e respeito pelo oponente (r=0,423); e
correlões negativas entre as variáveis
preocupão e respeito com árbitros e/ou juízes
com a amotivação (r=-0,462) e agreso
instrumental (r=-0,429); ainda a agressão
instrumental se correlacionou com a preocupação
e respeito com o oponente (r=-0,429).
Para os atletas juvenis, a Tabela 4 apresenta
a correlação entre a orientação esportiva voltada
ao comprometimento com o esporte e as
variáveis de motivação intrínseca para
experiências estimulante (r=0,487), para atingir
objetivos (r=0,379) e para conhecer (r=0,439).
Observou-se também correlação entre orientação
negativa do esporte (abordagem negativa do
esporte), motivação extrínseca para regulação
externa (r=0,470) e motivação intrínseca para
atingir objetivos (r=0,361).
Tabela 4. Correlação entre as variáveis motivação autodeterminada, orientação da prática esportiva e
agressividade atlética para os atletas adultos e juvenis.
* p0,05 **p0,01
A Tabela 5 apresenta os dados de correlação
entre as variáveis motivação autodeterminada e
atribuições morais (orientação para prática
esportiva e agressividade) para ambos os
gêneros. Observa-se que, para as atletas, houve
correlação entre a orientação voltada à
preocupação com regras e juízes e motivação
extrínseca para identificação (r=0,533), e
também com a motivação intrínseca para atingir
objetivos (r=0,542); para experiências
estimulantes (r=0,561) e para conhecer
(r=0,650). Nota-se também correlação da
motivação extrínseca para regulação externa
com as orientações esportivas voltadas para a
preocupação com o oponente (r=0,431) e
abordagem negativa do esporte (r=0,510); a
orientação voltada para preocupação com o
oponente se correlacionou com a motivação
intrínseca para atingir objetivos (r=0,483), e a
orientação voltada para comprometimento com o
esporte se correlacionou com motivação
intrínseca para conhecer (r=0,441).
Adultos
Juvenis
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14
1 Amotivação
- -.040 -.068 -.153 .014 -.112 -.048 -.188
.172
-.102
-.462*
-.309
-.076 -.062
2 ME Reg. Externa
.324 -
.651**
.650**
.713**
.285 .377 -.123
-.269
-.068 .147 -.046 .176 .374
3 ME Introjeção
277
.644**
-
.680**
.498* .500*
.190 -.253
.097
-.079 .188 -.093 -.011
.458*
4 ME Identificação
-.065
.573**
.560**
-
.728**
.491* .436*
-.254
.009
-.104
.432*
-.170 .157 .138
5 MI At. Objetivos
.067
.418*
.343 .156
- .606* .705**
-.101
-.221
-.036 .245 -.005 .391 .266
6 MI Exp. Estimu. .414*
.453**
.398*
.220
.470**
- .628**
.161 -.111
-.058 .273 .036 .349 .324
7 MI Conhecer .413*
.371* .440*
.166
.700**
.655*
- .302 -.402
.053 .016 .084 .423*
.095
8 A. Hostil
.034 .006 -.135 .024 -.062 .007 .055 - -.400
.213 -.282 .074 .068 .005
9 A. Instrumental
-.082
-.226 -.188 -.277 -.097 -.299 -.092 -.189
- -.290 -.007
-.429*
-.429*
.039
10 Convenções Sociais
-.116
.002 -.130 -.109 -.044 .068 -.115 .257 -.111
- .148 -.071
.531*
0.95
11 Regras e Juízes
-.132
.126 -.062 .154 .018 -.205 -.160 -.056
-.210
.370*
- .042
.512*
.062
12 Comprometimento
.081 -.080 .007 -.034
.379* .487**
.439*
-.091
-.239
.290 .199 - .128 .073
13 Preoc. c/ Oponente
-.035
.280 .025 .173 .171 .102 .140 .081 .176 .222 .335 .066 - -.005
14 Abordagem Neg.
.037
.470**
.295 .324
.361*
.316 .144 -.043
-.032
.093 -.047 .009
.444*
-
178 Vissoci et al.
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Para os atletas, foram encontradas
correlações entre o comprometimento com o
esporte, a motivação intrínseca para
experiências estimulantes (r=0,445) e a
agressividade instrumental (r=-0,432). A
motivação intrínseca para experiências
estimulantes se correlacionou ainda com a
agressividade instrumental (r=-0,421) e com a
orientação da prática esportiva direcionada para
uma abordagem negativa do esporte (r=0,401).
Observou-se ainda a correlação entre
amotivação e a preocupação e respeito por
juízes e regras (r=-0,423), abordagem negativa
do esporte com a motivação intrínseca para
conhecer (r=0,453) e agressividade hostil com
preocupação com o oponente (r =0,458).
Tabela 5. Correlação entre as variáveis motivação autodeterminada, orientação da prática esportiva e
agressividade atlética para atletas masculinos e femininos.
Masculino
Feminino
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14
1 Amotivação
- .246 .181 -.051
.108 .190 .264 -.028
.074 -.257
-.423*
-.081
-.139
.197
2 ME Reg. Externa
.017 -
.742**
.562**
.548**
.461**
.419*
-.246
-.416
-.287
-.072
.088 .011 .329
3 ME Introjeção
.054
.578**
-
.748**
.510**
.584**
.372**
-.389*
-.399*
-.129
-.071
.069 -.066
.254
4 ME Identificação
-.101
.715**
.429*
-
.412*
.329 .266 -.282
-.307
-.276 .083 -.010
-.032
.124
5 MI At. Objetivos
.003
.553**
.340
.422*
-
.527**
.706**
-.200
-.328
-.152
-.068
.297 -.031
.300
6 MI Exp. Estimu.
.072 .281 .339
.426*
.614**
- .552**
-.224
-.421*
.164 -.038
.445*
.080
.401*
7 MI Conhecer
.038 .245 .199 .362
.665**
.757**
- -.003
-.337
-.114
-.269
.232 .067
.453*
8 A. Hostil
.149 .150 -.031
.093 .129 .247 .265 - .120 .194 -.284
-.080
.458**
.299
9 A. Instrumental
.031 .063 .342 -.264
.149 -.082
-.110
-.389
- -.039
-.012
-.432*
.147 -.053
10 Convenções Sociais
.119 .287 .003 .121 .039 -.142
.085 233 -.215
- .160 .239 .290 .095
11 Regras e Juízes
-.132
.127 .139
.523**
.542**
.561**
.650**
-.131
-.158
-.064
- .053 .124 -.196
12 Comprometimento
-.082
-.232
-.011
-.092
.185 .304
.441*
-.121
.219 -.287
.485*
- .135 .033
13 Preoc. c/ Oponente
.188
.431*
.152 .234
.483*
.149 .231 .056 .079
.414*
.072 -.202
-
.578**
14 Abordagem Neg.
-.090
.510*
.413 .329 .293 .120 -.178
-.046
.242 .202 .031 -.007
.225 -
* p0,05 **p0,01
DISCUSSÃO
A diferença encontrada entre as categorias
juvenil e adulto para a agressão instrumental
mostra que os atletas juvenis têm maior
tendência a comportar-se agressivamente do que
os adultos. Estes resultados vão de encontro à
literatura, onde se encontrou que os níveis de
agressividade aumentavam concomitantemente
com a idade (VISEK; WATSON, 2005). A
diferença pode estar relacionada à forma como
os atletas juvenis encaram a prática esportiva
(orientação da prática esportiva), que seus
valores de preocupação com o oponente
diferiram significativamente daqueles dos
adultos (Tabela 2), indicando menor
consideração com o adversário e legitimando a
manifestação agressiva na busca pelos objetivos
(agressão instrumental).
Segundo a teoria da significação moral, a
interpretação do contexto esportivo feita pelos
atletas juvenis remete a níveis mais imaturos de
atribuição de significado moral para a ação
agressiva (BREDEMEIER, 1999), sendo que os
meios para se alcançar o objetivo (vitória,
destaque) tendem a ter menor consideração e/ou
respeito pelo oponente.
Os níveis mais baixos de agressividade
apresentados pelas atletas (Tabela 1) são
semelhantes aos encontrados na literatura
(STEPHENS; BREDEMEIER, 1996), podendo
estar vinculados à formação cultural, em que o
homem tem maior liberdade para expressar sua
agressividade que a mulher (CROSSET, 1999).
Constatou-se que todos os atletas
apresentaram predominância na dimensão
comprometimento com o esporte, ou seja, a
preocupação e respeito pelo o esporte, que é
representada por comportamentos como
obediência ao juiz, dedicação ao treinamento e à
equipe (VALLERAND; BRIÈRE;
BLANCHARD et al., 1997).
Motivação e atributos morais no esporte 179
R. da Educação Física/UEM Maringá, v. 19, n. 2, p. 173-182, 2. trim. 2008
A maior orientação de respeito e
preocupação com as convenções sociais por
parte dos atletas masculinos (Tabela 2) indica
uma maior propensão a congratular o adversário,
encorajar os companheiros e saber perder.
Estudos apontam que maiores valores de
autoconfiança e autocontrole dos homens
indicam que estes têm maior controle sobre suas
emoções, conseguindo agir de maneira mais
condizente com as demandas das convenções
sociais do esporte (TAMAYO, 2001).
Os atletas adultos apresentaram maior
tendência a se preocupar com o oponente do que
os atletas juvenis; portanto o desenvolvimento
moral mais maduro dos atletas adultos lhes
permite perceber o oponente como um membro
do esporte necessário para a prática e um meio
para alcançar os objetivos, assim aceita jogar
mesmo que o oponente esteja atrasado, ou
empresta os equipamentos se o outro não os
trouxer (VALLERAND; CURRIER; BRIÈRE et
al., 1996).
Evidenciou-se ainda que a tendência
motivacional para todos os atletas foi maior para
a motivação intrínseca para experiências
estimulantes, indicando que os atletas
consideram o esporte como um ambiente a ser
explorado e sentem prazer na atividade em si.
Vallerand e Losier (1994) afirmam que os
indivíduos precisam sentir-se competentes,
autônomos e auto-regulados no comportamento
do dia-a-dia, e para tanto irão procurar
atividades que promovam a satisfação dessas
necessidades.
Não obstante, quanto maior o nível
competitivo do atleta, maiores são também as
pressões sobre o indivíduo, fazendo com que
regrida no continuum de autodeterminação e
procure outros meios para encontrar a satisfação
das necessidades (BRIÈRE; VALLERAND;
BLAIS et al., 1995; CHANTAL; GUAY;
MATINOVA et al., 1996). A diferença
significativa entre os juvenis e adultos na
dimensão amotivação parece indicar que com o
avançar da categoria de prática esportiva se
torna mais difícil alcançar a satisfação das
necessidades, diminuindo os níveis de
motivação para a prática.
Para os atletas juvenis, o comprometimento
com o esporte estava relacionado com a
motivação intrínseca em todas as dimensões,
indicando que o voleibol é uma atividade que
estimula os atletas, fornecendo meios para obter
conhecimentos e atingir metas. Por outro lado,
uma abordagem negativa do esporte (como
trapacear) esteve relacionada com a motivação
extrínseca com regulação externa, indicando que
esse tipo de atitude poderia ser influenciada pela
regulação feita pelo ambiente (pais, técnico,
torcida, colegas de equipe) para evitar críticas
(VALLERAND; BRIÈRE; BLANCHARD et
al., 1997).
Resultados semelhantes foram encontrados
em estudos que afirmaram que a expectativa e o
objetivo do técnico influenciam na orientação da
prática esportiva do atleta juvenil, de maneira
que seu desenvolvimento moral não está
consolidado para saber julgar corretamente na
situação (STEPHENS, 2000).
Por outro lado, a atitude negativa na prática
do esporte esteve relacionada à motivação
intrínseca para atingir objetivos, contrariamente
à literatura, que atribui atitudes negativas a
motivações extrínsecas (VALLERAND;
LOSIER, 1994; RYAN; DECI, 2000;
VALLERAND, 2001). Esses dados indicam que
o comportamento de trapaça para alcançar a
vitória está sendo percebido como correto na
busca pelos objetivos dentro do esporte. Para os
atletas adultos, quanto mais autodeterminado o
atleta se percebe, mais positiva será sua
orientação para a prática esportiva (Tabela 4); e
ainda, quanto maior o comprometimento com o
esporte e a preocupação com o oponente
(orientações positivas), menor é sua
agressividade.
Mudanças na significação moral no contexto
esportivo em relação ao dia-a-dia são esperadas,
em vista das características próprias do esporte
(VIEIRA, 1993), porém essa moralidade
“alterada” deve possuir um limite, dentro das
regras do esporte (VISEK; WATSON, 2005).
Esses limites devem ser apreendidos pelos
atletas a partir da sua relação com seus pares
significativos (pais, técnicos, torcedores), a qual
irá determinar a interpretação do atleta sobre o
que é certo e o que é errado (BREDEMEIER,
1985; STEPHENS, 2000).
Para os atletas, diferentemente das atletas,
evidenciou-se que quanto maior a agressividade
instrumental, menor será a tendência
motivacional extrínseca para introjeção e
180 Vissoci et al.
R. da Educação Física/UEM Maringá, v. 19, n. 2, p. 173-182, 2. trim. 2008
motivações intrínsecas para experiências
estimulantes, contrariando o proposto pela
literatura: que a agressão instrumental estaria
relacionada positivamente com estilos
motivacionais intrínsecos (CHANTAL; ROBIN;
VARNANT et al., 2005).
As relações entre amotivação e preocupação
com o árbitro e as regras e entre abordagem
negativa do esporte e a motivação intrínseca
(autodeterminada) comprovam os resultados
encontrados: que para a equipe masculina, a
autodeterminação esteve relacionada com uma
orientação negativa da prática esportiva. Assim,
os atletas sentem falta de contingência entre o
respeito por juízes e regras e as conseqüências
desse ato. Por não sentirem motivação a
respeitar as regras, não sentem dificuldade em
burlá-las para alcançar os resultados almejados,
mais uma vez contrariando a literatura, segundo
a qual indivíduos que se sentem intrinsecamente
motivados com o esporte não se preocupam em
alterar as regras para ganhar, a experiência com
o esporte por si é provedora da satisfação das
necessidades (VALLERAND; LOSIER, 1994).
De acordo com a abordagem da significação
moral, entende-se que o comportamento dos
atletas masculinos está pautado em uma
atribuição moral dentro do contexto esportivo.
As decisões morais de um indivíduo sempre são
tomadas em um contexto de normas grupais e
geralmente ocorrem em função dessas normas,
criando um dilema moral de como agir em
determinadas situações (BREDEMEIER, 1999).
Assim, a atmosfera moral da equipe masculina
permite reconhecer atitudes negativas (contrariar
as regras, desrespeitar juízes) como condizentes
com o esporte para os níveis de motivação
intrínseca.
Em síntese, apesar de os atletas buscarem a
prática do voleibol como uma atividade
estimulante e capaz de promover o
conhecimento, utilizam adaptações morais para
conseguir alcançar o resultado almejado
lançando mão dos meios necessários, sendo
estes aceitos ou não. Dessa forma, a atitude
caracterizada como “vitória a qualquer custo”
(abordagem negativa do esporte) é percebida
como permitida e correta, de acordo com o
significado moral atribuído pelos atletas
masculinos, o caracterizando uma ação
negativa. Finalizando, fazem-se necessários
programas de intervenção junto aos atletas e
seus possíveis agentes sociabilizantes (técnicos,
pai, professores, torcedores, dirigentes) no
sentido de ajudar na formação de valores morais
no desenvolvimento de jovens e no desempenho
de adultos.
CONCLUSÕES
Com base nos resultados encontrados,
tendo-se em vista que o objetivo do estudo foi
analisar a relação entre a motivação
autodeterminada e as atribuições morais de
atletas de voleibol, considerou-se que, em geral,
os atletas apresentam tendência a comportar-se
agressivamente em situações em que haja um
objetivo a ser alcançado, e que a principal
intenção da manifestação agressiva não é causar
dano ao adversário. Percebeu-se também que os
atletas têm maior tendência a ser agressivos do
que as atletas e que os atletas juvenis de voleibol
apresentam maior vel de agressividade do que
os atletas adultos.
A orientação para a prática esportiva foi
considerada positiva para todos os atletas,
independentemente da categoria ou gênero, com
orientações voltadas para o comprometimento
com o esporte. Os atletas evidenciaram ter maior
preocupação com as convenções sociais do
esporte em relação às atletas, enquanto os atletas
juvenis apresentaram menor preocupação com o
oponente do que os atletas adultos. Todos os
atletas demonstraram maior tendência intrínseca
de motivação, sentindo-se estimulados
principalmente com as experiências relativas ao
contexto esportivo.
Para o gênero feminino, quanto maior a
autodeterminação das atletas, mais positiva é a
orientação da prática esportiva e menores são os
níveis de agressividade; no entanto, para os
atletas masculinos, quanto maior a
autodeterminação dos atletas, maior o
comprometimento deles com o esporte e maiores
também as atitudes negativas com o esporte
(tentativas de vencer a qualquer custo).
Considera-se que os dados são indicativos
de considerações acerca das atitudes dos atletas
em relação ao esporte, principalmente porque,
para a categoria juvenil, o esporte tem um
importante papel como catalisador do processo
de desenvolvimento moral. Dados de certo modo
Motivação e atributos morais no esporte 181
R. da Educação Física/UEM Maringá, v. 19, n. 2, p. 173-182, 2. trim. 2008
preocupantes foram encontrados com relação
aos atletas masculinos, que parecem não
considerar as atitudes negativas como imorais no
contexto esportivo.
MOTIVATION AND MORAL ATRIBUTES IN SPORT
ABSTRACT
This research’s aim was to analyze the relation between self-determined motivation, sportspersonship and athletic aggression
in volleyball players. Participated on this study 54 athletes between adults and youths from both genders. As measure
instruments were used: Sport Motivation Scale (1995), Multidimensional Sportspersonship Orientations Scale (1997) and
Bredemeier’s Athletic Aggression Inventory (1985). The data collection was performed during training. For the data analysis
the Mann-Whitney test, Spearman correlation and Cronbach’s Alpha were used. The data evidenced that overall self-
determined motivation was found to be a favorable factor in relation to a positive attitude towards sport’s social conventions,
rules and judges influencing on the worry and compromise with the opponent, being able to interfere over the tendency to
behave aggressively.
Key words: Motivation. Aggression. Social behavior.
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Recebido em 15/04/08
Revisado em 20/06/08
Aceito em 11/07/08
Endero para corresponncia:
João Ricardo Nickenig Vissoci. Rua Bragança, 531, Ap. 103, Zona 7,
CEP 87020-220, Maringá-PR. E-mail: jrvissoci@yahoo.com.br
... Já a motivação intrínseca, se define como o desejo de executar uma habilidade ou atividade pelo prazer e satisfação, sem incentivo ou recompensa externa (Keller et al., 2007). Quanto à desmotivação, esta implica na ausência de percepção entre as ações e seus desfechos, ou seja, falta de motivos intrínsecos e extrínsecos, sendo o nível mais baixo de auto-determinação (Vissoci et al., 2008). ...
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RESUMO O presente estudo objetivou avaliar a motivação em atletas da seleção brasileira nos jogos mundiais escolares (Gymnasiade). E assim, identificar os níveis motivacionais auxiliando os treinadores para que estes obtenham maiores conhecimentos sobre os aspectos motivacionais de seus atletas e dos processos de auto-motivação que poderão produzir melhores resultados. Os participantes desta pesquisa foram 27 atletas (67% Masculino e 33% Feminino), com média de idade de 15,04 ± 1,29 anos, com tempo médio de experiência em competição de 8,70 ± 3,22 anos. Foi utilizado um questionário e um instrumento intitulado "Sport Motivation Scale (SMS)", elaborado por Pelletier et al. 1995. Os dados foram coletados no hotel onde a seleção estava concentrada. Para tratamento dos dados foi utilizada uma estatística descritiva (distribuição de frequência, média e desvio padrão) e o Wilcoxon Test. Os resultados indicam que os fatores motivacionais intrínsecos foram mais significativos que os extrínsecos e que a desmotivação. Conclui-se que além do treinamento físico, tático e técnico, o trabalho psicológico deve fazer parte da rotina dos treinadores e atletas, tornando possível um maior proveito das habilidades, alcançando resultados favoráveis. Palavras-chave: Motivação, gymnasiade, esporte escolar. ABSTRACT The present study aimed at evaluating motivation in athletes of the Brazilian team in school world games (Gymnasiade).Thus it would be able to identify motivation levels which are useful to coaches so that they can obtain better knowledge as to their athletes motivation aspects and also the processes of self motivation that may produce better results. The participants of this research meant 27 athletes percent (67 percent male and 33 female), with a mean age of 15,04 ± 1,29 years, and with an average time of experience in competition of 8,70 ± 3,22 years. Both a questionnaire and an instrument named "Sport Motivation Scale (SMS)" were elaborated by Pelletier et al. 1995. The data have been collected at the hotel where the team was focused. Concerning data treatment, descriptive statistics have been used (average and frequency distribution as well as standard deviation) and the Wilcoxon Test. The results point out that intrinsic motivation factors have been more significant than the extrinsic ones .One may conclude that besides technical, tactic and physical training, the psychological work should be part of the routine of both coaches and athletes allowing the best use of abilities in achieving favourable results. INTRODUÇÃO O esporte de alto rendimento é caracterizado basicamente pela competição. Todos os esforços dos envolvidos no processo estão voltados para a preparação em busca da excelência. Para Azevedo Jr. et al. (2006), tem sido evidente o crescente envolvimento e interesse de jovens pelos esportes de competição, sendo notável um contínuo e crescente aumento do desempenho esportivo a nível mundial, desde o início dos jogos olímpicos da era moderna. (COSTA e SAMULSKI, 2005) Neste contexto, existe o investimento dos adultos (pais, treinadores, dirigentes, etc.) sob as mais diversas formas.
... Pode-se observar (Tabela 1) que houve um aumento da Autodeterminação na carreira destes jogadores de futebol de campo ao longo das fases de Especialização e Investimento. Na Experimentação não houve predominância de motivos intrínsecos ou extrínsecos, sugerindo que os atletas sentem prazer na atividade praticada, mas também buscam o meio social por identificação com os resultados e valorização obtida por meio dele (Vissoci et al., 2008). Em outros estudos, atletas mais velhos e com mais experiência no contexto esportivo mostraram predominância das dimensões intrínsecas, o que é corroborado por parte da literatura em pesquisas com atletas profissionais e de alto rendimento (Boiché & Sarrazin, 2007;Gillison et al., 2009;Peixoto et al., 2018). ...
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The transition phases of the athletic career have specific demands and needs. Thus, investigating the personal attributes that the athletes have, such as self-determined motivation, coping strategies and parental support they receive, is necessary to verify the management of stressful situations within the sports context, in order toguarantee the adhesion and continuity of the sports practice. This research aimed to investigate the personal attributes of soccer athletes at different stages of athletic development. The subjects were 120 field soccer athletes from a club of the First Division of the Brazilian Championship (13 to 20 years old). As instruments, The Sport Motivation Scale, The Athletic Coping Skills Inventory and The Parenting Styles Inventory were used to assess personal attributes. Motivation, Coping Skills and ParentingStyles were compared among three stages of the sports career: Experimentation, Specialization, and Investment, using Levene’s Test, ANOVA with Bonferroni post hoc and Kruskall-Wallis with Mann-Whitney U to compare between pairs. The results showed the group of athletes in Investment Stage had higher values of Self-determination, greater range of Coping Skills and perception of Parenting Support. Throughout the sports career stages, personal attributes tend to improve, with Coping Skills and Self-determination geared towards training and performance. In addition, parental support is important to maintain the sporting career until the Investment stage.
... A new dimension, Instrumental Aggression, was then included by Stornes and Bru (2002) in the original MSOS to capture a significant behavioural aspect of socio-moral consequences in sport, thus creating a balance in the existing dimensions of the instrument. Despite this criticism, the original scale (Vallerand et al., 1997) was translated into different languages: Norwegian (Lemyre et al., 2002), Spanish (Martín-Albo et al., 2006), Greek (Pavlopoulou et al., 2003), Portuguese (Vissoci et al., 2008), and French (Chantal et al., 2009). ...
... Motivation is a psychological variable that reflects athletes' search for daily optimization in performance and persistence in continuing to practice the same modality 26 . Extensive research on the motivation of athletes possibly occurs owing to theories underlying such a theme, such as self-determination theory (SDT) 27 , which has served as the theoretical basis for some of the studies analyzed [28][29][30][31] . ...
... A motivação é uma variável psicológica que reflete a busca do atleta pela otimização diária no desempenho e a persistência em continuar praticando a mesma modalidade 26 . A ampla investigação sobre a motivação de atletas possivelmente ocorre devido às teorias subjacentes ao tema, como a Teoria da Autodeterminação (TAD) 27 , a qual serviu de base teórica para alguns estudos analisados [28][29][30][31] . ...
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ABSTRACT The aim of this study was to analyze scientific production related to sport psychology (SP) in journals of sports science. The electronic search in 15 journals of physical education was performed in August 2016. Altogether, 145 articles were selected. The first publication occurred in 1997. It was observed an increase in publications from 2007. The journal that most published about SP was Journal of Physical Education of State University of Maringá with 24 publications. The institutions UEM, UFJF, UFMG, USP and UDESC showed at least 10 publications each. Paraná, São Paulo and Minas Gerais were states with most publications. It was observed that most studies had cross-sectional design. At total, 49 sports were investigated, volleyball was the most studied, followed by Soccer and Basketball. Motivation was the theme of most of studies, especially in Soccer, as well as stress, anxiety and mood states. We concluded that there was an increase in scientific production about SP in the last decade. Themes applied to sport as mental training, techniques of activation and relaxation requires investigation. Keywords: Sport Psychology. Review. Athletes.Motivation.Volleyball.
... por meio de sua relação com o meio (SILVA et al., 2012;VISSOCI et al., 2008). Para medir a motivação no contexto esportivo, o instrumento de medida de motivação com base na TAD mais utilizado atualmente e considerado a principal ferramenta (CARPENTIER;MAGEAU, 2013;DEFREESE;SMITH, 2013;GILLET et al., 2010;MONACIS et al., 2013) é a Sport Motivation Scale-SMS . ...
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This study analyzed the cross-cultural adaptation of the Sport Motivation Scale-II (SMS-II). To this end, three studies were conducted. The first consisted of translating SMS-II to the Portuguese language and adapt its content to the Brazilian context. In the second, 364 athletes from a range of individual and team sports responded to the adapted version of SMS-II. In study 3, 50 athletes responded to the SMS-II at two moments. Study 1 showed that the Portuguese version contains clear and relevant questions (CVC>0.80). Study 2 revealed that SMS-II has good internal reliability (α>0.70/CR>0.70), except the Introjected Regulation (α>0.61/CR>0.56). Confirmatory Factor Analysis revealed that all items had acceptable factor loadings, except itens 1 and 7 (introjected regulation); the final (modified) SMS-II model had satisfactory fit and the multi-group analysis showed the invariance between men and women. Further, study 3 showed acceptable temporal stability (ICC>0.70). It was concluded that the cross-cultural adaptation of the SMS-II to the Portuguese language showed acceptable psychometric properties, however, its limitations must be explored in future studies.
... Todos los ítems alcanzaron pesos factoriales en el factor de pertenencia entre 0,3 y 0,6, a excepción delos ítems: nº 1,10 y 11 que sus cargas fueron significativas en la dimensión opuesta pero que fueron incluidas en las de menos adherencia por motivos de contenido.Pavlopoulou et al., 2003) con una población de 214 estudiantes de escuelas deportivas de entre 12 y 18 años y obtuvo unos resultados que oscilaban entre 0,66 y 0,76 a excepción de la perspectiva negativa (α = 0,46). La versión portuguesa se le atribuye a Serpa et al. (2004), fue utilizado en el mismo idioma por Vissoci et al. (2008) y Andaki (2012. Los resultados del último estudio realizado en lengua portuguesa con una muestra de 215 participantes de una edad media de 16 años de nacionalidad brasileña , paraguaya y guatemalteca oscilaron entre 0,67 y 0,80 a excepción de la perspectiva negativa (α = 0,51). ...
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Resumen: El objetivo de este estudio es contextualizar la Escala Multidi-mensional de Orientaciones hacia la Deportividad al fútbol alevín. Partici-paron 160 jugadores de entre 10-12 años de edad. El instrumento mostró inicialmente una alta consistencia interna (α=0,77) pero no en la subdivi-sión en las cincosub-escalas sugeridas en la versión original (α<0,6). Esta circunstancia nos llevó a realizar una reducción dimensional en dos facto-res: personales y sociales. Para ello se realizó un análisis factorial y se con-trastó con la bibliografía especializada. La versión definitiva consta de 21 ítems, subdivididos en las dos sub-escalas: goza de buena fiabilidad (α>0,6) y aceptable validez de constructo (KMO=0,657; χ 2 =688,5; g.l. 210;p<,000). Palabras clave: evaluación, deportividad, fútbol base, propiedades psico-métricas. Summary: The objective of this study is to contextualize the Multidi-mensional Sportspersonship Orientation Scale in juvenile football. This research included 160 football players from 10 to 12 years of age. The ins-trument initially indicated high internal consistency (α = 0.77), but did not show such high levels in the subdivision of the five sub-scales suggested by the original version (α <0.6). This finding led us to perform a dimensio-nal reduction to two factors: personal and social. For that reason, a factor analysis was performed and supported with relevant specialized literature. The final version consists of 21 items divided into two sub-scales: statistical reliability (α> 0.6) and acceptable construct validity (KMO = 0.657, χ2 = 688.5, df 210, p <.000). Resumo: O objectivo deste estudo foi contextualizar a Escala Multidimen-sional de Orientações face ao Desportivismo no futebol de formação. Parti-ciparam 160 jogadores entre os 10-12 anos de idade. O instrumento revelou inicialmente uma elevada consistência interna (α=0,77), contudo na sub-divisão das cinco sub-escalas na versão original (α<0,6). Esta circunstância levou-nos a realizar uma redução dimensional em dois factores: pessoais e sociais. Para tal realizou-se uma análise factorial e comparou-se com a bi-bliografia especializada. A versão definitiva consta de 21 itens, subdivididos em duas sub-escalas: possui boa fidelidade (α<0,6) e aceitável validade de construto (KMO=0,657; χ2=688,5; g.l. 210;p<,000). Palavras-chave: avaliação, desportivismo, futebol de formação, proprieda-des psicométricas.
... Todos los ítems alcanzaron pesos factoriales en el factor de pertenencia entre 0,3 y 0,6, a excepción delos ítems: nº 1,10 y 11 que sus cargas fueron significativas en la dimensión opuesta pero que fueron incluidas en las de menos adherencia por motivos de contenido.Pavlopoulou et al., 2003) con una población de 214 estudiantes de escuelas deportivas de entre 12 y 18 años y obtuvo unos resultados que oscilaban entre 0,66 y 0,76 a excepción de la perspectiva negativa (α = 0,46). La versión portuguesa se le atribuye a Serpa et al. (2004), fue utilizado en el mismo idioma por Vissoci et al. (2008) y Andaki (2012. Los resultados del último estudio realizado en lengua portuguesa con una muestra de 215 participantes de una edad media de 16 años de nacionalidad brasileña , paraguaya y guatemalteca oscilaron entre 0,67 y 0,80 a excepción de la perspectiva negativa (α = 0,51). ...
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The objective of this study is to contextualize the Multidimensional Sportspersonship Orientation Scale in juvenile football. This research included 160 football players from 10 to 12 years of age. The instrument initially indicated high internal consistency (α = 0.77), but did not show such high levels in the subdivision of the five sub-scales suggested by the original version (α
... Outro fato que aponta para que este praticante não alcance o estado de fluxo é sua percepção de dificuldade de realização da meta, que se encontra como nada difícil, vindo de encontro ao que Csikszentmihalyi (1999) afirma de que é necessário um alto nível de desafio para que se atinja o estado de profundo envolvimento com a tarefa. No quadro 3 evidenciou-se ainda que a tendência motivacional para os praticantes de skate downhill das fases de fluxo 3 (ansiedade ou relaxamento) e 4 (exaltação ou controle) predominou na motivação intrínseca para experiências estimulantes, indicando que consideram o esporte como um ambiente a ser explorado e sentem prazer na atividade em si (VISSOCI et al., 2008). O praticante que se julgou estar na fase de fluxo 5 (estado de fluxo), de acordo com Csikszentmihalyi (1990), apresenta algumas das características para o alcance do estado de fluxo, no caso, a motivação intrínseca e alta capacidade de realizar a tarefa, esta classificada como extremamente difícil. ...
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This study aimed to investigate the prevalence of Flow state in climbing and skate downhill practitioners. The subjects were 37 practitioners. The instruments used were the Sport Motivations Scale (SMS) and Perception Capacity Achievement Task Form. Data collection was performed at the locations of these practice activities. For data analysis it was used the Shapiro-Wilk, Mann-Whitney and Anova one-way. The results showed: 4,54% of climbing practitioners and 13,33% of skate-downhill reached flow state elements; most of practitioners prevailed between the flow phase of anxiety or relaxation and phase of exaltation or control; and the practice time contributed to reach goals and Flow State. It was concluded that the Flow State had low prevalence in practitioners with interference of lack of balance between the perception of the goals, skills and challenges in the adventure activities.
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Resumo Este estudo investigou as propriedades psicométricas da versão brasileira da Basic Needs Satisfaction in Sport Scale (BNSSS). O instrumento foi traduzido e adaptado por três especialistas da área. Um total de 475 atletas participaram deste estudo: 395 em um estudo de validade e 80 em um estudo de estabilidade temporal. Os resultados demonstraram traduções claras e pertinentes entre os três especialistas, e consistência interna satisfatória dos itens em português. Diferentes modelos foram testados (AFE e AFC), sendo que o modelo mais estável sugeriu a exclusão de oito itens e retenção de três fatores. A análise multigrupos apontou a invariância parcial entre os sexos. A escala apresentou estabilidade temporal (CCI>0.70). Concluiu-se que a versão brasileira da BNSSS apresentou propriedades psicométricas aceitáveis.
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The goal of the present investigation was to proceed to a multidimensional analysis of sport motivation in relation with elite performance and gender. The sample was made up of 98 Bulgarian top athletes (35 females and 63 males). Participants' athletic performances in national and international events over the last two years was documented. Participants also completed the Bulgarian version of the Sport Motivation Scale (Brière, Vallerand, Blais, & Pelletier, in press; Pelletier, Fortier, Vallerand, Tuson, Brière, & Blais, 1995). The SAIS, which is based on the tenets of Self-Determination Theory (Deci & Ryan, 1985, 1991), assesses: intrinsic motivation, self-determined extrinsic motivation, non-self-determined extrinsic motivation, and amotivation. Results indicated that, in comparison with less successful athletes, title and medal holders displayed higher levels of non-self-determined extrinsic motivation and higher levels of amotivation. With respect to gender, the motivation of female athletes was more strongly characterized by intrinsic motivation. Results are dicussed in light of Self-Determination Theory and the cultural context which prevailed in Bulgaria at the time of the investigation. It is concluded that these results highlight the role of motivation in elite sport performance.
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Very little research has been done so far on the psychological determinants of performance-enhancing substance use in sports. The purpose of this study was to propose and test a motivational model of performance-enhancing substance use with elite athletes (N = 1,201). The model posits that intrinsic and extrinsic motivation toward sport predict, respectively, positive and negative sportspersonship orientations, which in turn negatively predict the use of performance-enhancing substances. Participants completed a questionnaire assessing intrinsic and extrinsic motivation toward sport, sportspersonship orientations, and performance-enhancing substance use in the last 12 months. Findings supported the motivational model. The present findings support the role of intrinsic motivation and sportspersonship orientations in preventing athletes from engaging in unethical behavior such as the use of performance-enhancing substances. Future research should seek to replicate this model with professional and Olympic athletes.
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O principal propósito deste estudo foi identificar e comparar o nível de raciocínio moral de adolescentes participantes de esporte escolar. O estudo caracterizou-se como uma pesquisa descritiva. A população alvo constituiu-se de 31 (trinta e um) atletas da cidade de Maringá, do sexo masculino, da faixa etária de quinze e dezessete anos, que participaram dos Jogos da Juventude do Paraná e, 43 (quarenta e três) alunos não-atletas, da rede pública e particular do núcleo de educação de Maringá, totalizando 74 (setenta e quatro) sujeitos. Como instrumento de medida utilizou-se um questionário, com dados de identificação e dois dilemas morais: o primeiro, de vida esportiva proposto por ROMANCE (1984) e, o segundo de vida diária citado por KOHLBERG (1958). Serviu como parâmetro de avaliação a teoria dos estágios de desenvolvimento moral de Kohlberg. Com base nos resultados, pudemos chegar às seguintes conclusões: os atletas apresentaram um raciocínio moral similar tanto no dilema de vida esportiva quanto no dilema de vida diária. Os não-atletas apresentaram um raciocínio moral diferente entre os dilemas da vida esportiva e da vida diária. Os atletas e os não-atletas demonstraram um raciocínio similar para o dilema da vida esportiva. Os atletas e os não-atletas demonstraram um raciocínio diferente com relação ao dilema da vida diária. O envolvimento esportivo e os objetivos formulados por professores de Educação Física, bem como, técnicos desportivos, parecem ser fatores que afetam o desenvolvimento moral dos educandos. Sugerem-se estudos similares com modificações quanto à idade e sexo, e sobre a aplicação de programas que objetivem o desenvolvimento moral, através da Educação Física e dos esportes.
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Recent sport psychology research addressing athletic aggression has tended to focus either on the moral or the motivational dimensions of aggressive behavior. The current study utilized both moral and motivational constructs to investigate aggression in young soccer participants (N = 212) from two different age-group leagues: under 12 and under 14. Stepwise multiple regression analyses revealed that players who described themselves as more likely to aggress against an opponent also were more likely to (a) identify a larger number of teammates who would aggress in a similar situation, (b) perceive their coach as placing greater importance on ego-oriented goals, and (c) choose situations featuring preconventional rather than conventional moral motives as more tempting for aggressive action. These results suggest that young athletes' aggressive behavior is related to their team's "moral atmosphere," including team aggressive norms, players' perceptions of these team norms and coach characteristics, and players' moral motives for behavior.
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The purpose of this study was to examine the relationship between goal orientations, perceptions of athletic aggression, and sportspersonship among elite male youth ice hockey players (M age = 13.08 years). Athletes (N = 171) completed questionnaires to assess their goal orientations, attitudes toward directing aggressive behaviors during competition, and non-aggression-related sportspersonship. In accordance with Vallerand, Deshaies, Cuerrier, Brière, and Pelletier (1996), sportspersonship was conceptualized as a five-dimensional construct. Multiple regression analyses revealed that high ego-oriented athletes were more inclined to approve of aggressive behaviors than those with low ego orientation. Players with higher levels of task orientation (rather than low task orientation) had higher sportspersonship levels on three dimensions. An analysis of goal orientation patterns revealed that regardless of ego orientation, low (compared to high) task orientation was more motivationally detrimental to several sportspersonship dimensions. The practical implications of these results are discussed in the context of Nicholls's (1989) achievement goal theory.
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The purpose of this investigation was to examine male ice hockey players' (N= 85) perceived legitimacy of aggression and professionalization of attitudes across developmental age and competitive level. Findings were analyzed within the complementary conceptual frameworks of social learning theory, professionalization of attitudes, and moral reasoning. Ice hockey players completed a modified, sport-specific version of the Sport Behavior Inventory and a modified version of the Context Modified Webb scale. Results of the investigation revealed that as players increased in age and competitive level, perceived legitimacy of aggressive behavior increased, and their attitudes about sport became increasingly professionalized. Based on the conceptual framework in which the results are interpreted, intervention services by sport psychology practitioners are explored that are aimed at the athlete, the organization, and influential others.