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Trajetórias das esquerdas latino-americanas contemporâneas

Goal: O objetivo desta pesquisa foi analisar o recente fenômeno da chegada de partidos de esquerda a governos nacionais na América Latina, que se deu em meio a uma situação a princípio crítica para estas esquerdas. Num primeiro momento, foram abordadas as trajetórias destas agremiações, procurando características compartilhadas por elas que possam contribuir para a compreensão do referido fenômeno. Num segundo momento, foram enfocadas as diferenças entre os casos, questionando se elas seriam significativas a ponto de caracterizar a existência de distintos “tipos” de esquerdas na região.

Date: 1 January 2006 - 1 January 2010

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Fabricio Pereira da Silva
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Publicado en El Universo (Ecuador): https://www.eluniverso.com/opinion/2020/12/03/nota/8070097/tenemos-que-hablar-bolivia Publicado en Perfil (Argentina): https://www.perfil.com/noticias/internacional/tenemos-que-hablar-de-bolivia.phtml Publicado en Latinoamérica21: https://latinoamerica21.com/es/tenemos-que-hablar-de-bolivia/
Publicado em Latinoamérica21: https://latinoamerica21.com/br/precisamos-falar-da-bolivia/
Fabricio Pereira da Silva
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El Observador, 2020 Publicado en Latinoamérica21: https://latinoamerica21.com/es/chile-el-final-de-un-ciclo-y-lo-que-esta-por-venir/ Publicado en El Observador (Uruguay): https://www.elobservador.com.uy/nota/chile-inesperado-sobre-el-final-de-un-ciclo-y-lo-que-esta-por-venir-2020102815540 Publicado en Página Siete (Bolivia): https://www.paginasiete.bo/ideas/2020/11/1/chile-el-final-de-un-ciclo-lo-que-esta-por-venir-273269.html Publicado en Perfil (Argentina): https://www.perfil.com/noticias/internacional/chile-inesperado-sobre-el-final-de-un-ciclo-y-lo-que-esta-por-venir.phtml
Publicado em Latinoamérica21: https://latinoamerica21.com/br/sobre-o-fim-de-um-ciclo-e-o-que-vira/
Fabricio Pereira da Silva
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"Por una conceptualización del fenómeno del 'neogolpismo'”. In: Ecuador. Debates, balances y desafíos post-progresistas / Ramiro Aguilar Torres ... [et al.]; editado por Stalin Herrera ; Camilo Molina ; Víctor Hugo Torres Dávila.- 1a ed.- Ciudad Autónoma de Buenos Aires : CLACSO ; Quito : Instituto de Estudios Ecuatorianos - IEE ; CIESPAL ; Abya-Yala. Universidad Politécnica Salesiana, 2020.
Fabricio Pereira da Silva
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Para Fabricio Pereira, especialista em política latino-americana, se não fosse o governo Bolsonaro, a situação teria outro desfecho 07/02/2020-07:00 / Atualizado em 07/02/2020-07:17 Apoiadora do ex-presidente, Evo Morales, durante protesto em La Paz. Foto: Carlos Garcia Rawlins / Reuters RIO-Após a queda de Evo Morales, a Bolívia entrou em um conturbado processo político com a posse da presidente interina Jeanine Añez e sua candidatura à Presidência. A pouco menos de dois meses das eleições, convocadas para o dia 3 de maio, os eleitores bolivianos terão um grande leque de opções à direita, e o nome do ex-ministro da Economia Luiz Arce, candidato do Movimento ao Socialismo (MAS), partido do ex-presidente, à esquerda. Para o professor do Programa de Pós-Graduação de Ciência Política da UNIRIO, Fabricio Pereira da Silva, especializado em análise política latino-americana, a única certeza é que, seja qual for o resultado do pleito, a polarização deve crescer como nunca do país. Como a candidatura de Jeanine Áñez pode alterar o jogo de forças no interior da direita boliviana? Agora ela tem a máquina do Estado na mão e poderá usá-la a seu favor. Ela vai tirar votos particularmente de Camacho [Luis Fernando Camacho, empresário que liderou os protestos contra Morales à frente do poderoso Comitê Cívico de Santa Cruz], já que é mais próxima a ele do que ao [ex-presidente] Carlos Mesa. A tendência é que eles [Añez e Camacho] se juntem apenas no segundo turno, acreditando que qualquer um que chegue ao segundo turno derrote o MAS. Não tem muita razão para se unirem no momento. A tendência é que haja crescimento dos candidatos mais à direita, o que prejudica Mesa, mais moderado.
Fabricio Pereira da Silva
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América Latina entre derivas autoritárias e explosões sociais Este ensaio avalia o ambiente político latino-americano e o que esperar das ciências sociais críticas nesse cenário. O texto é o quarto de uma série sobre o primeiro ano de Jair Bolsonaro na Presidência-e é parte de uma parceria entre o 'Nexo' e a Associação Brasileira de Ciência Política chamada: [opinião] Este ensaio avalia o ambiente político latino-americano e o papel das ciências sociais nesse cenário. É o quarto texto de uma série sobre o primeiro ano de Bolsonaro na Presidência-parte de uma parceria entre o 'Nexo' e a Associação Brasileira de Ciência Política. 2019 reforçou o esgotamento do ciclo "progressista", que hegemonizou a América Latina de meados dos anos 2000 a meados da década seguinte. O ciclo se encerrou em meio a diversas expressões de desconexão entre a institucionalidade controlada por aquelas forças políticas e os setores populares em constante mudança que elas esperavam representar. Nesse processo, também ficaram evidentes os limites dos projetos transformadores, que em dado momento demonstraram que não conseguiriam avançar para além do "neoextrativismo", que vem reprimarizando as economias da região, e das políticas sociais que só poderiam reduzir a pobreza e a desigualdade de suas sociedades até certo limite. Esse esgotamento se traduziu na derrota dos dois projetos que demonstravam maior capacidade de construção de hegemonia. As derrotas da FA (Frente Ampla), no Uruguai, e do MAS (Movimento ao Socialismo), na Bolívia, confirmaram, de modos distintos, o avanço do híbrido de neoconservadorismo e neoliberalismo (ambos essencialmente autoritários) que constitui o ciclo regional emergente.
Fabricio Pereira da Silva
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América Latina em seu labirinto - democracia e autoritarismo no século XXI, o novo livro de Fabricio Pereira da Silva, reúne artigos publicados nos últimos quatro anos em revistas acadêmicas e livros. Traduzem o período dramático no qual foram escritos, que corresponde, particularmente no Brasil, a um inédito processo de erosão da democracia. Desse modo, os textos trazem um esforço de re􀃬exão e teorização em torno da democracia e do autoritarismo no Brasil e na América Latina. A (auto)crítica e a (re) formulação de diversos conceitos, tais como “progressismo”, “golpe” e “ditadura” atravessam os artigos. Da mesma forma, e em boa hora, o autor faz o balanço do ciclo de esquerda na América Latina (a “onda rosa”), e procura, em meio ao breu, começar a compreender e a fazer prospecções em torno do que vem se impondo no lugar desse ciclo – em grande medida uma onda autoritária em reação ao “excesso de povo”, que nossas democracias parecem não suportar. Isso se explicita particularmente no Brasil, com a vitória eleitoral de um projeto explicitamente autoritário e conservador, que deve aprofundar o processo de desconstrução democrática vivenciado nos últimos anos. Esses artigos não foram pensados como parte integrante de uma obra. No entanto, é fácil perceber a coerência e o diálogo entre eles, o que motivou reuni-los. Sua edição foi também uma decisão política. É imprescindível refletir sobre a conjuntura atual, procurar em meio à nossa crise orgânica projetar reflexões de longo prazo sobre a desdemocratização, e particularmente entender as difculdades e limites da Ciência Política para abordar esse processo.
Fabricio Pereira da Silva
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Este artigo faz um balanço do ciclo dos chamados “governos progressistas” na América Latina, comumente denominado de “onda rosa”. Analisa o esgotamento do referido ciclo, sugere terminologias a partir das quais se pode compreender o fenômeno, e aborda as alternativas conservadoras que vão se impondo. Trata-se em grande medida de uma análise de conjuntura, acrescida de alguns apontamentos mais gerais em torno do conceito de “neogolpismo” e suas variantes. Para que fazer uma análise de conjuntura? Para discutir a realidade em seu momento e buscar intervir nela, o que os cientistas sociais latino-americanos procuraram fazer ao longo de quase toda sua história de intelectuais em países periféricos e profundamente desiguais – no entanto, quase não o fizeram nas últimas décadas. Ainda que sabendo que nossa capacidade de influir na realidade e de prevê-la é reduzida, em grande medida porque os óculos das nossas disciplinas e em particular da Ciência Política nem sempre foram fabricados para nossas realidades específicas, muitas vezes distorcendo-as.
Fabricio Pereira da Silva
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A política latino-americana foi marcada na última década pela ascensão de partidos, movimentos e lideranças de esquerda a governos nacionais. Tal ascensão, por sua relativa sincronia e delimitação regional, constitui em si mesma um processo sócio-político único, que pode ser compreendido em seu conjunto (uma “vaga” de esquerda a percorrer a região), com diversas características coincidentes – mas com suas especificidades locais. O fenômeno foi chamado de “onda rosa” latino-americana, ou expressões semelhantes (conferir, por exemplo, Panizza, 2006, que fala em “maré rosa”). A evidente inspiração vinha da ascensão de partidos de centro-esquerda europeus ao poder na segunda metade dos anos 1990, nomeada por analistas da mesma maneira. Se o fenômeno latino-americano, num olhar mais apurado, não guarda tanta relação com o europeu, devendo ser compreendido por si mesmo, ao menos a expressão pode ser aproveitada.
Esse artigo compara a trajetória de forças políticas de esquerda que chegaram ao poder na América Latina Contemporânea. Num período de crise de paradigmas para as esquerdas e de hegemonia neoliberal, essas forças conseguiram colocar-se como alternativas de governo, aonde chegaram por meios democráticos. Tal ascensão, por sua relativa sincronia e delimitação regional, constitui um processo que pode ser compreendido em conjunto. O objetivo do artigo, partindo da análise de fatores como estrutura organizativa, ideologia, relação com a democracia e com o neoliberalismo, é discutir a viabilidade de tipologias que começam a ganhar espaço na literatura especializada. Sobretudo as que defendem a existência dicotômica de "duas esquerdas", uma "democrática" e outra "populista" ou "autoritária". Na primeira parte do artigo analiso algumas das principais tipologias classificatórias das esquerdas latino-americanas contemporâneas. Na segunda parte, destaco características que as distinguem entre elas, e discuto se elas são profundas o suficiente para que se possa falar de tipos distintos de esquerdas. Por fim, com base nas distinções apresentadas, proponho uma tentativa de classificação alternativa das esquerdas latino-americanas. A questão que subjaz ao artigo é se há diferenças suficientes entre os casos para sustentar a existência de diversos tipos de esquerdas governantes no continente. A hipótese é de que há, e que é possível propor uma tipologia, antes de tudo um exercício, no qual o mais importante, mais além da tipologia em si, é a defesa de uma análise sistemática, complexa e dinâmica – o que nem sempre caracteriza o debate sobre o tema.
Fabricio Pereira da Silva
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O objetivo desta pesquisa foi analisar o recente fenômeno da chegada de partidos de esquerda a governos nacionais na América Latina, que se deu em meio a uma situação a princípio crítica para estas esquerdas. Num primeiro momento, foram abordadas as trajetórias destas agremiações, procurando características compartilhadas por elas que possam contribuir para a compreensão do referido fenômeno. Num segundo momento, foram enfocadas as diferenças entre os casos, questionando se elas seriam significativas a ponto de caracterizar a existência de distintos “tipos” de esquerdas na região.