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Social classes, neodevelopmentalism and political crisis in Brazil

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Armando Boito Jr
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The book contains essays on Brazilian politics written by the author between 2016 and 2020. The topics covered are the 2016 political impeachment crisis; the legacy of the governments of the Workers' Party; the Operation Lava-Jato (Car Wash); the Impeachment of Dilma Rousseff; the position of different classes, class fractions and social strata in the face of the political crisis; the Temer Government and the Bolsonaro Government. The part of the book dedicated to the Bolsonaro government examines the political nature of that government, characterized as a neo-fascist; the sinteresses served by its economic and social policy; the authoritarian offensive of Jair Bolsonaro in March-June 2020 and the subsequent evolution of that government.
Armando Boito Jr
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Este texto é uma junção de quatro artigos que publiquei no jornal Brasil de Fato. Nele, defino os conceitos de fascismo e de neofascismo e distingo a ideologia, movimento fascista, governo e ditadura fascista. Sustento que o movimento que levou Jair Bolsonaro à presidência da República deve ser caracterizado como um movimento neofascista e que o governo Bolsonaro reúne forças neofascistas com outras forças de extrema-direita, embora estejamos ainda sob um democracia deteriorada e em crise e não sob uma ditadura fascista; apresento as dificuldades particulares que enfrentam o movimento democrático e popular diante de um movimento fascista e polemizo com os autores que defendem teses distintas das minhas.
Armando Boito Jr
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L e présent article examine le syndicalisme brésilien au cours des divers gouvernements du Partido dos Trabalhadores [Parti des travailleurs] (PT), une période qui a commencé par le premier gouvernement Lula da Silva en janvier 2003. Notre analyse porte sur les années 2003 à 2013, étant donné que les conditions économiques et politiques ont changé par la suite, déclenchant un processus d'impeachment de la présidente Dilma Rousseff en 2016. Pendant cette période, pour la première fois de l'histoire politique du Brésil, un parti né du mouvement syndical a assumé le pouvoir au sein du gouverne-ment fédéral. Les syndicats et les mouvements sociaux attendaient beaucoup des gouvernements du PT ; ils ont récolté quelques bénéfices, mais ont aussi souffert d'un certain nombre de frustrations. Le soutien des syndicats et des mouvements sociaux a été décisif pour la réélection de Lula en 2006 et pour l'élection de Dilma Rousseff en 2010. Ce contexte se distingue également du point de vue économique. D'une part, la conjoncture internationale marquée par la croissance chinoise et la forte augmentation de la demande de produits de base d'origine agricole et minérale et d'autre part, la politique économique des gouvernements « pétistes » (du PT) ont conduit à un rythme de croissance économique supérieur à celui qui
While maintaining the neoliberal capitalist model, the Lula administration has ushered it into a new phase. With respect to the bloc in power, national and international financial capital today shares its hegemony with the important domestic industrial and agrarian bourgeoisie. However, with respect to the working class, there have been two changes. First, the new unionist elite that has been moving toward a micro-corporativism since the mid-1990s has established an alliance with the domestic bourgeoisie against financial capital. Second, the poor and unorganized laborers, who have been serving as a support class for neoliberal politics since the Collor and Cardoso administrations, today are more linked to the government and are a passive base for the rise of “Lulismo,” a political phenomenon separate from the Partido dos Trabalhadores.
Tatiana Berringer
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p>O artigo apresenta uma análise das relações existentes entre os blocos no poder e as políticas de integração regional dos Estados brasileiro e chileno. Interessa-nos compreender quais os interesses de classe e frações de classe que influenciam os projetos de integração regional na América do Sul, em especial, o Mercosul e a Aliança para o Pacífico. A hipótese que defendemos, tendo como base a caracterização das frações burguesas em formações sociais periféricas e as suas relações com o capital externo desenvolvida por Nicos Poulantzas, é que no Chile a fração hegemônica no interior do bloco no poder é a burguesia compradora ─ fração dependente do mercado internacional que se comporta como correia de transmissão dos interesses imperialistas ─ e no Brasil, a fração que ocupou posição importante até 2014 é a grande burguesia interna ─ fração que é dependente financeira e tecnologicamente do capital externo, mas que depende do mercado interno e da proteção do Estado para concorrer com os produtos e serviços estrangeiros. Por isso, o projeto de integração regional do Estado chileno é o regionalismo aberto , enquanto o Mercosul apontou para um projeto de integração multidimensional (frágil e inconcluso). </p
Armando Boito Jr
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The article discusses the relationship between, on the one hand, the interests of class and class fractions present in Brazilian society and on the other hand, the political economic, social and foreign policy in governments Lula and Dilma Rousseff. The establishes a connection between the political and social classes, clashing thus institutionalists and neoelitistis theoretical orientations, that dominate the Brazilian political science; Besides, our analysis uses secondary and documentary sources. The main thesis is that, in the passage from FHC to Lula era, it was a change within the power bloc: the great international financial capital lost strength and big bourgeoisie Brazilian domestic ascended politically, leaning forward on a broad policy that covers inclusive classes. Governments Lula and Dilma did not break with the neoliberal capitalist model, but introduced major changes in the economy, in politics and international activities of the State Brazilian, as a result of the fraction of the capitalist class they represent and also as a result of the classes in which they support. This finding is important because most of the literature on the PT governments ignores the complex relationships of these governments with social class, and those analysts that come to treat these relationships ignore or overlook the importance of the big internal bourgeoisie in the current Brazilian policy.
Armando Boito Jr
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The political conflicts during the Workers’ Party administrations led by Luís Inácio Lula da Silva and Dilma Rousseff have been driven by disputes between two fractions of the country’s bourgeoisie: the internal and the internationalized bourgeoisie. Their ideologies, policies, institutions, and forms of political representation have determined government policies and outcomes. These processes have unfolded within an authoritarian democracy whose structures have not been challenged by the party. The party’s limited power and continuing timidity have produced an aggressive reaction by the internationalized bourgeoisie and the upper middle class, leading to a severe crisis in the administration of President Dilma Rousseff. Durante os dois governos do Partido dos Trabalhadores (PT), chefiados por Luís Inácio Lula da Silva e por Dilma Rousseff, os conflitos políticos têm sido conflagrados por disputas entre duas facções burguesas do país: a burguesia interna e a burguesia internacionalizada. Suas respectivas formas de representações políticas, ideologias, programas, bem como instituições têm determinado políticas governamentais e seus resultados. Esses processos evoluíram em uma democracia autoritária, cujas estruturas não foram contestadas pelo PT. A timidez contínua e o poder limitado do partido têm produzido uma reação agressiva por parte da burguesia internacionalizada e da classe média alta, levando a uma crise severa na administração da Presidente Dilma Rousseff.
The transition from the FHC to the Lula administration produced an epochal change within the power bloc. Large-scale international financial capital lost power, while the internal grande bourgeoisie ascended politically because of a policy-oriented broad-front approach that included even the popular classes. The Lula and Dilma governments did not break with the neoliberal model for capitalism, but because they represented a particular fraction of the capitalist class and because they owed their support to particular classes they introduced major changes in the economic policy, the political orientation, and the international performance of the Brazilian state. Na passagem da era FHC para a era Lula, ocorreu uma mudança no interior do bloco no poder: o grande capital financeiro internacional perdeu força e a grande burguesia interna brasileira ascendeu politicamente, apoiando-se numa ampla frente política que abarca, inclusive, classes populares. Os governos Lula e Dilma não romperam com o modelo de capitalista neoliberal, mas introduziram, em decorrência da fração da classe capitalista que representam e em decorrência também das classes nas quais se apoiam, mudanças importantes na economia, na política e na atuação internacional do Estado brasileiro.