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Padrões fitogeográficos na região central do Domínio Atlântico brasileiro

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Felipe Zamborlini Saiter
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Resumo O estado do Espírito Santo apresenta grande variedade de ecossistemas num território relativamente pequeno. A exuberância de suas florestas vem despertando o interesse de muitos naturalistas e viajantes desde o século XIX, os quais deixaram registros valiosos dos primeiros anos da ocupação das "Areas Prohibidas" a leste de Minas Gerais. O cultivo do café, um dos alicerces econômicos do estado, deu início à perda dessas florestas. Tais perdas alavancaram o movimento conservacionista e a pesquisa científica no estado. A biogeografia, riqueza de espécies e de processos ecológicos nos fragmentos que restaram no Espírito Santo ainda revelam surpresas. Dentro do domínio da Floresta Atlântica, o estado abriga diferentes tipos de vegetação: Floresta Ombrófila Densa, Floresta Ombrófila Aberta, Floresta Estacional Semidecidual, Savanas, Formações Pioneiras e Refúgios Ecológicos. A descrição e classificação da vegetação do Espírito Santo ainda está inacabada tendo em vista as incertezas levantadas por alguns estudos. Também não existe um mapa da vegetação que contemple adequadamente a diversificada vegetação. A despeito de tais limitações, apresentamos descrições sucintas sobre os tipos de vegetação que vêm sendo reconhecidos na literatura moderna.
Supplementary Information for 'Neves D.M. et al. (2017) Dissecting a biodiversity hotspot: The importance of environmentally marginal habitats in the Atlantic Forest Domain of South America. Diversity and Distributions 23, DOI10.1111/ddi.12581'
Felipe Zamborlini Saiter
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Resumo Apresentamos uma revisão das visões controversas acerca da classificação fisionômica da Floresta de Linhares, aqui definida como a floresta sobre tabuleiros costeiros que ocorre entre os rios Doce e Barra Seca, no norte do Espírito Santo. Compilamos informações sobre o clima estacional dessa região e analisamos a inter-relação das variações interanuais e da dinâmica sazonal da precipitação com atributos ecológicos da floresta. Nossas interpretações revelaram que dados mensais médios de precipitação não exprimem a realidade dos períodos biologicamente secos ano a ano e suas consequências sobre a fisionomia da vegetação. Percebemos que a Floresta de Linhares pode se manifestar como semidecídua ou perenifólia, a depender da severidade da seca em um dado período. Então, propomos que a flexibilidade do regime de renovação foliar da Floresta de Linhares deve ser considerada em sua classificação. Sugerimos classificar a floresta duplamente como estacional semidecidual nos períodos anuais ou supra-anuais caracterizados por deficit hídrico pronunciado, e como floresta estacional perenifólia nos períodos anuais ou supra-anuais sem deficit hídrico significativo.
Felipe Zamborlini Saiter
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We submitted tree species occurrence and geoclimatic data from 59 sites in a river basin in the Atlantic Forest of southeastern Brazil to ordination, ANOVA, and cluster analyses with the goals of investigating the causes of phytogeographic patterns and determining whether the six recognized subregions represent distinct floristic units. We found that both climate and space were significantly (p ≤ 0.05) important in the explanation of phytogeographic patterns. Floristic variations follow thermal gradients linked to elevation in both coastal and inland subregions. A gradient of precipitation seasonality was found to be related to floristic variation up to 100 km inland from the ocean. The temperature of the warmest quarter and the precipitation during the coldest quarter were the main predictors. The subregions Sandy Coastal Plain, Coastal Lowland, Coastal Highland, and Central Depression were recognized as distinct floristic units. Significant differences were not found between the Inland Highland and the Espinhaço Range, indicating that these subregions should compose a single floristic unit encompassing all interior highlands. Because of their ecological peculiarities, the ferric outcrops within the Espinhaço Range may constitute a special unit. The floristic units proposed here will provide important information for wiser conservation planning in the Atlantic Forest hotspot.
Background: Understanding floristic and geographic patterns in one of the most biodiverse regions in the world – the Atlantic forest of eastern Bahia, Brazil – can identify the drivers of diversity in tropical forests and provide useful information for biological conservation. Aims: To understand the role of both climate and geographical location on variation in tree species composition in a region characterised by an abrupt transition from wet forests to semi-arid thorn-woodlands. To test whether a regional classification of forests according to elevation belts and leaf flush pattern is consistent with floristic composition. Methods: We submitted 14,094 tree species occurrence records and 31 geo-climatic variables prepared for 57 sites in eastern Bahia, Brazil, to multivariate and regression analyses and variance partitioning. Results: Climate and space were both significantly (P ≤ 0.05) contributing to explaining floristic variations. Actual evapotranspiration, duration of water deficit, and minimum temperature of coldest month were the main predictors. Floristic differences were significant except when comparing evergreen lower plains and upper plains forests. Conclusions: Although distance among sites may play an important role, species composition is chiefly influenced by environmental gradients. This highlights environmental heterogeneity as a key factor in the planning of biodiversity conservation in tropical forests.