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Monte dos Castelinhos e a romanização do baixo Tejo (MOCRATE)

Goal: O presente Projeto PIPA intitulado, Monte dos Castelinhos e a romanização do baixo Tejo, surge na continuidade do PNTA Monte dos Castelinhos: Povoamento e dinâmicas de ocupação em época romana republicana no vale do Tejo desenvolvido entre 2010 e 2013.
O desenrolar da investigação em torno desta estação arqueológica permitiu de uma forma contundente clarificar o quadro de indagações prévias que tinha sido colocado à partida vindo reforçar a sua relevância científica e patrimonial.
O papel que Monte dos Castelinhos tem vindo a assumir no quadro da investigação do período romano republicano, conduziu à organização de um Congresso Internacional de Arqueologia em Vila Franca de Xira em 2013, direcionado para estas problemáticas.
Os especialistas presentes neste encontro tiveram oportunidade de visitar o sítio e debater-se com as questões que este insere, tendo sido unanimes a sublinhar a necessidade de se continuar com os trabalhos de investigação no local.
Concluído o PNTA, podemos afirmar sem sombra de dúvida, que estamos perante um sítio de uma riqueza ímpar a nível nacional. O estado de conservação das suas estruturas arqueológicas, a coerência da estratigrafia, assim como as problemáticas que tem vindo a ser levantadas decorrentes da escavação efetuada até ao momento, leva-nos a encarar Monte do Castelinhos como um sítio singular para o estudo do processo de romanização no vale do Tejo.
Chegados a esta fase, a Câmara de Vila Franca de Xira teve que ponderar o que fazer com este sítio e com este projeto. Entenda-se, as questões que colocámos à partida, estavam aferidas e fomos confrontados com um sítio realmente invulgar e com uma coerência e leitura arquitetónica que merecem a nosso ver outro investimento.
O presente PIPA apresenta-se como um programa de arqueologia em construção, no âmbito da política do Museu Municipal de Museu de Território.
O Monte dos Castelinhos pretende-se desenvolver, como um pólo descentralizado do próprio Museu, dando seguimento a um programa em continuidade de salvaguarda, investigação e valorização desta estação arqueológica.
Tendo em conta a relevância que o sítio tem vindo a despontar, a Câmara Municipal de Vila Franca de Xira e o Centro de Arqueologia da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa pretendem desenvolver e consubstanciar a sua investigação e valorização futura.

1 - Em primeiro ponto, e tendo presente a relevância patrimonial das estruturas colocadas a descoberto. Encontramo-nos a desenvolver o processo de conservação preventiva e consolidação das ruínas.
Este passo é essencial para o futuro da estação e para que num segundo momento se possa avançar com o projeto de valorização das ruinas e sua futura abertura ao público.

2 – Face à relevância das problemáticas em torno do sítio, pretende-se avançar com um novo Projeto de Investigação (PIPA) para os próximos quatro anos.
Este novo gizar de um quadro de problemáticas prende-se com diversas questões que se encontrão em aberto e que urge dar resposta.
Perante a informação já recolhida, a nossa abordagem ao estudo deste sítio e da sua envolvente espacial pauta-se por uma maior diversidade de análise. Objetivamente as realidades detetadas e o estudo dos seus contextos e componentes artefactuais vieram levantar uma série de questões que definimos em equipa e que pretendemos esclarecer com o presente projeto. Ver infra o Objetivos do projeto.
Para esse efeito foi alargada a equipa inicial, contando além dos signatários com o Professor Doutor Carlos Fabião enquanto Consultor Científico, com o Doutorando Vicenzo Soria (responsável pelo estudo da Cerâmica Campaniense e suas imitações); Professora Doutora Cleia Detry (responsável pelo estudo da Arqueozoologia); Professora Doutora Elisa de Sousa (responsável pelo estudo da cerâmica de paredes finas); Professor Doutor Rodrigo Banha da Silva (responsável pelo estudo da Terra Sigillata).

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João Pimenta
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RESUMO: Procede-se a um balanço da informação disponível sobre a ocupação romana de Monte dos Castelinhos, enquadrando-a no processo tardio de Conquista e consolidação do poder de Roma no extremo ocidente Ibérico e do desenho da província romana da Lusitânia. O fator topográfico e de domínio visual deve ter sido decisivo na escolha desta localização numa conjuntura pós conflito Sertoriano. Fundado de raiz, num morro até então desocupado, Monte dos Castelinhos, afirma-se desde a sua génese como um sítio estratégico de controlo de uma zona de fronteira natural. Situado a meio caminho entre as principais cidades do vale do Tejo Olisipo e Scallabis. Palavras-chave: Povoamento; Conquista; Exército; Abastecimento; Arquitetura. ABSTRACT: A review of the information available on the Roman occupation of Monte dos Castelinhos, framing it in the late process of Conquest and consolidation of the power of Rome in the western Iberian extreme and the design of the Roman province of Lusitania.The topographic and visual domain factor must have been decisive in choosing this location in a post-Sertorian conflict situation. Founded ex novo, on an unoccupied hill, Monte dos Castelinhos, has established itself as a strategic site for controlling a natural border area. Located halfway between the main cities in the Tagus valley Olisipo and Scallabis. Keywords: Settlement; Conquest; Army; Supply; Architecture.
RESUMO: A conquista romana da Hispania bem conhecida pelas fontes escritas continua contudo com muitas áreas por esclarecer a nível arqueológico. Sendo claro, que no gizar do quadro político e administrativo da província da Lusitânia, sítios relevantes durante a fase da conquista foram preteridos em relação, quer a novas fundações, quer a claras opções por distintos estabelecimentos. Neste trabalho tentarei efetuar uma leitura transversal dos principais dados disponíveis sobre a presença romana republicana, com uma ótica do vale do Tejo como eixo de penetração para o interior peninsular. Palavras-chave: Tejo; Povoamento; Conquista; Exército; Abastecimento. ABSTRACT: The roman conquest of Hispania, well known by written sources, however, continues with many areas to be clarified at the archaeological level. Being clear, that in the political and administrative framework of the province of Lusitania, relevant sites during the conquest phase were passed over in relation to both new foundations and clear options for different establishments. In this work I will try to carry out a transversal reading of the main data available on the Roman republican presence, from the perspective of the Tagus valley as a penetration axis for the interior of the peninsular. Keywords: Tagus; Settlement; Conquest; Army; Supply.
João Pimenta
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resumo O percurso eclético do homenageado, em diversos campos da investigação arqueológica levou a que optássemos por deter a nossa atenção num tema muito do seu agrado, o estudo dos ingratos contentores cerâmicos, as ânforas, e em particular as de produção do extremo ocidente peninsular. Com o presente contributo, pretende-se, partindo da análise de dados de três contextos específicos, problematizar a génese da produção de ânforas na Lusitânia. abstract The eclectic path of the honoree, in several fields of archaeological research, led us to choose to focus our attention on a theme that is very pleasing to him, the study of the ungrateful ceramic containers, the amphorae, and in particular those of western peninsular production. With the present contribution, it is intended, starting from the analysis of data from three specific contexts, to problematize the genesis of the production of amphorae in Lusitania.
João Pimenta
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The present paper aims to bring to the public unpublished data of great relevance for the understanding of early Roman presence in the Tagus Valley. The first evidence of the scientific significance of the buildings n.º 16-20 of Beco do Forno emerged in 2000, following the archaeological dig by the archeology team of the IPPAR. Follows from this action, the discovery of preserved structures corresponding to a building dated from Roman Republican. In 2010, archaeologists from the Lisbon City Council held an emergency intervention, after the collapse of a retaining wall that bordered upon the adjacent property, developing the work of excavation in that area. The sum of these interventions resulted in the identification of contexts and structure of Roman Period Republican that now are presented together.
The Urban archaeology project of the Sanct Jorge Castle, for the first time in the city of Lisbon allow us to study the roman republican trade, since it was possible to identify a well preserved stratigraphy that permit to analyse the synchrony of the diferent anphorae tipes represented in the contexts. The stratigraphy study and the analyses of the imported materials, authorise us to propose a single phase to this period, that we date from the third quarter of the II century b. C. (150 - 125 b. C.). This chronology is compatible with the first roman big military expedition in the extreme occident of the Iberian Peninsula conducted by the proconsul of Ulterior Décimo Júnio Bruto in 138 b. C. This General developed is campaign from the Tagus valley using the city of Moron as base of operations and fortifying the city of Olisipo with the objective of dominating the river entrance and secure the supply to the army. The importation’s panorama of aliment products transported in amphora’s detected in the castle of Lisbon, documents some of the indispensable goods to the Mediterranean diet, such as wine, olive oil and fish sauces with different origins that reveals a intricate commercial net, that we are starting to unveil. The meaning of Olisipo importation’s during this period and the prevalence of the Italian Wine amphora’s from the Tyrrhenian cost from the Dressel 1 and Greco-Italic form’s have to be understood with the importance that the Institutional circuits of supply to the army have in the redistribution of this products. This observation is corroborated by the stratigraphy, were it wasn’t detected any tradition of commerce with the roman world previous to this phase, what indicates a rupture with the commercial traditions of the old city of the castle hill.
João Pimenta
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RESUMO A escavação de um edifício em pleno núcleo histórico da cidade de Lisboa, implantado no centro da antiga alcáçova Islâmica, correspondendo aos atuais n.os 16-20 do Beco do Forno do Castelo, permitiu uma descoberta verdadeiramente inusitada: estruturas arquitetónicas relativamente bem preservadas correlacionáveis com a primeira fase da presença romana. Estas correspondem a um compartimento de planta retangular com um pavimento de opus signinum, implantado no substrato geológico calcário, que cortou níveis e estruturas anteriores datados da Idade do Ferro. Pelas suas características específicas, e face aos paralelos existentes na bibliografia da especialidade, o compartimento poderá ter tido uma função hidráulica, enquanto equipamento termal, ou mesmo cisterna, não sendo de excluir a utilização como local de armazenamento. Os contextos preservados correspondem ao seu abandono / destruição. A análise das unidades estratigráficas permitiu verificar, do ponto de vista tafonómico, um abandono deliberado desta área plasmado no colapso das suas paredes, assim como um nível de descarte de material essencialmente cerâmico fragmentado em conexão. O conjunto de ânforas é assaz numeroso e diversificado. Os contentores vinícolas da Península Itálica dominam de forma clara, em particular os produtos da área da costa tirrénica, ânforas Greco-Itálicas tardias ou de transição e ânforas Dressel 1. Surgem igualmente, ainda que em menor número, ânforas da costa adriática, Greco-Itálicas tardias e ânforas de Brindisi. Paralelamente assiste-se a uma estreita conexão com o mundo da área púnica do Sul peninsular, em particular a baía gaditana, e a área Líbio-Tunisina. O estudo deste edifício e a análise estratigráfica colocam algumas questões que nos parecem pertinentes debater e problematizar. Uma dessas questões é a causa do abandono do edifício numa fase tão precoce que, face ao estudo dos materiais, terá ocorrido em meados do terceiro quartel do século II a.C. (150-125 a.C.). Palavras-Chave: Olisipo; Arquitetura; Ânforas; Comércio; Exército. ABSTRACT The dig of a building in the very midst of the historical nucleus of Lisbon city, right in the centre of the ancient Islamic citadel, at Beco do Forno do Castelo, 16-20, led to a really unique discovery: (rather well) preserved architectural structures related to the first phase of the Roman presence. These consist of a rectangular compartment with an opus signinum pavement implanted on the calcareous geological substrate which cut through levels and structures dating from the Iron Age. Due to its specific features, and compared to the existing parallels in the specialty bibliography, the compartment might have been used having a hydraulic function, as a thermal equipment, or even as a cistern, and it cannot be excluded its usage as a storage facility. The preserved contexts correspond to abandonment / destruction. In a taphonomy point of view, the analyses of the stratigraphy units revealed a deliberated abandonment of this area embodied in its walls collapse as well as in a level of waste material, mainly ceramics fragmented in connection. The amphorae set is rather numerous and diversified. Wine containers from the Italic Peninsula are clearly dominant, particularly the products from the tirrenic coast region, late Greco-Italic amphorae or from the transition and Dressel 1 amphorae. Although less in number, we can also find amphorae from the adriatic coast, late Greco-Italic and amphorae from Brindisi. At the same time we can observe a straight connection to the south peninsular Punic world, particularly from gaditana bay, and from the Tunisian-Libian area. The study and stratigraphic analyses of this building has risen up a few questions we consider relevant to discuss and problematize. One of these questions is the cause of the abandonment of the building in such an early stage which, according to the study of the materials, should have occurred in the middle of the third quarter of 2nd century B.C. (150-125 BC). Keywords: Olisipo; Architecture; Amphorae; Commerce; Army.
João Pimenta
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Resumo Este trabalho apresenta o resultado do estudo de um conjunto inédito de lucernas alto-imperiais inédito, que está apoiado por dados contextuais e estratigráficos bem definidos. A restringida ocupação de Monte dos Castelinhos permitiu esboçar considerações importantes sobre a produção, evolução e consumo das lucernas no Ocidente peninsular. O conjunto, quase exclusivamente da série de volutas, está integrado em contextos atribuíveis às distintas fases ocupacionais do aglomerado e que oferecem cronologias bastante precisas. Além da análise crono-tipológica, também se analisou a iconografia e a epigrafia presente, tendo resultado em considerações relevantes para o entendimento da circulação destes produtos durante o último quartel do século I a.C. e o século I d.C.. Palabras clave: lucernas, século I d.C., produção, evolução, iluminação. Abstract This work presents the result of the study of an unprecedented set of high-imperial roman lamps, which is supported by well-defined contextual and stratigraphic data. The restricted occupation of Monte dos Castelinhos made it possible to outline important considerations about the production, evolution, and consumption of lamps in the Western peninsular. The set, which is exclusively of the volute nozzle series, is integrated in layers of different occupational phases of the settlement and which offer very precise chronologies. In addition to the chrono-typological analysis, the iconography and epigraphy were also analysed, resulting in considerations relevant to the understanding of the circulation of these products during the last quarter of the 1st century BC and the 1st century AD.
João Pimenta
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Pretende-se efetuar uma síntese do estado dos conhecimentos sobre a cidade de Olisipo na fase de conquista e consolidação do poder de Roma no extremo ocidente peninsular.
João Pimenta
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ABSTRACT In the context of the ongoing research of the Roman Occupation of the Tagus Valley, especially focused in the area surrounding Monte dos Castelinhos, the Quinta de Meca archaeological site stands out. Situated in the valley of the river Grande da Pipa, known for it’s rich countryside, due to the intense farming the great bounty of archeological evidences comes entirely from survey. Despite this, the collected remains allow us to perceive a continual occupation of the site between the first and fifth century AD. The abundance of the archeological materials on the surveyed area, it’s location on fertile grounds, the great connection to the land and river routes and all of this in viewing distance of Monte dos Castelinhos, suggests that this was an ancient Roman villa of some size and temporal presence. Perhaps in the future, further intervention may give us a better understanding of the site’s full potential.
João Pimenta
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Le ceramiche a vernice nera itaLica dei LiveLLi di fondazione di OlisipO e Valentia (140-130 a.c.) 1. Olisipo-Lisbona La particolare ubicazione della foce del tejo e le sue favore-voli condizioni naturali lo hanno reso durante l'antichità un passaggio obbligatorio lungo le rotte atlantiche. Si ricorda che il tejo è il fiume più lungo della penisola iberica (fig. 1) e secondo solo al Guadalquivir in termini di km navigabili 1. il suo ruolo di principale via di comunicazione verso l'entroterra ha fatto sì che la foce del tejo si affermasse come una delle più importanti zone portuali della costa atlantica e punto di contatto tra il mondo mediterraneo e atlantico a partire dalla metà del i millennio a.C. Grazie dunque a queste caratteristiche, la valle del tejo è stato un luogo particolarmente propizio al contatto tra comu-nità esogene ed indigene. È in questo scenario che a partire dalla metà del i millennio a.C. si crearono i primi contatti tra mondo fenicio e comunità locali che stanno alla base del successivo sviluppo non solo di Lisbona ma anche dei più rilevanti nuclei portuali della facciata atlantica 2. Questi nuclei si costituiscono come veri e propri centri urbani che durante l'età del Ferro mantengono dei forti contatti con il mondo mediterraneo. La rilevanza strategica del porto di Olisipo ha fatto sì che la città entrasse nell'orbita di Roma già nella fase iniziale della sua presenza sul territorio attualmente portoghese. i primi contatti con il mondo italico avvengono durante la seconda metà del ii secolo a.C. nell'ambito del processo di conquista dell'estremo occidente peninsulare. Grazie alla testimonianza di Strabone (iii,3,1), si è a 1 S. Daveau, a foz do tejo palco da história de Lisboa. in: Lisboa Subterrânea. Lisboa Capital europeia da Cultura 94 (Lisboa 1994) 24-31. 2 a. m. arruDa, Los fenicios en Portugal. Fenicios y mundo indígena en el centro y sur de Portugal (siglos Viii-Vi a. C.). Cuad. arqu. mediterránea 5-6, 2002 e e. R. B. De SouSa. a ocupação pré-romana da foz do estuário do tejo. estud. & mem. 7. (Lisboa 2014). conoscenza che nel 138 a.C. il nuovo governatore della pro-vincia romana della Ulterior, il proconsole Decimus Iunius Brutus, utilizzò la valle del tejo come principale asse della sua campagna di conquista militare del nordovest peninsula-re. infatti, stabilì la base delle sue operazioni a Moron, nella parte terminale dell'estuario del tejo (probabilmente corri-spondente con l'attuale sito di Chões de alpompé) e utilizzò Olisipo, nei pressi della foce, come posto di retroguardia con funzioni di controllo e protezione delle rotte di passaggio dei beni alimentari utili all'approvvigionamento dell'esercito. È a partire da questo evento che si registrano contatti regolari tra la valle del tejo e la penisola italica: i resti di questi contattati sono principalmente militaria associabili all'esercito romano 3 , resti di anfore per importazioni di pro-dotti alimentari e ceramiche da mensa e cucina e di monete italiche. 1.1. olisipo nel ii secolo a.C. È sulla sommità della collina del castello di São Jorge che si registrano le evidenze archeologiche attribuibili alla prima ubicazione dell'abitato di ii secolo a.C. Questa posizione offre delle ottime condizioni di visibilità sull'estuario del tejo così come di buona parte delle valli che la circondano a nord permettendo un dominio strategico della foce del tejo e il controllo dell'accesso verso i territori interni. Lo scavo e l'analisi di vari contesti archeologici prove-nienti principalmente da diverse zone della collina del castello di São Jorge 4 ha permesso di definire in maniera sempre più 3 C. Fabião, o mundo indígena e a sua Romanização na área Céltica do território hoje Português. Lisboa (Diss. Univ. Lisboa 1998). 4 N. Mota/J. PiMeNta/r. Silva, acerca da ocupação romana republicana de Olisipo: os dados da intervenção na Rua do Recolhimento n.ºs 68-70. in: atas do Congresso internacional de arqueologia Conquista e Romanização do Vale do tejo. CiRa arqu. 3 (Vila Franca de Xira 2014)
João Pimenta
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The archaeological site of Alto dos Cacos - Almeirim, was detected by Dr Eurico Henri- ques in the early eighties of the last century, in the result of deep and extensive destruction caused by farm (plough) works. Despite the situations then observed, and repeated warnings to the IPPC, the site fell into oblivion for over thirty years. This aim of this study is to present a set of glandes plumbeae collected at the site, framing them in the military dynamics of the Tagus Valley.
João Pimenta
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A set of lead artefacts were recovered at the Late Roman Republican archaeological site of Monte dos Castelinhos (Portugal), located in a prominent position on the right bank of the Tagus River, in the rear of its estuary. All artefacts, namely 16 shapeless fragment, seven glandes plumbeae and six possible metallurgical remains, were analysed using Q-ICPMS to determine minor and trace elemental compositions (Ag, As, Bi, Cu, Ni, Sb and Sn) and Pb isotope ratios. Statistical analyses of these data allow us to identify elements with similar behaviours and to differentiate raw materials used in the manufacture of the lead artefacts. Variation on the concentrations of Ag, Bi, Cu and Sb suggests galena as the most probable lead ore source, although some artefacts with a high Cu content may suggest the reduction of litharge obtained from argentiferous jarosites containing Cu. Pb isotope ratios point to raw materials with a probable Iberian provenance, namely from mines of the Sierra Morena and Ossa Morena Zone. Besides, there is evidence of the use of lead also resulting by the reduction of litharge, a by-product of the silver cupellation, in our case using argentiferous jarosites from the Iberian Pyrite Belt mixed with lead from other provenance.
The Alto dos Cacos site (Almeirim, Portugal) is located in the vicinity of Vala de Alpiarça and Tagus River, occupying a dominant position on the surrounding area. It is a vast archaeological site that was detected in the early 80s of the 20th century, due to a deep and extensive destruction caused by heavy agricultural works. After it, was kept forgotten for more than thirty years. Only recently has started its research and the data that has been inferred from the study and publishing of several small assamblages of the collection, which consist in several hundreds of the most diverse artifacts, allowed to recognize the relevance of the site and identifying it as a Roman Late-Republic military camp. The present study intends to present a detailed study of its important set of amphorae. Like other amphorae assemblages currently known for the western Hispania, this set presents a pattern dominated by the first original amphorae productions from the province of Hispania Ulterior, emphasizing for its rarity the existence of some amphorae with tituli picti.
João Pimenta
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O presente artigo tem como objectivo trazer a público os recentes trabalhos de prospecções arqueológicas, efectuados na margem esquerda do Tejo na área do Porto do Sabugueiro, Salvaterra de Magos. Este projecto aprovado pelo IGESPAR surgiu na sequência, da detecção fortuita de importantes vestígios arqueológicos colocados a descoberto pela realização de trabalhos agrícolas. Estamos, perante uma área com grandes potencialidades arqueológicas e patrimoniais e face aos resultados das prospecções com uma lata diacronia de ocupação, que se estende ainda que com hiatos desde o Neolítico até à Antiguidade Tardia. Os dados mais substanciais reportam-se à ocupação da Idade do Ferro. Ainda que estejamos a lidar com informação proveniente de recolhas de superfície, o volume dos materiais recolhidos e a sua análise cuidada, permitem supor estarmos perante a área de um antigo povoado de cariz portuário.
R E S U M O O presente artigo tem como objectivo trazer a público os recentes trabalhos de prospec-ções arqueológicas, efectuados na margem esquerda do Tejo na área do Porto do Sabugueiro, Salvaterra de Magos. Este projecto aprovado pelo IGESPAR surgiu na sequência, da detecção fortuita de importantes vestígios arqueológicos colocados a descoberto pela realização de tra-balhos agrícolas. Estamos, perante uma área com grandes potencialidades arqueológicas e patrimoniais e face aos resultados das prospecções com uma lata diacronia de ocupação, que se estende ainda que com hiatos desde o Neolítico até à Antiguidade Tardia. Os dados mais subs-tanciais reportam-se à ocupação da Idade do Ferro. Ainda que estejamos a lidar, com informa-ção proveniente de recolhas de superfície, o volume dos materiais recolhidos e a sua análise cuidada, permitem supor estarmos perante a área de um antigo povoado de cariz portuário. A B S T R A C T This article aims to bring the public the work of recent archaeological surveys carried out on the left bank of the Tagus in the Porto of Sabugueiro, Salvaterra de Magos. This project approved by IGESPAR arose as a result of the fortuitous detection of important archaeological remains discovered on the carrying out farm work. We are facing an area with great potential and archaeological heritage and of the results of surveys with a broad diachronic occupation , which extends even with gaps from the Neolithic period to late antiquity. The most significant data relate to the occupation from the Iron Age. While we are dealing with information collected from the surface, the volume of material collected and its analysis enable us to assume the area as the place of an ancient river port.
João Pimenta
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The archaeological emergency excavation due to the public works on the bairro Gulbenkian garden at Castanheira do Ribatejo turned possible the preliminary point and study of a pre‑Roman site ranging from middle 3rd century BC to the beginning of 2nd century BC. In spite of existing restrictions, it was possible to distinguish several types of vessels, with predominance of the storage ones of regional or local fabric, as well as other imported ware. The current stand is framed in an occupation net leaded by dominant positioned settlements, and in which it would be functionally inserted into a country‑side with mainly continental influences, but from east also.
Em março de 2006, no dia em que iniciámos funções como arqueólogos do município de Vila Franca de Xira, fomos confrontados com a obra já em curso do Museu do Neo-realismo. A localização deste espaço, em pleno centro histórico da atual cidade de Vila Franca de Xira, e nas imediações do núcleo medieval da Vila alta, deixava antever, a possibilidade da existência de vestígios patrimoniais. A intervenção de arqueologia de emergência, aqui realizada, durante os meses de março e abril de 2006, permitiu obter uma boa leitura da ocupação humana deste espaço, reve-lando uma insuspeita longa diacronia de ocupação que remonta a época romana (Pimenta e Mendes, 2007; Mendes e Pimenta, 2008a). Um dos elementos mais marcantes, e mesmo surpreendentes desta escavação, foi o de se ter detetado um troço de uma antiga via de origem romana. Esta imponente estrutura com mais de vinte metros de extensão, atravessava transver-salmente o atual Museu do Neo-realismo, no sentido sudoeste nordeste, prolongando-se sob os edifícios limítrofes (Figura 1). A leitura em área da estratigrafia associada a este troço de via, revelou-se singular-mente producente, tendo sido possível estudar a forma como foi construída em meados do século I d.C., a sua utilização e reparação consecutiva ao longo de mais de mil e qui-nhentos anos, e o seu progressivo abandono em meados do século XV. A análise das evidências exumadas no decorrer da escavação em área, permitem inter-pretar esta estrutura, como um troço de uma antiga estrada. Esta via apresentava a sua superfície lajeada com grandes blocos calcários, e era delimitada por muros laterais bem construídos, apresentando ainda 5.20m de largura e 20m de comprimento (Figura 2). Este tipo de construção encontra bons paralelos em diversos troços de estradas roma-nas na Península Ibérica assim como um pouco por todo o Império (Mantas, 1996, Moreno Gallo, 2004). Em relação à largura do tabuleiro da via, 5.20m, os paralelos conhecidos permitem estabelecer que esta varia segundo a importância da mesma (Adam, 1996, pág. 303), não existindo medidas estandardizadas. Um aspeto a reter face as dimensões apresentadas, é a de estar-mos claramente, perante uma via principal, autorizando face á sua largura, o cruzamento de veículos de rodados. A secção de estrada, aqui identificada, pertencia na antiguidade clássica a um dos principais eixos de comunicação terrestre do extremo ocidente peninsular. Através das referências no Itinerário de Antonino, podemos afirmar que estamos perante um troço comum, em dois dos percursos viários mais relevantes da antiga província da Lusitânia que saíam da grande cidade portuária da foz do Tejo, Felicitas Iulia Olisipo. O que ligava ao noroeste peninsular à cidade de Bracara Augusta, e o que conduzia à capital provincial Eme-rita Augusta, passando os dois pela Colónia e capital Conventual Scallabis (Alarcão, 1988, Mantas, 1996).
João Pimenta
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Abstract Chões de Alpompé was recognized as an archaeological site only during the 50´s, the time from which it was extensively and intensively surveyed, in several times and in several contexts. The artifacts gathered during those fieldworks where frequently published, stating the existence of an important roman republican occupation which was early associated with Decimus Junius Brutus military campaign, in 138 BC. The same association also allowed its match to Strabo´s Moron, considering the existence of some artifacts that indicated an Orientalizing Iron Age affiliation. A collection of unpublished materials that remained deposited in Casa dos Patudos (Alpiarça) since the 70´s deserved a proper analyzes, enabling an overall characterization of the site that take into account the available data. Keywords: Amphorae, Chões de Alpompé, Decimus Junius Brutus, roman conquest.
João Pimenta
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Vila Franca de Xira is a town some 32 km north-east of Lisbon on the right bank of the Tagus river. Excavations undertaken there in 2006, prior to the construction of the Neo-Realism Museum, uncovered some 20 meters of a relatively well preserved Roman road. Overlying the road were 13th century (Medieval) and Modern Period (15th/16th century) levels. Faunal remains, recovered from all these levels, indicate which taxa were consumed by the inhabitants and which were kept as companions. Most of the faunal remains are left-overs of food eaten in ancient times and include bivalves, presumably collected in the Tagus estuary, as well as the commonly found domestic species like cattle, sheep, goats, suids (pig and wild boar) and chicken. Bones of rabbits, geese, cats and otter were also present. Despite the small size of the sample, the few osteometric data indicate that cattle were larger in the Modern period than in the 13th century. This corroborates previous studies on the history of this animal in southern Portugal.
Among the collection of the Municipal Museum of Vila Franca de Xira, there are several collections of archaeological nature of different periods, whose common driver is its collection in an aquatic environment on the river bed. Following the discovery of a new Roman piece and its entry into the Museum's reserves, it was decided that this would be an excellent opportunity to bring to the public a set of amphorae with the same provenance and history that where discovered since the study of Joseph Carlos Quaresma of 2005, as well as a set of fine ceramics, two lamps, five mortars and three pieces in common pottery that have long awaited study opportunity, in the Vila Franca de Xira Museum collection.
João Pimenta
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Abstract In the scope of the study project on human occupation in the territory of the present municipality of Vila Franca de Xira, the archeology sector of the Municipal Museum developed a program of systematic surveys directed to the study of Roman occupation. The results of this analysis, along with the first excavation campaigns in some of the sites identified, begins to allow a glimpse of a significant occupation of these riverside territories from the Roman Republican era. At this early stage, there is the abandonment of some pre-existing agricultural settlements and the clear option for a distinct deployment in the landscape, with an evident objective of controlling the land route and some port areas, possibly with the deployment of Military detachments operations, as appears to happen in two of the detected sites. The insertion of this territory in the Olisipo civitas since the 1st century AD leads, through the reorganization of the territory and fertile fields splitting on the banks of the river Tagus, to a new logic of agricultural use. It is in this new logic that the abundant Roman period finds that we have been inventorying, correspond to several homestead or villae, implanted in the main valleys crossed by important lines of water subsidiary of the river Tagus. It is in these new sites, dedicated to agriculture and livestock, that we identify some of Lusitanian amphora brands of Lusitana 3 form. Its correlation with the materials produced in one of the large pottery centers of the Tagus Valley leads us to consider the hypothesis that the pottery of the Porto dos Cacos has supplied the need for these establishments with amphorae destined for export, possibly wine. Key words: settlement, villae, amphorae.
The ongoing excavations at Monte dos Castelinhos settlement in Vila Franca de Xira have added new elements to the investigation into the beginning of Roman pottery production in the peninsula west region. The fortified settlement of Monte dos Castelinhos, is placed in a prominent position on the Tagus Valley. It is an archaeological site with unique characteristics. Founded apparently in the first half of the 1st century BC, the site was subject to widespread destruction still in the 1st century BC, possibly correlated with the conflicts between Caesar and Pompeius. It is precisely in these levels of abrupt abandonment of the site, well dated from the beginning of the second half of the 1st century BC by the presence of Campanian B and Baetic Amphorae of the Class 67 Type, Haltern 70 and Class 24, which are attested the first amphorae of Lusitanian production. Their presence in these well-defined contexts clearly confirms the beginning of the production of Roman amphorae in the Western peninsula at the Late Republican period. It is a set of rims and bases fragments, due to their formal characteristics, are close to Baetica's first amphorae productions, mainly Haltern 70, Class 67 and Dressel 7/11 family. These amphorae are close to the oldest attested productions at the Lusitanian potteries on the Sado valley, dating back to the Julius-Claudius period. Key words: Monte dos Castelinhos, amphorae, trade, Roman (republican), production.
João Pimenta
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Resumo Os trabalhos arqueológicos desenvolvidos, nos últimos anos, em Porto do Sabugueiro (Muge) permitiram recolher um abundantíssimo conjunto de contas de colar de vidro, bem como fragmentos de outras com evidentes deforma-ções e ainda escórias da mesma matéria-prima. Infelizmente, as condições particulares do terreno e a ocupação de longa duração do sítio impedem a atribuição de uma cronologia específica a estes materiais, que, podem pertencer, indistintamente, à Idade do Ferro e/ou à época romano-republicana. Mas os dados sugerem uma produção local de artefactos de vidro, o que não se estranha, uma vez que o Estuário do Tejo, em geral, e o Porto do Sabugueiro, em particular, têm vindo a evidenciar estreitas relações com a bacia do Mediterrâneo, relações essas que implicaram, certamente, presença de populações com know how suficiente para procederem ao seu fabrico. Palavras-chave: Vidro, contas de colar, produção local, Estuário do Tejo, Porto do Sabugueiro Abstract The archaeological work carried out in recent years, in Porto do Sabugueiro (Muge, Salvaterra de Magos, Portugal) allowed to collect a rich set of glass beads, and other fragments with deformities and even slag from the same material. Unfortunately, the particular conditions of the ground and the site's long-term occupation exclude the allocation of a specific timeline to these materials, which may belong, without distinction, to the Iron Age and / or the Roman Republican era. However, the data suggest a local production of glass artefacts, which is not strange, since the Tagus estuary in general and the Porto do Sabugueiro in particular have been showing close relations with the Mediterranean, relations that involved the presence of populations with sufficient know-how to undertake their manufacture .
Carlos Fabiao
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The paper presents the study of some metallic archaeological artefacts collected at Chões de Alpompé, Santarém, a pre Roman archaeological site usually associated with the Roman Republican army, from the Second Century BC until the Sertorius’ rebellion times. The artefact group confirms the site’s military use, namely by the expressive presence of a large amount of locally made glandes plumbeae. The presence of some small silver and gold ingots may suggest the local presence of jewellery workshops. Particular relevance was given to a possible ingot bearing impressions of triskles, an iconographic motive absent in the Southern areas of the Iberian Peninsula, but very frequent at the North-western areas.
João Pimenta
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Encontramos-nos a preparar mais uma campanha de escavações arqueológicas no sítio de Monte dos Castelinhos - Vila Franca de Xira. Em inícios de Setembro pretendemos iniciar a escavação de uma nova área...
 
João Pimenta
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O presente Projeto PIPA intitulado, Monte dos Castelinhos e a romanização do baixo Tejo, surge na continuidade do PNTA Monte dos Castelinhos: Povoamento e dinâmicas de ocupação em época romana republicana no vale do Tejo desenvolvido entre 2010 e 2013.
O desenrolar da investigação em torno desta estação arqueológica permitiu de uma forma contundente clarificar o quadro de indagações prévias que tinha sido colocado à partida vindo reforçar a sua relevância científica e patrimonial.
O papel que Monte dos Castelinhos tem vindo a assumir no quadro da investigação do período romano republicano, conduziu à organização de um Congresso Internacional de Arqueologia em Vila Franca de Xira em 2013, direcionado para estas problemáticas.
Os especialistas presentes neste encontro tiveram oportunidade de visitar o sítio e debater-se com as questões que este insere, tendo sido unanimes a sublinhar a necessidade de se continuar com os trabalhos de investigação no local.
Concluído o PNTA, podemos afirmar sem sombra de dúvida, que estamos perante um sítio de uma riqueza ímpar a nível nacional. O estado de conservação das suas estruturas arqueológicas, a coerência da estratigrafia, assim como as problemáticas que tem vindo a ser levantadas decorrentes da escavação efetuada até ao momento, leva-nos a encarar Monte do Castelinhos como um sítio singular para o estudo do processo de romanização no vale do Tejo.
Chegados a esta fase, a Câmara de Vila Franca de Xira teve que ponderar o que fazer com este sítio e com este projeto. Entenda-se, as questões que colocámos à partida, estavam aferidas e fomos confrontados com um sítio realmente invulgar e com uma coerência e leitura arquitetónica que merecem a nosso ver outro investimento.
O presente PIPA apresenta-se como um programa de arqueologia em construção, no âmbito da política do Museu Municipal de Museu de Território.
O Monte dos Castelinhos pretende-se desenvolver, como um pólo descentralizado do próprio Museu, dando seguimento a um programa em continuidade de salvaguarda, investigação e valorização desta estação arqueológica.
Tendo em conta a relevância que o sítio tem vindo a despontar, a Câmara Municipal de Vila Franca de Xira e o Centro de Arqueologia da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa pretendem desenvolver e consubstanciar a sua investigação e valorização futura.
1 - Em primeiro ponto, e tendo presente a relevância patrimonial das estruturas colocadas a descoberto. Encontramo-nos a desenvolver o processo de conservação preventiva e consolidação das ruínas.
Este passo é essencial para o futuro da estação e para que num segundo momento se possa avançar com o projeto de valorização das ruinas e sua futura abertura ao público.
2 – Face à relevância das problemáticas em torno do sítio, pretende-se avançar com um novo Projeto de Investigação (PIPA) para os próximos quatro anos.
Este novo gizar de um quadro de problemáticas prende-se com diversas questões que se encontrão em aberto e que urge dar resposta.
Perante a informação já recolhida, a nossa abordagem ao estudo deste sítio e da sua envolvente espacial pauta-se por uma maior diversidade de análise. Objetivamente as realidades detetadas e o estudo dos seus contextos e componentes artefactuais vieram levantar uma série de questões que definimos em equipa e que pretendemos esclarecer com o presente projeto. Ver infra o Objetivos do projeto.
Para esse efeito foi alargada a equipa inicial, contando além dos signatários com o Professor Doutor Carlos Fabião enquanto Consultor Científico, com o Doutorando Vicenzo Soria (responsável pelo estudo da Cerâmica Campaniense e suas imitações); Professora Doutora Cleia Detry (responsável pelo estudo da Arqueozoologia); Professora Doutora Elisa de Sousa (responsável pelo estudo da cerâmica de paredes finas); Professor Doutor Rodrigo Banha da Silva (responsável pelo estudo da Terra Sigillata).