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Disputes on circulation of scientific information

Goal: Digital misinformation and disinformation - also called 'false news', 'alternative facts' or 'post-truth', among others - has been widely discussed in public and political debates recently. It has also received academic attention, with academics looking at how disinformation operates online. In view of the growth of anti-science movements in several countries, the purpose of this research is to understand the disputes related to the legitimacy of scientific information circulating on social networks, seeking to develop strategies to face scientific misinformation in these digital spaces.

Date: 30 April 2019

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Thaiane Oliveira
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Este capítulo busca discutir mudanças de paradigmas na comunicação científica na contemporaneidade, investigando de que forma o tema ciência tem circulado no YouTube. Assim, os autores verificam quais são as práticas culturais que incidem sobre o engajamento e a construção de autoridade nesta plataforma digital.
Thaiane Oliveira
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Despite efforts to combat disinformation in an infodemic scenario, YouTube has been a prominent space for the circulation of rumors, fake news and disinformation related to Covid-19. This article aims to contribute, from the observation of discourses circulating on the platform in Brazil throughout 2020, to the understanding of the process of social production of meanings about the pandemic. We specifically seek to understand the disputes over the production of “truths” between imprecise and contradictory narratives and scientific discourses. We adopted mixed methodological procedures, combining social network analysis and content analysis, to identify relations between videos circulating on YouTube from the combination of the terms “Sars-Cov 2”, “coronavirus” or “Covid-19 and the term “truth”. We also investigated how epistemic authority appears in the six most prominent productions in the collected data. We conclude that the platform’s algorithmic mediations are relevant to the popularization of alternative discourses to hegemonic institutions in the discursive disputes about the pandemic. The survey also points to the relevance of signs and symbols of “traditional” epistemic authority, which sometimes seem to replace the presentation of scientific evidence produced about the disease in the analyzed period.
Thaiane Oliveira
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Diante da profusão de preprints durante a pandemia, a proposta do artigo é entender como ocorreu a circulação desses produtos científicos, em especial, nas matérias veiculadas em portais de notícia, quais enquadramentos são utilizados e como essas matérias são percebidas pelos usuários no Facebook. Os procedimentos metodológicos empregados na pesquisa foram a análise de dados bibliográficos, a análise de enquadramento midiático e a escuta social. Os resultados do estudo indicam que 38,6% das matérias mencionam que a pesquisa divulgada está em processo de avaliação, 27,6% das notícias omitem essa informação e 19,6% fazem menções superficiais ou errôneas. Quanto aos enquadramentos, foram identificadas notícias com ênfase nas crises política e epistêmica, e, em menor proporção, em checagem de fatos e construção crítica e explicativa, sendo que todas elas trazem controvérsias científicas como centro da discussão. Como reflexos desses enquadramentos, observa-se a polarização da ciência entre usuários e manifestações de descrença na ciência e na mídia como comportamentos recorrentes.
Resumo: O sentido sobre o que é desinformação e de fake news têm sido disputado na esfera pública digital, sobretudo por atores políticos, que utilizam o termo como estratégia retórica para caber em seus argumentos. O interesse desta pesquisa é entender quais os sentidos que têm sido disputados sobre os dois termos, tendo como foco o Facebook. Através de análise de conteúdo e análise do discurso, foram analisados 275 posts de atores políticos que utilizam os termos fake news ou desinformação. Observamos que três sentidos atravessam todos os espectros políticos: 1) utilização como estratégia retórica para atacar opositores políticos; 2) Utilização do termo atrelado ao apelo à regulação e 3) a defesa de que transparência e accountability são caminhos para enfrentar a desinformação. Observamos também que o espectro à direita utiliza os termos como estratégica retórica de contestação epistêmica, o centro recorre à autoridade e credibilidade científica e à esquerda tende a acionar discursos de fortalecimento institucional da área de justiça e segurança. Palavras-Chave: Desinformação científica. Fake News. Espectros políticos. Facebook. Análise de Conteúdo. Abstract: The meaning of what is disinformation and fake news has been disputed in the digital public sphere, especially by political actors, who use the term as a rhetorical strategy to fit their arguments. The interest of this research is to understand the meanings that have been disputed about the two terms, focusing on Facebook. Through content analysis and discourse analysis, 275 posts from political actors using the terms fake news or disinformation were analyzed. We observed that three senses cross all political spectrum: 1) use as a rhetorical strategy to attack political opponents; 2) Use of the term linked to the call for regulation and 3) the
Thaiane Oliveira
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Since the beginning of the COVID-19 pandemic, the Brasilian government has undergone a significant political dispute over the use of hydroxychloroquine as a measure to confront the disease and contested scientific and healthcare organisations findings related to the drug's effectiveness. In this article, we seek to understand the manner in which an illiberal populist government and the supporters thereof refer to scientific discourse during the pandemic, with a focus on the debates on Brasilian far-right networks on Twitter. Using a mixed methodology with statistical methods, social media analysis, natural language processing and qualitative content analysis, this study seeks to investigate which sources and stakeholders were referenced and the narratives that structured the arguments of far-right supporters who defended the use of hydroxychloroquine. The results highlight the use of sources that are ideologically aligned to the right and a reconfiguration of scientific authority that was supported by illiberal values. Among the main discourses, we observed an episte-mic challenge with a partisan bias, which led to the scientific authority legitimising some arguments and discrediting others. We also identified the spread of conspiracy theories that reflected the epistemic challenge, in addition to conservative, revivalist and individua-listic postures.
Thaiane Oliveira
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Thaiane Oliveira
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A desinformação relacionada à ciência tem sido uma das grandes preocupações atuais e os desafios para enfrentá-la tem se intensificado neste momento em que o mundo atravessa uma pandemia. A proposta deste artigo é problematizar e refletir sobre as formas como a agenda da desinformação tem sido construída, buscando discutir as ameaças ao sistema democrático. Através de revisão de literatura e análise da conjuntura política brasileira, este artigo se desdobra a partir dos seguintes eixos: 1) fatores culturais, políticos e ideológicos que tornam a desinformação um campo fértil para a dúvida e a descrença; 2) as medidas de enfrentamento à desinformação e suas limitações. 3) o processo de descrença institucional propiciada em um cenário político de contestação epistêmica e o papel da mídia nesta atuação; 4) uma agenda de guerra híbrida instaurada no campo político e jurídico, que ameaça o sistema democrático atual em nome de um inimigo indefinido: a desinformação; Por fim, este artigo busca oferecer um panorama amplo sobre os desafios e dificuldades para o campo da comunicação e informação no enfrentamento à desinformação relacionada à ciência em um contexto atual de disputas informacionais, políticas, jurídicas e tecnológicas
Thaiane Oliveira
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Introdução: A pandemia do novo coronavirus trouxe consigo um forte aliado responsável por tornar cada vez mais difícil o enfrentamento da doença, a desinformação científica. Opiniões negacionistas, teorias conspiratórias, oportunismo político são alguns exemplos de uso malicioso por trás da disseminação de informação sobre o vírus, seus efeitos, formas de tratamento e prevenção. Método: por meio de um estudo infodemiológico a pesquisa analisa o compartilhamento de informações no Twitter sobre a hidroxicloroquina, o medicamento que tem ganhado destaque quando se fala de um possível tratamento farmacológico da doença. Os dados foram coletados via Netlytic por meio do monitoramento da hashtag #hidroxicloroquinaja entre os dias 11 a 30 de maio e são analisados a partir da análise da rede de interação em torno do compartilhamento, compreensão dos termos frequentes e categorização das postagens. Resultados: Foram analisados 3.714 tweets e identificados 2.089 usuários, dos quais apenas 678 (32,4%) mantiveram algum tipo de conexão com outros usuários na rede. Os termos frequentes e sua distribuição indicam que a questão é protagonizada mais por aspectos políticos do que de saúde, com maior concentração de mensagens em poucos usuários e um grande número responsável por sua viralização. As categorias mais comuns foram “Ataque a agentes políticos” e “Descrença nas instituições epistêmicas”. Conclusão: No contexto estudado percebe-se que os valores da própria cultura científica, como reconhecimento e autoridade, vão ganhando novas camadas informacionais em disputa política em um momento no qual as instituições epistêmicas estão em declínio.
Thaiane Oliveira
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A proposta deste capítulo é discutir sobre as transformações na comunicação da ciência enquanto mercadoria, a partir dos circuitos de produção, distribuição, consumo e circulação da produção científica na contemporaneidade, frente ao movimento da Ciência Aberta, buscando refletir sobre as disputas em torno do fazer científico. A partir de uma pesquisa exploratória, este capítulo apresenta como a Ciência Aberta, permitida por uma compreensão de Quíntupla Hélice, tem sido transformada em oportunidade de negócios para grandes empresas que dominam o oligopólio científico. Abstract: The purpose of this chapter is to discuss the transformations in the communication of science as a commodity, starting from the circuits of production, distribution, consumption and circulation of scientific production in the contemporary world, in front of the Open Science movement, seeking to reflect on the disputes around of scientific doing. From an exploratory research, this chapter presents how Open Science, allowed by an understanding of the Fivefold Helix, has been transformed into a business opportunity for large companies that dominate the scientific oligopoly.
Thaiane Oliveira
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In a study based on data collection on the Dimensions platform, it was possible to observe that Global South Studies have gained increasing attention in the scientific field. Emerged as a depoliticization of the world system, research agendas start with discussions about market and consumption and little by little agendas around social justice and gender are gaining space. South Africa emerges as a country of relevance in citations, although colonial and neocolonial relations are predominant in citational and co-authoring behaviors. This result dialogues with discussions already much debated by several decolonial authors on the neoliberal research agendas that were established in the process of academic capitalism (Alatas, 200), as a form of knowledge domination, mainly through instruments of scientific policies of passive internationalization (Lima, Maranhão, 2009) and for the importation of ideas, epistemologies, methodologies and technologies from central countries. This academic capitalism is understood as a civilizing process in which, as in modernity, it implies the decimation and suppression of local knowledge, especially ancestral, native, indigenous, black, quilombola and so on. By denying recognition to these peoples (Honneth, 2003), social struggles have been constant in the Global South, being targets of political and ideological attacks based on a necropolitics (Mbembe, 2019), and also epistemological, through the classification of knowledge as pseudoscience, opening a field of dispute from the circulation of information in times of epistemic crisis in which the academics has suffered political and ideological attacks and science has been discredited by part of the population. This presentation aims to 1) show the structural limits of decolonization, despite changes in the scientific landscape in research agendas on studies of the global south, where the "south" is acceptable the more exotic, precarious and poor as possible being explored in scientific production 2) the internal forces positivists in the academy in which it divides what is replicable science and what is pseudoscience and the "smartness" of epistemic capitalism in appropriating this exoticity of the "south" pseudoscience and 3) the culture of doubt and epistemic crises, in which delegitimization of science is a strategy of demobilization, as a reflection of the weakening of democracy caused by the crisis and contestation of institutions that produce or disseminate knowledge.
Thaiane Oliveira
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Discussão sobre a disputa de narrativa sobre informações científicas em tempos de crise institucional e crise epistêmica
Os limites e desafios para a implementação do letramento midiático e informacional para enfrentamento à desinformação científica em tempos de pandemia e crise epistêmica
Thaiane Oliveira
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RESUMO: A disseminação de desinformação sobre ciência nas mídias sociais tem sido uma das grandes preocupações mundiais, sobretudo em um momento em que se vive uma crise na qual todas as instituições produtoras de conhecimento e verdade, entre elas a ciência, estão deslegitimadas ou desacreditadas por parte da sociedade. Diante disso, a proposta desta pesquisa é mapear a circulação de informação sobre teorias da conspiração mais frequentes no Brasil, buscando identificar os atores, os discursos e as interações em diferentes plataformas digitais. Utilizando metodologia mista para identificação dos fluxos informacionais entre adeptos de teorias da conspiração no Facebook, Whatsapp e YouTube, os resultados apontam que, ainda que se tenha desconfiança sobre a relação entre ciência, governo e indústria, a autoridade científica é um capital simbólico de extrema importância para a circulação da informação de teorias da conspiração relacionadas à ciência. Palavras-chave: Teorias da conspiração. Ciência. Plataformas de mídias sociais. ABSTRACT The spread of disinformation about science in social media has been a major concern worldwide, especially at a time of crisis in which all institutions that produce knowledge and truth, including science, are delegitimized or discredited by society. Given this, the purpose of this research is to map the circulation of information on the most frequent conspiracy theories in Brazil, seeking to identify actors, discourses and interactions on different digital platforms. Using a mixed methodology for identifying informational flows among supporters of conspiracy theories on Facebook, Whatsapp and YouTube, the results show that, even though there is distrust about the relationship between science, government and industry, scientific authority is a symbolic capital of extreme importance for the circulation of information on conspiracy theories related to science.
Thaiane Oliveira
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A partir de uma abordagem multimetódos baseada em pesquisa qualitativa de observação não-participante, análise de conteúdo e técnicas de snowballing de recomendação algorítmica, a proposta deste artigo é mapear a circulação de três disputas de informação científia ligadas à saúde em páginas e grupos brasileiros no Facebook – movimento antivacina, fosfoetanolamina e Mineral Miracle Solution (MMS). Os resultados apontam para um campo de disputa no qual a autoridade científia é um valor relevante, sendo recorrentemente acionada como signo de convencimento junto ao público. Ainda, as fake sciences são um campo de disputa que envolvem 1) interesses comerciais em torno da crença em soluções rápidas e alternativas, 2) implicações jurídicas em torno do discurso pelo direito à informação e acesso a esses tratamentos alternativos, 3) sistema de reputação na busca por interseção na formulação de políticas e a alocação de recursos públicos e 4) uma descrença nas instituições epistêmicas, fazendo os sujeitos acreditarem apenas em experiências individuais baseadas no discurso de testemunho.
Resumo: A proposta desta pesquisa é mapear a circulação de informação sobre teorias da conspiração mais frequentes no Brasil, buscando identificar os atores, os discursos e as interações desses temas no YouTube, considerada a plataforma de maior fonte de informação pelos "teóricos da conspiração". Considerando a ciência como um campo de disputa, nos interessa entender quais são as disputas de poder pela legitimidade da informação científica e nestes espaços digitais e o papel da autoridade científica em tempos de crise epistemológica. Acreditamos que a circulação desses temas não está limitada a um fenômeno apenas de produção de narrativa para organização do excesso informacional, mas trata-se também de um campo de disputa de poder que se reflete em outras esferas políticas e sociais. Os resultados apontam que, ainda que se tenha desconfiança sobre a relação de ciência, governo e indústria, a autoridade científica é um capital simbólico de extrema importância para a circulação da informação de teorias da conspiração relacionadas à ciência. Palavras-Chave: Crise epistêmica. Autoridade científica. Teorias da conspiração. Abstract: The purpose of this research is to map the circulation of information about conspiracy theories most frequent in Brazil, seeking to identify the actors, speeches and interactions of these themes in YouTube, considered the platform of greatest source of information by "conspiracy theorists". Considering science as a field of contention, we are interested in understanding the power struggles for the legitimacy of scientific information and in these digital spaces and the role of scientific authority in times of epistemological crisis. We believe that the circulation of these themes is not limited to a phenomenon of narrative production only for the organization of informational excess, but it is also a field of power dispute that is reflected in other political and social spheres. The results point out that, although distrust of the relationship of science, government and industry, scientific authority is a symbolic capital of extreme importance for the circulation of information of conspiracy theories related to science.
Thaiane Oliveira
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Digital misinformation and disinformation - also called 'false news', 'alternative facts' or 'post-truth', among others - has been widely discussed in public and political debates recently. It has also received academic attention, with academics looking at how disinformation operates online. In view of the growth of anti-science movements in several countries, the purpose of this research is to understand the disputes related to the legitimacy of scientific information circulating on social networks, seeking to develop strategies to face scientific misinformation in these digital spaces.