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Azores: Protecting whales, dolphins and turtles around the Azores archipelago in the Atlantic Ocean through citizen science

Goal: Protecting whales, dolphins and turtles around the Azores archipelago in the Atlantic Ocean through citizen science

Date: 5 April 2004

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Matthias Hammer
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Protecting whales, dolphins and turtles around the Azores archipelago in the Atlantic Ocean through citizen science
 
Matthias Hammer
added 15 research items
Abstract In 2019 Biosphere Expeditions concluded its 15th year of cetacean photo-identification and distribution studies in the Azores. The expedition was based in Horta on the island of Faial and work was conducted around the three islands of Faial, Pico and São Jorge. The expedition ran from 29 March to 18 April and concentrated on six main projects. Sightings of all cetacean species were recorded. 26 sightings of five different species of cetacean and one species of turtle were recorded during the expedition period. In 2019 a beta version of a data collection app was trialled. Baleen whales: Fin whale: The expedition saw 3 fin whales in 1 encounter. Preliminary matching of individuals has begun, and photos have been sent to catalogues in Spain, Iceland and the US. Humpback whale: There were no humpback whales observed during the expedition, although one was seen just before the expedition started. A humpback whale was heard singing on the hydrophone on one occasion. The North Atlantic Humpback Whale Catalogue is currently approaching 11,000 individuals and plays an important role in discovering long-range matches. Since 2004 the expedition has contributed 21 ID photos. Data collected during the expedition, as well as outside the expedition and by other researchers, suggest that the humpbacks that are seen in the Azores are part of the endangered Cape Verde population, rather than the Caribbean population. Matching movements to populations is important, because little is known about the movements of the eastern Atlantic humpback whales. No other baleen whales were observed in 2019. The most likely reason for the lack of baleen whales is that the level of primary (nutrient) productivity has not been very high for the last few years. This meant that there was no food around to bring the migrating whales closer to the coast. Sperm whale: Sperm whale photo-identification, ongoing since 1987 in the Azores, continued, with 4 identifiable individuals photographed from 15 encounters, including 3 animals seen in previous years. Matches now indicate that males migrate to Norway and that females spend their whole lives together, and undertake at least a limited migration. In addition, sperm whale groups observed in the Azores are more stable and associations between individuals last for a much longer period of time than they do in the Pacific. This is most likely due to food availability in the different areas. Dolphins: Dolphin photo-identification, which began in 1987, also continued. One group of Risso’s dolphin and a group of orcas were recorded. The Risso’s dolphins seen are a known group of females with a few males mixed in, but the orcas had not previously been photographed in the Azores. Europhlukes: Europhlukes was a European-wide project (funded 2002-2005) that brought together different researchers from several countries to share data and photo-identification pictures of various species. Sperm whale fluke shape extractions were made from the photos taken during the expedition and compared with those of sperm whales sighted in previous years and in other areas of the Atlantic. No matches were found to any other regions. POPA: Data collection for the Department of Oceanography and Fisheries (DOP) of the University of the Azores, for the Tuna Boat Observer programme, POPA, was successfully collected for a sixteenth year. The expedition vessel “Physeter” is the only non-fishing vessel in the programme. Information was collected for random cetacean sightings along transects, as well as designated turtle and bird count attempts and marine debris sightings. Turtles: Loggerhead turtle data have been collected and animals tagged in the Azores since 1988 for a joint venture between the University of Florida and the University of the Azores. During this expedition 7 loggerhead turtles were seen; none were caught and tagged. Sumário A “Biosphere Expeditions 2019” concluiu o seu décimo quinto ano de recolha de dados sobre a distribuição de cetáceos nos Açores, com recurso a observações visuais e foto-identificação. A cidade da Horta, na ilha do Faial, foi a base da expedição e o trabalho foi conduzido em redor das três ilhas do Faial, Pico e São Jorge. Esta expedição decorreu entre 29 de Março e 18 de Abril, e concentrou-se em seis projectos principais. Avistamentos de todas as espécies de cetáceos foram registrados. Foram registados um total de 26 avistamentos de 5 espécies distintas de cetáceos e 1 espécie de tartaruga. Em 2019, uma versão beta de um app de coleta de dados foi testada. Baleias de barbas: Baleias-comuns: A expedição registou 3 baleias-comuns num encontro. Iniciou-se uma análise preliminar dos avistamentos e reavistamentos de baleias-comuns, com o propósito de enviar as identificações para catálogos em Espanha, Islândia e EUA. Baleias-de-bossa: Nesta expedição não foram registados avistamentos de baleias-de-bossa, embora um indivíduo tenha sido observado mesmo antes do início da expedição. O catálogo de baleias-de-bossa do Atlântico Norte está a aproximar-se de 11,000 indivíduos e este desempenha um papel importante na detecção de reavistamentos de longo alcance. Desde 2004 que a expedição contribuiu com 21 fotografias identificativas. Os dados recolhidos durante esta expedição, juntamente com dados recolhidos por outros investigadores, sugerem que as baleias-de-bossa observadas nos Açores fazem parte da população ameaçada de Cabo Verde e não da população das Caraíbas. Estes reavistamentos são importantes, porque actualmente existe pouca informação sobre os movimentos das baleias-de-bossa na costa Este do Atlântico. Não foram observadas outras baleias de barbas em 2019. A razão mais provável para a falta de baleias é que o nível de produtividade não tem sido muito alto nos últimos anos. Isso significava que não havia comida por perto para aproximar as baleias migratórias da costa. Cachalote: Desde 1987 que está em curso nos Açores um programa de foto-identificação de cachalotes, com 4 indivíduos identificados e fotografados em 15 encontros, incluindo reavistamentos de 3 animais observados em anos anteriores. Os reavistamentos detectados indicam que os machos migram para as águas da Noruega e as fêmeas passam a sua vida em grupos e efectuam migrações/movimentações mais limitadas. Para além disso, os grupos de cachalotes observados nos Açores são mais estáveis e as associações entre indivíduos permanecem por períodos mais longos do que as que ocorrem no Pacífico. Este facto deve-se, provavelmente, à diferença de disponibilidade de alimento entre ambas as áreas. Golfinhos: A foto-identificação de golfinhos, que iniciou em 1987, tem continuado. Foram observados um grupo de grampos e um grupo de orcas. Os grampos que foram observados são um grupo de fêmeas bem conhecido com alguns machos misturados já fotografadas anteriormente, mas o grupo de orcas nunca tinha sido fotografado nos Açores. Europhlukes: Europhlukes foi um projecto Europeu (2002-2005) que reuniu investigadores de diversos países para compartilhar dados de foto-identificação de várias espécies. As extracções das caudas dos cachalotes fotografados durante a expedição serão comparadas com fotografias obtidas em anos anteriores e noutras áreas do Atlântico. Nenhum dos cachalotes fotografados nos Açores foi reavistado noutras áreas. POPA: Pelo décimo sexto ano foram recolhidos dados para o Programa de Observação das Pescas nos Açores (POPA) coordenado pelo Centro do Instituto do Mar da Universidade dos Açores. O “Physeter” é a única embarcação que não se dedica à pesca comercial e que contribui para o POPA. A informação foi recolhida aleatoriamente ao longo de transectos de observação de cetáceos. Foram também efectuadas tentativas para contagem de tartarugas, aves marinhas e avistamentos de lixo marinho. Tartarugas: As tartarugas Caretta caretta são capturadas e marcadas nos Açores desde 1988, para um projecto conjunto entre a Universidade da Flórida e a Universidade dos Açores. Durante esta expedição, 7 tartarugas-boba foram avistadas, mas nenhuma foi capturada ou marcada.
Abstract In 2018 Biosphere Expeditions concluded its fourteenth successful year of cetacean photo-identification and distribution studies in the Azores. The expedition was based in Horta on the island of Faial and work was conducted around the three islands of Faial, Pico and São Jorge. The expedition ran from 8 March to 19 April and concentrated on six main projects. Sightings of all cetacean species were recorded. 111 sightings of eight different species of cetacean and one species of turtle were recorded during the expedition period. Blue whale: The expedition encountered 18 blue whales in 18 encounters in 2018 and has contributed 126 individuals to the East North Atlantic catalogue since 2004. One blue whale sighted in 2018 was seen previously in the Azores in 2014. Within the North Atlantic, where an estimated 2,000 cetaceans live, the rarity of matches between the East and West North Atlantic catalogues suggest that there are two largely discrete populations in the North Atlantic. One population appears to live between West Greenland south along the coast of North America, centred in Eastern Canadian waters. The other extends from the Denmark Strait, Iceland and Jan Mayen, Spitzbergen, to the Barents Sea in the summer, and south to the Northwest African coast in the winter. The 14% yearly re-sighting rate of blue whales from the Azores catalogue suggests that at least some individuals use a route past the Azores on their migration. Elucidating such movements and population locations and boundaries is important, because blue whale populations do not seem to be recovering their numbers at the same rate as other whales, making route determination with a view to establishing effective protected areas doubly important. Fin whale: The expedition saw 18 fin whales in 17 encounters. Preliminary matching of individuals has begun, with the aim to send individual identifications to catalogues around the Atlantic. Humpback whale: The expedition in 2018 encountered five humpback whales in three encounters. The North Atlantic Humpback Whale Catalogue is currently approaching 9,000 individuals and plays an important role in discovering long-range matches. Since 2004 the expedition has contributed 21 ID photos. This year, one of the whales seen was matched to an animal seen in Norway. Data collected during the expedition, as well as outside the expedition and by other researchers, suggest that the humpbacks that are seen in the Azores are part of the endangered Cape Verde population, rather than the Caribbean population. Matching movements and populations is important, because little is known about the movements of the Eastern Atlantic humpback whales. No other baleen whales were observed in 2018. The significance for whale conservation and research of these findings is that the Azores may provide a crucial ‘pit stop’ (between breeding grounds further South, possibly Mauritania and feeding grounds in Norway or Iceland) for some of the migrating animals that have not been feeding for a few months on the breeding grounds. The resources that they find in the Azores could be the difference between survival or death. Having a baseline of information on the number of animals and areas that they are using will also be useful in detecting any early changes in prey abundance due to global warming. Sperm whale: Sperm whale photo-identification that has been ongoing since 1987 in the Azores, continued, with 19 identifiable individuals photographed from 41 encounters, including eleven animals seen in previous years. Matches now indicate that males migrate to Norway and that females spend their whole lives together and undertake at least a limited migration. In addition, sperm whale groups observed in the Azores are more stable and associations of individuals last for a much longer period of time than they do in the Pacific. This is most likely due to food availability in the different areas. Dolphins: Dolphin photo-identification, which began in 1987, continued. Two groups of bottlenose dolphin and two groups of Risso’s dolphin were photographed. Europhlukes: Europhlukes was a Europe-wide project that brought together different researchers from several countries to share data and photo-identification pictures of various species. Sperm whale fluke extractions were made from the photos taken during the expedition and compared with sperm whales sighted in previous years and in other areas of the Atlantic. No matches were found to any other regions. POPA: Data for the Institute of Marine Research/University of the Azores department, for the Azores Fisheries Observer Programme, POPA, was successfully collected for a fifteenth year. The expedition vessel “Physeter” is the only non-fishing vessel collaborating with the programme. Information was collected for random cetacean sightings along transects, as well as designated turtle and bird counts and marine debris sightings. Turtles: Loggerhead turtle data have been collected and animals tagged in the Azores since 1988 for a joint venture between the University of Florida and the University of the Azores. During this expedition 57 loggerhead turtles were seen; none were caught and tagged due to adverse conditions. Sumário A “Biosphere Expeditions 2018” concluiu com sucesso o seu décimo quarto ano de recolha de dados sobre a distribuição de cetáceos nos Açores, com recurso a observações visuais e foto-identificação. A cidade da Horta, na ilha do Faial, foi a base da expedição e o trabalho foi conduzido em redor das três ilhas do Faial, Pico e São Jorge. Esta expedição decorreu entre 9 de Março e 19 de Abril, e concentrou-se em seis projectos principais. Foram registados um total de 111 avistamentos de 8 espécies distintas de cetáceos e 1 espécie de tartaruga. Baleia-azul: A expedição registou 18 baleias-azuis em 18 encontros em 2018 e, desde 2004, contribuiu com 126 indivíduos para o catálogo do Atlântico Nordeste. Uma baleia avistada em 2018 já tinha sido observada em 2014. No Atlântico Norte, onde se estima viverem cerca de 2000 animais, é muito raro observarem-se reavistamentos entre os indivíduos dos catálogos da costa Este e os da costa Oeste, o que sugere existirem 2 populações distintas de baleias-azuis no Atlântico Norte. Uma delas parece viver entre o Sudoeste da Gronelândia e a costa da América do Norte, estando centrada nas águas do leste do Canadá. A outra população ocorre no estreito da Dinamarca, Islândia e “Jan Mayen, Spitzbergen”, e o Mar de Barents no verão, e a sul até à costa Noroeste de África no inverno. A taxa anual de 14% de reavistamentos de baleias-azuis do catálogo dos Açores sugere que, pelo menos alguns indivíduos, usam uma rota que cruza os Açores durante a sua migração. É importante obter informações sobre os movimentos, localização e zonas limite de ocorrência destes animais porque, ao contrário de outras baleias, as populações de baleia-azul não parecem estar a recuperar à mesma velocidade, o que faz com que a delimitação de áreas protegidas efectivas seja ainda mais importante (Richard Sears pers comm.). Baleias-comuns: A expedição registou 18 baleias-comuns em 17 encontros. Iniciou-se uma análise preliminar dos avistamentos e reavistamentos de baleias-comuns, com o propósito de enviar as identificações individuais para os catálogos em redor do Atlântico. Baleias-de-bossa: Em 2018, a expedição registou 5 baleias-de-bossa. O catálogo de baleias-de-bossa do Atlântico Norte está a aproximar-se de 9000 indivíduos e este desempenha um papel importante na detecção de reavistamentos de longo alcance. Desde 2004 que a expedição contribuiu com 21 fotografias identificativas. Neste ano, um dos indivíduos observados tinha sido fotografado anteriormente na Noruega. Os dados recolhidos durante esta expedição, juntamente com dados recolhidos por outros investigadores, sugerem que as baleias-de-bossa observadas nos Açores fazem parte da população ameaçada de Cabo Verde e não da população das Caraíbas. Estes reavistamentos são importantes, porque actualmente existe pouca informação sobre os movimentos das baleias-de-bossa na costa Este do Atlântico. Não foram observadas outras baleias de barbas em 2018. Os esforços desenvolvidos na conservação e investigação de baleias de barbas demonstram que os Açores poderão ser um ponto de paragem/abastecimento (entre as áreas de reprodução a sul e as áreas de alimentação a norte, como Noruega e Islândia) crucial para alguns animais migradores, que não tenham tido a oportunidade de se alimentarem nas áreas de reprodução, durante os últimos meses. Os recursos que eles encontram nos Açores podem significar a diferença entre sobrevivência ou morte. A recolha de informação base, sobre o número de animais e áreas que eles estão a usar, pode ser útil na detecção prévia de mudanças na disponibilidade de presas, devido a alterações climáticas. Cachalote: Desde 1987 que está em curso nos Açores um programa de foto-identificação de cachalotes, com 19 indivíduos identificados e fotografados em 41 encontros, incluindo reavistamentos de 11 animais observados em anos anteriores. Os reavistamentos detectados indicam que os machos migram para as águas da Noruega e as fêmeas passam a sua vida em grupos e efectuam migrações/movimentações mais limitadas. Para além disso, os grupos de cachalotes observados nos Açores são mais estáveis e as associações entre indivíduos permanecem por períodos mais longos do que as que ocorrem no Pacífico. Este facto deve-se, provavelmente, à diferença de disponibilidade de alimento entre ambas as áreas. Golfinhos: A foto-identificação de golfinhos, que iniciou em 1987, tem continuado. Até ao momento conhecem-se 2 grupos de roazes e 2 grupos de grampos. Europhlukes: Europhlukes foi um projecto Europeu que reuniu investigadores de diversos países para compartilhar dados de foto-identificação de várias espécies. As extracções das caudas dos cachalotes fotografados durante a expedição serão comparadas com fotografias obtidas em anos anteriores e noutras áreas do Atlântico. Até ao momento nenhum dos cachalotes fotografados nos Açores foi reavistado noutras áreas. POPA: Pelo décimo quinto ano foram recolhidos dados para o Programa de Observação das Pescas nos Açores (POPA) coordenado pelo Centro do Instituto do Mar da Universidade dos Açores. O “Physeter” é a única embarcação que não se dedica à pesca comercial e que contribui para o POPA. A informação foi recolhida aleatoriamente ao longo de transectos de observação de cetáceos. Foram também efectuadas contagens de tartarugas, aves marinhas e avistamentos de lixo marinho. Tartarugas: As tartarugas Caretta caretta são capturadas e marcadas nos Açores desde 1988, para um projecto conjunto entre a Universidade da Flórida e a Universidade dos Açores. Durante esta expedição, 57 tartarugas-boba foram avistadas, mas nenhuma foi capturada ou marcada.
Abstract In 2016 Biosphere Expeditions concluded its thirteenth successful year of cetacean photo-identification and distribution studies in the Azores. The expedition was based in Horta on the island of Faial and work was conducted around the three islands of Faial, Pico and São Jorge. The expedition ran from 4 April to 5 May and concentrated on six main projects. Sightings of all cetacean species were recorded. 244 sightings of eleven different species of cetacean and one species of turtle were recorded during the expedition period. Blue whale: The expedition encountered 16 blue whales in 14 encounters in 2016 and has contributed 108 individuals to the East North Atlantic catalogue since 2004. Matches achieved for blue whales sighted in the Azores by the expedition include three matches to animals seen in previous years in the Azores: one sighted in 2016 was seen in 2010 and two matches from 2012, one to an animal from 2006 and the other from 2010. Within the North Atlantic, where an estimated 2,000 animals live, the rarity of matches between the East and West North Atlantic catalogues, suggest that there are two largely discrete populations in the North Atlantic. One population appears to live between West Greenland South along the coast of North America, centred in Eastern Canadian waters. The other extends from the Denmark Strait, Iceland and Jan Mayen, Spitzbergen, to the Barents Sea in the summer, and south to the northwest African coast in the winter. The 14% yearly re-sighting rate of blue whales from the Azores catalogue suggests that at least some individuals use a route past the Azores on their migration. Elucidating such movements and population locations and boundaries is important, because blue whale populations do not seem to be recovering at the same rate as other whales, making route determination with a view to establishing effective protected areas doubly important. Humpback whale: The expedition in 2016 encountered 12 humpback whales. The North Atlantic Humpback Whale Catalogue is currently approaching 9,000 individuals and plays an important role in discovering long-range matches. Since 2004 the expedition has contributed 18 ID photos and had one match to the Cape Verde Islands in 2010. The match made by the expedition as well as data collected outside the expedition and by other researchers, suggest that the humpbacks that are seen in the Azores are part of the endangered Cape Verde population, rather than the Caribbean population. Matching movements and populations is important, because little is known about the movements of the eastern Atlantic humpback whales. Other baleen whales: Baleen whales have been seen with increased frequency over the last few years. This year there were 42 encounters with other baleen whales, including fin whales and a minke whale with a calf. No Sei whales were observed. The significance for whale conservation and research of these findings is that the Azores may provide a crucial ‘pit stop’ (between breeding grounds further South, possibly Mauritania and feeding grounds in Norway or Iceland) for some of the migrating animals that have not been feeding for a few months on the breeding grounds. The resources that they find in the Azores could be the difference between survival or death. Having a baseline of information on the number of animals and areas that they are using may also be useful in detecting any early changes in prey abundance due to global warming. Sperm whale: Sperm whale photo-identification that has been ongoing since 1987 in the Azores, continued, with 69 identifiable individuals (seven unidentifiable) photographed from 124 encounters, including 26 animals seen in previous years. Matches now indicate that males migrate to Norway and that females spend their whole lives together and undertake at least a limited migration. In addition, sperm whale groups observed in the Azores are more stable and associations of individuals last for a much longer period of time than they do in the Pacific. This is most likely due to food availability in the different areas. Dolphins: Dolphin photo-identification, which began in 1987 continued. Eight groups of bottlenose dolphin and 13 groups of Risso’s dolphin were photographed as well as two groups of false killer whales. The ID photos of these false killer whale groups over time will show if they are residents, albeit lesser known, like the bottlenose and Risso’s dolphin. At the time of writing this report, at least one individual had been observed in both groups of false killer whales that were seen at either end of the expedition, lending support to this residence theory. Knowing resident from transient species is important, because resident animals may need particular areas around the islands for feeding or breeding, while transients are just passing through. This can be seen from new laws that are being considered to prevent swimming with Risso’s dolphin within three miles of the coast, which is primary habitat that mothers and calves use. Europhlukes: Europhlukes is a European-wide project that brought together different researchers from several countries to share data and photo-identification pictures of various species. All photo identification photographs will be forwarded to the database. Sperm whale fluke extractions were made from the photos taken during the expedition and compared with sperm whales sighted in previous years and in other areas of the Atlantic. No matches were found to any other regions. POPA: Data collection for the Department of Oceanography and Fisheries (DOP) of the University of the Azores, for the Tuna Boat Observer program, POPA, was successfully collected for a twelfth year. The expedition vessel “Physeter” is the only non-fishing vessel in the programme. Information was collected for random cetacean sightings along transects, as well as designated turtle and bird counts and environmental parameters. This year a “trash watch” was added to the data collected. Turtles: Loggerhead turtle data have been collected and animals tagged in the Azores since 1988 for a joint venture between the University of Florida and the University of the Azores. During this expedition 47 loggerhead turtles were seen; none were caught and tagged. Sumário A “Biosphere Expeditions 2016” concluiu com sucesso o seu décimo terceiro ano de recolha de dados sobre a distribuição de cetáceos nos Açores, com recurso a observações visuais e foto-identificação. A cidade da Horta, na ilha do Faial, foi a base da expedição e o trabalho foi conduzido em redor das três ilhas do Faial, Pico e São Jorge. Esta expedição decorreu entre 4 de Abril e 5 de Maio, e concentrou-se em seis projectos principais. Foram registados um total de 244 avistamentos de 11 espécies distintas de cetáceos e 1 espécie de tartaruga. Baleia-azul: A expedição registou 16 baleias-azuis em 14 encontros em 2016 e, desde 2004, contribuiu com 108 indivíduos para o catálogo do Atlântico Nordeste. Os resultados obtidos para as baleias azuis avistadas nos Açores através da expedição incluem 3 reavistamentos de animais fotografados em anos anteriores nos Açores: uma baleia avistado em 2016 foi observado em 2010 e duas correspondências em 2012, uma foi observado em 2006 e o outra também fotografado em 2010. No Atlântico Norte, onde se estima viverem cerca de 2000 animais, é muito raro observarem-se reavistamentos entre os indivíduos constantes dos catálogos das costas Este e Oeste, o que sugere existirem 2 populações distintas de baleias-azuis no Atlântico Norte. Uma delas parece viver entre o Sudoeste da Gronelândia e a costa da América do Norte, estando centrada nas águas do leste do Canadá. A outra população ocorre no estreito da Dinamarca, Islândia e “Jan Mayen, Spitzbergen”, e o Mar de Barents no verão, e a sul até à costa Noroeste de África no inverno. A taxa anual de 14% de reavistamentos de baleias-azuis do catálogo dos Açores sugere que, pelo menos alguns indivíduos, usam uma rota que cruza os Açores durante a sua migração. É importante obter informações sobre os movimentos, localização e zonas limite de ocorrência destes animais, porque ao contrário de outras baleias, as populações de baleia-azul não parecem estar a recuperar à mesma velocidade, o que faz com que a delimitação de áreas protegidas efectivas seja ainda mais importante. Baleias-de-bossa: Em 2016, a expedição registou 12 baleias-de-bossa. O catálogo de baleias-de-bossa do Atlântico Norte está a aproximar-se a um total de 9000 indivíduos e desempenha um papel importante na detecção de reavistamentos de longo alcance. Desde 2004 que a expedição contribuiu com 18 fotografias identificativas e registou um reavistamento com as ilhas de Cabo Verde em 2010. Este reavistamento, juntamente com dados recolhidos por outros investigadores sugerem que as baleias-de-bossa observadas nos Açores fazem parte da população ameaçada de Cabo Verde e não da população das Caraíbas. Estes reavistamentos são importantes, porque actualmente existe pouca informação sobre os movimentos das baleias-de-bossa na costa Este do Atlântico. Outras baleias de barbas: As baleias de barbas têm sido observadas com maior frequência nos últimos anos. Em 2016 houveram 42 encontros com outras baleias de barbas, como as baleias-comuns e uma baleia-anã com uma cria. Não foram observadas sardinheiras. Os esforços desenvolvidos na conservação e investigação de baleias de barbas demonstram que os Açores poderão ser um ponto de paragem/abastecimento (entre as áreas de reprodução a sul e as áreas de alimentação a norte, como Noruega e Islândia) crucial para alguns animais migradores, que não tenham tido a oportunidade de se alimentarem nas áreas de reprodução, durante os últimos meses. Os recursos que eles encontram nos Açores podem significar a diferença entre sobrevivência ou morte. A recolha de informação base sobre o número de animais e áreas que eles estão a usar pode ser útil na detecção prévia de mudanças na disponibilidade de presas, devido a alterações climáticas. Cachalote: Desde 1987 que está em curso nos Açores um programa de foto-identificação de cachalotes, com 69 indivíduos identificados (7 não-identificados) e fotografados em 124 encontros, incluindo reavistamentos de 26 animais observados em anos anteriores. Os reavistamentos detectados indicam que os machos migram para as águas da Noruega e as fêmeas passam a sua vida em grupos e efectuam migrações/movimentações mais limitadas. Para além disso, os grupos de cachalotes observados nos Açores são mais estáveis e as associações entre indivíduos permanecem por períodos mais longos do que as que ocorrem no Pacífico. Este facto deve-se, provavelmente, à diferença de disponibilidade de alimento entre ambas as áreas. Golfinhos: A foto-identificação de golfinhos, que iniciou em 1987, tem continuado. Até ao momento conhecem-se 8 grupos de roazes e 13 grupos de grampos e também foram fotografados 2 grupos de falsas-orcas. Com o tempo, as fotografias identificativas de falsas-orcas poderão mostrar se existem indivíduos residentes, apesar de serem menos conhecidas, como no caso de roazes e grampos. À data de elaboração deste relatório, pelo menos 1 indivíduo foi observado em ambos os grupos de falsas-orcas, que foram observados no fim da expedição, o que poderá suportar esta teoria. A diferenciação entre animais residentes e transientes é importante, porque os primeiros poderão necessitar de determinadas áreas em redor das ilhas, para alimentação e reprodução, enquanto que os transientes apenas se encontram de passagem. Isto pode ser considerado aquando da implementação de nova legislação, como a que tem sido discutida sobre a interdição de natação com grampos, a menos de 3 milhas da costa, que é o habitat crucial para mães e crias. Europhlukes: Europhlukes é um projecto Europeu que reúne investigadores de diversos países para compartilhar dados de foto-identificação de várias espécies. Todas as fotografias recolhidas no âmbito desta expedição serão enviadas para esta base de dados. As extracções das caudas dos cachalotes fotografados durante a expedição serão comparadas com fotografias obtidas em anos anteriores e noutras áreas do Atlântico. Até ao momento nenhum dos cachalotes fotografados nos Açores foi reavistado noutras áreas. POPA: Pelo décimo terceiro ano foram recolhidos dados para o Programa de Observação das Pescas nos Açores (POPA) coordenado pelo Centro do Instituto do Mar da Universidade dos Açores. O “Physeter” é a única embarcação que não se dedica à pesca comercial e que contribui para o POPA. A informação foi recolhida aleatoriamente ao longo de transectos de observação de cetáceos. Foram também efectuadas contagens de tartarugas, aves marinhas e recolhidos parâmetros ambientais. Em 2016 foi adicionado a observação de lixo. Tartarugas: As tartarugas Caretta caretta são capturadas e marcadas nos Açores desde 1988, para um projecto conjunto entre a Universidade da Flórida e a Universidade dos Açores. Durante esta expedição, 47 tartarugas-boba foram avistadas, mas nenhuma foi capturada ou marcada.