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Avaliação do processamento oculomotor, neurovisual e cognitivo de pacientes com dificuldade de leitura e de aprendizado

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Douglas Araújo Vilhena
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O presente estudo analítico controlado, prospectivo e com mascaramento duplo-cego, teve o objetivo de (1) verificar se adultos com estresse visual, avaliados por um rastreador ocular, quando comparados a um grupo controle, apresentam diferença nos movimentos oculares durante a leitura de textos e (2) prover fontes de evidências de validade da estrutura interna para o Questionário de Caracterização de Dificuldades Visuais e de Aprendizagem. Participaram adultos com estresse visual (GEV; n = 16) pareados com um grupo controle sem estresse visual (GC; n = 24). Para as análises do rastreador ocular com tecnologia de infravermelho, cada participante realizou a leitura de dezesseis textos, apresentados de forma randômica, tendo o GEV realizado 239 leituras e o GC 342 leituras. Para o estudo de validação do questionário, foram adicionados retrospectivamente os prontuários de 291 adultos atendidos consecutivamente. Os resultados mostraram diferenças significativas entre os GEV e o GC com relação a: Fixação, Regressão, Duração da Fixação, Ataque Direcional, Taxa de leitura, Eficiência de leitura, Correlação cruzada, Anomalias de Fixação e Anomalias Binoculares. Esses resultados demonstram que o GEV, quando comparado ao GC, apresentou uma oculomotricidade menos eficiente, com pior correlação cruzada e maior número de Anomalias Binoculares, o que evidencia movimentos em direções opostas e dificuldade na coordenação binocular. O Questionário mostrou-se adequado na análise fatorial, o que adiciona evidências de validade da estrutura interna. Esses achados reforçam que os leitores com estresse visual apresentavam dificuldades oculomotoras na leitura.
Douglas Araújo Vilhena
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O estresse visual é definido como uma disfunção do processamento visual, de base neuronal, com um déficit do sistema magnocelular e no córtex visual primário. Ele é caracterizado por distorções visuoperceptuais e desconforto visual progressivo na leitura. O presente estudo verificou a prevalência do estresse visual entre escolares do 3º e 4º ano do ensino fundamental (7 a 10 anos) com dificuldade de leitura, assim como investigou o efeito do uso de lâminas espectrais na habilidade de leitura. Todos os participantes elegíveis (n = 58) apresentavam dificuldade de leitura e adequada acuidade visual binocular. As lâminas espectrais foram selecionadas e distribuídas aos alunos para uso por três meses. A Escala de Percepção Visual de Leitura, o Teste de Taxa de Leitura e o Teste de Leitura - Compreensão e Sentença caracterizaram as condições pré e pós-intervenção. Os resultados indicaram prevalência de 12% de estresse visual (sintomas severos). Após a intervenção, foi verificado que o uso das lâminas espectrais promoveu incremento da compreensão de sentenças e da taxa de leitura. Assim, conclui-se que o estresse visual é uma disfunção muito prevalente entre crianças com dificuldade de leitura e que as lâminas espectrais são um método eficaz de intervenção para reduzir o estresse visual na leitura. ABSTRACT Visual stress is defined as a neuronal-based dysfunction of visual processing, with a deficit in the magnocellular system and in the primary visual cortex. It is characterized by visual-perceptual distortions and progressive visual discomfort in reading. The present study verified the prevalence of visual stress among students from 3rd and 4th grades of elementary school (7 to 10 years old) with reading difficulties, as well as investigated the effect of the use of overlays on reading ability. All eligible participants (n = 58) had reading difficulties and adequate binocular visual acuity. Overlays were selected and distributed to students for use for three months. The Visual Reading Perception Scale, the Reading Rate Test and the Reading Test - Comprehension and Sentence characterized the pre- and post- intervention conditions. The results indicated a 12% prevalence of visual stress (severe symptoms). After the intervention, it was verified that the use of spectral slides promoted an increase in sentence comprehension and reading rate. Thus, it is concluded that visual stress is a very prevalent disorder among children with reading difficulties and that overlays are an effective method of intervention to reduce visual stress in reading.
Douglas Araújo Vilhena
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To understand the reading strategies used by deaf students, two groups of profoundly deaf individuals were tested: Group 1: users of the Brazilian Sign Language and Group 2: users of the Brazilian Sign Language and speech and/or lip reading. A reading test was used to assess the degree of development of logographic, alphabetic and orthographic strategies. The group of deaf students who used alternative means of communication (Group 2) showed improved performance in all psycholinguistic categories of the test in comparison to Group 1. It was observed that the use of phonology is not directly associated with good reading skills in the profoundly deaf. On the other hand, word recognition by these readers occurs via the utilization of the orthographic strategy, which proved to be efficient. RESUMO Para compreender as estratégias de leitura utilizadas por indivíduos com surdez profunda, o presente estudo investigou dois grupos: Grupo 1, constituído por usuários da Libras – Língua Brasileira de Sinais; e Grupo 2, composto por indivíduos que, além da Libras, usam recursos de oralização e/ou leitura labial. Por meio do Teste de Competência de Leitura de Palavras, foi avaliado o grau de desenvolvimento das estratégias logográfica, alfabética e ortográfica. Em comparação ao Grupo 1, o grupo de surdos que utiliza meios alternativos de comunicação (Grupo 2) apresentou desempenho superior em todas as categorias psicolinguísticas do teste. Observou-se que o uso da fonologia não está diretamente associado à boa habilidade de leitura em surdos profundos e que o reconhecimento de palavras por esses leitores se dá por meio da utilização da estratégia ortográfica, que se mostrou eficiente.
Douglas Araújo Vilhena
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OBJETIVO Avaliar objetivamente os efeitos da iluminação fluorescente, incandescente e de LED na movimentação ocular, durante leitura de diferentes textos apresentados em papel e em tablet. MÉTODO Amostra ▪ Local: Laboratório de Pesquisa Aplicada à Neurovisão (Lapan) ▪ Período: janeiro a julho de 2017 ▪ Setenta indivíduos de ambos os gêneros e média de idade de 22,6 anos foram randomizados em três grupos (bons leitores, diagnosticados e não diagnosticados com Estresse Visual) para leitura silenciosa de diferentes textos com o mesmo nível de complexidade e mesmas características textuais, traduzidos para o português brasileiro e apresentados em tablet e em papel branco.Os movimentos oculares foram registrados pelos sistemas de rastreamento ocular Visagraph III e ReadlAyzer, em dois experimentos isolados, e que permitiram gravar diferentes parâmetros oculares objetivamente e o número de movimentos oculares a cada cem palavras lidas. Esses equipamentos têm sido utilizados no estudo da associação de erros de refração e leitura em crianças, adolescentes e adultos [8]. Instrumento RESULTADOS Palavras-chave: Oculomotricidade, Leitura, Iluminação Artificial, Eye-tracker. DISCUSSÃO Valéria Prata Lopes, Douglas de Araújo Vilhena, Gabriel Vinícius Araújo Fonseca, Ricardo Queiroz Guimarães, Márcia Reis Guimarães REFERÊNCIAS As fisiologias visual e circadiana humanas evoluíram para adaptação ao amplo espectro da luz solar. Por isso, é possível que longos períodos de exposição à luz não-natural causem cefaleia, fadiga ocular, problemas de pele, afetem o desempenho de tarefas visuais e o humor [1-3]. Além disso, a atual era digital tem permitido que a leitura seja feita em dispositivos eletrônicos como os tablets, smartphones e computadores onde, em sua maioria, há exibição da imagem em alta resolução e em displays de cristal líquido retro-iluminados (LCD). Isso pode fazer com que a leitura prolongada em um Kindle Fire HD, por exemplo, desencadeie maior fadiga visual do que a leitura de livros de papel [4]. A influência da iluminação artificial, principalmente do comprimento de onda azul, nos seres humanos ainda não é totalmente conhecida. Entretanto, sabe-se que na fluorescente, há uma variação imperceptível, mas contínua, da intensidade luminosa da descarga gasosa que provoca uma cintilação (pulsante) na frequência do fornecimento de energia (tipicamente, 50 ou 60 flashes por segundo). A percepção desse flicker é frequente nos portadores de Estresse Visual e isso pode causar fotofobia, náuseas, convulsões, além de interferir no conforto e no desempenho da leitura [5]. O brilho provocado pela iluminação artificial também tende a interferir nas atividades visuais, notadamente, naquelas que exigem muita concentração e atenção. A iluminação por diodos emissores de luz (LED), por sua vez, baseia-se na tecnologia de semicondutores que produzem luz de apenas um comprimento de onda. A acuidade visual para reconhecimento de símbolos e cores é maior sob esse tipo de iluminação, quando comparada com a fluorescente[6]. Além da radiação sobre os olhos e alterações nas funções cognitivas, mudanças na iluminação alteram o contraste no campo visual e podem modificar as propriedades ópticas e fotoquímicas do olho humano [7]. Entretanto, os estudos encontrados não avaliam a função motora dos olhos sob efeito da iluminação.
OBJETIVO MÉTODO Amostra ▪ Local: Laboratório de Pesquisa Aplicada à Neurovisão (Lapan) ▪ Período: janeiro a julho de 2016 ▪ Amostra: Quarenta voluntários, ambos os gêneros, média de idade de 31,3 anos, foram randomizados após atenderem aos critérios de exclusão de testes com VCI definidos por Norma Internacional (ISO2631-1, 1997 e 2010). Leram silenciosamente dezesseis textos com o mesmo nível de complexidade e mesmas características textuais, traduzidos para o português brasileiro e apresentados em tablet e em papel branco. Os movimentos oculares foram analisados com o ReadAlyzer Eye-Movement Recording System que permite gravar objetivamente diferentes parâmetros oculares e o número de movimentos oculares a cada cem palavras lidas. A VCI foi aplicada em uma plataforma vibratória projetada pelo GRAVIsh (Grupo de Acústica e Vibrações em Seres Humanos) da Escola de Engenharia Mecânica da UFMG e que foi ligada a um sistema de aquisição de dados e a um sistema de controle desenvolvido para esse fim (4). As vibrações senoidais foram aplicadas no eixo Z, na frequência de 5Hz e nas amplitudes 0 e 0,8 m/s² r.m.s. Palavras-chave: Leitura, Movimentos Oculares, Vibração de Corpo Inteiro, Eye-tracker COMO O PORTADOR DE ESTRESSE VISUAL LÊ SOB VIBRAÇÃO DE CORPO INTEIRO? Este estudo foi feito com vibrações senoidais que provocam mais efeitos sobre a legibilidade de um texto do que as vibrações aleatórias na mesma frequência e na mesma amplitude r.m.s. A VCI no eixo Z, f = 5Hz e 0,08m/s²r.m.s de amplitude alterou, significativamente (p < 0,05), todos os parâmetros da oculomotricidade, sobretudo, do grupo de portadores de Estresse Visual. Estes apresentaram maior dificuldade na captação e processamento da informação visual demonstrada pelo maior número de fixações, de regressões e da duração da olhar, além de menor coordenação motora dos olhos verificada pela maior dificuldade no direcionamento binocular, menor correlação cruzada e maior número de movimentos anômalos dos olhos, o que indica que os mesmos se movimentaram mais vezes em direção oposta do que simultaneamente. Consequentemente, houve diminuição da taxa de leitura e da sua eficiência. Efeito oposto aconteceu com os bons leitores mostrando que a VCI pode ter efeitos benéficos na leitura o que, a princípio, parece paradoxal. RESULTADOS Figura 1. Imagem da Plataforma Vibratória e dos Acelerômetros DISCUSSÃO 1. Wilkins, A. Os portadores de Estresse Visual apresentam uma hiperexcitabilidade cerebral que é acompanhada de alterações visuoperceptuais características causadas por um desequilíbrio hereditário na adaptação do sistema visual a diferentes comprimentos de onda do espectro da luz visível, podendo provocar desconforto, fadiga visual, fotofobia e distorções perceptivas visuais (1). Estas podem ocorrer a partir de uma observação de imagens com excesso de energia de contraste de frequências espaciais às quais o sistema nervoso é, geralmente, mais sensível e da instabilidade perceptual do insumo visual (2). A alteração da organização da figura em relação ao fundo pode ser causada pela tinta preta usada para escrita em papel branco (ou pelo contraste das telas eletrônicas). Tudo isso provoca dificuldades e desconforto e pode manifestar-se sob maior demanda de atenção visual, o que impacta na qualidade e compreensão da leitura feita tanto em papel, quanto em displays eletrônicos.
Distúrbios Visuais, como a Síndrome de Irlen e o Estresse Visual, são dificuldades visuoperceptivas durante tarefas de leitura. São decorrentes de um déficit na via Magnocelular e/ou no córtex visual primário. A Síndrome de Irlen é caracterizada como uma sensibilidade do sistema visual a certos comprimentos de onda espectrais, que podem provocar distorções no processamento pós-retiniano, comprometendo não só a habilidade de leitura e escrita, como a qualidade de vida dos indivíduos. De 40 a 88% (≈ 63%) das crianças da população geral relataram melhora no conforto visual com o uso de lâminas espectrais (Jeanes et al., 1997; Scott et al., 2002; Wilkins & Lewis, 1999; Wilkins et al., 2001), índice que aumenta para 71 a 100% (≈ 87%) em crianças com dificuldade de leitura (Kriss & Evans, 2005; Northway, 2003; Tyrrell et al., 1995). Foram utilizadas duas metodologias distintas para triar a prevalência de Distúrbios Visuais em crianças com dificuldade de leitura. Foi utilizada a metodologia criada por Helen Irlen (1987) para investigar a Síndrome de Irlen. Já metodologia criada por Wilkins et al. (1996), adaptado por Vilhena et al. (2016), foi utilizada para avaliar a prevalência do Estresse Visual na leitura. MÉTODO PARTICIPANTES N = 58; idade = 7 a 10 anos; média = 8.6 anos; 38% meninos Foram incluídas 58 crianças, do 3º (67%) e do 4º (33%) ano do ensino fundamental, todas com dificuldade de leitura, sem problemas refrativos (ver Figura 1). Local: quatro escolas municipais (3 urbanas e 1 rural), Alfenas, Minas Gerais. Estudo aprovado pela Secretaria Municipal de Educação de Alfenas e pelo Comitê de Ética em Pesquisa com Humanos da Universidade Federal de Alfenas (CEP). INSTRUMENTOS Metodologia Irlen – Irlen Reading Perceptual Scale (IRPS): Seção 1: Questões sobre dificuldade e desconforto na leitura. Seção 2: Provas de estresse visual (Figura 2), com o objetivo de levar as distorções visuais. Foram utilizadas as provas Caixa A, Caixa B e Abóbora; prova das linhas musicais, alcance de reconhecimento e Tarefas Visuais. Seção 3: Seleção da lâmina espectral que mais oferece conforto visual. Seção 4: Provas de distorções visuais. Metodologia Wilkins – Teste de Taxa de Leitura (RRT, Português): cinco distintas listas (1 treino, 4 testes) compostas por 15 palavras de alta frequência de ocorrência repetidas em 10 linhas (ver Figura 3). Possui fonte reduzida e espaçamento simples. Cada lista é lida em voz alta por 1 minuto. A 1ª lista é sobreposta com a lâmina espectral ideal, seguida pela 2ª e 3ª listas sem a lâmina, e a 4ª lista com a lâmina novamente (design ABBA para controlar o efeito da prática). Os resultados são dados em número de palavras lidas por minuto e porcentagem de ganho na taxa de leitura com overlay (Vilhena et al., 2017). RESULTADOS O IRPS foi utilizado como parâmetro para determinar a prevalência da Síndrome de Irlen. De acordo com os Critérios 1 e 2, apenas 11-12% das crianças com dificuldade de leitura não relataram dificuldades visuais. Esse valor é de duas a três vezes menor do que estudos com amostras populacionais (Bernal & Tosta, 2015; Garcia et al., 2017). Com apenas o uso do Critério 1, 37% das crianças relataram sintomas leves, 16% moderados e 37% severos. Considera-se que o uso isolado dos questionários do IRPS (Critério 1) é menos completo do que a aplicação de todas as suas quatro seções (Critério 2). A avaliação completa (Critério 2) houve um aumento de casos de sintomas moderados (41%) e redução de SI severa (31%). O ganho na taxa de leitura com o uso da lâmina espectral é um indicativo da Síndrome de Irlen. Garcia, Santos e Vilhena (2017) recomendam que, se o RRT for usado isoladamente na avaliação de crianças, o critério de um aumento de ≥15% na taxa de leitura deve ser utilizado, pois representa uma melhoria além do intervalo de variabilidade intraindividual. Dessa forma, de acordo com o Critério 3, a prevalência da SI foi de 17%. CONCLUSÃO A prevalência da Síndrome de Irlen variou dependendo do instrumento utilizado e do critério de corte utilizado. A prevalência é de 37% no Critério 1, de 31% Critério 2, e de 17% no Critério 3. Foi considerado o maior grau de severidade de cada Critério, uma vez que um desconforto visual severo pode levar a dificuldades funcionais e acadêmicas.
Douglas Araújo Vilhena
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RESUMO: As lâminas espectrais são importantes ferramentas para minimizar distorções visuoperceptuais durante a leitura, aumentar o conforto visual e a fluência do leitor. Objetivo: Realizar uma revisão sistemática de todos os estudos que verificaram a prevalência da população beneficiada com o uso das lâminas espectrais. Método: Todos os títulos e resumos dos 225 artigos completos, de 1980 a 2017, foram avaliados independentemente por dois autores. Da seleção final, 26 estudos sobre a prevalência do uso de lâminas espectrais foram lidos na íntegra. Resultados: 63% da população em geral informam melhora perceptual da qualidade do texto com o uso das lâminas. A prevalências por meio do uso prolongado da lâmina, por pelo menos dois meses, revela um índice de 30% da população geral. Por fim, sob uso de lâminas, 33% da população melhorou a velocidade de leitura, quantificada via Rate of Reading Test, tendo 18% apresentado ganhos de moderados a robustos. Os grupos clínicos que apresentam maior probabilidade de ganhos na velocidade de leitura com o uso da lâmina espectral são, respectivamente: Síndrome de Tourette, Esclerose Múltipla, Transtorno do Espectro Autista, Dificuldade de Leitura. Conclusão: grande proporção da população apresenta ganhos na qualidade visual com o uso das lâminas espectrais, sendo esses índices maiores nos transtornos com hiperexcitabilidade cortical. ABSTRACT: Spectral overlays are important interventions to reduce visual-perceptual distortions during reading, providing more comfort, fluency to the reader. Objective: systematically review all studies that assessed the population impact of the spectral overlays. Method: All titles and abstracts of 225 complete articles, from 1980 to 2017, were evaluated independently by two authors. In the final selection, 26 studies on the prevalence of the use of colored overlays were read in full. Results: 63% of children in the general population inform perceptual improvement in text clarity with the use of overlays. The prevalence with the sustained use of at least two months is revealed in 30% of the general population. Finally, under the use of overlays, 33% of the population improved reading speed, quantified via Rate of Reading Test, with 18% presenting moderate to robust gains. The clinical groups that are most likely to gain reading speed with the use of overlays are, respectively: Tourette Syndrome, Multiple Sclerosis, Autistic Spectrum Disorder, Reading Difficulty. Conclusion: a large proportion of the general population improves their visual quality with the use of spectral overlays, with disorders with cortical hyperexcitability presenting higher percentage. RESUMEN: Las transparencias espectrales (overlays) son intervenciones importantes para reducir las distorsiones viso-perceptivas durante la lectura, proporcionando más comodidad y fluidez al lector. Objetivo: revisar sistemáticamente todos los estudios que evaluaron el impacto de los overlays en la población. Método: Todos los títulos y resúmenes de 225 artículos completos, de 1980 a 2017, fueron evaluados de forma independiente por dos autores. En la selección final, 26 estudios sobre la prevalencia del uso de los overlays fueron leídos en su totalidad. Resultados: 63% de los niños de la población general informan una mejoría perceptual en la claridad del texto con el uso de los overlays. La prevalencia con el uso contínuo de al menos dos meses se revela en el 30% de la población en general. Finalmente, con el uso de los overlays, 33% de la población mejoró la velocidad de lectura, cuantificada a través de la Prueba de Tasa de Lectura, con 18% presentando mejorías de moderadas a robustas. Los grupos clínicos que tienen más probabilidades de mejorar la velocidad de lectura con el uso de los overlays son, respectivamente: Síndrome de Tourette, Esclerosis Múltiple, Trastorno del Espectro Autista, Dificultad de Lectura. Conclusión: una significativa proporción de la población presenta índices de mejoría en su calidad visual con el uso de las transparecias espectrales, siendo éstos mayores en individuos con transtornos relacionados a la hiperexcitabilidad cortical.
This study analyzed the effects of spectral overlays on ocular motility during reading among a clinical group of children and adolescents experiencing visual-perceptual distortions of text. We reviewed the records of 323 eye-hospital patients diagnosed with visual stress and divided this participant sample into two age-based cohorts: children (n = 184; Mean [M] age = 10.1, standard deviation [SD] = 1.3 years) and adolescents (n = 139; M age = 14.6, SD = 1.5 years). We used a Visagraph III Eye-Movement Recording System to record ocular motor efficiency while reading with and without spectral overlays, and we examined the following parameters: (a) Fixations, (b) Regressions, (c) Span of Recognition, (d) Reading Rate, (e) Relative Efficiency, and (f) Comprehension. Our results showed that using one or some combination of 10 participant-selected spectral overlays immediately and significantly (p < .001) reduced the number of Fixations and Regressions per 100 words, while there were significant (p < .001) gains in positive factors such as Span of Recognition, Reading Rate, Relative Efficiency, and Comprehension. Our findings indicate that spectral filtering can be an effective tool for helping many young patients who experience visual-perceptual distortions while reading. Future expanded research employing eye-tracking technology is clearly needed.
Douglas Araújo Vilhena
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Several studies have proven the efficacy of spectral overlays to alleviate the symptoms of visual discomfort and reading difficulty in individuals with Visual Stress or Irlen Syndrome, ADHD and Autism [1-7]. The Reading Rate before and after the overlays use is the criterion commonly used to evaluate the effect of spectral overlays. This methodology, although valid and accepted, can become more objective and measurable through the use of eye movement tracking technologies. The Eye-Tracker allow describing the reading process through parameters defined by eye movements. Its use to estimate spectral overlays performance has been used successfully in the evaluation of children with reading difficulties [8-10]. However, oculomotricity deficiencies and visual distortions could be present even before learning to read. In this work, it is proposed to perform an analysis of the eye movements of illiterate children through the use of the numbers test. This type of test makes possible to assess the ability to follow texts by recognizing symbols. Thereby, it would be plausible to predict a potential future reading difficulty that could be, measurably, avoided by the use of spectral overlays.
INTRODUCTION Different studies demonstrate a magnocellular deficit in Developmental Dyslexia, coherent with a deficit in peripheral visual function and in eye movement, while presenting a preserved central visual function. Pammer and Wheatley (2001) verified that a group of 21 dyslexics, performed more poorly on detection of the frequency doubling illusion than the 19 control normal readers, being less sensitive across the retina (p < 0.005) (see Figure 1). The Mean Deviation index (MD), averaged over the two eyes, for the Dyslexic Group (MD = -5,007 dB) was significantly less than zero (t(20) = 3.65, p < 0.01), while the control reading group (MD = -0,46 dB) was non-significantly different than zero (t(18) = 0.84, p = NS). In a more recent study, Flint and Pammer (2018) verified that a group of illiterate adults perform as well as normal and semi-illiterate readers on specific temporary and spatial tasks of the visual magnocellular system, with all three groups performing better than the dyslexic reader group (see Figure 2). The authors concluded that this functional failure is probably not a consequence of lack of reading and points to a causal role of magnocellular processing. METHOD Participants Research Ethics Committee of UFMG: #49765115.0.0000.5149. We retrospectively reviewed records of reading and ophthalmic variables of all patients who had been assessed from January 2007 to April 2018 at the NeuroVision Department of the Hospital de Olhos de Minas Gerais. We only selected the records of 74 patients with formal diagnosis of Developmental Dyslexia, according to DSM-5th edition. The Control Group consisted of 74 typically developing participants without dyslexia, matched for age, gender and handedness. Instruments Optec 6500: Monocular and binocular visual acuity. The stereopsis test verified the difficulty to identify the “floating” circle at far in an increased nine discrete steps of 20, 25, 30, 40, 50, 70, 100, 200, 400 arcsec. Lateral foria was evaluated with the simultaneous presentation of an arrow in the left eye and numbers from 1 to 15 in right eye. Frequency Doubling Technology (FDT, Humphrey Instruments): Verify the integrity of the visual field. Each eye were measured separately at all 19 retinal regions using a full threshold analysis program (N-30). Each stimulus is formed by a low spatial frequency (0.25 cycles per degree) vertical sinusoidal grid, with a high temporal frequency (flicker counter-phase of 25 Hz). Eye Movement: Ocular motor skills and reading parameters were measured using a Visagraph III Eye-Movement Recording System (Taylor Associates, New York). Consists of lens-free goggles with inbuilt infra-red sensors. Parameters: - Fixations: Number of eye pauses in a left-to-right reading per 100 words. - Regressions: Number eye movements directed from right-to-left per 100 words. - Span of Recognition: Number of words read divided by the number of fixations. - Relative Efficiency: Reading Rate divided by fixations and regressions. Reading: - Number of text-related visual distortions symptoms. - Questionnaire of text-related visual difficulty and discomfort. - Words per minute: Number of words read in one minute without re-reading. - Comprehension: Percentage of correct answers in a ten yes/no questions. DISCUSSION The current study hypothesized that peripheral visual field and eye-tracking technology could objectively identify physical evidence of visual-related reading difficulties. For the central visual function, DD patients had statistically worse monocular and binocular visual acuity (p < 0.05); stereopsis (depth perception, p = 0.012); and lateral phorias (binocular integration, p = 0.046). However, only 12% of DD had poor visual acuity, being between 20/30 to 20/50. It is recommended a more constant/annually ophthalmic evaluations to verify the need for refractive correction. Important to highlight that most DD had good visual acuity (88%), essential to extract refined spatial information. For the peripheral visual function, DD had a decreased sensitivity on detection of the frequency doubling illusion (FDT, p=0.0001), even if we divided the data by eye dominance or best/worse eye. The FDT has been developed based on particular neural magnocellular characteristics and can examine the magnocellular dysfunction hypothesis in Dyslexia. FDT provides a mean deviation (MD) index to generally summarize the visual field results for threshold tests. MD represents the average sensitivity deviation from a normal healthy person of the same age (based on the normative database). The MD is an indication of the overall visual field sensitivity, and can either be a negative or positive value depending on if the individual’s general contrast sensitivity is below or above the average for that same age group. Overall, the results show that patients with dyslexia have less visual field sensitivity than normal controls in both eyes, with very strong statistical effect size. Concerning eye-movement recorded while reading texts (Visagraph-III), DD had a significantly worse number of Fixations, Regressions, Span of Recognition, and Relative Efficiency (p<0.01). Participants with DD reported more symptoms of visual reading difficulty, visual reading discomfort, and more text-related visual distortions, compared to control (p < 0.05). Participants with DD had moderate reduction in the number of words read per minute, but had normal text comprehension. These findings are in agreement with both reference studies (Flint & Pammer, 2018; Pammer & Wheatley). The poorer magnocellular efficiency can be in the core of some patients with Developmental Dyslexia, having a causal relation to the reading difficulty. The retino–cortical/subcortical magnocellular visual pathway is mainly involved in temporal processing, object/word location (where), controls eye movement and direct our attention. Essential cognitive features during reading activities, as the eyes have to systematically and sequentially make horizontals saccades, followed by eye fixations of 200 to 400mseg (to extract and process the content via parvocellular pathway), while coordinated binocular eye activity track line-by-line along a text. Over a sustained reading of a book, for example, the accumulated visual activity can lead to visual stress symptoms of visual distortions, reading difficulties and discomfort, frequently reported by DD. These visual stressing conditions may hinder the development of a proficient, comfortable and sustained reading.
Douglas Araújo Vilhena
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O Teste de Taxa de Leitura (RRT) instrumentaliza profissionais e pesquisadores da área de saúde e de educação para avaliarem a ‘taxa de leitura’ na língua portuguesa. Os vocábulos do Teste de Taxa de Leitura foram selecionados após rigorosa avaliação e controles psicolinguísticos, com confronto dos itens com as facetas do construto, acrescido da consulta a juízes independentes especialistas na área de leitura e a pesquisas com participantes do ensino fundamental (Vilhena, Guimarães, Guimarães, Pinheiro, 2020). Para a escolha dos estímulos, houve um esforço para selecionar os quinze vocábulos mais fáceis de serem lidos em voz alta na língua portuguesa. É esperado que haja uma leitura fluente do RRT inclusive por crianças no início do processo de alfabetização e por adultos com baixa proficiência leitora. O Teste de Taxa de Leitura apresentou evidências psicométricas satisfatórias de fidedignidade e validade, o que permite sustentar as interpretações do escore da taxa de leitura (número de palavras lidas em um minuto) (Garcia, Momensohn-Santos, & Vilhena, 2017; Garcia, Vilhena, Guimarães, Pinheiro, & Momensohn-Santos, 2019; Vilhena, Guimarães, & Guimarães, 2019; Vilhena, Guimarães, Guimarães, Pinheiro, 2020). O RRT se mostrou sensível para verificar o efeito das lâminas espectrais (overlays) na taxa de leitura (Garcia, Momensohn-Santos, & Vilhena, 2017, Garcia, Vilhena, Guimarães, Pinheiro, & Momensohn-Santos, 2019). O RRT é um teste simples de leitura em voz alta que maximiza os aspectos visuais e que não envolve processos linguísticos complexos. Uma vantagem do RRT é possuir reduzido grau de processamento linguístico, uma vez que demanda o reconhecimento e a pronúncia em voz alta de palavras sem relação sintática ou semântica entre si. A não exigência da compreensão da palavra, da sentença e do texto (micro ou macroestrutura textual) reduz o acesso ao sistema semântico e a componentes cognitivos de alta ordem que aumentariam a variabilidade no escore da taxa de leitura. O Teste de Taxa de Leitura é uma adaptação do Rate of Reading Test (RRT-inglês) (Wilkins, Jeanes, Pumfrey, & Laskier, 1996), que é composto por quinze vocábulos monossílabos familiares para o leitor (AND, CAT, COME, DOG, FOR, IS, LOOK, MY, NOT, PLAY, SEE, THE, TO, UP, YOU), repetidos aleatoriamente em cada linha. As palavras do Rate of Reading Test foram escolhidas dentre as 110 palavras mais frequentes em livros de crianças, investigadas por meio da contagem feita pelo Prof. Peter Pumfrey e Mr. Mike Laskier da University of Manchester, para que o teste possa ser facilmente lido por crianças e adultos.
Douglas Araújo Vilhena
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Disciplina - Processamento neurocognitivo da linguagem oral e escrita Unidade 1 - Processamento neurocognitivo da linguagem oral Parte 2 - Modelo cognitivo da linguagem expressiva Slides apresentados na disciplina do Departamento de Psicologia, Universidade Federal de Minas Gerais.
Douglas Araújo Vilhena
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INTRODUÇÃO: A leitura é uma habilidade cognitiva fundamental para o sucesso profissional. O aprendizado e a proficiência de leitura é um processo complexo, de múltiplas etapas e multiníveis. Poucas intervenções pedagógicas são direcionadas para adultos, que podem possuir dificuldades de leitura que não se restringem a problemas cognitivos de decodificação ou de processamento fonológico, mas sim uma dificuldade no processamento visual. Os movimentos oculares refletem os processos cognitivos relacionados à percepção visuoespacial, à análise semântica do texto e ao processamento de informações. Apesar de envolver a oftalmologia, as habilidades de leitura não fazem parte de exame oftalmológico de rotina. Os efeitos dos filtros espectrais nos casos de disfunções oculomotoras ou acomodativas, fotofobia e cansaço visual em deficiências de leitura pode ser aferida por registros por Eyetracker. Razuk et al. [1] verificaram que crianças disléxicas leram mais rápido e com menor duração da fixação ocular com o uso de um Filtro Espectral verde. Os autores sugeriram que o Filtro provavelmente facilitou a atividade cortical e diminuiu as distorções visuais. Estudos com tomografia e com ressonância magnética funcional corroboram esses achados, tendo constado redução da hiperexcitabilidade cortical com o uso da intervenção espectral [2-5] e também na supressão dos sintomas clínicos em 90% dos pacientes portadores de enxaqueca induzida por estresse visual [6]. A mensuração da leitura de adultos é um desafio psicométrico, uma vez que o efeito de teto em testes de leitura é presente inclusive na avaliação de crianças [7]. O uso de rastreadores oculares (eye-trackers) são instrumentos de valiosa importância nas Clínicas de Neurociências da Visão (Neurovisão) e nos Consultórios Neuropsicopedagógicos, pois fornecem diferentes parâmetros objetivos envolvidos na leitura de textos que são primariamente subcorticais e involuntários. OBJETIVO: Estudo longitudinal que investiga o efeito terapêutico de uma ampla gama de Filtros Espectrais sobre diferentes parâmetros de movimentos oculares e da habilidade de leitura. CONCLUSÃO: Pacientes adultos, após o tratamento com Filtros Espectrais, apresentaram uma melhora significativa e moderada da habilidade de leitura e dos parâmetros oculomotores envolvidos no rastreamento visual do texto. A moderada redução no número de fixações oculares permite a estabilidade da imagem na região foveal. A redução no número de Regressões melhorou a fluência de leitura, o que reduz a dificuldade dos movimentos sacádicos na direção esquerda-direita. A melhora dos parâmetros oculomotores com o uso de Filtros Espectrais permitiram uma melhor capacidade cognitiva para armazenar e manipular a informação, o que culminou na melhor compreensão do texto. Filtros Espectrais demonstraram ser uma intervenção não-invasiva ou medicamentosa para melhorar a eficiência de leitura em adultos.
Douglas Araújo Vilhena
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Douglas Araújo Vilhena
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As lâminas espectrais são folhas de acetato em tonalidades específicas utilizadas sobrepostas ao texto impresso com o objetivo de melhorar a leitura. As lâminas mais utilizadas na literatura internacional são fabricadas pelo Irlen Institute e pelo i.O.O. Sales. É fundamental intensificar o estresse visual previamente à seleção da melhor cromaticidade de lâmina espectral. Segundo a teoria da sensibilidade escotópica, as overlays melhoram a adaptação do leitor à luz. Na teoria do déficit magnocelular, as lâminas ajustariam a velocidade de processamento das vias magnocelulares do núcleo geniculado lateral. Por fim, a teoria da hiperexcitabilidade cortical, centrada na excitação excessiva dos neurônios corticais visuais, defende que as lâminas redistribuiriam a atividade visual para neurônios com menor excitabilidade.
O psicopedagogo pode contribuir com a triagem e com o tratamento de distúrbios de aprendizagem relacionados à visão. Será apresentado, neste artigo, o caso de um escolar com desenvolvimento neurológico atípico, comórbido ao diagnóstico de Estresse Visual (Síndrome de Irlen). Devido à contraindicação médica, a intervenção psicopedagógica foi interrompida por quatro anos, acarretando prejuízo nos âmbitos pessoais e escolares. Com a retomada da intervenção e concomitante introdução de lâminas e filtros espectrais, os sintomas de dificuldades visuais foram reduzidos, melhorando a qualidade visual e as habilidades visuomotoras da paciente nas atividades da vida diária. A mediação psicopedagógica impactou favoravelmente no desenvolvimento e no aprendizado. | ABSTRACT Psycho-pedagogues have an important role in the screening and treating learning disorders related to vision. It will be reported a case of a patient, during school formation, with atypical neurological development comorbid to the diagnosis of Irlen Syndrome (Visual Stress). Due to the medical contraindication, psycho-pedagogical intervention was interrupted for four years, causing personal and school impairment. With the resumption of the psycho-pedagogical intervention and the simultaneous introduction of spectral overlays and filters, the symptoms of visual difficulties were reduced, improving her visual quality and visuomotor skills in daily activities. The psycho-pedagogical mediation had a favorable impact on the development and learning of the patient.
Douglas Araújo Vilhena
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Objective: To investigate the effects of spectral overlays on reading performance of Brazilian elementary school children. Methods: Sixty-eight children (aged 9-12 years) enrolled in the 5th and 6th grade were included in the study. The Rate of Reading Test (RRT - Brazilian Portuguese version) was used to evaluate reading speed and the Irlen Reading Perceptual Scale was used to allocate the sample according to reading difficulty/discomfort symptoms and to define the optimal spectral overlays. Results: A total of 13% of the children presented an improvement of at least 15% in reading speed with the use of spectral overlays. Pupils with severe reading difficulties tended to have more improvement in RRT with spectral overlays. Children with severe reading discomfort obtained the highest gains in RRT, with an average of 9.6% improvement with intervention, compared to a decrease of -8.2% in the control group. Participants with severe discomfort had an odds ratio of 3.36 to improve reading speed with intervention compared to the control group. Conclusion: The use of spectral overlays can improve reading performance, particularly in those children with severe visual discomfort.
Douglas Araújo Vilhena
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Disciplina - Processamento neurocognitivo da linguagem oral e escrita Unidade 1 - Processamento neurocognitivo da linguagem oral Parte 1 - Processamento auditivo, sistema semântico, vocábulo Slides apresentados na disciplina do Departamento de Psicologia, Universidade Federal de Minas Gerais.
RESUMO O aprendizado da leitura da língua portuguesa por surdos tem atraído estudiosos da área em virtude do fraco desempenho nessa habilidade apresentado pela maioria desses indivíduos. Este trabalho tem como objetivo principal averiguar se o uso da leitura labial e/ou da oralização como complemento à Língua Brasileira de Sinais (Libras) pode auxiliar no processo de aprendizagem da leitura do português. Trinta e sete surdos profundos, da comunidade surda brasileira, cursando do 7º ano do ensino fundamental ao 1º ano do ensino médio e com idade entre 12 e 18 anos, foram submetidos às Matrizes Progressivas de Raven, a uma entrevista semiestruturada e a dois testes de leitura. Todos os participantes são usuários da Libras, e 57% a complementam com meios alternativos de comunicação. Nossos dados sugerem que o desenvolvimento de habilidades como a leitura labial e a oralização facilitam o processo de leitura.
Douglas Araújo Vilhena
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Disciplina - Processamento neurocognitivo da linguagem oral e escrita Unidade 1 - Processamento neurocognitivo da linguagem oral Parte 3 - Inner Speech Slides apresentados na disciplina do Departamento de Psicologia, Universidade Federal de Minas Gerais.
Introdução à Disciplina - Processamento neurocognitivo da linguagem oral e escrita. Slides apresentados no Departamento de Psicologia, Universidade Federal de Minas Gerais.
Douglas Araújo Vilhena
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The Text Comprehension task (PROLEC-T) of the PROLEC Battery of Evaluation of Reading Processes, widely used in Brazil, has a limited sample and only descriptive analyses. PURPOSE: verify the internal structure (via the Item Response Theory) and external (concurrent) validity indices of the test. METHODS: study of 457 student's responses (49.7% boys), from 2nd to 5th year randomly selected in 77 classrooms in eight state schools, to the PROLEC-T and three reading tests. RESULTS: PROLEC-T has a low level of difficulty and low variability of scores, indicating unsatisfactory internal validity. It also shows limitations on the concurrent validity, since the correlations were weak between its scores and the school year, age of the child and his or her final grades in Portuguese, in spite of being moderate with reading measures. CONCLUSION: The test seems to be only suitable for an informal assessment of children with reading difficulties. However, if reformulated, it is suggested to replace the current texts for unpublished stories, increasing order of difficulty, and questions with only inferential questions.
Márcia Reis Guimarães
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Revisão integrativa dos processos ópticos, neurovisuais e cognitivos envolvidos na leitura de textos de línguas alfabéticas com o objetivo de auxiliar o diagnóstico e tratamento de pacientes com dificuldade de leitura. Para uma leitura mais eficiente e confortável, recomenda-se para alguns leitores treinamento de movimentos oculares sacádicos, adequação da iluminação do ambiente, uso de lâminas ou de filtros espectrais, uso da fonte Courier New com tamanho 14, e o consumo de ômega-3 e ômega-6 na alimentação diária. Quanto ao processo cognitivo, um bom leitor deve possuir adequada rota fonológica para eficiente conversão grafema–fonema, que por sua vez fortalece e consolida a arquitetura léxico-semântica. Intervenções para melhorar a performance da rota fonológica envolvem o ensino explicito do princípio alfabético, o conhecimento dos sons das letras e jogos de consciência fonológica. Traçou-se um paralelo entre a Síndrome de Irlen e a Dislexia com o intuito de auxiliar no diagnóstico diferencial e no prognóstico.
Douglas Araújo Vilhena
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Márcia Reis Guimarães
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Different screenings on school age children have been performed. On most programs, it was observed that, despite good results, there is a lack of adequate systems to perform exams, store data and statistically treat data on a larger scale. The aim of this work is to develop a system of exams, with a database that may be used on public screening. This equipment contains subsystems to execute various exams related to visual acuity, hearing evaluation and automatic data transmission to a computer/server. The equipment developed achieved its purpose, being capable to execute visual acuity exams with letters, “E”, “C”, numbers, phoria exam, contrast sensibility, color vision (Ishihara) and hearing evaluation. It was also capable to store data automatically on a central server, without the examiner’s intervention.
The main objective of this study is to analyze the effects of spectral filters in Contrast Sensitivity in children suffering from visual stress. There is not yet consensus as to the etiology of the visually based deficit (Lovett 1987 and Rourke 1989) related to visual stress symptoms which severely impacts in word recognition, fluency and accuracy and reduces the visual processing rate in reading disabled children. The Contrast Sensitivity Test was performed before and after the use of spectral filter lenses to measure the changes induced by the spectral filters neuromodulation on the visual function profile. Our observations demonstrate that, after therapy, the participants were 1.57, 1.14, 1.11, 1.86 and 1.1 times more sensitive to detect the spatial frequencies of 1.5, 3.0, 6.0, 12.0 and 28.0 cpd, respectively. The relevance of this study lies in its conclusion that spectral filters can be a practical, non-invasive, low cost and effective form of intervention in the treatment of children suffering from visual stress.
The main objective of this study is to analyze the effects of spectral filters in Contrast Sensitivity in children suffering from visual stress. There is not yet consensus as to the etiology of the visually based deficit (Lovett 1987 and Rourke 1989) related to visual stress symptoms which severely impacts in word recognition, fluency and accuracy and reduces the visual processing rate in reading disabled children. The Contrast Sensitivity Test was performed before and after the use of spectral filter lenses to measure the changes induced by the spectral filters neuromodulation on the visual function profile. Our observations demonstrate that, after therapy, the participants were 1.57, 1.14, 1.11, 1.86 and 1.1 times more sensitive to detect the spatial frequencies of 1.5, 3.0, 6.0, 12.0 and 28.0 cpd, respectively. The relevance of this study lies in its conclusion that spectral filters can be a practical, non-invasive, low cost and effective form of intervention in the treatment of children suffering from visual stress.
Douglas Araújo Vilhena
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INTRODUÇÃO O Teste de Leitura de Pseudopalavras (TLPP) é um instrumento utilizado para avaliar os processos cognitivos subjacentes à leitura, mais especificamente o processamento fonológico1. O teste impresso consiste na leitura em voz alta de 88 pseudopalavras isoladas, que possibilita apenas avaliar a acurácia e o tempo total de leitura. Outra medida externa, porém que não se consegue registrar no teste impresso, é o Tempo de Reação (TR)2, que se refere ao tempo entre a apresentação do estímulo e o começo da leitura em voz alta. Essa medida é de extrema importância, sendo necessária a utilização de procedimentos computadorizados para registrar o TR de cada estímulo.
As lâminas espectrais, folhas de acetato usadas sobrepostas ao texto (ver Figura 1), são utilizadas desde a década de 1980 para melhorar a leitura de crianças e adultos(1, 2). Apesar dessa intervenção estar em voga no Brasil desde 2007, poucos estudos nacionais proveram validade para o seu uso e para a sua metodologia diagnóstica. Um dos empecilhos para a pesquisa é a marcada lacuna de testes válidos para mensurar quantitativamente a habilidade de leitura, especialmente quanto a avaliações capazes de verificar efeitos terapêuticos no curto prazo. O Teste de Leitura: Velocidade De Reconhecimento (TELVER)(3) é uma recente adaptação do Wilkins Rate of Reading Test(4), que é o teste mais utilizado na literatura para investigar os benefícios das lâminas espectrais, elaborado de acordo com a teoria de hiperexcitabilidade cortical(2). O TELVER avalia a velocidade de leitura de crianças e adultos ao demandar os processos cognitivos e motores para o reconhecimento lexical e a pronúncia em voz alta de palavras. A melhora de 5% no RRT é um bom índice do uso sustentado das lâminas espectrais (validade preditiva), pois prediz 60 a 73% dos pacientes que continuarão a usá-las por no mínimo três meses após a sua prescrição(2, 4, 5). Ainda não há estudos brasileiros que avaliaram o ganho da velocidade de leitura com o uso das lâminas espectrais. Objetivo: mensurar a melhora da velocidade de leitura com o uso das lâminas espectrais em uma amostra de crianças de São Paulo.
INTRODUÇÃO A EACOL é um instrumento de avaliação indireta do desempenho em leitura de crianças cursando os anos iniciais do Ensino Fundamental (EF), a ser preenchida por professoras. A escala foi desenvolvida por Pinheiro & Costa (2005 e 2011) para fornecer uma rápida e eficiente avaliação da habilidade de leitura em voz alta e silenciosa de crianças, as classificando em bom, médio ou mau leitor. Após uma consulta a 10 juízes independentes sobre definições operacionais, a escala foi adaptada para dois tipos de alunos: Forma A: para crianças no 2º ano do EF, sendo constituída de 23 itens (13 de Leitura em Voz Alta e 10 para Leitura Silenciosa); Forma B: dirigida para alunos do 3º ao 5º ano, sendo constituída por 27 itens (17 de Leitura em Voz Alta e 10 para Leitura Silenciosa). Recentemente a escala passou por um processo de validação (Lucio & Pinheiro, submetido e Cogo-Moreira et al., 2012) se mostrando adequada, porém ainda podendo ser melhorada. Por exemplo, o atual formato de resposta é nominal dicotômico (SIM e NÃO), podendo ser limitado do ponto de vista do julgamento do professor.