Lab

Televisões - Núcleo de Pesquisa em Televisão e Novas Mídias

About the lab

TeleVisões is a research group coordinated by Ariane Holzbach, Mayka Castellano and Melina Meimaridis, from the Federal Fluminense University. The group gathers graduate and undergraduate students interested in television studies in its many varied forms, especially those that are linked to new media. The group has organized several activities, among them the first “TeleVisions Conference”, a national conference focused on television studies that attracted over 100 scholars from all over Brazil and, recently published the book “Televisions: reflections beyond TV”. Members of the lab have also published several research papers in Brazilian and international academic journals.

Featured projects (1)

Project
Considering the current proliferation of video streaming platforms as a worldwide phenomenon, this project involves research on Netflix and other video streaming platforms in order to analyze the disruptions, continuations, and changes in Television's production, distribution, experience, among others.

Featured research (52)

Ao longo da última década, os serviços de streaming têm se popularizado ao redor do mundo, disputando a atenção do público. No contexto da pandemia da covid-19, essas plataformas registraram um aumento expressivo tanto no número de assinaturas quanto na quantidade de horas de consumo de conteúdo audiovisual. Embora cada localidade tenha adotado medidas distintas para lidar com a circulação do vírus, a quarentena, o lockdown e o distanciamento social tornaram-se rotineiros em diversas cidades. Com as opções de lazer limitadas, o consumo de ficção seriada no streaming consolidou-se como uma das principais formas de entretenimento e o binge-watching intensificou-se (CORDEIRO et al., 2021). Neste capítulo, abordamos a prática em seu contexto histórico, a partir de seu impacto na espectatorialidade e na própria construção narrativa da ficção seriada, destacando os desafios metodológicos para lidar com essa forma de fruição do conteúdo televisivo.
Resumo A indústria televisiva estadunidense tem vivenciado um momento de intensa competição, caracterizado pela expressão Peak TV. Neste cenário, contudo, um grupo restrito de produções tem recebido a maioria da atenção acadêmica. De modo a elucidar melhor o atual contexto de uma das maiores indústrias de TV do mundo, aqui nos propomos a explorar o estado da arte da serialização nas produções contemporâneas. Utilizando de análises da crítica estadunidense e de exemplos pontuais de produções, defendemos que o modelo episódico de séries encontra-se ainda muito proeminente, principalmente na TV aberta. Identificamos, também, que os serviços de streaming têm se utilizado do modelo seriado como forma de distinção e legitimação dos mesmos. Por fim, o processo de hibridização das lógicas episódicas e seriadas, iniciado na década de 1990, ainda é uma característica marcante das produções da Peak TV, sendo utilizado, em alguns casos, como uma estratégia de fidelização. Buscamos aqui apontar as zonas cinzentas entre ambos os modelos em um cenário televisivo de intensa competição, em que cada produção faz sua própria negociação com as lógicas do episódico e do seriado.
Given the popularity of the male antihero in U.S. television since the late 1990s, it is significant that these characters were not immediately accompanied by a proliferation of antiheroines. Through an analysis of the Lifetime drama UnREAL and the narrative construction of its antiheroine, Rachel Goldberg, this paper seeks to shed light on the obstacles that hinder the creation of antiheroines in television fiction. Our main argument is that due to complex gender politics, in which, women can’t be flawed, manipulative, or unethical without receiving criticism for their attitudes, antiheroines carry a heavy gender burden that doesn’t seem to apply to male antiheroes. The creation of antiheroines is a complicated process that negotiates with the antihero archetype but differs from it because of social and gender expectations placed upon these female characters. Here, we examine two important facets of this problem. First, whilst antiheroes are usually violent, antiheroines often express mental disorders. Second, we criticize the construction of antihero narratives as “universal,” whereas antiheroine narratives are wrongfully reduced to limited and inadequately constructed categories as the “strong female drama.”
Este artigo analisa o modelo particular de consumo, produção e circulação de conteúdo televisivo das comunidades de fãs no Twitter do programa de reality show Big Brother Brasil. As discussões refletem pesquisas feitas ao longo das quatro últimas edições, com foco na 18ª temporada, em que foi realizada uma imersão na comunidade de fãs com inspiração etnográfica. Identificamos de que maneira os usuários participam e se relacionam com os conteúdos e complexificam a experiência do consumo, com destaque para a produção de memes como forma de linguagem e engajamento. Os resultados nos fazem crer que a cultura de memes está intimamente relacionada à reconfiguração do consumo televisivo.
Neste artigo, trago uma análise inicial de como I May Destroy You e Better Things trazem histórias e representações que, atravessadas pelas identidades de suas criadoras-roteiristas-protagonistas Michaela Coel e Pamela Adlon, sustentam um certo nível de autonomia narrativa (MENDES, 2008) ao recusar padrões tanto representacionais quanto textuais e estruturais propagados pela indústria televisiva americana e suas produções hegemônicas. Dando continuidade à minha pesquisa dedicada a séries semi-autobiográficas, debato como esses fatores de transgressão estão ligados também à maneira como se operacionaliza um processo de autoficcionalização ultrapersonalista no roteiro de tais produções, que vem se proliferando cada vez mais na TV. Palavras-chave: ficção seriada televisiva; autoficção; narrativa. =============== x =============== In this article, I present an initial analysis of how I May Destroy You and Better Things bring stories and representations that, permeated by the identities of their creators-scriptwriters-protagonists Michaela Coel and Pamela Adlon, sustain a certain level of narrative autonomy (MENDES, 2008) by refusing representational, textual and structural standards propagated by the American television industry and its hegemonic productions. Continuing my research dedicated to semi-autobiographical series, I discuss how these transgression factors are also linked to the way an ultrapersonalist autofictionalization process is operationalized in the script of such productions, which has been proliferating more and more on TV.

Lab head

Mayka Castellano
Department
  • Departamento de Estudos Culturais e Mídia (GEC)
About Mayka Castellano
  • Prof. Dr. Mayka Castellano, is a professor at the Postgraduate Program in Communication and at the Department of Cultural and Media Studies at the Federal Fluminense University in Brazil. Currently she is developing research on television and new media, focusing on the consumption of television serial fiction in new media platforms, mainly streaming services as Netflix. She has several publications on topics such as cultural consumption, gender studies, fans, distinction, youth subcultures, trash culture and self-help literature.

Members (15)

Melina Meimaridis
  • Universidade Federal Fluminense
Ariane Diniz Holzbach
  • Universidade Federal Fluminense
Daniel Rios
  • Universidade Federal Fluminense
Daniela Mazur
  • Universidade Federal Fluminense
Rodrigo Quinan
  • Universidade Federal Fluminense
João Pedro Pinho Gomes Thiago
  • Universidade Federal Fluminense
Luiza Stefano
  • Universidade Federal Fluminense
Luiza Costa
  • Universidade Federal Fluminense