Bragantia

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Online ISSN: 1678-4499
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Estabeleceu-se uma técnica de marcação de leguminosas com nitrogênio (15N), objetivando-se obter material vegetal marcado isotopicamente para estudos de dinâmica do nitrogênio. Cultivaram-se as leguminosas crotalária júncea (Crotalaria juncea L.) e mucuna-preta (Mucuna aterrima, sinonímia Stizolobium aterrimum Piper & Tracy), em um podzólico vermelho-amarelo, textura arenosa/média, em casa de vegetação e em vasos contendo 10 kg de terra. Aplicou-se 1,2 g de nitrogênio por vaso (sulfato de amônio com 11,37 átomos % de 15N), parcelando-o em três vezes. O material vegetal seco marcado continha 3,177 e 4,337 átomos % de 15N, para mucuna-preta e crotalária júncea respectivamente.
 
Objetivou-se verificar a ocorrência do tipo de resistência antibiose em genótipos de algodoeiro (Gossypium hirsutum L.) em relação a Alabama argillacea (Huebner, 1818), em experimentos de laboratório (27 ± 2oC, 70 ± 10% de U.R. e fotofase de 14 horas). Folhas dos genótipos T 1122-13-1, STO 285 N, JPM 157, T 953-13-4-2, CNPA 9211-21 e CNPA 9211-31 foram fornecidas às larvas, diariamente, verificando-se a duração de cada fase do inseto, avaliando-se a massa de larvas aos 3 e aos 8 dias de idade, a massa de pupas e as porcentagens de mortalidade larval, pré-pupal e pupal. O delineamento utilizado foi inteiramente casualizado, com dez repetições, cada uma com dez larvas/genótipo. Em comparação com STO 285 N, todos os genótipos provocaram períodos mais longos de larva a adulto em A. argillacea; entretanto, os menores valores de massa de larvas com 3 dias e de massa média de pupas, e os maiores valores de duração do período larval e de mortalidade de larva a adulto foram verificados em CNPA 9211-31 e CNPA 9211-21, evidenciando que antibiose é um dos tipos de resistência presentes em ambos os genótipos.
 
Doze clones de cana-de-açúcar, provenientes de hibridações realizadas em 1982, foram avaliados em três experimentos, em latossolo roxo, da região de Ribeirão Preto (SP). Para tanto, utilizou-se o delineamento em blocos ao acaso, com seis repetições, efetuando-se a análise estatística com a média das quatro colheitas (1. º, 2.º, 3.º e 4.º cortes). Avaliaram-se as produtividades de cana e açúcar, pol% cana, fibra% cana, população de colmos e intensidade de florescimento. Considerando-se essas características, assim como a curva de maturação dos clones, e tomando-se como padrões as variedades SP70-1143, SP71-1406, IAC64-257 e RB76-5418, o clone IAC82-2045 apresentou um desempenho equivalente, caracterizando-se como material de alta produtividade agrícola, boa riqueza, com a maturação do meio para o final de safra, podendo ser incluído em novos estudos de manejo varietal para outras condições paulistas. Ainda se destacou, com algumas restrições, indicadas pela interação ambiente x clone para a produtividade agrícola, o clone IAC82-2120, com boa riqueza e possibilidade de ser colhido a partir de junho. Estimando-se os parâmetros genéticos, observou-se, mediante a componente da variância genótipo x ambiente, a significativa resposta dos genótipos a ambientes específicos, mais acentuadamente para os caracteres produtivi-dade agrícola e produtividade média de açúcar, e menos expressiva para teor de sacarose.
 
Dez clones de cana-de-açúcar, provenientes de hibridações realizadas em Camamu (BA), em 1985, foram avaliados em um ensaio na região de Jaú (SP), instalado em fevereiro de 1991. Utilizou-se o delineamento em blocos ao acaso, com 6 repetições, estimando-se a produtividade de cana e açúcar e pol % cana, em média, de quatro colheitas, além de dados de população de colmos, peso médio de um colmo, índice de queda de produtividade, fibra % cana e intensidade de florescimento. Considerando-se essas características em relação às variedades SP70-1143 e SP71-1406, utilizadas como padrão, o clone IAC85-3229 revelou-se promissor, em condições de ser incluído em estudo de manejo varietal em outras regiões paulistas.
 
O presente trabalho foi realizado em 1988, na Estação Experimental de Agronomia da Alta Paulista, em Adamantina, na safra da seca, para estudar o efeito de diferentes períodos de competição do mato no amendoim. Os tratamentos foram vinte, a saber: com e sem presença do mato em todo o ciclo da cultura e, os resultantes da combinação fatorial entre a presença e a ausência de mato no início da cultura e as épocas de remoção da flora infestante - 20, 30, 40, 50, 60, 70, 80, 90 e 100 dias após a semeadura. Cada parcela foi constituída de quatro linhas, com bordadura comum entre as unidades experimentais, perfazendo, com a área útil, 6,0 m2. As espécies da flora infestante que ocorreram com maior freqüência foram Cyperus lanceolatus Poir., Digitaria horizontallis Willd., Brachiaria decumbens Stapf. e Portulaca oleracea L. A convivência do mato com o amendoim diminuiu a produção de vagens e de grãos e a biomassa seca da planta. Não se observou efeito do mato sobre o índice de colheita e o rendimento de grãos em nenhum dos períodos estudados. Uma capina aplicada oito dias ou aos 73 dias após a semeadura, respectivamente, para os tratamentos sem e com mato no início, foi suficiente para a produção de vagens de amendoim estatisticamente igual à obtida quando a cultura foi mantida sem competição durante todo o ciclo.
 
Quadro 2. Produtividade média de grãos dos genótipos de trigo avaliados em condição de sequeiro nas localidades de Itaberá (Zona B) e Maracaí (Zona A) e sob irrigação por aspersão em Campinas (Zona H) com o resumo da análise de variância conjunta para as condições de sequeiro e a conjunta geral, para o biênio 1994-95 no Estado de São Paulo
Foram avaliados o rendimento de grãos, a estabilidade e adaptabilidade ambiental, a tolerância ao alumínio tóxico e a qualidade tecnológica da farinha de vinte genótipos de trigo em três regiões tritícolas do Estado de São Paulo (Zonas A e B, sequeiro; Zona H, com irrigação por aspersão), no biênio 1994-95. Os resultados mostraram que: (a) os genótipos tiveram comportamento regional diferenciado quanto ao rendimento de grãos; (b) os genótipos IAC 289, IAC 340 e BR 18 mostraram-se, em média os mais produtivos, não diferindo do 'IAC 304', 'OCEPAR 14', 'IAC 350', 'Panda', 'IAC 60' e 'IAC 348'; (c) os genótipos apresentaram, em geral, boa estabilidade produtiva nas diferentes condições ambientais; (d) os genótipos IAC 289, IAC 340 e IAC 304 foram responsivos à melhoria ambiental e 'IAC 227', adaptado a ambientes desfavoráveis; (e) os genótipos IAC 24, IAC 120, IAC 227, OCEPAR 14, IAC 348, Panda, BR 18, IAC 319, IAC 346, IAPAR 60, IAC 332 e IAC 347 foram tolerantes à toxicidade de Al3+; (f) a farinha dos diferentes genótipos apresentou baixa atividade amilásica; (g) os genótipos IAC 340, IAC 227, IAC 319 e IAC 60 propiciaram farinha com baixos valores de W (energia de deformação da massa) e baixa estabilidade, características próprias de farinha de glúten fraco. Os demais genótipos revelaram característica de glúten forte.
 
Avaliaram-se 18 linhagens e duas cultivares de trigo, em experimentos instalados em condição de irrigação por aspersão, solo corrigido e adubado, na Estação Experimental de Agronomia de Tatuí (SP), em 1999 e 2000. Determinaram-se as seguintes características agronômicas: produção de grãos, altura das plantas, ciclo - em dias - da emergência ao florescimento, número de grãos por espiga, massa de cem grãos e comprimento, largura e espessura dos grãos. Correlações simples entre todas essas características foram estimadas para os dois experimentos. As geadas ocorridas na época de enchimento dos grãos, em 2000, ocasionaram em todos os genótipos de trigo redução nas produção de grãos e, na maioria dos genótipos, no número de grãos por espiga e na massa de cem grãos. Os genótipos mais altos tenderam ser menos afetados pela ação das geadas. Destacaram-se, em 1999, o genótipo 9 (BANACORA T 88) pelo porte baixo; os genótipos 2 (KAUZ*2/MNV//KAUZ), 9 e 14 (WH 542) pelo maior número de grãos por espiga e, o genótipo 3 (SAWGAI) pela maior massa de cem grãos, constituindo-se em fontes genéticas dessas características para programas de cruzamentos de trigo.
 
Neste trabalho é relatado o esquema utilizado para obtenção da cultivar IAC 21 realizado durante o período de 1981/82 a 1993/94. A cultivar foi originada por resseleção da IAC 19, direcionada principalmente para resistência a Colletotrichum gossypii var. cephalosporioides e nematóides, através do melhoramento genealógico. No início dos estudos as seleções e respectivas progênies foram comparadas à cultivar original IAC 19 e, posteriormente, a 'IAC 20'. Além das características econômicas de produção e qualidade da fibra, a linhagem foi avaliada para resistência múltipla às doenças: murchas de Fusarium e Verticillium, mancha-angular, ramulose e nematóides. A cultivar IAC 21 foi superior a 'IAC 19' em 6,2%, em produtividade, na média geral dos experimentos, chegando a 18,1% em solos altamente infectados por patógenos; 4,6% em produção de sementes, 2,4% em tenacidade da fibra e 6,9% em tenacidade do fio, sem perdas significativas em outras características, com exceção da porcentagem de fibra que decresceu 2,6%. Com respeito às doenças, apresentou melhores índices para murcha de Fusarium e ramulose mantendo-se, entretanto, no mesmo nível para as demais. Estudos preliminares mostraram que 'IAC 21' apresentou índices inferiores a 'CNPA ITA 90' para a anomalia "murchamento avermelhado". Devido às vantagens verificadas em relação a 'IAC 19' e 'IAC 20', 'IAC 21' foi recomendada para plantio em todas as áreas do Estado de São Paulo, excluindo-se as de ocorrência do "murchamento avermelhado".
 
A cultivar de soja IAC-23 foi obtida pelo método genealógico modificado, a partir do cruzamento BR-6 X IAC 83-23, tendo sido avaliada com a designação IAC 93-345, em 14 ambientes, nos Estados de São Paulo e de Minas Gerais. Os ensaios finais foram desenvolvidos em Conceição das Alagoas (MG), Mococa (SP) e Campinas (SP), em 1994/95; em Conceição das Alagoas, Campinas, Morro Agudo (SP) e Tarumã (SP) em 1995/96; Conceição das Alagoas, Mococa, Campinas, Morro Agudo, Tarumã e Ribeirão Preto (SP), em 1996/97; e em Campinas em 1998/99. Utilizou-se o delineamento de blocos ao acaso, com quatro repetições. Em semeaduras de novembro, esse cultivar precoce, com período juvenil longo, floresceu aos 43 dias, após a semeadura, e suas plantas atingiram 67 cm de estatura. A duração entre a emergência das plântulas e o estádio de maturação (R-8) foi de 106 dias, dentro do grupo de maturação precoce. O rendimento médio de grãos foi de 3.017 kg.ha-1. As plantas na maturação apresentam pubescência marrom e sementes amarelas com hilo marrom. Essa cultivar apresenta resistência às doenças pústula-bacteriana (Xanthomonas campestris pv. glycines), fogo-selvagem (Pseudomonas syringae pv. tabaci), cancro-da-haste (Diaporthe phaseolorum f. sp. meridionalis) e mancha-café ("soybean mosaic virus", SMV). Apresenta também resistência a insetos mastigadores e sugadores, semelhante à cultivar IAC-17 e superior à IAS-5. A produtividade e estabilidade apresentadas pela cultivar IAC-23 sugerem sua indicação para condições edafoclimáticas similares às dos experimentos realizados.
 
Quadro 2. Descritores morfológicos e fisiológicos do cultivar de soja IAC-23 
A cultivar de soja IAC-23 foi obtida pelo método genealógico modificado, a partir do cruzamento BR-6 X IAC 83-23, tendo sido avaliada com a designação IAC 93-345, em 14 ambientes, nos Estados de São Paulo e de Minas Gerais. Os ensaios finais foram desenvolvidos em Conceição das Alagoas (MG), Mococa (SP) e Campinas (SP), em 1994/95; em Conceição das Alagoas, Campinas, Morro Agudo (SP) e Tarumã (SP) em 1995/96; Conceição das Alagoas, Mococa, Campinas, Morro Agudo, Tarumã e Ribeirão Preto (SP), em 1996/97; e em Campinas em 1998/99. Utilizou-se o delineamento de blocos ao acaso, com quatro repetições. Em semeaduras de novembro, esse cultivar precoce, com período juvenil longo, floresceu aos 43 dias, após a semeadura, e suas plantas atingiram 67 cm de estatura. A duração entre a emergência das plântulas e o estádio de maturação (R-8) foi de 106 dias, dentro do grupo de maturação precoce. O rendimento médio de grãos foi de 3.017 kg.ha-1. As plantas na maturação apresentam pubescência marrom e sementes amarelas com hilo marrom. Essa cultivar apresenta resistência às doenças pústula-bacteriana (Xanthomonas campestris pv. glycines), fogo-selvagem (Pseudomonas syringae pv. tabaci), cancro-da-haste (Diaporthe phaseolorum f. sp. meridionalis) e mancha-café ("soybean mosaic virus", SMV). Apresenta também resistência a insetos mastigadores e sugadores, semelhante à cultivar IAC-17 e superior à IAS-5. A produtividade e estabilidade apresentadas pela cultivar IAC-23 sugerem sua indicação para condições edafoclimáticas similares às dos experimentos realizados.
 
A cultivar de soja IAC-24 foi obtida pelo método genealógico modificado, a partir do cruzamento IAC80-1177 x IAC 83-288, tendo sido avaliada com a designação IAC93-3335, em 14 ambientes nos Estados de São Paulo e de Minas Gerais. Os ensaios finais foram conduzidos em Conceição das Alagoas (MG), Campinas (SP); Mococa (SP), em 1994/95; em Conceição das Alagoas, Campinas, Tarumã (SP) em Votuporanga (SP), em 1995/96; em Conceição das Alagoas, Campinas, Tarumã, Votuporanga, Mococa, Capão Bonito (SP) e Ribeirão Preto (SP) em 1996/97. Os experimentos foram instalados no delineamento de blocos ao acaso com quatro repetições. O menor rendimento de grãos ocorreu em Campinas com 2.302 kg.ha-1 e o maior em Conceição das Alagoas com 4.003 kg.ha-1, em 1996/97. Na análise conjunta os efeitos de genótipos, ambientes e sua interação foram significativos. O genótipo IAC-24 apresentou rendimento de grãos superior, com 3.480 kg.ha-1, superando significativamente o controle IAC-15. A cultivar IAC-24 apresenta índices de resistência a insetos próximos aos da cultivar IAC-100, além de resistência à pústula bacteriana (Xanthomonas campestris pv. glycines), ao fogo sevalgem (Pseudomonas seringae pv. Tabaci), ao cancro-da-haste (Diaporthe phaseolorum f.sp. meridionalis) e à mancha-café (soybean mosaic virus, SMV). Em semeaduras de novembro, esse cultivar semiprecoce, com período juvenil longo, floresceu aos 57 dias após a semeadura, com estatura de 72 cm no fim do ciclo. A duração do período entre a emergência das plântulas e o estádio de maturação das plantas (R-8) foi de 124 dias, dentro do grupo de maturação semiprecoce. O rendimento médio de grãos nos 14 ambientes foi de 3.480 kg.ha-1. As suas plantas apresentam pubescência marrom, flor branca e sementes amarelas com hilo marrom e mostra resistência a insetos mastigadores e sugadores, semelhante à da cultivar IAC-100. O desempenho apresentado pela cultivar IAC-24 sugere sua indicação para condições edafoclimáticas similares às do Estado de São Paulo.
 
Avaliaram-se 29 genótipos de trigo provenientes de cruzamentos entre o cultivar IAC 24 e fontes comprovadas de resistência a Puccinia recondita e características específicas para panificação, mais o cultivar IAC 24 (controle), mediante experimentos semeados em diferentes regiões tritícolas paulistas no período 1993-95. Analisaram-se as características seguintes: produtividade de grãos, resistência à ferrugem-da-folha, à tolerância ao alumínio tóxico e às qualidades industriais para pão. Considerando a produtividade, destacou-se, no Vale do Paranapanema, o genótipo no 24 (CM H. 74A-630/SX//CNO79/3/IAC 24); na região de Capão Bonito, o no 26 (Yaco "S"/IAC -24) e, em Mococa, com irrigação por aspersão, o no 23 (CM 6530/IAC-24). A resistência ao agente causal da ferrugem-da-folha foi transferida para os genótipos por meio dos cruzamentos envolvendo Yaco "S" e Agent/6*SKA//AGA/4/TI71. Seis genótipos entre os avaliados revelaram-se muito sensíveis ao Al3+ Os trigos duros apresentaram maior rendimento de extração de farinha, comparados aos moles. Considerando os diferentes parâmetros avaliados para qualidade tecnológica, destacaram-se os genótipos no 16 (IAS58/IAS55//ALD/3/IAC5/4/ALD/IAS58/8.1034.A//ALD/5/CNR/6/BUC"S"/7/IAC24) e no 12 (MRNG/4/NAD/FOR//PCN/3/BLT/MES/5/PAT2195*2/ZP"S"/6/ALD/EMU//CHAT/7/VEE/8/IAC24), com base no estudo da divergência genética por componentes principais.
 
O período de plantio da cultura da mandioca, no Estado de São Paulo, é extenso, de maio a outubro. Existem grandes diferenças no desenvolvimento de suas plantas e na matointerferência nas diferentes épocas de plantio. Com o objetivo de avaliar a produção e acúmulo de matéria seca das plantas de mandioca cv. SRT 59 - Branca de Santa Catarina, na presença e na ausência de plantas infestantes, foram desenvolvidos quatro experimentos, em quatro épocas de plantio, em blocos ao acaso, com três repetições (com plantio em 30-10-1989) ou quatro (com plantios em 28-6-1989; 30-6-1989 e 23-7-1990). As plantas foram submetidas a períodos crescentes na presença e na ausência de plantas infestantes e amostradas aos 30, 60, 90, 120, 150, 180, 210, 240, 270 e 360 dias a partir do plantio. Análises de crescimento da cultura evidenciaram que, nas parcelas mantidas por períodos no mato, houve drástica redução no acúmulo de matéria seca pelas plantas, estando as perdas de produção de raízes próximas de 90%. As curvas de acúmulo de matéria seca nas raízes foram mais bem explicadas pela equação sigmoidal de Boltzman, embora, para os períodos crescentes na presença de plantas infestantes, para dois dos experimentos, os coeficientes de determinação não tenham sido significativos. As maiores produções de matéria seca nas raízes foram obtidas aos 360 dias do plantio.
 
O presente estudo, que teve por objetivo determinar respostas da seringueira [Hevea brasiliensis (Willd. ex. Adr. de Juss.) Muell. Arg.] à adubação NPK durante o período de formação do seringal, relata os resultados de experimento com o clone RRIM 600 em solo podzólico vermelho-amarelo de textura arenosa, no município de Avaí (SP), Brasil. O delineamento foi de blocos ao acaso em esquema fatorial fracionado 1/2 (4 x 4 x 4), com doses anuais de 0, 40, 80 e 120 kg.ha-1 de N, P2O5 e K2O, aplicados no período entre dois e oito anos de idade das plantas. Avaliou-se o perímetro do caule a 1,20 m acima do calo de enxertia, a cada quatro meses, e calculou-se a porcentagem de plantas aptas para sangria e o tempo de imaturidade do seringal em cada parcela. Efetuaram-se análises de solo aos 27 e 51 meses de idade das plantas e análises de folhas, anualmente, no verão. A partir de 60 meses de idade das plantas, aproximadamente três anos após o início das adubações, observou-se efeito linear da adubação nitrogenada sobre o perímetro do caule. A adubação fosfatada teve efeito linear a partir da idade de 72 meses e a interação NP linear foi consistente depois de 75 meses. Usando como indicador a porcentagem de plantas aptas à sangria, houve efeito linear significativo para as adubações nitrogenada e potássica. O período de imaturidade foi abreviado até em oito meses, comparando-se o tratamento sem adubação com os de melhor desempenho. Adubações desequilibradas, como no tratamento 0-80-120, provocaram retardamento até de 12 meses no período de imaturidade em relação ao tratamento de melhor desempenho (120-120-120). Um ano depois da interrupção da aplicação de fertilizantes, no fim do experimento, não se observou efeito residual dos tratamentos sobre os indicadores de crescimento utilizados.
 
Análise eletroforética dos produtos de amplificação com o primer OPE-04 do DNA dos progenitores MAR-2 e Rudá (P1 e P2 respectivamente) e dos bulks resistente e suscetível (B1 e B2 respectivamente). Indivíduos do bulk resistente (1 a 8) e do bulk suscetível (9 a 16). M = fago λ-cut digerido com enzimas EcoRI, Bam HI e Hind III)
Quadro 2. Teste do χ 2 para segregação 3:1 de bandas do marcador RAPD OPE-04 na população F 2 do cruzamento de Rudá (suscetível à raça 63.39 de Phaeoisariopsis griseola) x MAR-2 (resistente à raça 63.39 de P. griseola)
O fungo Phaeoisariopsis griseola é o agente causador da mancha-angular do feijoeiro (Phaseolus vulgaris L.), doença que se vem destacando no Estado de Minas Gerais. Com o intuito de identificar marcadores ligados ao gene de resistência à mancha-angular (raça 63.39 de P. griseola), executou-se, previamente, o estudo da herança da resistência. Avaliaram-se, quanto à segregação, as populações derivadas dos cruzamentos entre Rudá (progenitor suscetível - origem mesoamericana) e MAR-2 (progenitor resistente - origem mesoamericana). Foi obtida a segregação de 3:1 (plantas resistentes:suscetíveis) na geração F2; 1:1, no retrocruzamento com Rudá, e 1:0, no retrocruzamento com MAR-2. Os resultados sugeriram a existência de um alelo dominante governando a resistência. Posteriormente, foram construídos bulks (grupos) de DNA, de indivíduos F2 resistentes e suscetíveis à raça 63.39 (origem mesoamericana) do patógeno. Esses grupos foram amplificados com 400 iniciadores. Tal amplificação com o iniciador OPE-04 gerou um fragmento de, aproximadamente, 500 pb, o qual co-segregou com o gene de resistência. Na análise de co-segregação, verificou-se que esse marcador está ligado ao gene de resistência à raça 63.39 de P. griseola, a uma distância de 5,8 cM.
 
O clone híbrido A1105 de uvas brancas sem sementes, obtido no Arkansas (EUA), foi avaliado sobre os porta-enxertos IAC 766 e Kober 5BB, em Campinas (SP). As obser-vações foram efetuadas em 1994 quando, após a segunda poda de produção, acompanhou-se o desenvolvimento de seu ciclo vegetativo. Na colheita, avaliaram-se: produção de uvas por planta, número, massa, comprimento e largura dos cachos, massa, comprimento e largura das bagas, teor de sólidos solúveis totais e o diâmetro do caule a 60 cm do solo. O comportamento do A1105 foi semelhante sobre os dois porta-enxertos, sendo a largura das bagas a única característica influenciada diferencialmente por eles. As bagas mostraram variação da massa entre 3 e 6 g, mesmo sem aplicação de ácido giberélico; sabor neutro agradável e textura crocante. As plantas, vigorosas, de boa fertilidade de gemas, podem produzir até 26 cachos em um metro de cordão esporonado, o que representaria produção de mais de 20 t/ha. Os cachos são bem formados, de compacidade média, cônicos, com massa média de mais de 225 g. O ciclo vegetativo foi curto, de 113 dias, mostrando ser material genético bem precoce.
 
Desenvolveu-se um experimento, no Noroeste paulista, em duas densidades de cultivo, com o objetivo de estudar as variedades de abacaxizeiro existentes no Estado, com potencial produtivo e de qualidade de fruto, e muito mais resistentes à fusariose que as duas comerciais, a saber: Smooth Cayenne, Pérola (únicas cultivadas comercialmente no Brasil e ambas muito suscetíveis à fusariose), Rondon e Turi Verde. As densidades de cultivo foram D1 = 60.606 plantas/hectare - linhas duplas de 30 x 30 x 80 cm, e D2 = 35.714 plantas/hectare - 40 x 40 x 100 cm. Efetuou-se o experimento em parcelas subdivididas, com as principais (densidades) dispostas em blocos ao acaso com seis repetições. As subparcelas (variedades) constaram de duas linhas duplas com doze plantas úteis. Mediram-se, em cada planta, os períodos de emissão natural da inflorescência, os tempos decorridos desde essa emissão até o início e o término de florescimento e, deste último, até a colheita. Determinaram-se as dimensões e a massa dos frutos e das coroas, o número de mudas produzidas e, na polpa dos frutos, o grau Brix, a acidez, o pH, o teor de vitamina C e de textura. A variedade Smooth Cayenne apresentou maior produtividade de frutos (47%) e maior teor de sólidos solúveis da polpa (30%) que a média de `Pérola' e `Rondon'. Os resultados indicam a viabilidade de utilização da `Rondon' no cultivo comercial, como opção para substituir a `Pérola'. O aproveitamento da soca das variedades foi viável apenas na `Rondon', que mostrou frutos precoces e pouco menores que os da primeira produção. A maior densidade de cultivo proporcionou, na média das variedades, maior produtividade de frutos (56%), menor massa média de frutos e de coroas (10%) e menor número de filhotes por planta (14%).
 
Seven pineapple varieties were tested in field trials in Cordeirópolis, State of São Paulo, from May 1991 to February 1994, in four experiments, each one using different planting materials: sucker or shoot, slip, crown and stem section plants (developed from bud stem in sand box). The varieties were: Rondon (RD), Roxo de Tefé (RT), Turi Verde (TV), Natal Queen (NQ), Guiana (GN), Pérola (PR) and Smooth Cayenne (SC).The followings characteristics were evaluated: the periods for natural inflorescence emission, the time between the emission until the flowering completed, and from then until the ripped-fruit; also, the fruit diameters (the base, the top and the largest diameter), the mass production (fruit and crown), and in the pulp, the soluble solid content (Brix), texture, acidity, ascorbic acid content and pH. The main results were: (1) RD and PR had the earliest uniform natural inflorescence emission, and SC and TV had the latest ones; (2) NQ had the shortest and SC and GN the longest period from the emission to the harvest; (3) SC and GN yielded fruits with mean weight (g) 52% and 24% higher than the mean weight of RD, PR and TV together. NQ had the lowest mean weight; (4) GN had the highest number of slips and suckers, and SC had the lowest number of slips; (5) The plants from bud-stem had lower number of slips and suckers than from the other three planting materials; (6) The pulp soluble solid content (Brix) of SC and NQ and the acidity of TV had higher values, and NQ had the highest value for the Brix and acidity ratio; (7) PR had the highest ascorbic acid content and RD had higher content than SC. It was concluded that some of the varieties cultivated in Brazil may replace the Smooth Cayenne and Pérola, what is desirable, because SC and PR are highly susceptible to Fusarium subglutinans.
 
Espécies de plantas e a coloração das flores no campus da Universidade Estadual de Campinas. Espécies com flores brancas predominam.
Espécies de plantas em relação a cada espécie de abelha. Ts =rigona spinipes, Am = Apis mellifera, Ta = Tetragonisca angustula, Xf = Xylocopa frontalis, Bm = Bombus morio, Ct = Centris tarsata, Pl = Plebeia sp, Em = Eulaema nigrita, Ec = Euglossa cordata, Ex = Exomalopsis sp, Au = Augochlora sp, Of = Oxaea flavescens, Ep = Epicharis sp, Ag = Augochloropsis sp, Me = Megachile sp, Es = Exaerete smaragdina, Pa = Partamona sp, no campus da Universidade Estadual de Campinas. As cinco espécies de abelhas mais comuns visitam maior quantidade de espécies de plantas.
Espécies de plantas associadas aos recursos utilizados pelas abelhas no campus da Universidade Estadual de Campinas. p = pólen; n = néctar.
Este trabalho apresenta um estudo florístico e fenológico das plantas ornamentais arbóreas e arbustivas, visitadas por abelhas no campus da Universidade Estadual de Campinas, São Paulo. Os registros sobre as plantas foram feitos de maio de 1999 a abril de 2000, obtendo-se 42 espécies de plantas. Cerca de 43% apresentou pico de floração no período úmido, 33% no período seco e 24% em ambos os períodos, não havendo sazonalidade marcada. A maioria das espécies, cerca de 72%, apresentou padrão de floração anual. As famílias mais representativas foram Leguminosae e Bombacaceae com 13 e 5 espécies respectivamente. Dentre as espécies estudadas predominaram flores brancas e o tipo floral aberto. As observações sobre as abelhas que visitavam as flores foram feitas de maio de 2000 a fevereiro de 2001, tendo sido registradas 17 espécies de abelhas. Essas abelhas podiam realizar visitas legítimas e/ou ilegítimas às flores. Os recursos utilizados pelas abelhas foram, principalmente, pólen e néctar e, na maioria das espécies de plantas, ambas as substâncias foram utilizadas. Apis mellifera, Trigona spinipes e Tetragonisca angustula, abelhas consideradas generalistas e Xylocopa frontalis e Bombus morio, consideradas mais especializadas, foram as cinco espécies que visitaram as flores de maior quantidade de espécies de plantas. Essas informações podem ser úteis para a elaboração de planos de manejo em ambientes urbanos visando à utilização de plantas ornamentais adequadas para atender maior diversidade de abelhas.
 
Realizou-se, em São Manuel (SP), um experimento com o objetivo de avaliar a influência da quantidade de pólen na produção e qualidade de sementes da abobrinha cv. Piramoita. O delineamento experimental utilizado foi em blocos casualizados, com quatro tratamentos (meia, uma ou duas flores masculinas na polinização manual de uma flor feminina e a testemunha, com polinização natural), seis repetições com dez plantas/parcela. Não se observou diferença significativa entre os tratamentos para todas as características relacionadas com produção de frutos ou sementes. Quanto à qualidade, as sementes do tratamento com polinização natural apresentaram maior germinação e vigor que os tratamentos com polinização manual, as quais não diferiram entre si.
 
Realizou-se, em São Manuel (SP), um experimento com o objetivo de avaliar a influência da quantidade de pólen na produção e qualidade de sementes da abobrinha cv. Piramoita. O delineamento experimental utilizado foi em blocos casualizados, com quatro tratamentos (meia, uma ou duas flores masculinas na polinização manual de uma flor feminina e a testemunha, com polin ização natural), seis repetições com dez plantas/parcela. Não se observou diferença significativa entre os tratamentos para todas as características relacionadas com produção de frutos ou sementes. Quanto à qualidade, as sementes do tratamento com polinização natural apresentaram maior germinação e vigor que os tratamentos com polinização manual, as quais não diferiram entre si.
 
Em casa de vegetação, desenvolveu-se o experimento em blocos casualizados com esquema fatorial 4 x 2 x 3 e três repetições a fim de estudar a influência da idade sobre as relações de eficiência (EAB, eficiência de absorção; EC, eficiência de conversão, e EUK, eficiência de utilização de potássio) e sobre o índice de utilização (IU). Os cultivares de soja IAC 17, IAC 18, IAC 11 e FT 2, crescidos em solução nutritiva com dois níveis de potássio (0,50 e 1,82 mmol.L-1), foram coletadas e separadas em folhas inferiores, medianas e superiores, caule e raiz aos 20, 40 e 60 dias após a transferência para a solução nutritiva. Depois da secagem, as partes foram preparadas para a determinação de K. Verificou-se que plantas deficientes, independentemente do cultivar, retranslocaram K tentando manter seu conteúdo nas folhas medianas, a expensas de demais órgãos. Destacam-se, nesse comportamento, 'IAC 18' e 'IAC 11'. Plantas adequadamente nutridas em K apresentaram maior EAB, ocorrendo o contrário para plantas deficientes. 'IAC 17' e 'IAC 18' apresentaram maior EAB em ambas as condições nutricionais em K e 'FT 2', a maior EUK em condições de deficiência, aos 40 dias (antes do início da floração) e, a menor, aos 60 dias. 'IAC 11' teve a maior EUK e 'IAC 18', a menor, aos 60 dias. O IU permitiu atribuir critérios de plasticidade aos cultivares ao se adaptarem à deficiência de K. A maior plasticidade foi observada para 'FT 2' aos 40 dias e, para 'IAC 18', aos 60. Plantas K-deficientes foram mais eficazes na EC, produzindo mais matéria seca por unidade do mineral absorvido.
 
Efeito de doses de calcário, na superfície, sobre a produção de matéria seca total e de partes da planta de soja.  
As conseqüências das alterações químicas do solo pela calagem na superfície, em sistema de plantio direto, na nutrição mineral das culturas anuais, não são muito conhecidas. Com o objetivo de avaliar a absorção de nutrientes pela soja e seus reflexos sobre a produção de grãos, em função de doses de calcário na superfície, no sistema de plantio direto, foi conduzido um experimento em um Latossolo Vermelho-Escuro distrófico, textura média, em Ponta Grossa (PR). Os tratamentos, dispostos em blocos completos ao acaso, com doze repetições, constaram de quatro doses de calcário dolomítico: 0, 2, 4 e 6 t.ha-1, calculadas para elevar a saturação por bases do solo, a 50%, 70% e 90%. O calcário foi aplicado a lanço na superfície do solo, sem incorporação. A absorção de nutrientes pela soja foi avaliada no ano agrícola de 1996/97. Houve aumento de P e de Mg e redução de Zn e de Mn absorvidos pela cultura da soja, com a calagem na superfície, sem reflexos sobre a produção de grãos. O aumento da absorção de P foi proporcional ao aumento do pH do solo até a profundidade de 20 cm, ao passo que a maior absorção de Mg foi ocasionada pelo aumento de seus teores no solo, devido ao uso de calcário dolomítico. A redução da absorção de Zn e de Mn relacionou-se ao aumento do pH do solo nas camadas superficiais (0-5 cm e 5-10 cm), demonstrando que a calagem na superfície, em sistema de plantio direto, requer critérios adequados para estimativa da dose a ser aplicada. A elevada produção de soja em condições de alta acidez do solo, no sistema de plantio direto, está relacionada à adequada absorção de água e de nutrientes pela cultura, provavelmente em decorrência de maior umidade disponível no solo.
 
O efeito de diferentes concentrações (massa/volume) do extrato acetato de etila de folhas e ramos de Trichilia pallida, em relação à lagarta-do-cartucho Spodoptera frugiperda (J.E. Smith), foi avaliado em condições de laboratório. As folhas de milho foram imersas em diferentes concentrações (0,0001%; 0,0008%; 0,006%; 0,05%; 0,4% e 3%) desse extrato e oferecidas a lagartas recém-eclodidas e com dez dias de idade, avaliando-se a duração e viabilidade das fases larval e pupal e a massa de pupas. A concentração letal 50 (CL50) estimada para lagartas com sete dias de idade foi de 0,048%. Verificou-se que o extrato causou mortalidade larval de 100% (em concentração igual ou superior a 0,05%), afetou a sobrevivência e o desenvolvimento do inseto (na concentração de 0,006%) e não provocou qualquer efeito no mesmo, em concentração igual ou inferior a 0,0008%. Lagartas alimentadas desde a eclosão foram mais afetadas do que as alimentadas a partir dos dez dias.
 
Concentração de zinco na parte aérea do milho, influenciada por doses de zinco supridas via sulfato de zinco (SZ) e pó-de-aciaria (PÓ) a dois latossolos. *, **: Significativos ao nível de 5% e 1% respectivamente.  
O objetivo deste trabalho foi avaliar o pó-de-aciaria como fonte de zinco para o milho (Zea mays L.) e seu efeito no acúmulo e disponibilidade de Cd, Cr, Ni e Pb no solo e nas plantas. O experimento foi realizado em casa de vegetação, utilizando-se dois Latossolos Vermelhos e em dois valores de pH (5,0 e 6,0). As fontes de zinco foram o pó-de-aciaria e o sulfato de zinco aplicados nas doses de 0, 5, 50 e 150 mg.dm-3 de Zn. Fez-se a extração de Zn, Pb, Cd, Cr e Ni do solo utilizando-se as soluções de DTPA e de Mehlich-1. A menor dose de Zn adicionada ao solo, nas duas fontes, proporcionou teores na parte aérea da planta superiores ao nível crítico para a cultura. As concentrações dos metais Pb, Cd, Cr e Ni, tanto na parte aérea como no solo, foram menores que os níveis críticos para toxicidade. Os coeficientes de correlação entre o Zn extraído do solo pelas duas soluções e a concentração de Zn na parte aérea do milho foram significativos e semelhantes para ambos os solos. O mesmo não foi observado para os outros elementos. Conclui-se que, nas condições estudadas, o pó-de-aciaria é uma fonte eficiente de Zn para o milho; os extratores são adequados para determinar a disponibilidade desse elemento, ineficientes, entretanto, para os outros metais estudados. O pH alterou a disponibilidade do Zn diminuindo a disponibilidade com seu aumento.
 
O experimento foi realizado em um latossolo vermelho-escuro distrófico, textura média, em Botucatu (SP), com o objetivo de avaliar os efeitos da calagem na correção da acidez do solo e no desenvolvimento do sistema radicular do amendoim, utilizando quatro doses de calcário dolomítico calcinado - 0, 4, 6 e 8 t/ha - e dois cultivares de amendoim: Tatu e Tupã. O delineamento experimental empregado foi o de blocos ao acaso em parcelas subdivididas, com três repetições. Verificou-se que a calagem proporcionou correção da acidez do solo e aumentou os teores de cálcio e magnésio trocáveis até 40 cm de profundidade. Esse efeito foi constatado três meses após a aplicação de calcário e perdurou até, pelo menos, dezesseis meses. A densidade de raízes foi maior nos primeiros 20 cm, onde, na linha de semeadura, apresentou correlação com parâmetros da fertilidade do solo, principalmente com o teor de cálcio. A calagem aumentou a absorção de cálcio pelo amendoim, atingindo o máximo, com teores, no solo, de 25,3 mmolc /dm3, na camada de 0-20 cm, e 8,9 mmolc /dm3, na de 20-40 cm. Não houve diferença entre os cultivares Tatu e Tupã quanto à absorção de cálcio do solo.
 
Grãos de amendoim (Arachis hypogaea L.) destinados ao consumo humano permanecem armazenados até sua utilização; daí, a necessidade de que o produto tenha alta qualidade e óleo estável. Em função disso, desenvolveu-se um experimento com amendoim para avaliar o efeito da calagem e da secagem no teor de proteína e na composição dos grãos, com relação aos ácidos graxos. O amendoim cv. Botutatu foi cultivado num latossolo vermelho-escuro de textura média, em São Manuel (SP) sendo os tratamentos das parcelas sem ou com calagem (2,05 t/ha), elevando a saturação por bases a 56%. Os tratamentos das subparcelas foram os métodos de secagem: (1) à sombra; (2) ao sol; (3) ao sol até 24,7% de umidade das sementes e (4) ao sol até 35,9% de umidade das sementes. Os dois últimos tratamentos terminaram a secagem na estufa a 30oC, até atingir 10% de umidade. Determinou-se o teor de proteína e de ácidos graxos. A calagem resultou em aumento no teor de proteína; entretanto, não teve efeito na composição e na qualidade do óleo, e o sistema de secagem não teve efeito no teor de proteína nem na composição do óleo.
 
Com o objetivo de avaliar o efeito da inoculação de fungo micorrízico arbuscular na produção de mudas de qualidade, em sistema de pouco insumo, realizou-se um experimento com mudas micropropagadas de bananeira, cultivar Nanicão, em casa de vegetação do Centro Nacional de Pesquisa de Agrobiologia (Seropédica/RJ), em julho de 1998. O delineamento experimental empregado foi o de blocos ao acaso com quatro repetições, constituindo-se os tratamentos por três substratos (0, 10% e 20% de matéria orgânica), na presença e ausência de Glomus clarum. A partir dos 65 dias de aclimatização, as mudas desenvolvidas no substrato sem matéria orgânica, submetidas a inoculação com G. clarum, apresentaram efeito positivo significativo da inoculação na altura e no número de folhas. Aos 93 dias, as mudas infectadas, cultivadas no substrato com 0 e 10% de matéria orgânica, mostraram altura e diâmetro superior às não-infectadas. Na colheita, aos 95 dias, constatou-se aumento significativo da massa de folha, pseudocaule e raízes secas, bem como do conteúdo total de fósforo (P) das mudas infectadas em relação às não-infectadas com G. clarum. A avaliação da razão de eficiência radicular mostrou que as mudas dos substratos sem matéria orgânica e com 10%, infectadas com G. clarum, apresentaram maior razão do que as não-infectadas. De maneira geral, a presença de matéria orgânica no substrato proporcionou efeito positivo no desenvolvimento das mudas de bananeira 'Nanicão'.
 
ARAUJO PICOLI (2); BERNARDO FRIEDRICH THEODOR RUDORFF (3*); RODRIGO RIZZI (4); ANGÉLICA GIAROLLA (5) RESUMO A participação da cultura da cana-de-açúcar no fornecimento de matéria prima para produção de açúcar e também de álcool, como fonte alternativa de energia, tem sido relevante para o crescimento econômico do Brasil. Consequentemente, a disponibilidade de informações precisas sobre a produção agrícola dessa cultura é importante para auxiliar no planejamento e na tomada de decisões em toda a cadeia produtiva. O presente trabalho teve como objetivo estimar a produtividade agrícola de talhões de cana-de-açúcar para as safras 2004/2005 e 2005/2006, a partir de um modelo agronômico ajustado com dados orbitais. A inovação deste modelo consiste no uso do índice de área foliar (IAF) estimado a partir do produto índice de vegetação NDVI (Normalized Difference Vegetation Index) do sensor MODIS (Moderate Resolution Imaging Spectroradiometer) a bordo do satélite Terra da NASA (National Aeronautics Space Administration). O modelo agronômico explicou 31% e 25% da variação da produtividade observada entre talhões nos anos safra 2004/2005 e 2005/2006, respectivamente, o que se deve fundamentalmente ao uso das imagens NDVI do MODIS. O resultado do modelo pode ser usado para auxiliar e aprimorar a previsão da estimativa da produtividade feita in loco. Palavras-chave: modelo agronômico, NDVI, sensoriamento remoto, imagens de satélite, sistema de informação geográfica. (1) Recebido para publicação em 28 de abril de 2008 e aceito em 20 de março de 2009. (2) Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), Faculdade de Engenharia Agrícola -FEAGRI, Caixa Postal 6011, 13083-875 Campinas (SP), Brasil.
 
Trinta e três famílias obtidas de cruzamentos biparentais e policruzamentos foram avaliadas em duas localidades paulistas, Piracicaba e Jaú, a fim de quantificar o grau da interação entre famílias e locais (FL) e sua implicação na resposta esperada com a seleção. Avaliaram-se os caracteres altura e diâmetro médio dos colmos, número de perfilhos, teor de açúcar (Brix), produtividade de cana (TCH) e de Brix por hectare (TBH). Os resultados mostraram forte interação FL (p < ,01) entre as localidades para todos os caracteres avaliados. Embora sempre inferior à variância de famílias ( ), a variância da interação FL ( ) teve sua proporção relativa à oscilando entre 12,3% para o diâmetro e 75,7% para a TBH. A decomposição da variância da interação FA, ao nível de valores fenotípicos e genotípicos, mostrou-se complexa em quase sua totalidade, destacando a dificuldade na seleção de famílias adaptadas a ambos os locais. Os cálculos das respostas esperadas com a seleção (RSf) mostraram que a seleção indireta (seleção em um ambiente e resposta esperada no outro) é pouco eficiente, apresentando, algumas vezes, resposta negativa para a TBH. Já a seleção com base nas médias dos dois locais apresentou ganho, cujo índice poderia ter sido 62% e 43% maior, respectivamente, para Piracicaba e Jaú, caso a seleção e a resposta ocorressem em um mesmo ambiente.
 
A compactação do solo tem sido considerada um dos fatores que afetam a produtividade da cana-de-açúcar. No presente trabalho, estudou-se o efeito dessa compactação em alguns aspectos estruturais de raízes de cana-de-açúcar (Saccharum officinarum L. 'SP 701143', Poaceae), desenvolvidas em condições de cultura, em um latossolo roxo, textura argilosa. As amostras de raízes foram obtidas em dez locais, a duas profundidades: 0-20 e 20-40 cm. As densidades do solo variaram de 0,94 a 1,21 g/cm3 à profundidade de 0-20 cm, e de 1,02 a 1,23 g/cm3 à de 20-40 cm nos diferentes locais. Observou-se uma tendência de as raízes desenvolvidas em áreas com solo mais compactado apresentarem valores maiores para a relação CO/CV (espessura do córtex/ espessura do cilindro vascular).
 
Visando avaliar a ação gênica predominante em caracteres de importância econômica da cana-de-açúcar e identificar cruzamentos com potencial genético favorável para o desenvolvimento de novos cultivares, avaliaram-se oito genótipos segundo um esquema em dialelo desbalanceado, e também, progênies de 44 cruzamentos no delineamento látice 7 x 7, com três repetições, no Centro de Pesquisa e Melhoramento da Cana-de-Açúcar (CECA), da Universidade Federal de Viçosa. Os caracteres estudados foram: Brix % caldo da cana, número de colmos, massa média de colmo, toneladas de colmos por hectare, toneladas de Brix por hectare e porcentagem de florescimento. Os resultados evidenciaram a importância tanto dos efeitos gênicos aditivos como dos não-aditivos na expressão das características avaliadas. Os genótipos SP82-6108 e IAC86-2210 e as combinações híbridas SP82-6108 x SP88-754, SP82-6108 x SP87-365, SP81-1763 x SP82-6108, IAC86-2210 x SP88-754, IAC86-2210 x SP86-96, IAC86-2210 x SP81-1763, SP88-819 x SP87-365, SP84-2029 x SP87-365 e SP88-754 x SP87-365, mostraram maior potencial para elevar a produtividade de cana-de-açúcar.
 
Quadro 5. Ocorrência de helmintosporiose (B. sorokiniana) nos genótipos de T. durum L. e T. aestivum L., avaliados em condição de irrigação por aspersão nas localidades paulistas de Tatuí (Zona D), Ribeirão Preto (Zona G), Votuporanga (Zona F) e Mococa (Zona H) em1995-97 
Quadro 6. Microssedimentação com dodecil sulfato de sódio (MS-SDS), extração experimental de sêmola (EXT), número de queda (NQ) e características farinógraficas [tempo de desenvolvimento (TD), estabilidade e índice de tolerância à mistura (ITM)] e alveográficas [índice de configuração da curva (P/L) e energia de deformação da massa (W)] dos genótipos de T. durum L. e T. aestivum L. avaliados em condição de irrigação por aspersão nas localidades paulistas de Tatuí (Zona D), Ribeirão Preto (Zona G), Votuporanga (Zona F) e Mococa (Zona H) em 1995-97 
Compararam-se dezoito genótipos de Triticum durum L. e dois de Triticum aestivum L. em experimentos semeados em condições de irrigação por aspersão em diferentes regiões tritícolas paulistas, durante o período de 1995-97. Analisaram-se os seguintes parâmetros: rendimento de grãos, altura de plantas, ciclo da emergência à maturação, resistência às manchas foliares causadas por helmintosporiose, adaptabilidade, estabilidade, e qualidade tecnológica. O IAC 24 (T. aestivum) foi o mais produtivo, não diferindo dos genótipos de T. durum ALTAR/STN (12), MEMOS "S"/YAV79/3/SAPI"S"/TEAL"S"//HUI"S" (17), STN"S"/3/TEZ"S"/YAV79//HUI"S" (6), ALTAR/STN (11) e WIN"S"/SBA81A//STIL"S" (14) na comparação das médias para rendimento de grãos. Verificou-se que, em Ribeirão Preto, o rendimento médio de grãos foi de 5.332 kg/ha no período. Observaram-se valores semelhantes do coeficiente de determinação (R2) para a maioria dos genótipos estudados, exceto para IAC 24 e IAC 1001. Este e o Anahuac apresentaram-se instáveis quanto à produção de grãos nos ambientes desfavoráveis e estável nos favoráveis, ao contrário do IAC 24. As infecções do agente causal de mancha-foliar foram baixas, sendo as ocorrências mais generalizadas em Tatuí. Os melhores genótipos de T. durum em relação à qualidade tecnológica foram os tratamentos IAC 1003 (1), SCO"S"/3/BD1814//BD708/BD1543/4/ROK"S" (13), Altar 84 (15) e MEMOS"S"/YAV79/3/SAPI"S"/TEAL"S"//HUI"S" (17), enquadrando-se os demais genótipos na classificação de farinha (sêmola) médio-fraca, produzindo massa de má qualidade. Estimou-se que as variáveis: tempo de desenvolvimento, sedimentação, índice de tolerância à mistura, energia de deformação da massa, número de queda, tenacidade versus elasticidade (P/L) e estabilidade seriam, em ordem de importância, parâmetros a considerar na seleção de cada genótipo, conjuntamente com o rendimento de grãos e sua adaptabilidade.
 
Avaliaram-se a adaptabilidade e a estabilidade de produção de 12 cultivares e linhagens de feijoeiro em 24 ambientes (combinações de épocas de plantio, anos e locais de cultivo), no Estado de São Paulo, bem como a eficiência de dois métodos de análise de estabilidade e adaptabilidade. As cultivares IAC-Carioca e IAC-Una foram utilizadas como padrões de grão tipo carioca e preto respectivamente. O delineamento utilizado foi o de blocos completos casualizados, com quatro repetições e parcelas de quatro linhas de 5 m de comprimento, com as duas centrais como parcela útil. Os métodos utilizados para a avaliação dos parâmetros de adaptabilidade, propostos por Cruz e colaboradores e Lin e Binns, modificados por Carneiro, produziram resultados discrepantes. De acordo com os resultados do primeiro método, as cultivares Rudá, Gen12, IAC-Carioca Eté e FT-Bonito podem ser indicadas para plantio em vários ambientes devido à adaptação ampla. Quanto à adaptabilidade a ambientes específicos, as cultivares mais estáveis foram FT-Nobre, FT-Bonito e Rudá (águas); Rudá, IAC-Carioca Eté e Gen12 (seca); Pérola, FT-Bonito e Gen12 (inverno). Pelo segundo método, entretanto, identificaram-se as cultivares mais estáveis e responsivas, as quais foram consideradas, também, como as mais produtivas. Esse segundo método reuniu eficiência, simplicidade, unicidade de parâmetros e facilidade de interpretação dos resultados. Diante disso, sugere-se que a seleção e a recomendação de cultivares mais produtivas, estáveis e responsivas, tanto para adaptação ampla quanto para a específica, sejam orientadas por sua aplicação.
 
Analysis of variance of eight agronomic traits assessed in diallel crosses among six common bean cultivars, according to 
Morphological/agronomic traits of the bean plant cultivars used in the experiment 
Eight morpho-agronomic traits have been measured in six common bean (Phaseolus vulgaris L.) cultivars and their 15 hybrids aiming to estimate parents potential per se and heterotic effects of hybrid combinations (Gardner and Ebehart's method, 1966). Enough variability has bees detected among the parents for most of the studied characters. Excepting first pod insertion height the results have shown a great deal of complementation for the scored traits. Hybrids LPSPI 93-17 x FT Nobre and LPSPI 93-19 x FT Nobre have revealed the highest chances of selecting for earlier plant emergence and flowering cycle; on the other hand, 'LPSPI 93-17', 'Ápore', 'Rudá' and 'Campeão-1' have presented high potentials per se, as well as in hybrid combinations, for grain yielding increases.
 
A adubação NPK para cafezais adensados, em doses por área, tem sido superestimada por derivar da recomendação para cafezais tradicionais, que é calculada por planta. O objetivo deste trabalho é avaliar o efeito da adubação NPK em dois cafezais adensados: um com a variedade Mundo Novo e outro com a `Catuaí', em condições de produção comercial. Instalaram-se dois experimentos fatoriais, com delineamento fatorial fracionado 1/2 (4 x 4 x 4), na Fazenda Santo Antônio e na Samambaia, no município de Mococa (SP), em cafezais em plena produção. Na Santo Antônio, o `Mundo Novo', em produção, tinha um espaçamento de 2,0 x 1,0 m e, na Samambaia, o `Catuaí' tinha um espaçamento de 1,5 x 1,0 m. As doses de nutrientes aplicadas foram as seguintes: nitrogênio: 100, 200, 300 e 400 kg.ha-1 de N, como uréia; fósforo: 0, 30, 60 e 90 kg. ha-1 de P2O5; na forma de superfosfato triplo e potássio: 0, 80, 160 e 240 kg. ha-1 de K2O, na forma de cloreto de potássio. As adubações iniciaram-se em 1989, sendo obtidas, de 1991 a 1994, quatro colheitas em cada local. No experimento da Fazenda Santo Antônio, onde houve efeito estatisticamente depressivo de N, devem ser ressal-tados o teor médio de fósforo e o alto de potássio no solo, na amostragem inicial, e o teor elevado de N nas folhas, nas amostragens de 1992 e 1993. No experimento da Fazenda Samambaia, destaca-se o efeito significativo da adubação fosfatada sobre a produção do cafeeiro. Os resultados permitem concluir que a adubação nitrogenada em cafeeiro, em sistema adensado, poderá reduzir a produção quando há excesso de sombreamento; o teor de N total nas folhas e a análise de solo para P e K mostraram-se como ferramentas eficientes na avaliação da disponibilidade desses nutrientes e na resposta à adubação.
 
É questionável a influência de parcelas adjacentes na avaliação de linhagens e/ou cultivares cujos caracteres, tais como resistência aos patógenos e arquitetura das plantas, apresentam grande variação. Para testar essa hipótese, desenvolveram-se experimentos por meio dos quais se avaliaram cultivares de feijão (Phaseolus vulgaris), distintos quanto ao nível de resistência aos patógenos causadores da mancha-angular e da antracnose e também quanto à arquitetura das plantas. Efetuaram-se as avaliações, com base nas notas de 1 a 5, concedidas por, no mínimo, três avaliadores, no caso do porte das plantas, e cinco, no de resistência a patógenos. As notas obtidas, após calculada a média, foram submetidas às análises da variância. Apesar de constatado que o desempenho dos cultivares foi alterado em função do material genético situado na sua proximidade, verificou-se que o efeito de parcelas adjacentes não lhes modificou a classificação em termos de resistência a patógenos e porte das plantas. Entretanto, os altos valores de coeficientes de variação estimados para os experimentos de feijão podem ser explicados pelo efeito das parcelas adjacentes.
 
Estudaram-se efeitos de misturas de graminicidas com latifolicidas, aplicados em pós-emergência, acrescidos ou não de seus respectivos adjuvantes, no controle de plantas infestantes na cultura da soja (Glycine max (L.) Merrill) cv. IAC-8, em condições de campo. Os tratamentos consistiram em quatro graminicidas (haloxifop-metil, HM; sethoxydim, S; quizalofop-etil, QE e fluazifop-p-butil, FpB) e quatro latifolicidas (chlorimuron-etil, CE; fomesafen, Fom; fluoroglycofen, Flu e lactofen, Lac), aplicados isoladamente e em misturas, além das testemunhas com e sem convivência da cultura com a comunidade infestante. Os resultados mostraram que os adjuvantes, de maneira geral, intensificaram a injúria dos herbicidas. Os graminicidas mais eficazes, aplicados isoladamente ou em misturas, no controle de Eleusine indica e de monocotiledôneas, foram HM, QE e FpB. Não houve diferenças significativas no controle de Digitaria horizontalis entre os quatro graminicidas isolados; porém, as melhores misturas foram as que utilizaram os graminicidas QE ou HM. Para controle de Mollugo verticillata, os melhores tratamentos foram obtidos com Lac aplicado isoladamente e com as misturas de QE, S ou HM com Fom e seus respectivos adjuvantes. As misturas de tanque apresentaram efeitos predominantemente antagonísticos no controle de E. indica, D. horizontalis e monocotiledôneas. Efeitos estatis-ticamente antagonísticos e sinergísticos no controle de M. verticillata foram obtidos, respec-tivamente, nas misturas de tanque com Lac e com Fom. Uma possível interação entre os adjuvantes e as misturas de herbicidas ocorreu nas avaliações de controle para E. indica, quando as misturas de S ou de HM foram usadas com ou sem adjuvantes. Os tratamentos com herbicidas não influíram na produção do cultivar de soja IAC-8.
 
Quadro 3. Coeficiente de correlação simples entre CMAP e alguns atributos dos solos estudados 
In this study possible correlations between physical and chemical properties and the maximum phosphorus adsorption capacity (MAPC) were evaluated in soils with low activity clay from different regions of Brazil, using samples from the surface (A) and subsurface (B) horizons of 16 soil profiles. The dosages for the determination of MAPC were calculated from the level of remaining phosphorus and they ranged from 0 to 135 mg L-1. From this data isotherms of P adsorption were built. Correlations were tested between MAPC and the clay content, organic carbon, ki, kr, specific surface, Al content determined by sulfuric acid attack, and content of different forms of extracted iron. A high variation in the values of MAPC for the surface horizon (48 to 1429 mg kg-1) and for the subsurface horizon (455 to 1667 mg kg-1) was observed. The correlation coefficients showed a significant association between MAPC and clay content, iron and aluminium determined by sulfuric acid attack and iron extracted by dithionite-citrate-bicarbonate (DCB). The multiple regression analysis showed a good fit to MAPC values based in soil attributes.
 
Objetivando-se estudar a influência da adubação na manifestação da resistência de feijoeiro (Phaseolus vulgaris L.) (cultivares Rosinha G-2, ESAL-564 - Carioca e Diamante Negro) ao ataque de Acanthoscelides obtectus (Say, 1831) (Coleoptera: Bruchidae) foram conduzidos, na época das águas, testes com e sem chance de escolha, utilizando-se grãos obtidos de parcelas adubadas com N, P, K, NP, NK, PK, NPK, e sem adubo, totalizando 24 tratamentos. Os testes foram realizados em condições controladas de temperatura, umidade e luz. Foram avaliados o número de insetos atraídos e de ovos, em cada tratamento. Concluiu-se, no teste com chance de escolha, que o número de ovos de A. obtectus por recipiente foi reduzido pela aplicação do nitrogênio. A aplicação de nitrogênio em adubação resultou em menor porcentagem de insetos atraídos e menor número de ovos no genótipo Rosinha G-2. A manifestação da resistência nos genótipos ESAL-564 e Rosinha G-2 ao ataque de A. obtectus ficou evidente quando utilizados nitrogênio e potássio. Nos testes sem chance de escolha o consumo dos insetos foi reduzido nos grãos produzidos com a aplicação do nitrogênio. A aplicação de nitrogênio em adubação resultou no aumento do número de ovos de A. obtectus no genótipo ESAL-564. Não ficou evidente a manifestação da resistência nos genótipos ESAL-564 e Rosinha G-2 ao ataque do caruncho, pela aplicação dos macronutrientes N, P e K. Na ausência de fósforo o ciclo biológico do inseto foi maior na presença de potássio.
 
Os experimentos foram realizados em um latossolo vermelho-escuro, textura média, em Adamantina (SP), para avaliar os efeitos da adubação fosfatada e da colheita em diferentes estádios de maturação do amendoim nos teores de óleo e de proteína dos grãos e na produção de óleo e de proteína. O experimento constituiu-se de blocos ao acaso com parcelas subdivididas, com três repetições, nas quais as parcelas foram as doses de P e as subparcelas, distribuídas ao acaso, foram as épocas de colheita. As doses de fósforo foram 0, 40 e 80 kg/ha de P2O5 e, as épocas de colheita foram em seis estádios de maturação, aos 78, 85, 92, 99, 106 e 113 e aos 79, 86, 93, 100, 107 e 114 dias após emergência, respectivamente, em 1992/93 e 1993/94. O teor de óleo nos grãos variou segundo os estádios de colheita e de ano para ano e o de proteína aumentou com o retardamento da colheita. Os teores de óleo e de proteína nos grãos e as produções de óleo e de proteína não variaram com a adubação fosfatada.
 
Com o objetivo de estudar a possível utilização de folhas verdes de feijão-comum na alimentação humana, desenvolveram-se um experimento em Viçosa e dois em Coimbra, na Zona da Mata de Minas Gerais, na safra agrícola 1999/2000, utilizando-se o delineamento de blocos ao acaso, com quatro repetições. No experimento de Viçosa, utilizaram-se seis cultivares em testes sensoriais e na obtenção das produções de folhas verdes. No primeiro experimento de Coimbra, estudaram-se os efeitos da adubação nitrogenada nas cultivares Ouro Negro e Pérola, submetidas a 33% de desfolhamento, do estádio da floração até o início da formação de vagens. No segundo experimento de Coimbra, observaram-se os efeitos de três níveis de desfolhamento (33%, 66% e 100%), combinados com quatro épocas de desfolhamento (25, 40, 55 e 70 dias após a emergência), mais uma testemunha (sem desfolhamento), na cultivar Ouro Negro. Verificou-se aceitação das folhas verdes da maioria das cultivares de feijão semelhante à da couve. Com 33% de desfolhamento, tem-se rendimento de 0,4 a 1,5 t/ha de folhas verdes de feijoeiro. A composição química dessas folhas assemelha-se à da couve. Com a adubação nitrogenada são proporcionadas maiores produtividades de folhas verdes, de proteína (nas folhas) e de grãos. A época mais adequada para a coleta de folhas é antes do florescimento, não devendo o desfolhamento ultrapassar o nível de 33%.
 
Foram realizados ensaios de laboratório com amostras de sementes obtidas de dois experimentos em campo, no município de Pindorama, de maio a agosto, em 1992 e 1993, visando estudar o efeito do nitrogênio e de micronutrientes, aplicados sob várias formas, na qualidade das sementes do feijoeiro cultivar IAC-Carioca. Tomaram-se amostras de sementes de cada tratamento aplicado em campo, acondicionando-as em sacos de papel e conservando-as em câmara seca com temperatura de 15o C e umidade relativa do ar de 40%, sendo efetuados testes de germinação imediatamente após a colheita e após 12 e 24 meses. Os resultados foram analisados e as médias, comparadas pelo teste de Duncan:tanto o fornecimento diferencial de N como o de micronutrientes não afetaram a qualidade fisiológica das sementes, medida por meio da percentagem de germinação e de plântulas anormais, não se observando acúmulo ou déficit de elementos nutrientes nas sementes do feijoeiro.
 
Quadro 5. Desdobramentos das interações significativas da análise da variância referente ao teor de nitrogênio na parte aérea do trigo
O presente trabalho foi realizado no município de Selvíria (MS), sob latossolo vermelho-escuro, epieutrófico álico, textura argilosa, precipitação média anual de 1.370 mm e temperatura média anual de 23,5oC. Seu objetivo foi avaliar os efeitos na cultura do trigo e nas propriedades físicas e químicas do solo, da incorporação da fitomassa proveniente de milho, lablabe e mucuna-preta em cultura solteira e intercalada ao milho, na presença e na ausência de adubação nitrogenada (35kg.ha-1). Observou-se resposta positiva do trigo aos adubos verdes, principalmente do lablabe e da mucuna-preta em cultura solteira, e não se obteve resposta à adubação nitrogenada em adição à incorporação da fitomassa dessas culturas, assim como não se caracterizou efeito nas propriedades físicas e químicas do solo.
 
O presente estudo teve por objetivo avaliar respostas da seringueira [Hevea brasiliensis (Willd. ex Adr. de Juss.) Müell. Arg.] à adubação NPK visando recomendá-la no período de formação dos seringais. Relata os resultados do experimento em solo podzólico vermelho-amarelo eutrófico no município de Matão (SP). O delineamento foi de blocos ao acaso em esquema fatorial fracionado 1/2 (4 x 4 x 4) com doses anuais de 0, 40, 80 e 120 kg.ha-1 de N, P2O5 e K2O. Até 104 meses de idade das plantas, avaliaram-se o perímetro do caule 1,20 m acima do calo de enxertia, a porcentagem de plantas aptas para sangria e o tempo de imaturidade do seringal, efetuando-se análises de solo e folhas em diversas épocas. Observou-se, a partir de 24 meses de idade, pouco mais de um ano depois do início das aplicações efeito linear da adubação potássica sobre o perímetro do caule e, a partir de de 48 meses, com freqüência, a interação NK linear. Usando como indicador de desenvolvimento a porcentagem de plantas aptas à sangria, houve efeito linear significativo para K e, em algumas poucas épocas, também paraN. O período de imaturidade, apesar de afetado significativamente apenas pela adubação potássica, mostrou-se dependente do equilíbrio dos nutrientes. Adubações desequilibradas podem retardar até em 15 meses o tempo de imaturidade, comparando-se os melhores e os piores tratamentos. Na ausência de adubação potássica, verificou-se um efeito antagônico dos nutrientes N e P. Adubações potássicas foram essenciais para garantir a antecipação do início da fase produtiva.
 
O trabalho objetivou avaliar a viabilidade agronômica do cultivo de feijão bravo do Ceará (Canavalia brasiliensis), Crotalaria juncea cv IAC-KR1, milheto cv. BN-2 (Pennisetum glaucum), sorgo cv. AG-2501C e sorgo guiné (Sorghum bicolor tipo guinea), semeados no período de safrinha, em comparação com a área mantida no limpo. Após a dessecação, efetuada aos 70 dias de semeadura e posterior manejo dos adubos verdes, foram cultivados em semeadura direta, o feijoeiro de inverno e em sucessão, o arroz de terras altas, ambos associados às adubações nitrogenadas de 0, 25, 50 e 75 kg.ha-1 de N. Concluiu-se que as gramíneas possibilitaram maior produção de matéria seca e cobertura de solo. Com relação à cultura do feijão, a maior produtividade de grãos e componentes da produção foram obtidos nos tratamentos com leguminosas e doses de 50 e 75 kg.ha-1 de N. A C. juncea e a C. brasiliensis influenciaram positivamente na produtividade de arroz, juntamente com doses de 50 e 75 kg.ha-1 de N. Dentre as gramíneas, a sucessão com o milheto foi a que proporcionou maiores produtividades para o feijão e o arroz. A utilização dos sorgos AG-2501C e guiné ocasionaram diminuição dos componentes da produção e da produtividade de arroz.
 
Teores médios de macronutrientes (g.kg-1 ) em folhas do algodoeiro, cultivar IAC 22, aos 100 dias após emergência em função dos tratamentos.
Desenvolveu-se o experimento na região de Selvíria (MS), no ano agrícola de 1998/99, a fim de avaliar a aplicação foliar de nitrogênio e/ou potássio em complemento à adubação de semeadura na cultura do algodão (cv IAC 22), em diferentes períodos. O delineamento experimental adotado foi o de blocos ao acaso com 13 tratamentos e quatro repetições. Os tratamentos constituíram-se de uma testemunha (sem aplicação foliar) e de uma aplicação foliar de N, K e NK, variando entre duas, quatro, seis e oito semanas após o início do florescimento. Utilizou-se a uréia como fonte de N e o cloreto de potássio como a de K. Em cada pulverização, aplicaram-se 250 L.ha-1 de solução, utilizando uréia na concentração de 10% e cloreto de potássio a 4%. Analisaram-se as características: altura de plantas, número médio de entrenós, número médio de ramos frutíferos, número médio de capulhos, massa média de 30 capulhos, produtividade e porcentagem de fibra. Observou-se que o aumento das doses de N com ou sem K, em pulverização foliar, propiciou aumento na produtividade de algodão em caroço e diminuição no rendimento de fibra. O uso de nitrogênio via foliar aplicado durante oito semanas após o início do florescimento proporcionou maior produtividade. Não houve resposta à aplicação de K ou NK.
 
Com o objetivo de estudar a influência da interação N x K na cultura do alho (Allium sativum L.) vernalizado, instalaram-se dois experimentos em casa de vegetação telada, em vasos retangulares de cimento-amianto contendo 50 kg de terra da camada arável em Latossolo Vermelho-Escuro Álico, textura média. Ambos os experimentos constituíram fatorial 4 x 4. Em 1993, estudaram-se quatro níveis de potássio no plantio (original, 4%, 8% e 16% da CTC) e quatro níveis de nitrogênio em cobertura (40, 80, 160 e 320 kg.ha-1) aplicados em duas parcelas, metade aos 30 dias e metade aos 50 dias após a emergência (DAE). O experimento de 1994 compreendeu quatro níveis de potássio e os mesmos quatro níveis de nitrogênio, ambos aplicados parcelados em cobertura, mantendo-se constante o nível de potássio aplicado no plantio. Aos 70 DAE coletaram-se duas plantas de cada vaso para diagnose foliar. Os resultados indicaram redução na concentração foliar de nitrogênio pela adubação potássica, tanto no plantio quanto na cobertura, havendo, entretanto, aumento nos teores de potássio com a concentração de nitrogênio no tecido; aumento na concentração de clorofila com os níveis de potássio no tecido foliar, em virtude de variações nas doses de fertilizante potássico aplicado no plantio e com as doses de nitrogênio em cobertura; favorecimento das elevações nas doses da adubação nitrogenada em cobertura na incidência de pseudoperfilhamento na cultura, que não foi influenciada pela adubação potássica no plantio ou em cobertura; aumento na produção de bulbos com adubação nitrogenada em cobertura.
 
Este trabalho objetivou avaliar o estado nutricional, a produção e a qualidade de raízes de cenoura, cultivar Brasília, influenciados pelos seguintes tratamentos: sete tipos de compostos orgânicos produzidos com dejeto de suínos na forma líquida e material palhoso (bagaço de cana-de-açúcar, capim-napier e palha de café), com o bagaço de cana-de-açúcar contendo ou não gesso ou superfosfato triplo; um tratamento com dejeto seco de suínos; um com adubação mineral e uma testemunha, sem adubação. O experimento foi realizado em 3 de maio a 23 de agosto de 1994, em condições de campo, no delineamento de blocos casualizados com quatro repetições, na Fazenda Experimental da EPAMIG, em Ponte Nova (MG). De modo geral, a maior altura de planta e a produção de parte aérea foram obtidas nos tratamentos com compostos orgânicos e dejeto seco de suínos. Os tratamentos com compostos produzidos com palha de café mais dejeto líquido, bagaço de cana-de-açúcar mais dejeto líquido mais superfosfato triplo e capim-napier mais palha de café mais dejeto líquido proporcionaram produções totais de raízes superiores a 50 t.ha-1. O composto produzido com palha de café e dejeto líquido proporcionou a maior produção de raízes total e comerciável. O enriquecimento do composto, bagaço de cana-de-açúcar mais dejeto líquido, com gesso ou superfosfato triplo, não alterou a produção de raízes nem os teores de Ca e P nas folhas e raízes. As raízes de cenoura, cujos tratamentos receberam adubação orgânica ou mineral, apresentaram teores de P e K superiores e Ca semelhante aos teores considerados padrões para elaboração de dietas para o ser humano.
 
Com o objetivo de estudar a composição de banco de sementes de plantas daninhas em solo cultivado com adubos verdes, desenvolveu-se um experimento em casa de vegetação do Departamento de Produção Vegetal da Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz" (ESALQ/USP), Piracicaba (SP), entre dezembro de 1999 e fevereiro de 2000. As parcelas experimentais, compostas de 1 kg de solo amostrado por um trado de 4,3 cm de diâmetro, a partir da experimentação em campo, foram instaladas em bandejas de 30 x 20 x 5 cm. O delineamento experimental adotado foi o de blocos ao acaso com quatro repetições constando dos fatores: a) adubos verdes - amendoim-forrageiro (Arachis pintoi Krapov. & W.C. Gregory), crotalária (Crotalaria juncea L.), guandu-anão [Cajanus cajan (L.) Millsp.] e testemunha sem capina; b) plantas daninhas - capim-braquiária (Brachiaria decumbens Stapf.), capim-colonião (Panicum maximum Jacq.), picão-preto (Bidens pilosa L.), além da vegetação espontânea. Avaliou-se o número de plantas daninhas emergidas aos 30 e 60 dias após a instalação do experimento. Os resultados permitem concluir que o banco de sementes de plantas daninhas foi significativamente reduzido com a utilização dos adubos verdes, constituindo em prática agrícola relevante para o manejo integrado de plantas daninhas.
 
Top-cited authors
Nereu Augusto Streck
  • Universidade Federal de Santa Maria
Gean Leonardo Richter
  • Universidade Federal de Santa Maria
Jossana Ceolin Cera
Rafael Pio
  • Universidade Federal de Lavras (UFLA)
Sonia Carmela Falci Dechen
  • Instituto Agronômico de Campinas