Figura 1 - uploaded by Laissa Eschiletti Prati
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Genograma familiar do caso 1. Rose, como prefere ser chamada a mãe, nasceu no sul, e mudou-se para São Paulo aos seis anos, após o nascimento do seu único irmão, devido ao trabalho do pai. Enfrentou a separação dos pais quando tinha 12 anos, voltando com a mãe e o irmão para Porto Alegre. Morou com a mãe até se casar, mas como já trabalhava e era independente , conta que não sentiu dificuldades em adaptar-se ao casamento. Reinaldo, o pai, é o mais novo de quatro filhos e também morou em casa até se casar. No início do ano perdeu sua mãe, aos 72 anos, de " câncer fulminante " , fato que abalou toda a família. Em função da doença da avó, o pai de Rafael teve que deixar o emprego, para revezar-se com os irmãos nos cuidados hospitalares. Em um contato posterior, quando o Rafael já se mostrava adaptado à rotina escolar, a mãe relatou que o pai fez um surto depressivo, após a morte da sua mãe (avó de Rafael), precisando ser hospitalizado. Em função da doença , o marido ficou bastante envolvido com seu pai e parou de trabalhar, sendo, portanto, ela quem sustenta a casa. A análise do genograma revela a repetição da configuração da família de origem da mãe, na família atual: casal e dois filhos, com uma diferença de 5 anos entre si, sendo a menina a filha mais velha, e o menino o mais jovem. Esta repetição é percebida pela mãe, quando comenta que os filhos têm a mesma diferença de idade que ela e seu irmão. Percebe-se, ainda, um forte vínculo entre a família atual e a família de origem materna. A mãe e o irmão moram próximos, e, juntos com a avó materna, constituíram uma empresa familiar, onde todos trabalham. O marido não estava incluído nesta empresa, mesmo quando morava em casa. Trata-se de uma família tipicamente nuclear, formada pelo casal e dois filhos, conforme retrata o genograma. As avós aparecem como pessoas fortes e queridas, com quem a família estabelece bom vínculo. Já a figura do avô, mesmo o que ficou viúvo recentemente, não foi referida.  

Genograma familiar do caso 1. Rose, como prefere ser chamada a mãe, nasceu no sul, e mudou-se para São Paulo aos seis anos, após o nascimento do seu único irmão, devido ao trabalho do pai. Enfrentou a separação dos pais quando tinha 12 anos, voltando com a mãe e o irmão para Porto Alegre. Morou com a mãe até se casar, mas como já trabalhava e era independente , conta que não sentiu dificuldades em adaptar-se ao casamento. Reinaldo, o pai, é o mais novo de quatro filhos e também morou em casa até se casar. No início do ano perdeu sua mãe, aos 72 anos, de " câncer fulminante " , fato que abalou toda a família. Em função da doença da avó, o pai de Rafael teve que deixar o emprego, para revezar-se com os irmãos nos cuidados hospitalares. Em um contato posterior, quando o Rafael já se mostrava adaptado à rotina escolar, a mãe relatou que o pai fez um surto depressivo, após a morte da sua mãe (avó de Rafael), precisando ser hospitalizado. Em função da doença , o marido ficou bastante envolvido com seu pai e parou de trabalhar, sendo, portanto, ela quem sustenta a casa. A análise do genograma revela a repetição da configuração da família de origem da mãe, na família atual: casal e dois filhos, com uma diferença de 5 anos entre si, sendo a menina a filha mais velha, e o menino o mais jovem. Esta repetição é percebida pela mãe, quando comenta que os filhos têm a mesma diferença de idade que ela e seu irmão. Percebe-se, ainda, um forte vínculo entre a família atual e a família de origem materna. A mãe e o irmão moram próximos, e, juntos com a avó materna, constituíram uma empresa familiar, onde todos trabalham. O marido não estava incluído nesta empresa, mesmo quando morava em casa. Trata-se de uma família tipicamente nuclear, formada pelo casal e dois filhos, conforme retrata o genograma. As avós aparecem como pessoas fortes e queridas, com quem a família estabelece bom vínculo. Já a figura do avô, mesmo o que ficou viúvo recentemente, não foi referida.  

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The beginning of school life is a special moment in the life cycle that may be influenced by stressful events such as family loss and separation, as well as by conflicting relationship patterns between the present family and the family of origin. This article aims to demonstrate the use of the genogram as a research instrument in developmental psyc...

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