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Publications (3)3.38 Total impact

  • Article: Primary pineal malignant melanoma: case report and literature review.
    Clinical neurology and neurosurgery 01/2011; 113(1):59-64. · 1.30 Impact Factor
  • Article: Spontaneous hemorrhage in a lumbar ganglion cyst.
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    ABSTRACT: Case report. To describe a case of a subacute radiculopathy resulting from a spontaneous hemorrhage into a lumbar ganglion cyst. Ganglion and synovial cysts of the lumbar spine are becoming more frequent, and they are generally associated with degenerative lumbar spinal disease. Few cases of hemorrhage into lumbar juxtafacet cysts after trauma or anticoagulation therapy have been described in the literature. A case of a spontaneous hemorrhage in a lumbar ganglion cyst is presented. A 61-year-old man presented with a 2-month history of intermittent bilateral lumbar ache. Eight days before admission he had a sudden exacerbation of the lumbar pain and began to fall frequently and noticed weakness and tingling in his lower members, mainly in the right leg. Magnetic resonance imaging scan revealed a hematic collection associated with a large juxtafacet cyst at the L4-L5 level. He was submitted to surgery and the cyst was totally removed. Microscopic examination was consistent with the diagnosis of a ganglion cyst. Two days after surgery he had already an independent gait. Although, there are a few descriptions of hemorrhagic lumbar justafacet cysts after trauma or anticoagulant therapy, this is the first case of a hemorrhagic ganglion cyst with no previous traumatic event or use of medication. Magnetic resonance imaging was essential for making the preoperative diagnosis. Neurosurgical cyst removal proved to be an effective treatment.
    Spine 08/2008; 33(15):E521-4. · 2.08 Impact Factor
  • Article: Doença de Moyamoya: tratamento cirúrgico de 5 crianças
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    ABSTRACT: A doença de Moyamoya é uma doença cerebrovascular oclusiva crónica progressiva. O seu nome deriva da denominação japonesa para o aspecto esfumado característico na angiografia. A doença é frequente no continente asiático e rara na Europa. A etiologia é desconhecida, sendo proposta uma base hereditária. A chave do diagnóstico é a angiografia. O tratamento cirúrgico consiste em técnicas de revascularização cerebral. Entre março de 1996 e novembro de 1999 foram operadas 5 crianças, 3 meninas e 2 rapazes, com idades compreendidas entre os 22 meses e os 6 anos e 3 meses. Apresentamos os resultados do tratamento cirúrgico e o seguimento destas crianças, com um tempo de médio de 5 anos. (Introdução) A doença de Moyamoya é uma doença cerebrovascular oclusiva crónica progressiva, diagnosticada por alterações angiográficas características. A etiologia é desconhecida e várias condições têm sido associadas à doença, como alterações imunológicas, radioterapia, traumatismos, doenças auto-imunes, doenças infecciosas como a amigdalite, a leptospirose ou a tuberculose, doenças metabólicas como as glicogenoses. Por associação a antigénios de superfície leucocitários HLA semelhantes aos da síndrome de Down e de neurofibromatose de Von Recklinghausen, foi proposta uma base hereditária. Há uma associação significativa com o antigénio B51, que se associa às doenças de Behçet e Kawasaki. A doença manifesta-se em 70% dos casos antes dos 20 anos. Estão definidos 2 picos de incidência, um antes dos 10 anos e outro entre os 30 e 40 anos. Os acidentes isquémicos e a epilepsia são a forma de apresentação clínica nas crianças. Nos adultos é mais frequente a hemorragia. É uma doença progressiva com vários episódios isquémicos, levando a défices neurológicos frequentes e atraso intelectual. Olds seguiu 39 crianças durante um período médio de 3,5 anos e concluíu que dos 8 doentes não operados 2 morreram e só um dos 6 sobreviventes estava neurologicamente bem. O curso da doença depende da rapidez e extensão da oclusão vascular e da capacidade de desenvolvimento de circulação colateral. Numa série de 400 doentes seguidos por Karasawa, das crianças com mais de 3 anos 36% tiveram um AVC maior e 36% ficaram incapacitadas de uma forma moderada ou severa. Segundo Karasawa o início antes dos 3 anos associa-se a pior prognóstico. No estudo anátomo-patológico há uma proliferação excêntrica do tecido conjuntivo da íntima das grandes artérias e duplicação e desagregação da membrana elástica interna das artérias periféricas. O diagnóstico é feito pela angiografia cerebral ou pela angio-RMN, que revelam estenose ou oclusão no segmento inicial da artéria carótida interna supraclinoideia e na origem das artérias cerebrais anterior e média, rede anormal de vasos na região das artérias prefurantes, especialmente as tálamo-estriadas, e anastomoses a partir das artérias superficiais. A angiografia seriada mostra que uma simples estenose da artéria carótida interna supraclinoideia progride progressivamente para uma oclusão completa. O tratamento nas crianças baseia-se nas anastomoses indirectas com retalhos de fáscia vascularizada, dura invertida e músculo. Estas técnicas têm sido usadas isoladamente ou em associação. (Discussão) A manifestação clínica da doença de Moyamoya é variável. Em 4 das nossas crianças o início da sintomatologia foi um enfarte cerebral, forma de aparecimento que se enquadra no tipo IV de Matsushima et al. Em 3 destas crianças o início da doença ocorre antes dos 3 anos de idade, o que de acordo com Karasawa se associa a pior prognóstico. A angiografia foi a pedra chave do diagnóstico. Nalgumas crianças a RMN levantou a suspeita da doença pelas alterações vasculares nas cisternas e gânglios da base. O desenvolvimento de novas técnicas associadas à RMN poderá substituir a angiografia na detecção e seguimento da doença. Em 4 das nossas crianças a doença era bilateral. Na 5ª criança, com início mais tardio da doença, havia apenas sinais imagiológicos de doença unilateral. Esta criança foi operada apenas do lado direito, enquanto as restantes foram submetidas a cirurgia bilateral. Não houve morbilidade acrescida ou mortalidade nos nossos doentes. Após a cirurgia não se repetiram em nenhuma das crianças acidentes vasculares cerebrais que tivessem tradução clínica, e o tempo de seguimento médio é já de 5 anos, variando entre 3 anos e 6 meses e 7 anos. Isto leva-nos a supôr que há irrigação compensatória eficaz. As diferenças na irrigação dos hemisférios cerebrais a partir dos ' enxertos' poderão estar relacionadas com a maior ou menor presença de factores de angiogénese dependentes da isquémia cerebral. Em todas as crianças foi feita pelo menos uma angiografia cerebral após a cirurgia. Foi também feito controle imagiológico de RMN ou angio-RMN com periodicidade variável. Não houve morbilidade acrescida ou mortalidade nos nossos doentes. É fundamental o diagnóstico precoce da doença por forma a que a irrigação compensatória permita minimizar défices neurológicos que podem ser severos, como é exemplificado em 2 das nossas crianças que têm uma afasia.
    Sinapse 05/2004; 4(1):36-42.