[Use of Southern Blot/Hybridization technique associated to polymerase chain reaction to improve the sensitivity in the diagnosis of hemoplasma infections in domestic cats].
ABSTRACT The aim of this study was to determine whether Southern Blot/Hybridization (SB) associated to Polymerase Chain Reaction (PCR) improves the sensitivity in the detection of hemoplasma DNA in domestic cats (Felis catus). Whole blood was collected in tubes containing the anticoagulant ethylenediamine tetra-acetic acid and DNA extracted from 149 animals. PCR was performed using species specific primers to amplify the 16S ribosomal RNA subunit of Mycoplasma haemofelis and 'Candidatus M. haemominutum' from these samples. Hybridization was performed using a 16S rDNA probes chemically labeled and the results were visualized using a chemiluminescent substrate addition followed by autoradiography. Eighteen (12.1%) of the 149 tested samples had a positive PCR result for hemoplasma species DNA. SB/hybridization technique showed that 24/149 (16.1%) samples were positive for hemoplasmas, confirming the 18 PCR-positive results and reveling six additional positive animals (p<0.001). SB/hybridization method with specific probes was more sensitive than PCR performed alone, being complimentary to this technique to diagnose infections caused by feline hemoplasmas.
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www.cbpv.com.br/rbpv
Rev. Bras. Parasitol. Vet., Jaboticabal, v. 18, supl. 1, p. 1-6, dez. 2009
ISSN 1984-2961 (eletrônico)
*Autor para correspondência: Daniel B. Macieira
Departamento de Patologia e Clínica Veterinária, Faculdade de Veterinária,
Universidade Federal Fluminense – UFF
Rua Vital Brasil Filho, 64, Santa Rosa, CEP 24230-340 Niterói - RJ, Brasil
e-mail: macieiradb@vm.uff.br (DBM); mcvalny@vm.uff.br (NRPA)
Apoio: CAPES e FAPERJ
Uso da técnica de Southern Blot/Hibridização associada à
reação em cadeia da polimerase para aumentar a
sensibilidade no diagnóstico das infecções por hemoplasmas
em gatos domésticos
Use of Southern Blot/Hybridization technique associated to polymerase chain reaction to improve
the sensitivity in the diagnosis of hemoplasma infections in domestic cats
Daniel B. Macieira1*; Rita de Cássia A. A. de Menezes2; Cristiane B. Damico3;
Nádia R. P. Almosny1; Joanne B. Messick4
1Departamento de Patologia e Clínica Veterinária, Faculdade de Veterinária, Universidade Federal Fluminense – UFF
2Departamento de Parasitologia Animal, Instituto de Veterinária, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro – UFRRJ
3Clínica Veterinária Gatos & Gatos
4Department Comparative Pathobiology, School of Veterinary Medicine, Purdue University
Recebido em 11 de Setembro de 2008
Aceito em 4 de Setembro de 2009
Resumo
O objetivo deste trabalho foi verificar se a técnica de Southern Blot/Hibridização (SB) em associação à reação de
polimerização em cadeia (PCR) aumenta a sensibilidade na detecção de DNA de hemoplasmas em gatos domésticos
(Felis catus). O sangue total foi coletado em tubos contendo o anticoagulante ácido etilenodiamino tetra-acético, o
DNA extraído a partir de 149 animais e a PCR realizada com o uso de sequências iniciadoras espécie-específicas, para
amplificar subunidade 16S do RNA ribossomal de Mycoplasma haemofelis e ‘Candidatus M. haemominutum’ dessas
amostras. Para a hibridização, foram utilizadas sondas específicas quimicamente marcadas, e os resultados visualizados por
meio da adição de substrato quimiluminescente seguida de autoradiografia. Dezoito (12,1%) das 149 amostras testadas
apresentaram resultado PCR-positivo para o DNA de hemoplasmas. A técnica de SB mostrou que 24/149 (16,1%)
amostras apresentaram resultado positivo para hemoplasmas, confirmando os 18 resultados PCR-positivos, além de
revelar seis outros adicionais (p < 0,001). O método de SB com sondas específicas mostrou-se mais sensível do que a PCR
realizada isoladamente, sendo complementar para o diagnóstico das infecções causadas pelos hemoplasmas felinos.
Palavras-chave: Diagnóstico molecular, Felis catus, Mycoplasma spp.
Abstract
The aim of this study was to determine whether Southern Blot/Hybridization (SB) associated to Polymerase Chain
Reaction (PCR) improves the sensitivity in the detection of hemoplasma DNA in domestic cats (Felis catus). Whole
blood was collected in tubes containing the anticoagulant ethylenediamine tetra-acetic acid and DNA extracted
from 149 animals. PCR was performed using species specific primers to amplify the 16S ribosomal RNA subunit of
Mycoplasma haemofelis and ‘Candidatus M. haemominutum’ from these samples. Hybridization was performed using
a 16S rDNA probes chemically labeled and the results were visualized using a chemiluminescent substrate addition
followed by autoradiography. Eighteen (12.1%) of the 149 tested samples had a positive PCR result for hemoplasma
species DNA. SB/hybridization technique showed that 24/149 (16.1%) samples were positive for hemoplasmas,
confirming the 18 PCR-positive results and reveling six additional positive animals (p < 0.001). SB/hybridization
method with specific probes was more sensitive than PCR performed alone, being complimentary to this technique to
diagnose infections caused by feline hemoplasmas.
Keywords: Molecular diagnosis, Felis catus, Mycoplasma spp.
Artigo Completo
doi:10.4322/rbpv.018e1001
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2 Macieira, D.B. et al. Rev. Bras. Parasitol. Vet.
Introdução
Os hemoplasmas felinos eram conhecidos como isolados distintos
(Ohio e California) de Haemobartonella felis, porém, após análises
moleculares do gene 16S do RNA ribossomal (16S rRNA), foram
alocados na classe Mollicutes e ordem Mycoplasmatales, sendo
renomeados para o gênero Mycoplasma, espécies M. haemofelis
e ‘Candidatus M. haemominutum’, respectivamente (FOLEY;
PEDERSEN, 2001; NEIMARK et al., 2001). Os hemoplasmas são
parasitos simples, com um genoma reduzido e que replicam por fissão
binária. Até os dias de hoje, esses organismos não foram cultivados
fora de seus hospedeiros definitivos (HARVEY, 2006).
A infecção por meio de artrópodes hematófagos é considerada
o principal modo de transmissão dos hemoplasmas felinos, sendo
a presença de Ctenocephalides felis frequentemente associada à
de hemoplasmas (NASH; BOBADE, 1986; HACKETT et al.,
2006; HARVEY, 2006). Há suspeitas de que carrapatos também
possam estar envolvidos na transmissão desses parasitos, visto
que o DNA de hemoplasmas foi identificado no gênero Ixodes
e na espécie Rhipicephalus sanguineus (TAROURA et al., 2005;
WILLI et al., 2007a).
No Brasil, os hemoplasmas felinos já foram identificados,
molecularmente, em amostras de gatos domésticos dos Estados
do Paraná, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul (MORAIS et al.,
2007; MACIEIRA et al., 2008; SANTOS et al., 2009). Esse
grupo de parasitos também foi identificado em felídeos selvagens
mantidos em cativeiro nas cidades de Curitiba e de São Paulo,
(GUIMARÃES et al., 2007a; WILLI et al., 2007b).
Uma terceira espécie de hemoplasma felino, ‘Candidatus M.
turicensis’, foi identificada na Suíça, Reino Unido, África do Sul,
Austrália e Estados Unidos da América (EUA) (WILLI et al., 2005;
WILLI et al. 2006; SYKES et al., 2008). No Brasil, até o momento,
esse parasito foi descrito em felídeos selvagens mantidos em um
zoológico da cidade de São Paulo e, em gatos domésticos, da região
Sul do país (WILLI et al., 2007b; SANTOS et al., 2009).
Diversos são os métodos para o diagnóstico das infecções por
hemoplasmas (HARVEY, 2006). No Brasil, o método mais utilizado
é a avaliação de esfregaços de sangue periférico corados por técnicas
de Romanovsky. Entretanto esse método é sabidamente pouco
sensível e específico. Dessa forma, o uso de técnicas moleculares,
como a reação em cadeia da polimerase (PCR), mais sensíveis e
específicas que a citada anteriormente, é de grande importância no
diagnóstico das infecções por hemoplasmas e estudos epidemiológicos
(MESSICK et al., 1998). Recentemente, outra técnica, a PCR em
tempo real, foi validada para a detecção de DNA de hemoplasmas
felinos (TASKER et al., 2003), apresentando diversas vantagens
em relação à PCR convencional. É bem mais rápida, altamente
específica devido ao uso de um terceiro nucleotídeo (uma sonda
marcada com reagente fluorescente) e permite a quantificação
do DNA do hemoplasma em questão no sangue que, além de
facilitar o entendimento do processo infecção-doença, pode ser
útil na avaliação da resposta perante o tratamento (TASKER et al.,
2003; BRADDOCK; TASKER; MALIK, 2004; WILLI et al.
2007c). Também se constitui em uma vantagem o fato desses
ensaios serem realizados em sistemas de tubos fechados do início
ao fim, o que reduz o risco de contaminação e de resultados
falso-positivos, (WILLI et al., 2007c). Entretanto, Sykes et al.
(2007) encontraram uma sensibilidade similar entre as técnicas
de PCR convencional e em tempo real.
A detecção de sequências específicas entre fragmentos de
DNA, separados pela eletroforese em gel de agarose, foi descrita
por Southern (1975), sendo o uso da técnica como ferramenta
de diagnóstico respaldado na literatura científica (HARVEY;
SOUNDY, 2005). Dessa forma, a PCR pode ter sua sensibilidade
aumentada, se realizada em conjunto com técnica de Southern
Blot/Hibridização (SB) do DNA amplificado (GUIMARÃES et al.,
2007b; MACIEIRA et al., 2008).
Assim, o objetivo deste trabalho foi verificar se a técnica de SB
em associação à PCR aumenta, de fato, a sensibilidade na detecção
de DNA de hemoplasmas em gatos domésticos (Felis catus).
Material e Métodos
1. Animais utilizados
No período de fevereiro de 2005 a fevereiro de 2006, foram,
prospectivamente, coletadas amostras sanguíneas, em tubos contendo
o anticoagulante ácido etilenodiamino tetra-acético (EDTA), de
149 gatos domésticos, atendidos em uma clínica exclusiva para
felinos[1], na cidade do Rio de Janeiro, Brasil. Essas amostras
englobaram todos os animais testados para exposição/infecção aos
retrovírus felinos FIV e FeLV, para a realização de um outro estudo
acerca da prevalência de infecções por hemoplasmas nestes animais
(MACIEIRA et al., 2008). Todos os procedimentos realizados
contaram com autorização por escrito dos proprietários.
2. Avaliação microscópica
Esfregaços sangüíneos de sangue periférico foram confeccionados
logo após a coleta. Os mesmos foram corados por técnica rápida[2]
de Romanovski. Apenas esfregaços com estruturas características dos
parasitos, que não gerassem dúvidas aos profissionais envolvidos na
avaliação, foram considerados positivos. Lâminas com estruturas
similares aos microrganismos foram assinaladas como suspeitas,
enquanto aquelas sem achados foram consideradas, apenas para
efeito de classificação, negativas.
3. Extração/purificação do DNA genômico
O DNA total de cada amostra de sangue foi extraído e
purificado no prazo de no máximo uma semana após a coleta.
Esse procedimento foi realizado com uso de um kit comercial[3]
de acordo com as instruções do fabricante. As amostras de DNA
foram mantidas a –20 °C até a realização da PCR.
1 Clínica Veterinária Gatos & Gatos, Rio de Janeiro, RJ.
2 Panótico Rápido InstantProv, Newprov produtos para laboratório, Pinhais, PR.
3 Generation Capture Column, Gentra Systems, Minneapolis, MN, EUA.
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v. 18, supl. 1, dez. 2009 Uso da técnica de Southern Blot/Hibridização associada à reação em cadeia da polimerase 3
4. PCR
As células sanguíneas podem apresentar componentes inibidores
que levam a um resultado falso-negativo na PCR (AL-SOUD;
RADSTRÖM, 2001). Dessa forma, o gene codificador da enzima
gliceraldeído-3-fosfato desidrogenase (GAPDH) foi usado como
verificador da presença de DNA amplificável na amostra, uma vez
que é encontrado em todos os mamíferos, resultando na formação
de um produto de 399 pares de base (pb) (BIRKENHEUER;
LEVY; BREITSCHWERDT, 2003). As condições de reação[4]
consistiram em uma etapa inicial de desnaturação a 94 °C, por
5 minutos, seguida de 30 ciclos de 95 °C por 45 segundos; 55 °C
por 45 segundos; e 72 °C por 45 segundos, finalizando com uma
extensão adicional de 2 minutos a 72 °C. Foram utilizados os
seguintes reagentes em suas concentrações finais: 1X Green GoTaq
Flexi Buffer[5], 1,5 mM MgCl2
0,2 mM de cada sequência iniciadora[6] (Forward GAPDH-F
5´-CCTTCATTGACCTCAACTACAT-3´ e Reverse GAPDH-R
5´-CCAAAGTTGTCATGGATGACC-3´), 1,25 U GoTaq DNA
Polimerase[5], e água estéril q.s.p. 25 μL[6].
Todas as amostras, cuja presença de DNA amplificável foi
verificada, através da PCR previamente descrita, foram testadas
para a presença do gene 16S rRNA de M. haemofelis e ‘Candidatus
M. haemominutum’.
Para se amplificar um fragmento parcial de 393 pb do gene 16S
rRNA de M. haemofelis, a PCR foi executada com 5 μL de DNA
extraído em solução para um volume total de 25 μL por reação. As
concentrações finais dos reagentes da PCR foram: 50 mM KCl[5],
10 mM Tris-HCl[5], 0,1% Triton X-100[5], 2,5 mM MgCl2
de cada dNTP[5], 0,2 mM de cada sequência iniciadora[6] (Forward
Hfelis-F1 5´-GACTTTGGTTTCGGCCAAGG-3´ e Reverse
Hfelis-R3 5´-CGAAGTACTATCATAATTATCCCTC-3´), 1 U
de Taq DNA polimerase[5], e água estéril para biologia molecular
q.s.p. 25 μL[6]. As condições de reação consistiram de uma etapa
inicial de desnaturação por 10 minutos a 94 °C, seguida de 43 ciclos
de 94 °C por 45 segundos, 54 °C por 45 segundos, 72 °C por
um minuto e um passo final de extensão a 72 °C por 7 minutos
(BERENT; MESSICK; COOPER, 1998).
A PCR para a detecção do DNA de Candidatus M.
haemominutum’, foi realizada de acordo com Foley et al. (1998),
com o mesmo volume de DNA em solução, assim como as mesmas
concentrações dos reagentes descritos para a identificação do
DNA de M. haemofelis, sendo utilizadas as sequências iniciadoras
Forward Cali-F1 (5´-GCATAATGTGTCGCAATC-3´) e Reverse
Cali-R1 (5´-GTTTCAACTAGTACTTTCTCCC-3´). Os
reagentes utilizados foram dos mesmos fabricantes que os da
reação previamente descrita. As condições de reação utilizadas
consistiram em uma etapa inicial de desnaturação de 4 minutos
a 94 °C, seguida de 35 ciclos de 94 °C por 30 segundos, 53 °C
por 1 minuto e 70 °C por 45 segundos, encerrando-se com uma
[5], 0,2 mM de cada dNTP[5],
[5], 0,2 mM
etapa adicional de extensão por 5 minutos a 70 °C, resultando,
assim, em um produto de 191 pb.
Controles positivos e negativos, pertencentes ao grupo deste
trabalho, foram utilizados no presente estudo. Esses controles
consistiram de amostras sabidamente positivas e negativas para
a presença de GAPDH e também para DNA dos hemoplasmas
testados.
Os produtos amplificados foram analisados por meio de
eletroforese em gel de agarose[7] a 1,5%, em solução tampão
Tris-acetato-EDTA (40 mM Tris-Acetato e 1 mM EDTA),
contendo 0,5 mg.mL–1 de brometo de etídeo[7]. Os resultados foram
visualizados e documentados sob transluminador ultravioleta[8].
Para a determinação do tamanho dos produtos amplificados,
foi utilizado o marcador de peso molecular de 100 pb[7]. As
fotografias obtidas digitalmente foram posteriormente ajustadas em
programa para tratamento de imagens[9] para melhor visualização
e acabamento.
5. Southern Blot e hibridização
A transferência dos produtos da PCR (Southern Blot) foi
realizada em todas as amostras testadas após eletroforese e
visualização/documentação do gel. Usando-se um sistema rápido de
transferência[10], os géis de PCR foram submetidos à desnaturação
alcalina (3 M NaCl, 0,4 M NaOH) e neutralização (1 M tampão
fosfato, pH 6,8), e transferidos para uma membrana de náilon
positivamente carregada[11], conforme descrito por Chomczynski
(1992) e de acordo com as instruções do fabricante.
As reações de hibridização foram conduzidas pelo método
quimiluminescente, não-radioativo, para a detecção de ácidos
nucleicos (HÖLTKE et al., 1992). Sondas específicas para o
DNA de M. haemofelis e ‘Candidatus M. haemominutum’ foram
sintetizadas com a substituição dos dNTPs utilizados na PCR
convencional pelo ‘PCR DIG Labeling mix’[12], resultando em
sequências quimicamente marcadas de 393 pb e 191 pb para ambos
os hemoplasmas, respectivamente, de acordo com as instruções
dos fabricantes. Uma vez contendo os produtos transferidos do
gel, as membranas foram pré-hibridizadas por duas horas a 45 °C,
usando-se a solução ‘DIG Easy Hyb’[12], seguida por hibridização
durante a noite ou por 12 horas a 45 °C com as sondas específicas.
Após essa etapa, a membrana de náilon foi bloqueada, incubada
com anticorpos quimiluminescentes e radiografadas. Todos os passos
previamente descritos foram realizados por intermédio de reagentes
contidos em kit comercial[12]. As radiografias foram digitalizadas
e colocadas em conjunto com seus géis correspondentes com o
uso de programa para tratamento de imagens[9].
7 Invitrogen, Carlsbad, CA, EUA.
8 Kodak Gel Logic 100 Imagins System, Eastman Kodak Corporation, Roches-
ter, NY, EUA
9 Adobe Photoshop CS2, Adobe Systems Incorporated, San Jose, EUA.
10 TurboblotterTM Rapid Downward Transfer Systems (Whatman Schleicher
& Schuell, Keene, NH)
11 Nytran SuPerCharge TurboBlotterTM (Whatman Schleicher & Schuell,
Keene, NH, EUA)
12 DIG-Systems for non-reactive nucleic acid labeling and detection, Roche
Diagnostic Corporation, Indianapolis, IN, EUA
4 Informação pessoal fornecida via correio eletrônico pelo Dr. A. J. Birkenheuer.
Department of Clinical Sciences, College of Veterinary Medicine, North
Carolina State University, Raleigh, Carolina do Norte, EUA.
5 Promega, Madison, WI, EUA.
6 Integrated DNA Technologies – IDT – Coralville, IA, EUA.
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4 Macieira, D.B. et al. Rev. Bras. Parasitol. Vet.
6. Análise estatística
Estimativas de ocorrência e intervalos de confiança (IC) a
95% exatos, obtidos por meio de teste de probabilidade binomial,
foram calculados para cada desfecho nos animais testados para a
presença dos hemoplasmas (positivos e negativos). Comparações
entre os diferentes testes foram realizadas por meio dos testes
não-paramétricos de Qui-quadrado (χ2) ou exato de Fisher, quando
aplicável. O índice Kappa (κ) de concordância foi aferido entre
as técnicas de PCR realizada de forma isolada e em conjunto
com a técnica de SB. Valores de p < 0,05 foram considerados
estatisticamente significativos. A análise estatística foi realizada
por meio dos programas “The Statistical Package for the Social
Sciences for Windows v. 15.0” (SPSS, 2006) e “Stata v. 10.0”
(STATACORP LP, 2007).
Resultados e Discussão
Todas as 149 amostras testadas para a presença de hemoplasmas
possuíam DNA amplificável, conforme comprovado pela
amplificação de parte do gene GAPDH dessas amostras (Figura 1),
sendo, portanto, incluídas no estudo.
Dos 149 animais testados, no presente trabalho, apenas um
(0,67%; IC-95 0 – 3,7%) teve um resultado certamente positivo
pela análise do esfregaço sanguíneo, enquanto 18 (12,1%;
IC 95% 7,3 – 18,4%) amostras analisadas apresentaram resultado
positivo para o DNA de pelo menos um hemoplasma. Uma vez
que não era objetivo a identificação de espécies, e sim verificar
o aumento da sensibilidade do diagnóstico, resultados positivos
para a presença de DNA de M. haemofelis e ‘Candidatus M.
haemominutum’ foram tratados de forma genérica como positivos
para hemoplasmas. A PCR confirmou a amostra previamente
identificada pela avaliação do esfregaço sanguíneo e revelou ainda
17 novos animais infectados. Dessa forma, a PCR mostrou ser
uma técnica muito mais sensível do que a microscopia ótica para
diagnosticar infecções por hemoplasmas (p < 0,001). Ressalta-se
que, durante a realização deste trabalho, não havia técnica
padronizada para a detecção de ‘Candidatus M. turicensis’ por meio
de PCR convencional, sendo essa técnica descrita recentemente
(SANTOS et al., 2009).
O método mais comum para a identificação de M. haemofelis é a
visualização do parasito no esfregaço sanguíneo, corado por alguma
técnica de Romanowsky, e as desvantagens do uso desse método
para se estabelecer o diagnóstico de infecções por hemoplasmas
são bem documentadas (TASKER; LAPPIN, 2002). Devido à
natureza cíclica das parasitemias, a ausência de microrganismos em
esfregaços sanguíneos não exclui um diagnóstico de infecção por
hemoplasma. Outras causas de resultados falso-negativos incluem
a falha na observação do parasito durante a avaliação do esfregaço
sanguíneo e, ainda, um excesso de exposição do sangue ao EDTA
após a coleta. (HARVEY; GASKIN, 1977; ALLEMAN et al., 1999;
MESSICK, 2003; HARVEY, 2006). Uma crenação excessiva das
hemácias de felinos pode acontecer, se os esfregaços forem preparados
após algum tempo da coleta do sangue ou ainda se a secagem
ocorrer de forma muito lenta, podendo obscurecer a presença
de parasitos (BUTT, 1990). ‘Candidatus M. haemominutum’ é
raramente visualizado no sangue, e, quando presente, é de difícil
identificação, visto seu tamanho bem reduzido e similaridade com
artefatos. Dessa forma, a identificação molecular é o único método
confiável para a diferenciação das espécies desse grupo de parasitos
de eritrócitos de felinos (MESSICK et al., 1998; FOLEY et al.
1998; INOKUMA et al., 2004; TASKER; LAPPIN, 2006). Essa
mesma dificuldade ocorre para a identificação microscópica de
‘Candidatus M. turicensis’, somente possível por meio de técnicas
moleculares (WILLI et al., 2007c). Esses fatores, provavelmente,
levaram ao pequeno número de resultados positivos (apenas um)
para hemoplasmas, no presente estudo, quando avaliados somente
esfregaços sanguíneos.
Além de uma elevada concordância com a PCR (κ = 0,834) e a
confirmação de todos os resultados positivos nela obtidos (Figura 2),
a técnica de SB revelou seis resultados positivos adicionais para a
presença de DNA de hemoplasmas (Figura 3), totalizando 24/149
(16,1%; IC 95% 10,6 – 23,0%) amostras positivas (p < 0,001).
O aumento de sensibilidade obtido com o uso da técnica de
SB/hibridização corrobora diversos autores (NASRALLA et al., 1999;
SANDER; PENNO, 1999; TAKAHASHI-OMOE et al., 2004;
GUIMARÃES et al., 2007b). No presente estudo, foi utilizado um
método rápido de transferência dos produtos da PCR em gel de
agarose para membranas de náilon positivamente carregadas, que
resultou em sinais mais intensos e sensibilidade relativamente mais
elevada na etapa seguinte de hibridização, porque retém o DNA
quantitativamente (CHOMCZYNSKI, 1992; HÖLTKE et al., 1992).
Esse método aumenta a sensibilidade e eficiência da transferência do
DNA presente no gel, permitindo que essa transferência ocorra de
forma completa e rápida, ao contrário de técnicas convencionais, em
que essa etapa pode durar até 12 horas (CHOMCZYNSKI, 1992).
Em complemento à transferência dos produtos para uma membrana
(SB), foi adotado um sistema que utiliza a digoxina para a detecção
de ácidos nucleicos (HÖLTKE et al., 1992). Esse método detecta
a presença do DNA alvo por intermédio de quimiluminescência,
possuindo, por isso, diversas vantagens em relação ao uso de
marcadores radioativos: alta sensibilidade, ausência de background
e fácil remarcação da membrana com sondas. Por ser um método
não-radioativo, apresenta uma maior estabilidade, menor risco à
biossegurança, tanto no que se refere ao manuseio quanto ao descarte
do material utilizado, sendo, assim, uma alternativa favorável em
relação aos métodos radioativos.
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20
600
400
100
Figura 1. Resultado ilustrativo da PCR para a detecção de um
produto de 399 pares de base (pb) de uma porção do gene GAPDH,
para comprovação da presença de DNA amplificável nas 149 amostras
de sangue coletadas de gatos domésticos. (1): Marcador de peso
molecular 100 pb; (2): Controle positivo de DNA amplificável -
GAPDH; (3): Controle negativo - água; (4 a 20): amostras em estudo,
todas positivas para a presença do gene em questão.
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v. 18, supl. 1, dez. 2009 Uso da técnica de Southern Blot/Hibridização associada à reação em cadeia da polimerase 5
A sensibilidade da PCR, quando combinada com SB/hibridização,
varia de 10 pg a 100 fg (TAKAHASHI-OMOE et al., 2004), e
a hibridização do DNA mostrou-se 10 (SANDER; PENNO,
1999) a 100 (GUIMARÃES et al., 2007) vezes mais sensível do
que a coloração de géis com brometo de etídeo, realizada de forma
isolada para a detecção do DNA de bactérias e hemoplasmas,
respectivamente. Apesar da presente pesquisa não ter definido
limiares de sensibilidade das técnicas utilizadas, com base na
literatura citada é possível concluir, por analogia, que o uso
da técnica de Southern Blot/Hibridização em complemento
à PCR eleva significativamente a sensibilidade do diagnóstico
das infecções por hemoplasmas. Com base nos resultados deste
trabalho e na literatura, tendo em vista que a PCR, em tempo
real, para fins de diagnóstico ainda é pouco empregada no Brasil,
em virtude do custo dos equipamentos, pode-se inferir que a
técnica de SB/Hibridização de DNA associada à PCR é indicada
para a obtenção de resultados mais fidedignos em estudos que
envolvem o diagnóstico molecular de infecções por hemoplasmas
e, possivelmente, outros agentes infecciosos.
Agradecimentos
À Clínica Veterinária Gatos & Gatos e equipe, pelo apoio
para a realização deste trabalho, bem como aos proprietários que
autorizaram a inclusão de seus animais no mesmo.
Referências
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600
300
100
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22
a
b
Figura 2. Resultados da PCR (A) (produto com 191 pares de
base – pb) e Southern Blot (B) para a detecção de uma porção do
gene 16S rRNA de ‘Candidatus Mycoplasma haemominutum’ em
gatos domésticos. (1): Marcador de peso molecular 100 pb; (2):
Controle positivo de DNA; (3): Controle negativo - água; (4):
Controle Negativo – DNA; (5 a 22): Amostras testadas para DNA
de ‘Candidatus M. haemominutum’.
a
b
600
300
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1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26
Figura 3. Resultados da PCR (A) (393 pares de base - pb) e Southern
Blot (B) para a detecção de uma porção do gene 16S rRNA de
Mycoplasma haemofelis entre gatos domésticos. (1): Marcador de peso
molecular 100 pb; (2): Controle positivo de DNA; (3): Controle
negativo - água; (4): Controle Negativo – DNA; (5 a 26): Amostras
testadas para DNA de M. haemofelis.
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Available from Nadia Almosny · 1 Feb 2013
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Available from cbpv.com.br