AVALIAÇÃO DE CULTIVARES DE ALFAFA NA REGIÃO CENTRAL DO ESTADO DE GOIÁS
ABSTRACT O objetivo deste trabalho foi avaliar o potencial forrageiro de cultivares de alfafa na Região Central do Estado de Goiás, durante o período de novembro de 2001 a fevereiro de 2004. O experimento foi desenvolvido na Estação Experimental da Agencia Rural, localizada no município de Anápolis, GO. Avaliaram-se 21 cultivares de alfafa, no delineamento experimental de blocos casualizados, com três repetições. Realizaram-se 17 cortes, sendo avaliadas as características produção de matéria seca (PMS), relação folha/caule (RFC), vigor fenotípico (VF), altura da planta (AP) e incidência de doenças (ID) e pragas (IP). A PMS anual das cultivares variou de 6,6 a 14,4 t/ha, sendo as cultivares crioula importada, P30, crioula Honda, crioula e crioula CRA as mais produtivas. Essas mesmas cultivares também apresentaram os menores ID e IP. Na época da seca, a PMS das cultivares variou entre 35,3% e 58,7% da PMS anual, revelando boa distribuição da produção ao longo do ano. Com base nos resultados, as cultivares crioula importada, P30,crioula Honda, crioula e crioula CRA são as mais adaptadas às condições edafoclimáticas da Região Central do Estado de Goiás.
PALAVRAS-CHAVE: Leguminosa forrageira, Medicago sativa, melhoramento, produção de forragem.
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Ciência Animal Brasileira, v. 7, n. 3, p. 257-263, jul./set. 2006
AVALIAÇÃO DE CULTIVARES DE ALFAFA NA REGIÃO CENTRAL DO
ESTADO DE GOIÁS
ALEXANDRE BRYAN HEINEMANN,1 DOMINGOS SÁVIO CAMPOS PACIULLO,2
FRANCISCO JOSÉ DA SILVA LÉDO,2 ANTÔNIO VANDER PEREIRA,2 MILTON DE ANDRADE BOTREL,2
FERNANDO ALVARENGA REIS3 E PAULO MOREIRA1
1. Engenheiro agrônomo, pesquisador da Embrapa Arroz e Feijão – Santo Antônio de Goiás, GO, CEP 75.375-000.
(alexbh@cnpaf.embrapa.br).
2. Engenheiro agrônomo, pesquisador da Embrapa Gado de Leite.
3. Zootecnista, pequisador da Agenciarural, GO.
RESUMO
O objetivo deste trabalho foi avaliar o potencial
forrageiro de cultivares de alfafa na Região Central do Esta-
do de Goiás, durante o período de novembro de 2001 a
fevereiro de 2004. O experimento foi desenvolvido na Esta-
ção Experimental da Agenciarural, localizada no município
de Anápolis, GO. Avaliaram-se 21 cultivares de alfafa, no
delineamento experimental de blocos casualizados, com três
repetições. Realizaram-se 17 cortes, sendo avaliadas as ca-
racterísticas produção de matéria seca (PMS), relação fo-
lha/caule (RFC), vigor fenotípico (VF), altura da planta (AP)
e incidência de doenças (ID) e pragas (IP). A PMS anual
das cultivares variou de 6,6 a 14,4 t/ha, sendo as cultivares
crioula importada, P30, crioula Honda, crioula e crioula CRA
as mais produtivas. Essas mesmas cultivares também apre-
sentaram os menores ID e IP. Na época da seca, a PMS das
cultivares variou entre 35,3% e 58,7% da PMS anual, reve-
lando boa distribuição da produção ao longo do ano. Com
base nos resultados, as cultivares crioula importada, P30,
crioula Honda, crioula e crioula CRA são as mais adaptadas
às condições edafoclimáticas da Região Central do Estado
de Goiás.
PALAVRAS-CHAVE: Leguminosa forrageira, Medicago sativa, melhoramento, produção de forragem.
ABSTRACT
EVALUATION OF ALFALFA CULTIVARS IN THE CENTRAL REGION OF GOIÁS STATE
The objective of this trial was to evaluate different
alfalfa cultivars for the Central Region of Goiás State during
the period of November 2001 to February 2004. The trial
was carried out by Embrapa Gado de Leite, at the
Agenciarural Experimental Station, located in Anápolis, GO.
The experimental design was a randomized blocks with
three replications. Twenty one cultivars were submitted to
17 harvesting date, ranged from 2001 to 2004. The dry matter
yield (DMY), plant vigor (VP), plant height (PH), disease
(ID), pests (IP) and leaf stem ratio (RFC) were analyzed.
The DMY ranged from 6.6 to 14.4 t/ha. The cultivars crioula
importada, P30, crioula Honda, crioula e crioula CRA showed
the highest DMY. These cultivars showed the lowest damage
by diseases and plagues. The dry season was responsible
for 35.3 to 58.7% of the annual DMY. Based on the results of
the trial, the cultivars Crioula Importada, P30, Crioula Honda,
Crioula e Crioula CRA showed the highest perfomance for
the edaphoclimatic conditions of the Central Region of Goiás
State.
KEY WORDS: Breeding, forage legume, forage production, Medicago sativa.
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INTRODUÇÃO
O crescimento da produção de leite em Goiás,
verificado nos últimos anos, colocou o Estado em
posição de destaque na pecuária leiteira do País. Com
a expansão e intensificação dos sistemas de produ-
ção de leite no Estado, surgiu a necessidade de in-
formações, por parte dos produtores, de tecnologias
que permitissem aumentar a eficiência do rebanho
leiteiro, com o uso de alimentos volumosos de alto
valor nutritivo (BRESSAN et al., 1999). A alfafa
(Medicago sativa, L.) pode ser uma opção viável
para uso nesses sistemas de produção, graças ao
seu alto valor nutritivo e elevada produção de forra-
gem. Trata-se de planta que também possui um im-
portante papel na conservação do solo e melhoria
do N no solo, cuja fixação de N2varia de 50 a 463
kg/ha/ano (VANCE et al., 1988).
As pesquisas com alfafa em regiões tropicais,
especialmente no Brasil, são recentes (FONTES et
al., 1993; BOTREL et al., 1996; PEREIRA et al.,
1998; FERREIRA et al., 1999; BOTREL et al.,
2001) e sempre indicam essa leguminosa como vo-
lumoso de alta produtividade e valor nutritivo. En-
tretanto, como ressaltado por BOTREL et al. (2001),
o aproveitamento do potencial máximo dessa
leguminosa como forrageira poderá ser comprome-
tido pela inexistência de conhecimentos sobre sua
adaptação, produção e utilização, nos diversos am-
bientes tropicais em que será utilizada. Vale assina-
lar que a maior parte dos resultados experimentais
com a alfafa foi obtida nas regiões Sudeste e Sul do
País. Para o Estado de Goiás, são escassas as
informaçõe sobre o potencial forrageiro da alfafa
(VIANA et al., 1999).
Diante da demanda por informações sobre o
comportamento de cultivares de alfafa em diferen-
tes regiões do País, a Embrapa Gado de Leite im-
plantou uma rede nacional de ensaios com cultiva-
res de alfafa (RENACAL), com o objetivo de iden-
tificar e recomendar as mais adaptadas às diferentes
condições edafoclimáticas no Brasil.
Objetivou-se com este trabalho avaliar o po-
tencial forrageiro de cultivares de alfafa na Região
Central do Estado de Goiás.
MATERIAL E MÉTODOS
Desenvolveu-se o experimento na Estação
Experimental da Agenciarural, no Município de
Anápolis, GO (latitude 16º 19’ 36” S, longitude 48º
57’10” O e altitude de 1.017 m), em área de topo-
grafia plana e solo classificado como Latossolo Ver-
melho-Escuro distrófico, cuja análise química encon-
tra-se apresentada na Tabela 1.
TABELA 1. Análise química do solo da área experimental.
Perfil (cm)pH (H2O) CaMgAl H + AlPKM.O.
mmol/dm3
mg/dm3
g/dm3
0-20
20-40
5,7
5,8
23,4
9,0
10,8
8,2
0
0
53
54
5,5
2,8
31
30
22
20
Os tratamentos consistiram da avaliação de 21
cultivares de alfafa (P30, F708, SW 8200, Victoria,
54H55, SW 9500, 58N58, XA 132, 58N57, SW
14, SW 7400, SW 8210, 5454, 5312, SW 9301,
Perla, SW 7403, crioula CRA, crioula Honda, crioula
importada e crioula).
A semeadura foi realizada em 25 de maio de
2001, na densidade de 20 kg/ha, em sulcos espaça-
dos de vinte centímetros, a uma profundidade de
dois centímetros. Inocularam-se as sementes com
Rhizobium meliloti BR 7407 proveniente da
Embrapa Agrobiologia. Com base na análise quími-
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ca do solo e exigência nutricional da alfafa, aplica-
ram-se 2 t/ha de calcário dolomítico, 800 kg/ha da
formulação NPK (4 - 14 - 8) e 120 kg/ha de cloreto
de potássio. Efetuou-se a adubação de manutenção
a cada dois cortes, utilizando-se 50 kg/ha de
superfosfato simples e 50 kg/ha de cloreto de potás-
sio. Anualmente, aplicaram-se 30 kg/ha de FTE BR16.
Para suprir a necessidade hídrica da cultura,
empregou-se sistema de irrigação, mantendo-se a ten-
são matricial do solo entre 40 kPa e 60 kPa. A lâmina
aplicada, via irrigação, foi monitorada utilizando-se o
valor médio de uma bateria de três tensiômetros, na
profundidade de trinta centímetros.
Adotou-se delineamento experimental de blo-
cos inteiramente casualizados, com três repetições.
Cada unidade experimental possuía área útil de 2,4
m2, constituída de cinco fileiras de cinco metros, com
espaçamento entre fileiras de vinte centímetros.
Efetuaram-se os cortes a uma altura de dez
centímetros do nível do solo, no início do
florescimento, ou seja, sempre que mais de 50% das
cultivares atingiam 10% de floração (BOTREL et
al., 2001). Esse manejo permitiu obter ao longo do
período experimental dezessete cortes, os quais fo-
ram realizados nas seguintes datas: novembro de
2001; março, abril, maio, julho, agosto e setembro
de 2002; março, abril, maio, julho, agosto, setem-
bro, novembro e dezembro de 2003, e janeiro e
fevereiro de 2004.
Avaliaram-se as seguintes características agro-
nômicas: produção de matéria seca (PMS), relação
folha–caule (RFC), vigor fenotípico (VF), altura da
planta (AP), incidência de pragas (IP) e doenças
(ID).
As estimativas da PMS de cada cultivar fo-
ram obtidas após a secagem (estufa a 65 ºC) das
amostras colhidas em cada avaliação. Obteve-se a
variável RFC somente para os cortes realizados nas
datas de 6 de novembro de 2001, 7 de março de
2002, 16 de agosto de 2002 e 17 de setembro de
2002. Na forragem verde colhida para determina-
ção da produção de matéria seca, retiraram-se apro-
ximadamente cinqüenta plantas de cada parcela,
separando-se manualmente as folhas dos caules,
para posterior determinação da RFC.
O VF da planta, que é a característica de um
indivíduo definida pelo seu genótipo e pelas condi-
ções ambientais (FERREIRA, 1988), foi avaliado
utilizando-se os escores de 1 a 7 (1 = péssimo; 2 =
ruim; 3 = regular; 4 = bom; 5 = muito bom; 6 =
ótimo e 7 = excelente). Obtiveram-se as estimativas
do ID por meio de avaliações visuais, ao tempo de
cada corte, segundo os escores de 1 a 4 (1 = ausên-
cia de sintomas; 2 = presença esporádica de sinto-
mas; 3 = presença generalizada de sintomas, cau-
sando pequenos prejuízos à planta; 4 = presença
generalizada de folhas danificadas, com prejuízo apa-
rente para as plantas). Para o índice IP, utilizaram-se
os escores de 1 a 3 (1 = ausência de danos; 2 =
presença de folhas danificadas; 3 = presença gene-
ralizada de folhas danificadas com prejuízo aparente
para as plantas).
Na análise de variância, considerou-se o deli-
neamento de blocos inteiramente casualizados, segundo
o modelo de parcelas subdivididas no tempo, em que
as parcelas eram as cultivares, e as subparcelas a PMS
anual obtidas nos períodos de verão (novembro a abril)
e inverno (maio a outubro, média de dois anos). As
médias foram comparadas pelo teste de SCOTT-
KNOTT (1974), a 5% de probabilidade.
RESULTADOS E DISCUSSÃO
Não houve diferença (P>0,05) entre as épo-
cas de inverno e verão para o potencial de produção
de forragem, que variou (P<0,05), entretanto, entre
as cultivares (Tabela 2). As cultivares crioula impor-
tada, P30, crioula Honda, crioula e crioula CRA apre-
sentaram as maiores PMS anuais (11.672 a 14.474
kg/ha), confirmando resultados obtidos por BOTREL
et al. (2001), na Região da Zona da Mata de Minas
Gerais, que observaram produções variando de
11.800 a 13.000 kg/ha/ano para as cultivares crioula
e P30. O alto potencial para produção de forragem
dessas cultivares, constatado também em outras re-
giões do País (OLIVEIRA et al., 1993; PEREIRA et
al., 1998; FERREIRA et al., 1999), evidencia a am-
pla adaptação dessas plantas a diferentes ambientes
tropicais. As demais cultivares apresentaram PMS
menores, com valores variando entre 6.668 e 9.572
kg/ha
No período de inverno, a PMS média de to-
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das as cultivares correspondeu a 47,1% do rendi-
mento médio anual, o que indica a alfafa como re-
curso forrageiro alternativo para o rebanho leiteiro
durante o período da seca, quando o crescimento
das espécies tropicais, mesmo em condições de irri-
gação, é baixo, como constatado por BRYAN et al.
(2004) para duas gramíneas forrageiras cultivadas
no Município de Anápolis. A boa distribuição da pro-
dução de forragem ao longo do ano de cultivares de
alfafa foi relatada na literatura, porém com valores
percentuais inferiores aos observados neste estudo.
Assim, BOTREL & ALVIM (1997), BOTREL et al.
(2001) e MONTEIRO et al. (1998) obtiveram, res-
pectivamente, 42%, 30% e 35% da PMS da alfafa
durante o período da seca. A produção de inverno,
no Brasil Central, pode ser usada para produção de
feno, pela baixa precipitação, ou ainda, em regiões
de elevada umidade relativa do ar, este material pode
ser ensilado na forma pré-secada. Do ponto de vis-
ta comercial, a elevada PMS durante a época da
seca é interessante para produtores de feno, uma
vez que os preços oscilam entre o verão e o inver-
no, quase em 100%, conforme MONTEIRO et al.
(1998).
TABELA 2. Produção de matéria seca (kg/ha) anual e estacional de cultivares de alfafa, nas condições da região central do
estado de Goiás.
CultivaresÉpoca do ano (%)1
AnualSecaChuva
Crioula importada
P30
Crioula
Crioula Honda
Crioula CRA
F708
54H55
Vitória SP INTA
SW 9500
5312
SW 8200
XA 132
Perla SP INTA
58N57
58N58
5454
SW 7400
SW 14
SW 8210
SW 7403
SW 9301
14.474 a
13.667 a
13.274 a
13.144 a
11.672 a
9.572 b
9.418 b
9.368 b
9.347 b
9.316 b
8.505 b
8.122 c
8.012 c
7.704 c
7.600 c
7.440 c
7.347 c
6.784 c
6.714 c
6.681 c
6.668 c
7.130 a
6.741 a
6.457 a
5.853 b
5.751 b
4.212 c
3.946 c
4.093 c
5.067 b
3.741 c
4.190 c
3.915 c
3.240 c
3.620 c
3.690 c
2.625 c
3.102 c
3.740 c
3.336 c
3.353 c
3.855 c
7.343 a
6.926 a
6.817 a
7.291 a
5.922 b
5.104 c
5.627 b
5.254 b
4.300 c
5.677 b
4.315 c
4.206 c
4.359 c
4.392 c
4.014 c
4.056 c
3.682 d
3.607 d
3.378 d
3.314 d
3.586 d
49,3
49,3
48,6
44,5
49,3
44,0
41,8
43,7
54,2
40,1
49,3
48,2
40,4
46,9
48,5
35,3
42,2
55,1
49,6
50,2
57,8
Médias seguidas da mesma letra na coluna não diferem entre si pelo teste de agrupamento de Scott-Knott a 5% de probabilidade.
1. Percentagem da produção durante a época da seca em relação à produção anual.
Para a variável RFC não houve diferença entre os cultivares (P>0,05). Os valores variaram entre 1,34
a 2,09 com média de 1,46, ao se considerar todas
as cultivares avaliadas (Tabela 3). Esses valores as-
semelham-se àqueles observados por BOTREL &
ALVIM (1997) e BOTREL et al. (2001), para alfafa.
Nota-se que a RFC foi sempre maior do que 1,0,
indicando que todas as cultivares apresentaram, no
momento da colheita, maior proporção de folhas do
que de caules. Sob o ponto de vista de nutrição ani-
mal, este fato é de grande relevância, por causa da
mais alta qualidade da forragem, visto o melhor va-
lor nutritivo das folhas em relação aos caules.
BOTREL et al. (2001) encontraram, durante a épo-
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Para a variável AP, que é um importante
indicativo da susceptibilidade da planta ao
acamamento, também foi possível separar as cultiva-
res em três grupos distintos (Tabela 3). O grupo que
apresentou os maiores valores de AP constituíu-se das
cultivares P30, crioula importada, crioula, crioula
Honda e crioula CRA, variando entre 49 a 57 cm.
Para ID, o grupo com menor susceptibilidade
a doenças e com escores variando de 1,19 a 1,23,
foi constituído pela P30, crioula, 54H55, 5454, criou-
la importada, crioula Honda, 5312 e Victoria. As
cultivares que apresentaram escore mais elevado ain-
da podem ser consideradas, para a região onde o
estudo se realizou, tolerantes às principais doenças
TABELA 3. Relação folha–caule (RFC), vigor fenotípico (VF), altura da planta (AP) e incidência de doenças (ID) e pragas
(IP) de cultivares de alfafa.
Cultivar RFCVF AP
(cm)
ID IP
P30
Crioula imp.1
Crioula 2
Crioula Honda 3
Crioula CRA 4
F708
SW 8200
Vitória SP INTA
54H55
SW 9500
58N58
XA 132
58N57
SW 14
SW 7400
SW 8210
5454
5312
SW 9301
Perla SP INTA
SW 7403
Média
1,55 a
1,42 a
1,50 a
1,42 a
1,39 a
1,38 a
1,32 a
2,04 a
1,37 a
1,32 a
1,52 a
1,38 a
1,49 a
1,40 a
1,29 a
1,29 a
1,64 a
1,43 a
1,37 a
1,58 a
1,50 a
1,46
6,47 a
6,80 a
6,61 a
6,66 a
5,71 b
4,00 c
4,33 c
3,90 c
4,23 c
3,90 c
4,19 c
3,85 c
3,90 c
3,80 c
3,66 c
3,52 c
3,85 c
3,71 c
4,04 c
3,52 c
3,28 c
4,47
53,80 a
56,96 a
54,31 a
57,04 a
49,82 a
42,17 b
46,03 b
37,93 c
39,77 b
45,17 b
45,47 b
42,58 b
43,22 b
45,18 b
40,68 b
41,82 b
32,85 c
30,33 c
43,06 b
36,76 c
36,60 c
43,88
1,19 b
1,23 b
1,19 b
1,28 b
1,52 a
1,52 a
1,61 a
1,42 b
1,19 b
1,71 a
1,57 a
1,85 a
1,80 a
1,76 a
1,80 a
1,85 a
1,23 b
1,28 b
1,66 a
1,66 a
1,71 a
1,53
1,00 b
1,00 b
1,00 b
1,04 b
1,04 b
1,09 b
1,19 a
1,23 a
1,09 b
1,28 a
1,04 b
1,14 b
1,23 a
1,38 a
1,28 a
1,19 a
1,09 b
1,00 b
1,28 a
1,14 b
1,28 a
1,14
Médias seguidas da mesma letra, na coluna, não diferem entre si, pelo teste de agrupamento de Scott-Knott, a 5% de probabilidade.
ca das chuvas, teores de proteína bruta das folhas
da alfafa de 32,4% e dos caules de 21,1%, eviden-
ciando o melhor valor nutricional das folhas.
Os efeitos de cultivar foram significativos
(P<0,05) para as características vigor fenotípico
(VF), altura da planta (AP), incidência de doenças
(ID) e pragas (IP). Essas variáveis não diferiram
(P>0,05) com a época do ano. Na avaliação do VF
foi possível separar as cultivares em três grupos dis-
tintos (Tabela 3). O grupo que apresentou o melhor
vigor fenotípico constitui-se pelas cultivares P30,
crioula importada, crioula e crioula Honda. Os valo-
res de VF, entre os cultivares, variaram entre 3,28 a
6,80, tendo como valor médio 4,47.