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Vitrinespelhos transicionais da identidade : um estudo de moradias e do ornamental em espaços sociais liminares brasileiros.

Source: OAI

ABSTRACT Estuda a organização espacial dos objetos que definem a vivência do morar no que se refere à sua seleção, composição e orquestração em moradias, no contexto da manifestação psico-sócio-cultural. Faz a pesquisa de campo em 3 segmentos sócioculturais brasileiros de baixíssima renda, comparando: moradias de baixa renda da regional de Vila Madalena, zona urbana de São Paulo (N= 60); moradias da zona do Cocal, interior do estado do Piauí (N=20) e moradias dos sem casa da cidade de São Paulo (N=49). Os 3 grupos estudados caracterizam-se por constituírem as suas moradias fora do sistema da construção das casas, fora do saber oficial e dentro do saber popular. Localizados nas margens do processo de produção e distribuição de riquezas, nas margens da cidade e do país considerados topologicamente, nas margens do sistema social. Aposta que a condição de liminaridade caracteriza o espaço potencial onde estão os objetos transicionais e onde, de um certo modo, estão estas moradias. Propõe o conceito de espaços sociais liminares para denotar as realidades fronteiriças por eles indicados. Desenvolve metodologia para o estudo destas populações e coisas analisando-os; utiliza os instrumentos de coleta: roteiro para observação do ambiente doméstico, anamnese familiar e registro das entrevistas através da descrição e representação por diagramas, vídeo-filmagem e fotografias. Desdobramentos sucessivos e complementares sugeriram matrizes virtuais s. (Continuação) Indica a liminariedade como uma condição da brasilidade dentro da condição histórica do sujeito psicossocial brasileiro que se comporta segundo elementos reprodutíveis que sugerem haver uma des-territorização em torno de uma língua materna, onde, através de um ritual transformista, novos conteúdos são continuamente incorporados e re-semantizados, através de um movimento antropofágico que permite que mudanças e tradição co-existam. Levanta a hipótese da vacuidade como mito original responsável pela liminaridade como condição sócio-historicamente (des) construída do ser-brasileiro. Tese (Doutorado).

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