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A saúde e seus determinantes sociais

Physis Revista de Saúde Coletiva 01/2007; 17(1). DOI: 10.1590/S0103-73312007000100006
Source: OAI

ABSTRACT O resumo do artigo que é referido no campo da citação. Original em Português. Objetivos: Analisar as relações entre saúde e os determinantes sociais, assim como apresentar os objetivos e linhas de ação da Comissão Nacional sobre Determinantes Sociais da Saúde (CNDSS) criada no Brasil em 2006. Departamento de Educação dos Estados Unidos, Título VI, TICFIA (Fundo para Inovação e Colaboração Tecnológica para Acesso à Informação no Exterior) P337A050005, Universidade do Novo Mexico/Universidade de Guadalajara, Centro Universitário de Ciências da Saúde (CUCS)

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Available from: Paulo Marchiori Buss, Sep 06, 2014
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    ABSTRACT: A mortalidade neonatal, em vários países do mundo, corresponde ao componente mais expressivo da mortalidade infantil. No Brasil, esta mortalidade mantém-se em patamares elevados e com acentuadas desigualdades regionais em sua distribuição. Este estudo teve como objetivos, analisar a tendência temporal e fatores associados à mortalidade neonatal, identificar padrões na sua distribuição espacial e a relação desta com as condições de vida além de analisar a evolução das desigualdades sociais no risco de morte neonatal e suas relações com características maternas, condições de nascimento, atenção à saúde e de condições de vida em Salvador, Bahia, no período de 1980 a 2006. No primeiro artigo que compõe esta tese, construiu-se uma série temporal dos óbitos neonatais de 1980 a 2006, enquanto nos segundo e terceiro artigos, correspondentes a estudos de agregados espaciais referentes a 2000-2006, Zonas de Informação (ZI) compuseram as unidades de análise. Estas foram agregadas em estratos de elevada, intermediária, baixa e muito baixa condição de vida, com base em um Índice de Condições de Vida. Análise de Componentes Principais, correlação de Spearman, Regressão Linear ordinal e espacial e Qui-Quadrado de tendência foram métodos empregados na análise dos dados, além do Teste I de Moran (Global e Local) para avaliar dependência espacial, e Risco Relativo, para avaliar as desigualdades sociais. Os resultados demonstraram tendência de estabilização dos óbitos neonatais a partir de 1992 e as três principais causas são redutíveis por adequada atenção à gestação, ao parto e ao recém-nascido. Evidenciou-se autocorrelação espacial entre as taxas (I=0,1717; p=0,0100). O padrão espacial detectado teve a proporção de nascidos vivos (NV) com baixo peso como seu principal fator explicativo e definiu os maiores riscos para esta mortalidade (>9,0/1000 NV) concentrados em áreas do centro e subúrbio, e os mais baixos (3,2 a 5,5/1000NV) ao sul e leste da cidade. Demonstrou-se associação da mortalidade neonatal com as condições de vida, confirmada pelo gradiente linear e crescente do risco nesta mortalidade do estrato de melhor para o de pior condição de vida, indicando a influência da desigualdade social nesta mortalidade. Há indícios de redução desta desigualdade, devido ao decréscimo ocorrido no estrato de intermediária condição de vida (β= -0,93; 0,039), aliada à reduzida variação no risco de morte neonatal do estrato de elevada condição de vida. São necessárias novas estratégias para a redução da mortalidade neonatal que contemplem maior qualificação e reestruturação da atenção à saúde materno-infantil, bem como outras que promovam melhorias nas condições de vida da população, sob o risco de comprometer a velocidade de decréscimo da mortalidade infantil no município. Neonatal mortality in several countries of the world corresponds to the major component of infant mortality. In Brazil, this mortality remains at high levels and with marked regional differences in its distribution. This study aimed to analyze the trend and factors associated with neonatal mortality, identify patterns in their spatial distribution and the relationship between living conditions and to analyzing the evolution of social inequalities in risk of neonatal mortality and its relationship to maternal characteristics, conditions of birth, health care and living conditions in Salvador, Bahia, from 1980 to 2006. In the first article that makes up this thesis, we constructed a series of neonatal deaths from 1980 to 2006, whereas in the second and third articles, corresponding to spatial aggregation studies concerning the 2000-2006 period, Information Zones (IZ) were the units analysis. These were aggregated into strata of high, intermediate, low and very low standard of living based on an index of Living Conditions. Principal Component Analysis, Spearman correlation, linear regression, and chi-square test were used in data analysis, besides Morans Test I (Global and Local) in order to evaluate spatial dependence, and relative risk for social inequalities evaluation. The results showed a trend towards stabilization of neonatal deaths from 1992 and the three main causes are reducible by adequate attention to pregnancy, labor and the newborn. It was observed autocorrelation between the rates (I = 0.1717, p = 0.0100). The proportion of low birth weight as the main determinant of the spatial pattern detected and defined the greatest risk for infant mortality (>9.0/1000NV) concentrated in the downtown areas and suburbs, and the lowest (3.2 to 5.5/1000NV) to the south and east of the city. It was observed an association between neonatal mortality and living conditions, confirmed by the linear and increasing gradient of mortality risk as we go from the best stratum of living conditions to the worst one, indicating the influence social inequality on neonatal mortality. There is evidence that reducing inequality, due to the decrease occurred in the stratum living conditions (β = -0.93, 0.039), combined with reduced variation in the risk of neonatal death of the stratum living conditions. We need new strategies to reduce neonatal mortality, covering more advanced training and restructuring of attention to maternal and child health, as well as others that promote improvements in living conditions of population at risk of compromising the rate of decrease in infant mortality municipality.
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    ABSTRACT: a Artigo originado da dissertação de Mestrado apresentada em 2009 ao Programa de Pós-Graduação em Enfermagem (PPGEnf) da Universidade Federal do Rio Grande (FURG). do LAMSA da FURG e do Programa Integrado em Saúde Ambiental e do Trabalhador da UFBA, Salvador, Bahia, Brasil. RESUMO Este estudo objetivou identificar os Determinantes Sociais de Saúde que despontam nos depoimentos das enfermeiras, ao caracterizarem a comunidade, analisando sua relação com o trabalho desenvolvido. Trata-se de um estudo exploratório-des-critivo com análise qualitativa nas categorias teóricas dos determinantes. Utilizou-se entrevista semiestruturada gravada com consentimento das 65 enfermeiras da Estratégia Saúde da Família, pertencentes à 3ª Coordenadoria Regional de Saúde do Rio Grande do Sul. Evidenciou-se a inter e intrarrelação nos fatores determinantes da saúde, obtendo 104 citações para as características anatomofisiológicas dos indivíduos/comunidade correspondentes aos determinantes proximais e em associação predominantemente ao trabalho desenvolvido pelas enfermeiras. Para os determinantes intermediários houve 27 citações e, para os distais, 166, com predominante referência à localização territorial das comunidades em áreas rurais e periféricas. As enfermeiras relataram uma estreita relação entre as características proximais e o trabalho por elas desenvolvido, bem como visualizam a relação com os demais determinantes na relação com o processo de adoecimento. Descritores: Enfermagem em saúde pública. Programa Saúde da Família. Desigualdades em saúde.
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    ABSTRACT: H ealth inequalities have been broadly documented especially by the Commission on Social Determinants of Health. To reduce their impact on health outcomes, policy encompassed intersectoral approach should be taken into consideration. This paper draws on the recommendations of the Rio Political Declaration on Social Determinants of Health (2011) specifically on monitoring inequalities and accountability, which is one of the themes of the conference. The paper is divided into four sections: brief history of the social determinants, measuring and monitoring inequalities and accountability to reduce health inequalities. Finally, obesity is taken as an example to clarify how to use monitoring and accountability to design strategies and inform policies. It concludes by emphasizing the need for adequate information in terms of equity to monitor health inequalities. There is a lack of indicators on the impact of different policies on social determinants of health. This requires a high degree of political commitment from all sectors of society, as well as to strengthen citizen participation to enhance accountability and promote health equity nationally and globally. RESUMO A s desigualdades em saúde têm sido amplamente documentadas, especialmente pela Comissão dos Determinantes Sociais da Saúde. Para reduzir o impacto delas nos resultados de saúde, devem ser sistematizadas políticas intersetoriais. Este artigo se baseia nas recomendações da Declaração dos Determinantes Sociais da Saúde do Rio de Janeiro (2011) especificamente no
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