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Triagem auditiva em escolares: uma análise de três diferentes procedimentos

Source: OAI

ABSTRACT Este estudo tem por objetivo analisar diferentes procedimentos de triagem auditiva, entre eles o protocolo de triagem da ASHA (1997), o vídeo-teste da campanha "quem ouve bem, aprende melhor" e o questionário elaborado para pais. Para a realização deste trabalho, 130 escolares de Amparo - SP, passaram pela triagem da ASHA e o vídeo-teste da campanha. Os pais responderam a um questionário de 16 perguntas dirigidas, que pesquisavam a presença de queixa auditiva, de alterações do comportamento auditivo, desempenho escolar e antecedente ligados à otite e distúrbios de linguagem. A fim de se avaliar o grau de sensibilidade, especificidade, valor preditivo positivo (VPP), lalor preditivo negativo (VPN) e acurácia de cada método de triagem, todas as crianças do estudo passaram por inspeção do meato acústico externo (MAE), audiometria e imitanciometria. A partir dos resultados obtidos, pudemos observar que a prevalência de alterações auditivas do grupo estudado foi de 39 casos (30%), onde 7 (4,6%) estavam relacionados a alterações da orelha externa ( rolha de cera); 30 ( 23,8%) ligados a problemas de orelha média e 2 (1,5%) a alterações de orelha interna. A triagem auditiva da ASHA demonstrou valores altos de sensibilidade, especificidade, VPP, VPN e acurácia, sendo 92,3%, 92,3%, 83,7%, 96,6% e 92,3%, respectivamente. O questionário a pais mostrou dificuldade em identificar as crianças sem alteração auditiva, refletidos nos índices de especificidade e VPP, sendo 67,0% e 56,1%, respectivamente. Porém, os valores de sensibilidade, VPN e acurácia (82,1%, 89,7% e 71,5%, respectivamente) foram satisfatórios. A triagem auditiva proposta pela campanha "quem ouve bem, aprende melhor" demonstrou baixa sensibilidade (35,9%) e alta especificidade (73,6%), com VPP de 36,8% , VPN 72,8% e acurácia de 62,3%, não apresentando valores estatisticamente significantes. Diante deste estudo, pudemos concluir que o protocolo de triagem da ASHA demonstrou ser o melhor procedimento para identificar escolares com alterações auditivas, seguido da proposta do questionário. A pré-triagem da campanha demonstrou sérias dificuldade em identificar as crianças com ou sem problemas auditivos

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