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Desempenho do PSF no Sul e no Nordeste do Brasil: avaliação institucional e epidemiológica da Atenção Básica à Saúde

Ciência & Saúde Coletiva (Impact Factor: 0.4). 01/2006; DOI: 10.1590/S1413-81232006000300015
Source: DOAJ

ABSTRACT A pesquisa, desenvolvida dentro dos Estudos de Linha de Base do Proesf analisou o desempenho do Programa Saúde da Família (PSF) em 41 municípios dos Estados de Alagoas, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Utilizou delineamento transversal, com grupo de comparação externo (atenção básica tradicional). Entrevistou 41 presidentes de Conselhos Municipais de Saúde, 29 secretários municipais de Saúde e 32 coordenadores de Atenção Básica. Foram caracterizados a estrutura e o processo de trabalho em 234 Unidades Básicas de Saúde (UBS), incluindo 4.749 trabalhadores de saúde; 4.079 crianças; 3.945 mulheres; 4.060 adultos e 4.006 idosos. O controle de qualidade alcançou 6% dos domicílios amostrados. A cobertura do PSF de 1999 a 2004 cresceu mais no Nordeste do que no Sul. Menos da metade dos trabalhadores ingressaram por concurso público e o trabalho precário foi maior no PSF do que em UBS tradicionais. Os achados sugerem um desempenho da Atenção Básica à Saúde (ABS) ainda distante das prescrições do SUS. Menos da metade da demanda potencial utilizou a UBS de sua área de abrangência. A oferta de ações de saúde, a sua utilização e o contato por ações programáticas foram mais adequados no PSF.

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Available from: Elaine Thumé, Jul 07, 2015
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    ABSTRACT: How to provide effective and efficient care to the burgeoning and aging populations of the major cities of low- and middle-income countries constitutes one of the principle public health issues of our times. We evaluated the Family Health Strategy, the Brazilian national health system's public approach to primary health care, in the major city of Belo Horizonte, describing trends and factors associated with hospitalizations for primary care sensitive conditions following the implementation of 506 family health teams, most of which were established in 2002. We conducted an ecological study covering 2003 to 2006, using mixed models to investigate time trends in public system hospitalizations as well as their association with social vulnerability and primary care team characteristics. Sensitive conditions accounted for 115,340 (26.4%) hospitalizations. Over the 4-year period, hospitalizations for sensitive conditions declined by 17.9%, vs only 8.3% for non-sensitive ones (P<0.001). Hospitalization for sensitive conditions declined 22% for women in areas of high social vulnerability vs 9% for women in areas of low vulnerability (P<0.001); for men, 17% vs 10% (P=0.11). Though the ecologic nature of our study limits the confidence with which conclusions can be affirmed, the Family Health Strategy appears to have contributed to a major reduction in hospitalizations due to primary care sensitive conditions in this large Brazilian metropolis, while at the same time promoting greater health equity.
    Health Policy and Planning 06/2011; 27(4):348-55. DOI:10.1093/heapol/czr043 · 3.00 Impact Factor
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    ABSTRACT: The Family Health Strategy (FHS) provides longitudinal follow-up and integrated healthcare. This study evaluated the influence of the time of adhesion to the FHS upon the incidence of cardiovascular and cerebral vascular accidents among the elderly enrolled in the CASSI-Florianópolis. The events were selected because of their high incidence, good notification and association with risk factors the FHS is able to modify. The longer the time of adhesion to the strategy the lower the incidence of these events, demonstrating the effectiveness of the FHS. A historical cohort study was conducted with 674 senior participants (60 or more years), registered between November/2003 and March/2007. The analysis used Student's T test, bivariate and multivariate analysis with logistic regression. The independent risk factors were: age over 80 years, (OR=3,44; CI 95%: 1,8-6,2), diabetes (OR=2,62; CI 95%: 1,4-4,7), hypertension (OR=1,68; CI 95%: 1,0-2,6) and physical inactivity (OR=2,06; CI 95%: 1,2-3,2). The study found no significant association between gender, dislipidemia, obesity, smoking, alcoholism and the studied events. The long time of adhesion to the FHS showed independent protective effect (OR=0,43; CI 95%: 0,2-0,8) after adjustment to earlier covariates, being effective in reducing the incidence of cardiovascular and cerebral vascular accidents among the enrolled population of elderly.
    Ciencia & saude coletiva 13(5):1543-51.
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    ABSTRACT: A mortalidade neonatal, em vários países do mundo, corresponde ao componente mais expressivo da mortalidade infantil. No Brasil, esta mortalidade mantém-se em patamares elevados e com acentuadas desigualdades regionais em sua distribuição. Este estudo teve como objetivos, analisar a tendência temporal e fatores associados à mortalidade neonatal, identificar padrões na sua distribuição espacial e a relação desta com as condições de vida além de analisar a evolução das desigualdades sociais no risco de morte neonatal e suas relações com características maternas, condições de nascimento, atenção à saúde e de condições de vida em Salvador, Bahia, no período de 1980 a 2006. No primeiro artigo que compõe esta tese, construiu-se uma série temporal dos óbitos neonatais de 1980 a 2006, enquanto nos segundo e terceiro artigos, correspondentes a estudos de agregados espaciais referentes a 2000-2006, Zonas de Informação (ZI) compuseram as unidades de análise. Estas foram agregadas em estratos de elevada, intermediária, baixa e muito baixa condição de vida, com base em um Índice de Condições de Vida. Análise de Componentes Principais, correlação de Spearman, Regressão Linear ordinal e espacial e Qui-Quadrado de tendência foram métodos empregados na análise dos dados, além do Teste I de Moran (Global e Local) para avaliar dependência espacial, e Risco Relativo, para avaliar as desigualdades sociais. Os resultados demonstraram tendência de estabilização dos óbitos neonatais a partir de 1992 e as três principais causas são redutíveis por adequada atenção à gestação, ao parto e ao recém-nascido. Evidenciou-se autocorrelação espacial entre as taxas (I=0,1717; p=0,0100). O padrão espacial detectado teve a proporção de nascidos vivos (NV) com baixo peso como seu principal fator explicativo e definiu os maiores riscos para esta mortalidade (>9,0/1000 NV) concentrados em áreas do centro e subúrbio, e os mais baixos (3,2 a 5,5/1000NV) ao sul e leste da cidade. Demonstrou-se associação da mortalidade neonatal com as condições de vida, confirmada pelo gradiente linear e crescente do risco nesta mortalidade do estrato de melhor para o de pior condição de vida, indicando a influência da desigualdade social nesta mortalidade. Há indícios de redução desta desigualdade, devido ao decréscimo ocorrido no estrato de intermediária condição de vida (β= -0,93; 0,039), aliada à reduzida variação no risco de morte neonatal do estrato de elevada condição de vida. São necessárias novas estratégias para a redução da mortalidade neonatal que contemplem maior qualificação e reestruturação da atenção à saúde materno-infantil, bem como outras que promovam melhorias nas condições de vida da população, sob o risco de comprometer a velocidade de decréscimo da mortalidade infantil no município. Neonatal mortality in several countries of the world corresponds to the major component of infant mortality. In Brazil, this mortality remains at high levels and with marked regional differences in its distribution. This study aimed to analyze the trend and factors associated with neonatal mortality, identify patterns in their spatial distribution and the relationship between living conditions and to analyzing the evolution of social inequalities in risk of neonatal mortality and its relationship to maternal characteristics, conditions of birth, health care and living conditions in Salvador, Bahia, from 1980 to 2006. In the first article that makes up this thesis, we constructed a series of neonatal deaths from 1980 to 2006, whereas in the second and third articles, corresponding to spatial aggregation studies concerning the 2000-2006 period, Information Zones (IZ) were the units analysis. These were aggregated into strata of high, intermediate, low and very low standard of living based on an index of Living Conditions. Principal Component Analysis, Spearman correlation, linear regression, and chi-square test were used in data analysis, besides Morans Test I (Global and Local) in order to evaluate spatial dependence, and relative risk for social inequalities evaluation. The results showed a trend towards stabilization of neonatal deaths from 1992 and the three main causes are reducible by adequate attention to pregnancy, labor and the newborn. It was observed autocorrelation between the rates (I = 0.1717, p = 0.0100). The proportion of low birth weight as the main determinant of the spatial pattern detected and defined the greatest risk for infant mortality (>9.0/1000NV) concentrated in the downtown areas and suburbs, and the lowest (3.2 to 5.5/1000NV) to the south and east of the city. It was observed an association between neonatal mortality and living conditions, confirmed by the linear and increasing gradient of mortality risk as we go from the best stratum of living conditions to the worst one, indicating the influence social inequality on neonatal mortality. There is evidence that reducing inequality, due to the decrease occurred in the stratum living conditions (β = -0.93, 0.039), combined with reduced variation in the risk of neonatal death of the stratum living conditions. We need new strategies to reduce neonatal mortality, covering more advanced training and restructuring of attention to maternal and child health, as well as others that promote improvements in living conditions of population at risk of compromising the rate of decrease in infant mortality municipality.