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O esporte e suas implicações na saúde óssea de atletas adolescentes

Revista Brasileira de Medicina do Esporte 01/2003; DOI: 10.1590/S1517-86922003000600007
Source: DOAJ

ABSTRACT A adolescência é um período fundamental para a aquisição da massa óssea. Em adolescentes atletas, o pico de massa óssea pode apresentar maior incremento, em virtude do estresse mecânico imposto aos ossos pelo exercício físico praticado. O objetivo desta revisão foi investigar o papel do treinamento esportivo vigoroso e precoce sobre a saúde óssea de atletas adolescentes. Através da revisão da literatura científica, envolvendo adolescentes atletas de diferentes modalidades e de ambos os sexos, é possível inferir que a densidade mineral óssea é potencializada pelos exercícios, quando grupos de atletas são comparados com grupos de controle. Entretanto, muito se discute na literatura quanto à recomendação da intensidade adequada da prescrição de exercício físico para população adolescente, uma vez que, caso o treinamento se torne muito extenuante, os benefícios gerados pela atividade sobre a saúde dos ossos podem ser minimizados ou anulados. Embora muita controvérsia ainda envolva o tema, independente do tipo de esporte praticado, o aumento de intensidade do treinamento deve ser razoável e coerente com as metas, sendo enfatizado treinamento seguro e eficaz para cada uma das faixas de idade e momentos da maturação biológica, independente dos calendários competitivos.

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    ABSTRACT: Osgood-Schlatter (OS) syndrome is a disease of the musculoskeletal system often observed during the bone growth phase in adolescents. HYPOTHESIS/ PURPOSE: Demographic and anthropometric factors and those linked to the practice of sports may be related to the prevalence of OS. The aim of the present study was to describe the epidemiologic profile and associated factors of individuals with OS syndrome in a population-based sample of Brazilian adolescents. Cross-sectional study; Level of evidence, 3. A cross-sectional study was conducted with 956 adolescent students (474 boys, 482 girls) from 2008 to 2009 enrolled in the school system of Natal, Brazil. The age ranged between 12 and 15 years (13.7 ± 1.04 years). Tests were performed to assess the anthropometric and clinical aspects related to OS. To confirm the diagnosis of OS syndrome, the participant had to fulfill all the following clinical criteria: pain with direct pressure on the tibial apophysis; aforementioned pain before, during, and after physical activities; enlargement or prominence of the tibial apophysis; pain with resisted knee extension; and pain from jumping. The prevalence of OS in the sample was 9.8% (11.0% of boys and 8.3% of girls; boys, 13.5 ± 1.07 years; girls, 13.6 ± 1.01 years). The results showed that 74.6% of the students suffered from muscle shortening. Multivariate analysis using logistic regression showed that the factors associated with the presence of OS were the regular practice of sport activity (odds ratio, 1.94; 95% confidence interval, 1.22-3.10) and the shortening of the rectus femoris muscle (odds ratio, 7.15; 95% confidence interval, 2.86-17.86). The regular practice of sports in the pubertal phase and the shortening of the rectus femoris muscle were the main factors associated to the presence of OS syndrome in the students.
    The American journal of sports medicine 11/2010; 39(2):415-20. · 3.61 Impact Factor
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    10/2011; , ISBN: 978-953-307-767-3
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    ABSTRACT: Retrações musculares têm apresentado re-lações com má postura e Lesões Desportivas (LD) em jogadores de futebol jovens e adultos. Este estudo teve por objetivo avaliar a flexibilidade articular, extensibilidade muscular e prevalência de LD em praticantes de futebol, relacionando-as com a faixa etária. A casuística integrou 170 participantes do sexo masculino, procedentes das equipes de base profissionalizante e profissional de um clube desportivo de Campo Grande (MS). Os participantes foram distribuídos em três grupos: G1 (infantojuvenil), G2 (adolescentes) e G3 (adultos). Para a tomada de informa-ções sobre lesões, utilizou-se de um inquérito de morbida-de referida. Foram realizadas análises para caracterização antropométrica, flexibilidade articular, extensibilidade mus-cular e alinhamento corporal. Em relação à prevalência de LD, foram registrados 55 LD durante as duas últimas tem-poradas, sendo que 48 participantes (28,23%) relataram presença de LD. O G3 revelou a maior taxa de prevalência de LD, totalizando 0,68 LD/atleta. A taxa de lesão por atle-ta lesionado apresentou-se maior no G2, com 1,4 LM/atleta lesionado. O G2 apresentou maior grau de flexibilidade articular do quadril, com alcance de 26,3±8,0 cm no tes-te de sentar e alcançar. O G3 apresentou os maiores ín-dices de prevalência de retração para flexores de quadril. Ao teste de Schöber, o G2 mostrou a maior prevalência de inflexibilidade lombar. Conclui-se que atletas profissionais têm maior incidência e prevalência de LD. Os índices de in-flexibilidade foram particularmente importantes em faixas etárias mais jovens, sugerindo que uma possível interação entre atributos intrínsecos e extrínsecos se associe a dis-túrbios musculoesqueléticos em jovens atletas.

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