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O esporte e suas implicações na saúde óssea de atletas adolescentes

Revista Brasileira de Medicina do Esporte 01/2003; DOI: 10.1590/S1517-86922003000600007
Source: DOAJ

ABSTRACT A adolescência é um período fundamental para a aquisição da massa óssea. Em adolescentes atletas, o pico de massa óssea pode apresentar maior incremento, em virtude do estresse mecânico imposto aos ossos pelo exercício físico praticado. O objetivo desta revisão foi investigar o papel do treinamento esportivo vigoroso e precoce sobre a saúde óssea de atletas adolescentes. Através da revisão da literatura científica, envolvendo adolescentes atletas de diferentes modalidades e de ambos os sexos, é possível inferir que a densidade mineral óssea é potencializada pelos exercícios, quando grupos de atletas são comparados com grupos de controle. Entretanto, muito se discute na literatura quanto à recomendação da intensidade adequada da prescrição de exercício físico para população adolescente, uma vez que, caso o treinamento se torne muito extenuante, os benefícios gerados pela atividade sobre a saúde dos ossos podem ser minimizados ou anulados. Embora muita controvérsia ainda envolva o tema, independente do tipo de esporte praticado, o aumento de intensidade do treinamento deve ser razoável e coerente com as metas, sendo enfatizado treinamento seguro e eficaz para cada uma das faixas de idade e momentos da maturação biológica, independente dos calendários competitivos.

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    ABSTRACT: Young females who engage in sports that demand low body weight like Rhythmic Gymnasts (RG), have low calorie and intensive physical training. These factors can stunt growth and sexual maturation. The aim of this study is to evaluate diet, growth, sexual maturation, and training, and compare this data with scientific literature The study included measurements of height and weight, assessment of breast and pubic hair development (Tanner Stages), and a questionnaire that included personal, family, and training data of nine female athletes (12±1.84 years). Of these 77.8% were below the 50th percentile for weight/age, and 55.6% were below 50th percentile for height/age respectively. 88.9% don't report menarche. All the athletes showed below average calories, calcium and iron intake for their recommended for ages. The athletes train on average 24.11±6.11 hours per week. The intensive physical training above 18 hours per week, over many years immediately before and during the puberty, represents a chronic stress to the body capable of influencing growth and the delay of the menarche. In conclusion, Rhythmic Gymnasts can develop anemia, fractures and/or osteoporosis, stunted growth, and sexual maturation.
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    ABSTRACT: Retrações musculares têm apresentado re-lações com má postura e Lesões Desportivas (LD) em jogadores de futebol jovens e adultos. Este estudo teve por objetivo avaliar a flexibilidade articular, extensibilidade muscular e prevalência de LD em praticantes de futebol, relacionando-as com a faixa etária. A casuística integrou 170 participantes do sexo masculino, procedentes das equipes de base profissionalizante e profissional de um clube desportivo de Campo Grande (MS). Os participantes foram distribuídos em três grupos: G1 (infantojuvenil), G2 (adolescentes) e G3 (adultos). Para a tomada de informa-ções sobre lesões, utilizou-se de um inquérito de morbida-de referida. Foram realizadas análises para caracterização antropométrica, flexibilidade articular, extensibilidade mus-cular e alinhamento corporal. Em relação à prevalência de LD, foram registrados 55 LD durante as duas últimas tem-poradas, sendo que 48 participantes (28,23%) relataram presença de LD. O G3 revelou a maior taxa de prevalência de LD, totalizando 0,68 LD/atleta. A taxa de lesão por atle-ta lesionado apresentou-se maior no G2, com 1,4 LM/atleta lesionado. O G2 apresentou maior grau de flexibilidade articular do quadril, com alcance de 26,3±8,0 cm no tes-te de sentar e alcançar. O G3 apresentou os maiores ín-dices de prevalência de retração para flexores de quadril. Ao teste de Schöber, o G2 mostrou a maior prevalência de inflexibilidade lombar. Conclui-se que atletas profissionais têm maior incidência e prevalência de LD. Os índices de in-flexibilidade foram particularmente importantes em faixas etárias mais jovens, sugerindo que uma possível interação entre atributos intrínsecos e extrínsecos se associe a dis-túrbios musculoesqueléticos em jovens atletas.

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