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Co-morbidade psiquiátrica em dependentes de substâncias psicoativas: resultados preliminares

Revista Brasileira de Psiquiatria (Impact Factor: 1.64). 01/1999; 21(3). DOI: 10.1590/S1516-44461999000300005
Source: DOAJ

ABSTRACT INTRODUÇÃO: Os dependentes de substâncias psicoativas freqüentemente deixam de ser submetidos a avaliações diagnósticas. A não identificação de transtornos psiquiátricos associados à farmacodependência resulta em intervenções terapêuticas inadequadas. O objetivo do presente trabalho foi avaliar a ocorrência de transtornos psiquiátricos em farmacodependentes. MÉTODOS: Foi estudada uma amostra de 50 farmacodependentes do sexo masculino, selecionados aleatoriamente entre os pacientes de um serviço de tratamento ambulatorial para dependentes químicos. Utilizaram-se os Critérios Diagnósticos para Pesquisa (RDC) na avaliação diagnóstica. RESULTADOS: As prevalências de transtornos mentais ao longo da vida e no momento da entrevista foram de 77% e 72%, respectivamente. Trinta e dois por cento dos pacientes apresentavam-se deprimidos por ocasião da avaliação e 44% preencheram critérios diagnósticos para depressão na vida. Os transtornos depressivos precederam a instalação da farmacodependência em 77,3% dos pacientes. Outros transtornos psiquiátricos apareceram em proporções maiores do que as observadas em estudos envolvendo população geral. Os resultados do presente estudo foram comparados com estudos similares internacionais. CONCLUSÃO: A alta correlação entre psicopatologia e farmacodependência enfatiza a importância de estratégias terapêuticas baseadas na identificação de co-morbidade psiquiátrica nestes casos.

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    • "Entre os dependentes de álcool, 37% apresentavam um diagnóstico psiquiátrico e 53% dos de pendentes de outras drogas (excluindo o álcool) apresentaram diagnóstico para outro transtorno mental (Regier & cols., 1990). Silveira e Jorge (1999) referem que a maioria dos estudos de comorbidade psiquiátrica em dependência química considera os transtornos depressivos como aqueles de maior prevalência. Outros estudos epidemiológicos citam que a coocorrência de duas patologias sugere que uma delas estabelece uma relação causal com a outra ou então que existiriam fatores de vulnerabilidade comuns a ambas. "
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    ABSTRACT: Psychiatric comorbidity on cocaine/crack-dependent and alcoholics: An exploratory study Abstract: There is a frequent occurrence of psychiatric comorbidity to substance abuse/ dependence, leading to an unfavorable prognosis in the treatment of this disorder. The goal of this study was to investigate the occurrence of psychiatric comorbidity among 31 crack/cocaine (48.4%) and alcohol dependence (51.6%). The psychiatric diagnoses were made through the Mini Internactional Neuropsychiatric Interview (M.I.N.I.). The present sample was composed mainly by males (84%), with ages ranging from 20 to 56 years (M=37.3; SD=10.7). The results showed that 83.9% of the subjects had another mental disorder along with substance abuse/dependence. The most frequent comorbidities were Major Depressive Episode (25.8%), Substance Induced Mood Disorder (22.6%), and Specifi c Phobia (19.4%). The outcomes of this study suggest that intervention strategies to substance abuse/dependence patients should take into consideration the need to evaluate mental disorder comorbidity within this population. Keywords: Comorbidity, cocaine, crack, alcohol.
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    ABSTRACT: The use of drugs has been related to serious psychopathological disorders. The aim of this study consisted of evaluating mental and psychomotor disturbances in chronic cocaine addicts. Subjects were chemical dependent, male and female, from 13 to 49 years old (average 26.6 years), attending on psychiatry service. The methods consisted of detailed clinical history, Brief Psychiatric Rating Scale, Hamilton Rating Scale for Depression, and Hospital Anxiety and Depression Scale. There was significant correlation (p
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    ABSTRACT: A prevalência do "dedo em baioneta", sinal semiológico do distúrbio de déficit de atenção e hiperatividade (DHDA), foi determinada em pacientes do sexo masculino usuários de drogas ilícitas, internados em hospital psiquiátrico. Grupo controle, pareado quanto ao sexo, idade e classe social, foi selecionado da população geral. O sinal foi observado em 165/345 (47,8%) dos usuários de drogas e 13/50 (26%) dos controles, a diferença sendo estatisticamente significativa. Os portadores da anormalidade têm risco estimado de 2,61, risco relativo de 1,84 e probabilidade de 92,7% de usarem drogas ilícitas. As observações sugerem que, para homens: (1) o DHDA e síndromes correlatas estariam presentes em aproximadamente metade dos casos de usuários de drogas ilícitas e representariam fator de vulnerabilidade para o uso de tais drogas; (2) indivíduos portadores de "dedo em baioneta", especialmente adolescentes, deveriam merecer especial atenção para prevenção de uso de drogas.
    Arquivos de Neuro-Psiquiatria 01/2001; DOI:10.1590/S0004-282X2001000200014 · 1.01 Impact Factor
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