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Fluxo de seiva e condutância estomática de duas espécies lenhosas sempre-verdes no campo sujo e cerradão

Revista Brasileira de Fisiologia Vegetal 01/2000; DOI: 10.1590/S0103-31312000000200003
Source: DOAJ

ABSTRACT No presente estudo, comparou-se o curso diário de fluxo de seiva, condutância estomática e potencial hídrico (psi) de duas espécies sempre-verdes, Rapanea guianensis e Roupala montana. Os dados foram obtidos no final da estação seca, quando os efeitos do déficit hídrico seriam mais acentuados. As medidas foram realizadas no campo sujo, onde predomina gramíneas com sistemas radiculares superficiais, e no cerradão, em que a maior densidade de elementos lenhosos com sistemas radiculares profundos poderia levar a um esgotamento das reservas de água do subsolo na estação seca. Valores máximos de psinão diferiram para as duas espécies nas duas fisionomias estudadas. Os valores mínimos de potencial hídrico foliar de R. guianensis foram mais negativos (P<0,05) para as plantas do cerradão, enquanto os valores para R. montana não apresentaram diferenças entre as duas fisionomias. Os resultados indicaram que não existem diferenças significativas (P > 0,05) entre os valores de fluxo máximo e de fluxo total entre o campo sujo e cerradão. Os valores máximos de fluxo de seiva variaram entre 0,13 e 0,22 l. h-1 para R. guianensis e entre 0,15 e 0,54 l. h-1 para R. montana. Entretanto, as duas espécies, tanto no campo sujo quanto no cerradão, apresentaram um rígido controle estomático em relação à alta demanda evaporativa da atmosfera. O fluxo de seiva aumentou bruscamente pela manhã, alcançando rapidamente valores máximos entre 8 e 10 horas, e logo após decresceu severamente, apesar do crescente aumento da radiação solar e da demanda evaporativa da atmosfera.

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    ABSTRACT: RESUMO O potencial hídrico da folha é um dos fatores mais importantes que afetam o funcionamento dos estômatos. O objetivo deste trabalho foi avaliar o efeito da variação diurna na irradiância e déficit de pressão de vapor (DPV) na fotossíntese (A), condutância estomática (g s) e potencial hídrico da folha (Ψ) em Carapa guianensis (Aubl.). Os dados foram coletados de 07:00 às 17:00 h. A taxa fotossintética atingiu um valor máximo (2,5 µmol m -2 s -1) às 10:00 h, depois declinou até atingir um mínimo de 1 µmolm -2 s -1 às 16:00 h. A condutância estomática oscilou durante o dia, de 0,04 molm -2 s -1 (ao meio dia) para 0,02 molm -2 s -1 no final da tarde. O potencial hídrico da folha foi máximo nas primeiras horas do dia (-0,3 MPa) e mínimo (-0,75 MPa) no meio da tarde (14:30 a 15:00 h). Após ter alcançado um mínimo, o Ψ aumentou até -0,64 MPa no fim da tarde. A taxa fotossintética aumentou linearmente em função do g s (P < 0,01). Também houve uma relação positiva entre Ψ e g s (P < 0,01). A taxa fotossintética declinou durante o dia após ter alcançado um pico no início da manhã, demonstrando que os fatores ambientais que afetam o Ψ têm efeito significativo na assimilação do carbono de C. guianensis. PALAVRAS-CHAVE Déficit de pressão de vapor, potencial hídrico foliar, transpiração, trocas gasosas da folha. Photosynthesis, stomatal conductance and leaf water potential in crabwood (Carapa guianensis) ABSTRACT Leaf water potential is one of the most important factors affecting stomatal functioning. The aim of this study was to assess the effect of variation in diurnal irradiance and vapour pressure deficit on photosynthesis (A), stomatal conductance (g s) and leaf water potential (Ψ) in Carapa guianensis (Aubl.). Data were collected from 07:00 to 17:00 h. Photosynthetic rates reached a maximum (2.5 µmol m -2 s -1) at 10:00 h, thereafter declined to a minimum of 1 µmol m -2 s -1 at 16:00 h. Stomatal conductance oscillated during the day, from 0.04 mol m -2 s -1 (at midday) to 0.02.mol.m -2 .s -1 at the end of the afternoon. Leaf water potential was higher early in the morning (-0.3 MPa) and lower (-0.75 MPa) at mid-afternoon (14:30 -15:00 h). After reaching a minimum, Ψ increased up to -0.64 MPa at sunset. Photosynthetic rates increased linearly as a function of g s (P < 0.01). Also there was a positive relationship between Ψ and g s (P< 0.01). Photosynthetic rates declined during the day after reaching a peak early in the morning, which makes clear that environmental factors that influence Ψ greatly affect carbon assimilation of C. guianensis.
    Acta Amazonica. 01/2007; 37(2).
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    ABSTRACT: Phenology, phyllochron, and gas exchanges in frigo and fresh strawberry (Fragaria × ananassa Duch.) plants of cv. Albion Abstract Aiming to identify a possible precocity in frigo and fresh strawberries plants of cv. Albion, in greenhouse, the cycle and the rate of leaf appearance were evaluated and the photosynthetic behavior of these plants was analyzed. The experiments were performed in a greenhouse at University of Passo Fundo. The plants were disposed on stand after being transplanted in plastic bags filled with carbonized rice hull. For phenology, treatments consisted of two types of plants (frigo and fresh) while for determining the phyllochron, this factor plus the accumulated thermal sum were considered. For variables related to gas exchanges, evaluations were performed in frigo and fresh plants and three evaluation periods (8:00 a.m., noon and 4:00 p.m.) in completely random blocks design, four repetitions, and eight plants per plot. Relating phenology evaluations and phyllochron determinations, frigo plants were more precocious than fresh plants. However, even frigo plants presenting a lower leaf emission rate, the thermal sum needed for the emission of successive leaves is lower (93.9 ºC day leaf -1). Therefore, our study allows the producers, who want to sell strawberries in offseason, use frigo plants. However, fresh plants are recommended for those who cultivate in the traditional season.
    06/2014;
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    ABSTRACT: RESUMO: A medida da transpiração de árvores no campo é de difícil consecução. Nas duas últimas décadas, tem-se dado ênfase à medida de fluxo de seiva no caule como indicador da transpiração, principalmente se a escala de tempo usada é igual ou menor que um dia. Para essas medidas, são usados métodos térmicos com fornecimento de calor ao caule. O método de dissipação térmica (MDT) é um deles e vem sendo bastante utilizado pelo seu princípio simples e pela boa sensibilidade às variações de fluxo de seiva. Entretanto, tem-se evidenciado a necessidade de cuidados no seu uso, sendo uma das causas de perda de precisão o efeito da carga radiante sobre a planta, geradora de gradiente térmico natural, que interfere nos resultados. Além disso, o desempenho do método em condições diferentes daquelas em que foi desenvolvido deve ser testado. Assim, o presente trabalho teve como objetivos analisar o desempenho do MDT em árvores de seringueira, considerando que essa espécie produz látex que poderia interferir sobre o bom funcionamento do sensor, e avaliar o efeito do gradiente térmico natural do caule sobre as estimativas. Os resultados demonstraram que essa técnica de medida pode ser utilizada nessa espécie e que, nas condições em que foram realizados os testes, não há interferência do gradiente térmico natural sobre as estimativas. Entretanto, para melhorar o grau de precisão, deve ser realizado melhor estudo de caraterização da área condutora da seiva em relação ao diâmetro do caule. PALAVRAS-CHAVE: Hevea brasiliensis, fluxo de seiva, transpiração. ABSTRACT: The transpiration measurement of trees in field condition is very difficult. In the two last decades, some emphasis has been given in the study of stem sap flow as an indicator of plant transpiration. The methodology is particularly suitable for time scale less or equal than one day. One of the methods is the heat dissipation method (HDM), which has been used because of its simplicity and high sensitivity to the sap flow variations. However, the effect of the natural radiation, that generates a natural thermal gradient in stem, may lead to precision loss. Moreover, the performance of the method needs to be evaluated if the conditions are different from those for which it was developed. Thus, the present work aimed to analyze the performance of the HDM in rubber trees, considering that this specie produces latex that could affect the performance of the sensor, as well as to evaluate the effect of the natural thermal gradient of the stem on the estimated transpiration. The results had showed that HDM can be used with rubber trees and, in the conditions that tests were conducted, the natural thermal gradient does not effect the estimations. To improve the precision of the method, further studies, characterizing the tissue sap conductive area and the stem diameter should be made.
    01/2006;

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May 21, 2014