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O comportamento de crianças durante atendimento odontológico

Faculdade de Odontologia de Piracicaba -UNICAMP
Psicologia Teoria e Pesquisa 01/2003; DOI: 10.1590/S0102-37722003000100008
Source: DOAJ

ABSTRACT Este trabalho avaliou o comportamento de 6 crianças com história de não - colaboração durante tratamento odontológico, que passaram por 5 sessões odontológicas, nas quais empregou-se o placebo ou o diazepam de maneira duplo - cega, além de estratégias psicológicas de manejo do comportamento (distração, explicação, reforçamento e estabelecimento de regras). As sessões foram filmadas em vídeo - tape, com marcas sonoras a cada 15 segundos, indicativas dos momentos em que os comportamentos emitidos pelos participantes (choro, movimentos de corpo e/ou cabeça, fuga e esquiva) e as estratégias de manejo do comportamento seriam registrados. Os resultados mostraram que o medicamento na dose utilizada foi eficaz para controlar os comportamentos de 1 participante, sendo que os demais não permitiram a realização do tratamento e exibiram aumento crescente da resistência ao tratamento. Parece necessário que a criança seja auxiliada a enfrentar a situação de tratamento nas sessões iniciais, impedindo o aumento da resistência.

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    • "As categorias para as mães foram: a) interação verbal com a criança, como elogio, consolo, promessa de recompensa, distração , instrução; b) interação gestual com a criança, mediante contatos físicos como tocar as pernas, braços, mãos, rosto, excluindo restrição física. Seguem as categorias definidas para as crianças: a) movimento do corpo ou da cabeça: qualquer movimento de corpo e/ou cabeça que ocorresse no início ou durante um procedimento odontológico e que atrapalhasse a atuação do dentista, mas sem interrompê-lo, concomitante ou não com choro (Possobon et al., 2003), excluindo movimentos em resposta às instruções do dentista; b) choro e reclamações: qualquer choro ou reclamação, grito e gemido durante ou entre procedimentos odontológicos , excluindo reclamações em resposta a questões do dentista; quando a criança chorava e gritava ao mesmo tempo foram contabilizados dois comportamento no intervalo. "
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    ABSTRACT: This article intended to analyze the interaction between mother's and children's behaviors during dental care. The subjects were 5 dental patients (aged between 2 and 7 years) with their mothers. Dental sessions were videotaped, observers recorded child's and dentist's behavior. Quantitative analysis showed the higher rates of non-cooperation associated to the least interactive mother. Qualitative analysis, through functional analysis, indicated that the mothers might play a role as antecedents and as consequences for children's behavior in dental care; also, they can exert the function of historical variable by training self-controlled and rule-following behavior. Analyzing the contingencies, it is possible to predict and control behavior. Parents can be instructed and trained to conduct themselves more properly for the benefit of their child's health.
    Estudos de Psicologia (Campinas) 12/2013; 30(4):629-640. DOI:10.1590/S0103-166X2013000400016
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    ABSTRACT: Key-words O objetivo do trabalho é avaliar a percepção de crianças nas idades pré-escolar e escolar, frente aos materiais utilizados nos consultórios odontológicos. Foram analisadas 68 crianças que já ha- viam tido experiência odontológica anterior, divididas em dois grupos: G1: 4 a 7 anos e G2: 8 a 11 anos de idade. Cada criança observou 11 fotografias de itens presentes no consultório, para cada figura a criança apontou um score (de 1-5) da escala facial. Os resultados apontaram alguns itens como: carpule, baixa rotação, perfurador de dique de borracha e isolamento absoluto sugestivos de ocasionar medo generalizado entre as crianças. Além disso, verificou-se que as crianças do grupo 1 apresentaram menor medo objetivo frente a maioria dos instrumentos avaliados. Conclui-se que existem determinados instrumentais que podem causar emoções negativas na consulta odontológica e que as crianças menores de um modo geral apresentam menor medo que as maiores. Odontopediatria, medo, ansiedade * Aluna de graduação da Faculdade de Odontologia - UMSP. ** Doutorando no Programa de Ciências Odontológicas - Área de Concentração Odontopediatria, FoAr - UNESP. *** Doutoras em Odontopediatria pela FOUSP, professoras da Disciplina de Odontopediatria - UMSP. **** Doutoranda no Programa de Ciências Odontológicas - Área de Concentração Odontopediatria, FoAr - UNESP, professora da Disciplina de Odontopediatria - UMSP.
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    ABSTRACT: A situação de tratamento odontológico é potencialmente ansiogênica para todos os envolvidos. Do ponto de vista do paciente, aspectos clínicos - em especial os invasivos, tais como a injeção da anestesia - e aspectos relacionados aos comportamentos do profissional podem gerar ansiedade e respostas de esquiva ao tratamento. Para o cirurgião-dentista, a necessidade de lidar com a ansiedade do paciente, que requer, muitas vezes, estratégias diferenciadas de manejo do comportamento, além de toda a exigência pela perfeição técnica e atualização de conhecimentos clínicos, pode tornar estressante sua rotina de trabalho. A situação se agrava na medida em que a formação do profissional de odontologia seja deficiente na aquisição de conhecimentos teóricos e práticos sobre a relação profissional-paciente e estratégias de manejo de comportamentos. _______________________________________________________________________________ ABSTRACT Dental treatment causes anxiety in patients and professionals. In the case of patients, the clinical aspects, mainly invasive factors, such as local anesthesia, and, in the case of professionals, their behavior may produce anxiety with their evasive answers. The need to deal with the patient’s anxiety requires complex procedures of the dentists. Coupled to the dentist’s own anxiety for technical preciseness and permanent clinical knowledge acquisitions, the dentist’s routine turns into a physically and emotionally stressing procedure. Such a situation may worsen when the professional training of the dentist is somewhat deficient in knowledge acquisition on the doctor-patient relationship and in behavior management techniques. _______________________________________________________________________________ RESUMEN La situación de tratamiento odontológico es potencialmente ansiogénica para todos los involucrados. Del punto de vista del paciente, aspectos clínicos - en especial los invasivos, tales como la inyección de la anestesia - y aspectos relacionados a los comportamientos del profesional pueden generar ansiedad y respuestas de elusión al tratamiento. Para el cirujano dentista, la necesidad de lidiar con la ansiedad del paciente, que requiere, muchas veces, estrategias diferenciadas de manejo del comportamiento, además de toda exigencia por la perfección técnica y actualización de conocimientos clínicos, pueden volver estresante su rutina de trabajo. La situación se agrava a medida que la formación del profesional de odontología sea deficiente en la adquisición de conocimientos teóricos y prácticos sobre la relación profesional-paciente y estrategias de manejo de comportamientos.
    Psicologia em Estudo 01/2007; DOI:10.1590/S1413-73722007000300018
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