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Avaliação polissonográfica da síndrome da apnéia obstrutiva do sono em crianças, antes e após adenoamigdatomia

Revista Brasileira de Otorrinolaringologia 01/2002; DOI: 10.1590/S0034-72992002000300003
Source: DOAJ

ABSTRACT Introdução: Nos últimos anos a Síndrome da Apnéia/Hipopnéia Obstrutiva do Sono (SAHOS) tem despertado muito interesse por tratar-se de uma condição não totalmente estabelecida. Muitos critérios usados para definir SAHOS em adultos e crianças são diferentes entre si. Em 1995 Sabe-se que a história clínica do paciente não era suficiente para estabelecer o diagnóstico de SAHOS. Na criança a causa mais comum de SAOS é a hipertrofia adenoamigdaliana, normalmente caracterizada clinicamente pela presença de roncos noturnos, episódios de apnéia, sono agitado, respiração bucal e hipersonolência diurna4. Objetivo: Este estudo tem o intuito de comprovar de forma objetiva a melhora da SAHOS em crianças submetidas a adenoamigdalectomia. Forma de estudo: Clínico prospectivo. Material e método: Para isso, foram avaliadas 23 crianças entre 2 e 13 anos (1999-2001), com hipertrofia adenoamigdaliana, que após nasofibroscopia e polissonografia foram submetidas a cirurgia de adenoamigdalectomia. A polissonografia foi repetida após 2 meses de pós-operatório. Foi então realizado estudo estatístico dos dados obtidos na polissonografia pré- e pós-operatória. Resultado: Observamos que todos os pacientes tiveram melhora importante após adenoamigdalectomia. Duas crianças (8,69%) persistiram com SAOS leve, que anteriormente eram de grau moderado e acentuado. Conclusão: Concluímos assim que SAOS é uma indicação precisa para cirurgia de adenoamigdalectomia em crianças.

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    Revista Brasileira de Otorrinolaringologia 01/2005; 71(1).
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    ABSTRACT: The prevalence of OSAS in children is 0.7-3%, with peak incidence in pre-schoolers. It is characterised by partial or complete upper airway obstruction during sleep, causing intermittent hypoxia. Both anatomical (severe nasal obstruction, craniofacial anomalies, hypertrophy of the pharyngeal lymphoid tissue, laryngeal anomalies, etc.) and functional factors (neuromuscular diseases) predispose to OSAS during childhood. The main cause of OSAS in children in adenotonsillar hypertrophy. The most common clinical manifestations of OSAS are: nocturnal snoring, respiratory pauses, restless sleep and mouth breathing. Nocturnal pulse oximetry, nocturnal noise audio/videotape recording and nap polysomnography are useful tools for screening suspected cases of OSAS in children, and the gold-standard for diagnosis is overnight polysomnography in the sleep laboratory. On the contrary of SAOS adults, children usually present: less arousals associated to apnea events, more numerous apneas/hypopneas during REM sleep, and more significant oxyhemoglobin desaturation even in short apneas. The treatment of OSAS may be surgical (adenotonsillectomy, craniofacial abnormalities correction, tracheostomy) or clinical (sleep hygiene, continuous positive airway pressure--CPAP).
    Brazilian journal of otorhinolaryngology 02/2005; 71(1):74-80. · 0.55 Impact Factor
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    ABSTRACT: Present and evaluate the currently available literature reporting on the effectiveness of adenotonsillectomy (T/A) in treating obstructive sleep apnea/hypopnea syndrome (OSAHS) in uncomplicated pediatric patients. Systematic review of the literature and meta-analysis of the reduction of the polysomnogram (PSG)-measured Apnea Hypopnea Index (AHI events/hour) resulting from T/A and the overall success rate of T/A in normalizing PSG measurements (%). Fourteen studies met the inclusion criteria. Mean sample size was 28. All were case series (level 4 evidence). The summary change in AHI was a reduction of 13.92 events per hour (random effects model 95% CI 10.05-17.79, P < 0.001) from T/A. The summary success rate of T/A in normalizing PSG was 82.9% (random effects model 95% CI 76.2%-89.5%, P < 0.001). T/A is effective in the treatment of OSAHS. However, success rates are far below 100%, which could have far-reaching pediatric public health consequences. B-2a.
    Otolaryngology Head and Neck Surgery 06/2006; 134(6):979-84. · 1.73 Impact Factor

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Jul 3, 2014