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Avaliação pré-operatória do pneumopata

Revista Brasileira de Anestesiologia 01/2003; DOI: 10.1590/S0034-70942003000100014
Source: DOAJ

ABSTRACT JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: As complicações pulmonares são as causas mais freqüentes de morbimortalidade pós-operatória, especialmente nos pneumopatas. Por essa razão, esses pacientes devem ser criteriosamente avaliados e preparados no pré-operatório, tanto do ponto de vista clínico como laboratorial. O objetivo da presente revisão é determinar o risco cirúrgico e estabelecer condutas pré-operatórias para minimizar a morbimortalidade per e pós-operatórias, nos portadores de doenças respiratórias. CONTEÚDO: As principais repercussões do ato anestésico-cirúrgico na função pulmonar foram relatadas. Da mesma forma, procurou-se selecionar os pacientes de maior risco, envolvidos ou não em ressecção pulmonar. Para esse fim, utilizou-se da propedêutica clínica e laboratorial. Finalmente, foi apresentada uma proposta de algoritmo pré-operatório para os procedimentos com ressecção pulmonar. CONCLUSÕES: O portador de doença respiratória, especialmente as de evolução crônica, necessita ser rigorosamente avaliado no pré-operatório. A classificação do estado físico (ASA) e o índice de Goldman são fatores de previsão de risco importantes nos pneumopatas não-candidatos à ressecção pulmonar. Somando-se a esses critérios, nos candidatos à ressecção pulmonar, o VO2 max, o VEF1e capacidade de difusão estimados para o pós-operatório, são imprescindíveis, em algumas situações. Os beta2-agonistas e corticóides devem ser considerados nos pré-operatórios desses pacientes.

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    ABSTRACT: The basic objectives of any anesthetic are to provide the patient with safe analgesia and amnesia and to provide the surgeon with adequate conditions to perform the surgical procedure. This article discusses the different routes through which these objectives may be met.
    Clinics in Chest Medicine 07/1993; 14(2):211-26. · 2.07 Impact Factor
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    ABSTRACT: Significant depression of mucociliary function occurs during general anesthesia. One possible mechanism to account for this effect is a change in ion and water transport across airway epithelium. To determine if anesthetics alter epithelial cell function, we used electrophysiologic techniques to measure the effects of halothane on ion transport of in vitro canine tracheal epithelial. Epithelial tissues were mounted in an Ussing chamber and the short-circuit current (Isc) (a measure of active ion transport) and transepithelial resistance were determined in the absence and presence of halothane. Halothane induced a rapid and reversible decrease in Isc that was dose-dependent. Four percent halothane reversibly decreased Isc from 90 +/- 11 to 39 +/- 6 microA/cm2 (n = 12; P = 0.001) and increased transepithelial resistance. Isoproterenol is a well-known activator of chloride secretion that acts via beta-adrenergic receptors and cyclic adenosine monophosphate (cAMP). Pretreatment with isoproterenol or dibutyryl cAMP (a cell permeable analogue of cAMP) increased the percent inhibition of Isc by 4% halothane. These effects are consistent with preferential inhibition of chloride secretion by halothane but rule out a primary action of halothane on the beta-adrenergic system. In the presence of indomethacin, which eliminates the contribution of chloride secretion to Isc, 4% halothane induced a much smaller but still significant inhibition. This suggests that sodium absorption is also affected. We conclude that halothane significantly decreases ion and water transport in canine epithelia and that impaired fluid secretion may contribute to decreased mucous clearance in the perioperative period.
    Anesthesiology 07/1992; 76(6):985-9. · 5.16 Impact Factor
  • Anesthesia & Analgesia 02/1981; 60(1):46-52. · 3.30 Impact Factor

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