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Alterações incidentais dos seios da face na tomografia computadorizada do crânio e órbitas em crianças

Radiologia Brasileira 01/2005; 38(4). DOI: 10.1590/S0100-39842005000400003

ABSTRACT Radiol Bras 2005;38(4):245–250 245 INTRODUÇÃO Na população pediátrica, uma das indi-cações mais freqüentes de antibioticotera-pia é a rinossinusite aguda, também res-ponsável por grande volume de absenteís-mo escolar (1,2) . Vários fatores dificultam o diagnósti-co clínico da rinossinusite bacteriana em crianças, principalmente devido ao quadro sintomático sobreposto e de difícil distin-ção dos processos alérgicos e virais (1,2) . Adicionalmente, os dados de exame físi-co são escassos, pois os seios da face não podem ser examinados diretamente, im- OBJETIVO: Avaliar a prevalência e as características das alterações tomográficas incidentais dos seios da face em crianças sem quadro clínico de rinossinusite. MATERIAIS E MÉTODOS: Foram estudados pacientes entre zero e 18 anos de idade, submetidos a tomografia computadorizada do crânio ou órbitas por indica-ções não relacionadas a doença sinusal. RESULTADOS: Foram incluídas 64 crianças (idade média = 5,7 anos; desvio-padrão = 3,9). Achados incidentais nos seios da face ocorreram em 46 casos (72%). Na maioria (25/46) as alterações eram discretas e o espessamento mucoso foi o achado incidental mais comum. Opa-cificação completa ou nível líquido foram observados em 12 crianças. Mais de um seio foi afetado em 33 pacientes, ocorrendo com maior freqüência nos seios maxilares, seguidos dos etmoidais. O acometimento bilateral e simétrico foi comum. As anormalidades ocorreram com maior prevalência, intensidade e exten-são em crianças abaixo de três anos de idade. CONCLUSÃO: A prevalência de alterações tomográficas in-cidentais em crianças sem quadro clínico de rinossinusite é alta, predominando as definidas como discre-tas. A alteração mais encontrada é o espessamento mucoso. Achados incidentais moderados e acentuados tendem a ocorrer em crianças com menos de três anos de idade. Unitermos: Tomografia computadorizada; Rinossinusite; Achados incidentais; Seios paranasais; Seios da face; Radiologia; Pediatria. Incidental paranasal sinuses abnormalities in pediatric patients using computed tomography of the head and orbits. OBJECTIVE: To evaluate the prevalence and appearance of incidental paranasal sinuses abnormalities in children with no clinical evidence of rhinosinusitis using CT scans. MATERIALS AND METHODS: CT scans of the head or orbits of children between 0 and 18 years of age performed due to problems not related to rhinosinusitis were studied. RESULTS: Sixty-four children were included (mean age 5.7 years; standard deviation = 3.9). Incidental sinuses abnormalities were found in 46 cases (72%). In most cases the abnor-malities were mild (25/46) and mucosal thickening was the most common finding. Complete opacification and fluid levels occurred in 12 children. More than one cavity was affected in 33 patients and abnormalities were most frequently seen in maxillary sinuses, followed by ethmoid sinuses. Bilateral and symmetric find-ings were common. The prevalence and intensity of abnormalities were higher in children below three years of age. CONCLUSION: Incidental abnormalities are highly prevalent and tend to be mild in children without symptoms of rhinosinusitis. The most prevalent abnormality was mucosal thickening. Moderate and severe abnormalities occur in children below three years of age.

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Available from: Emilio Carlos Elias Baracat, Mar 18, 2014
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    ABSTRACT: OBJETIVO: Avaliar a freqüência das incidências radiográficas realizadas nos seios da face de pacientes pediátricos em hospitais de Belo Horizonte, MG, as condições de radioproteção, as técnicas radiográficas empregadas, o kerma no ar de entrada e as doses nos órgãos mais expostos. MATERIAIS E MÉTODOS: Foram coletados os dados dos pacientes e parâmetros de técnica radiográfica empregados em exames de crianças de 1 a 16 anos de idade, em cinco salas de quatro hospitais da cidade, observando, também, aspectos de proteção radiológica. O kerma no ar de entrada foi estimado a partir dos rendimentos dos tubos de raios-x e as doses nos órgãos utilizando o software PCXMC. RESULTADOS: Os valores médios do kerma no ar de entrada para as cinco salas foram, respectivamente, 1.398 µGy, 829 µGy, 877 µGy, 1.168 µGy e 3.886 µGy para pacientes entre 1 e 5 anos de idade. CONCLUSÃO: Foi constatado que as incidências mento-naso e fronto-naso são comumente solicitadas em conjunto, na maioria dos hospitais, o que confere dose significativa para os pacientes. Os riscos para os pacientes podem ser diminuídos mediante a utilização de cilindros de colimação, a não-utilização de grades antiespalhamento, o emprego de altos valores de tensão e baixos valores de tempo.
    Radiologia Brasileira 01/2007; 40(6):409.
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    ABSTRACT: Many score methods have been created to measure paranasal sinus abnormalities seen under CT scan. Currently, the Lund-Mackay staging system is widely accepted. However, its results may be affected by the development in children. To assess the precision and accuracy of a new tomography score, called "opacification-development ratio". It translates the percentage of sinus area that is opaque. A cross-sectional study was prospectively conducted in patients ranging from 0-18 years of age who underwent CT scan assessment of rhinosinusitis. Two independent radiologists examined each scan twice, using both the Lund system and the ratio herein proposed. The opacification-development ratio reached substantial intra and inter-examiner agreement, similar to the Lund system (Kappa > 0.60). Considering the Lund system as the gold standard, the most accurate cut-off point was approximately 15 (sensitivity and specificity approach 90%). There was a strong linear correlation between the two methods (r > 90). opacification-development ratio is precise and correlates with the Lund system. A cut-off point set at 15 could be used to call a test positive.
    Brazilian journal of otorhinolaryngology 01/2010; 76(4):491-8. DOI:10.1590/S1808-86942010000400014 · 0.62 Impact Factor
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    ABSTRACT: To determine whether the presence of opacification in the paranasal sinuses of children and adolescents without rhinosinusitis implies an increased risk of later development of upper respiratory tract symptoms. This was a prospective study of a cohort of patients aged 0 to 18 years who underwent computerized tomography (CT) scans for indications unrelated to rhinosinusitis. Sinus opacification was evaluated using an opacification/development ratio score. The patients' clinical progression was followed up using a questionnaire for 1 month after the scans. Fifty-six percent (56%) of the 106 patients enrolled in the study had opacity, the majority due to mucosal thickening. Intense opacification was defined as "suspected" (score ≥ 15) and patients in this subset had a greater risk of developing symptoms during follow-up (odds ratio = 2.74; 95%CI 1.10-6.83) compared to those with no findings or discrete findings. Intense incidental sinus opacity on CT indicates a risk of future development of a clinical respiratory condition.
    Jornal de pediatria 09/2011; 87(5):433-8. DOI:10.2223/JPED.2121 · 0.94 Impact Factor
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