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A força de preensão manual é boa preditora do desempenho funcional de idosos frágeis: um estudo correlacional múltiplo

Revista Brasileira de Medicina do Esporte (Impact Factor: 0.16). 01/2008; DOI: 10.1590/S1517-86922008000100002

ABSTRACT A força de preensão manual (FPM) associa-se com a funcionalidade de idosos, mas há dúvidas sobre o
valor dessa relação em todas as situações. O estudo observou a correlação entre FPM de idosos residentes em
instituições de cuidados permanentes (asilos) e o desempenho funcional (DF) em tarefas específicas e inespecíficas
para as mãos. Participaram 12 homens (70±6 anos; 64±9 kg; 160±10 cm) e sete mulheres (77±11 anos;
49±10 kg; 147±10 cm). A FPM foi medida com dinamômetro hidráulico. As tarefas motoras propostas foram:
caminhar 10 m na velocidade máxima (C10), timed up & go test (TUGT), colocar e retirar chave de fechadura
(TCCF) e tirar e recolocar lâmpada em um bocal (TCLB). O teste de Wilcoxon revelou que os homens apresentaram
melhores desempenhos que as mulheres em todos as medidas, exceto IMC, TCCF e TCLB (p<0,05). Os
coeficientes de Spearman revelaram que três testes apresentaram correlações significativas com a FPM: TRLB
(ρ = -0,54; p = 0,018); TUGT (ρ = -0,67; p = 0,002) e C10 (ρ = -0,69; p = 0,001). A correlação múltipla entre a FPM
e o conjunto dos testes revelou-se igualmente significativa (R-múltiplo = 0,66; p<0,04). Conclui-se que a FPM
pode ser uma boa preditora do desempenho em tarefas motoras em idosos frágeis, investindo-se de potencial
para apreciação da funcionalidade como um todo, enquanto variável de exposição epidemiológica.

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    ABSTRACT: Objective To verify the correlation between handgrip strength (HGS) and flexibility with age and anthropometric variables in the elderly.Methods This was a cross-sectional home-based study of elderly individuals enrolled in the Family Health Strategy of Campina Grande/PB. Gender, age, HGS, flexibility, arm muscle circumference (AMC), corrected arm muscle area (CAMA), and body mass index (BMI) were recorded.ResultsA total of 420 elderly individuals were evaluated. Correlations of HGS with age, AMC and CAMA, in both genders, were observed. BMI correlated with HGS only in females. Flexibility correlated with BMI in males. In the multivariate analysis, age and AMC were predictive variables of the HGS variation in females. In males, age was the only variable predictive of HGS, and BMI was the predictor of flexibility variation.Conclusion The results indicate a probable influence of age and anthropometric variables in muscular strength, as well as that of excess weight in flexibility limitation.
    Revista da Associação Médica Brasileira 03/2013; 59(2):128–135. DOI:10.1016/j.ramb.2012.10.002 · 0.92 Impact Factor
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    ABSTRACT: Análise do estado nutricional e da força de preensão palmar, lombar e escapular em mulheres de meia idade e idosas. Brazilian Journal of Biomotricity. v. 6, n. 4, p. 245-253, 2012. O presente manuscrito objetivou avaliar e comparar os níveis de força por meio de dinamometria estática e o estado nutricional em mulheres de meia idade e idosas. A amostra constituiu-se de 31 mulheres fisicamente ativas, que buscaram o Projeto “Atividade Física e Saúde ao Alcance de Todos” realizado pelo curso de Educação Física do Centro Universitário de Várzea Grande (UNIVAG). As voluntárias foram divididas em dois grupos, sendo 20 no grupo mulheres de meia idade (51,1±6,3) e 11 no grupo idosas (64,5±3,6). Foram avaliadas as forças de preensão manual (FPM), de tração lombar (TL) e de tração escapular (TE). Avaliou-se também o índice de massa corporal (IMC), a adequação da prega cutânea tricipital (aPCT) e a circunferência da cintura (CCin) para posterior correlação com os níveis de força. Não houve diferença estatística entre as variáveis antropométricas de ambos os grupos. Quanto aos níveis de força, houve apenas diferença estatística para a tração lombar (p=0,04) e tendência para a tração escapular (p=0,06) entre os grupos. Quando correlacionados os níveis de força (FPM, TL e TE) e as variáveis antropométricas (IMC, aPCT e CCin), houve apenas tendência à significância entre FPM da mão dominante versus IMC (r= -0,40; p=0,08) e FPM da mão dominante versus aPCT (r= - 0,40; p=0,08), ambos para o grupo de mulheres de meia idade. Em conclusão, a perda de força é mais pronunciada em grandes grupos musculares (tração lombar e escapular) do que em pequenos (FPM), particularmente para as mulheres idosas.
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    ABSTRACT: to investigate pre-frailty and the factors associated with this condition, taking into account the measurements of the older adults' gait speed. participants were selected by means of inclusion/exclusion criteria and a cognitive tracking test. The sample was calculated based on the estimation of populational proportion and made up of 195 older adults who were using a Primary Health-Care Center in Curitiba in the state of Paraná. Data was collected using a socio-demographic/clinical questionnaire and the gait speed test. pre-frailty for gait speed has moderate prevalence (27.3%), and is associated with the 60 - 69 years age range, a low level of schooling, not feeling oneself to be alone, using anti-hypertensives, having cardiovascular disease and being overweight. it is considered relevant to identify those older adults with pre-frailty, as this creates the possibility for immediate intervention with the aim of stabilizing the picture. There is a significant shortage of studies on the syndrome of frailty in Brazilian older adults, principally referring to components in isolation. Given that gerontological nursing is at an early stage regarding this issue, it is understood that the identification of the prevalence must be the key point of the research on the matter.
    Revista Latino-Americana de Enfermagem 06/2013; 21(3):734-41. DOI:10.1590/S0104-11692013000300012 · 0.54 Impact Factor

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May 29, 2014